- Meaw... Meaw... Meawwwwww... Arrrhhhhhggg

- Yuki... Baby o que foi? Você se machucou no aquário novamente? Eu já não te disse que esses peixes não são sua comida?! – Ela levantou-se de sua cama. Repreendendo o gato indo em direção a sala. Olhou para o aquário e não viu sinal do bichano. Poucos passos a sua frente viu uma poça de sangue e pegadas de um sapato, provavelmente 42, indo em direção da cozinha. “Calma... Respira fundo... Ir até o quarto e pegar sua pistola é a melhor opção” Ela pensava enquanto dava um passo para trás

- Yuki – Ela tentava ser o mais natural possível — Você não está no aquário... Que bom que aprendeu que os peixes não são sua comida... Será que você se machucou na banheira então?! Seu safadenho... Mamãe vai te dar um banho se você não se comportar – Ela falava num tom alto, tentando disfarçar que já sabera que tinha companhia. Ela caminhava em direção ao quarto a passos largos, tentava parecer o mais natural possível. Poucos passos a sua frente viu através do reflexo dos porta retratos que haviam na estante uma grande sombra se aproximar por trás dela. Aquela sombra chegava cada vez mais perto dela, quando ela o viu levantar os braços para segurá-la, ela se agachou e virou num movimento rápido, com seu pé esquerdo firme e apoiando as duas mãos no chão ela passou uma rasteira no grandalhão com sua perna direta, fazendo-o cair. Ao reparar em seu rosto, ela sentiu um medo, conhecia aquele rosto, era Kruz, um antigo inimigo. Ele era grande, uns 2 metros, e o rosto era todo deformado devido a uma briga que os dois tiveram e ela lhe jogou ácido no rosto. Ela levantou-se e colocou seu pé no pescoço dele, impedindo de respirar.

- O que você fez com meu príncipe Yuki?! – Ela estava furiosa – O que você quer aqui? – Ela apertava mais o pescoço dele, mas havia sido precipitada. Ele agarrou sua perna e exercendo de pouca força a jogou contra a parede. “Esqueci que ele era tão forte” Ela apoiando-se em suas mãos na parede, jogou seu corpo para frente e pulou em cima dele, tentando-o sufocar novamente. Mas ele segurou-a com um pouco mais de força agora e jogou-a para o lado “Quando maior, maior a queda” Ela foi novamente contra ele, mas ele sacou uma arma agora. Ela se jogou em direção a um armário, para se desviar do tiro. “Onde eu guardava minha pistola no armário mesmo?” Ela colocou a mão no queixo e deu uma breve olhava em volta, não vira sua arma, mas pegou uma jaqueta qualquer e ficou esperando-o aparecer.

Como esperado, ele colocou o braço com a arma para dentro, mas antes que ele atira-se ela enrolou sua jaqueta na mão dele e deu um chute no membro inferior dele. Ele caiu para trás e deu uma rasteira nela, ela não conseguindo desviar caiu em cima do seu armário e derrubando as prateleiras atrás dela, ela sentiu alguma coisa cravar em suas costas, deveria ser algum dos vários porta-retratos. Todos que ela fingia ser feliz com os poucos amigos que tinha: Yunho, Jocasta e Yoochun e seu ex-namorado. Ela arrancou o que estava cravado em suas costas e tentava suportar a dor. Mas Kruz foi mais rápido e chegou a ela, agora, com seus braços, que mais pareciam toras ele apertava o pescoço dela, para sua sorte, ele odiava matar alguém quebrando o pescoço.

Ela tentava se livrar daquelas mãos que a sufocavam, mas era quase impossível, ele deveria ter o triplo de seu peso e era muito mais forte, na posição que eles estavam, ele sobre ela, ela não havia como tentar alguma abordagem. Ela tentava chutes, batia com as mãos sincronizadas em seus ouvidos, tentando desnorteá-lo, mas ele se mantinha firme. Ela começou a tatear o chão a sua volta e achou algo cortante, ela conseguiu passar no braço dele, fora superficial, mas fora o suficiente para ele a soltar. Ela conseguiu sair daquela posição, meio cambaleando e fora em direção a mesa de mogno que havia no meio da sala, queria pegar sua arma, que havia escondida abaixo desta, mas ele pegou em suas pernas e a puxou. Ela puxou consigo uma pequena toalha que havia sob a mesa, derrubando uma tesoura. No instante que o grandalhão ia conseguiu puxa perto o suficiente ela cravou a tesoura no ombro dele, próximo ao pescoço. Ele a soltou novamente, em meio a um urro de dor, ela pegou um vaso de flores e quebrou na cabeça dele. Fazendo-o cair desmaiado. Mas antes que ela conseguisse contar vitória, outro homem a agarrou por trás, lhe dando uma chave de braço, ela se debatia, ela o chutava, em suas pernas, batia em seus braços, mas ele não a soltava. Ela então agarrou com força e puxou as ‘bolas’ do homem, ele gritou em seu ouvido, mas não a soltava. Ela não tinha muito ar, já estava zonza da briga com Kruz, ela então cravou suas pequenas unhas. Ele a jogara para frente, ela caiu no chão, sem forças, ela tossia, tentava recuperar o ar.

- Vadia... Agora você vai morrer de uma forma dolorosa – Ele então pegou uma pistola em seu casaco.

“Shit” Ela com as forças que ainda restavam tentou correr novamente para o quarto, mas sentiu algo atingi-la e se jogou para o banheiro, empurrou a porta com força, puxou a barra de ferro que ficava acima da banheira, sustentando a cortina do box e posicionou na pia do banheiro, impedindo que ele entrasse. “Não tinha um lugar melhor?” O homem tentava forçar a entrada “Essa barra não vai aguentar muito” Ela olhou para a janela de vidro fume. Olhou em volta, arrancou o armário de parede e jogou contra ela, abrindo um buraco no vidro. Antes que aquele homem conseguisse entrar, ela já havia saído, havia mais três homens em seu quintal. A adrenalina já havia tomado conta dela, ela conseguira respirar e recuperar um pouco das forças em menos de cinco minutos que ela estivera no banheiro. Ela começou a lutar por sua vida. Deu alguns socos no primeiro e ele foi ao chão. O segundo e o terceiro não fora tão fáceis. Um fora pela esquerda e outro pela direta. Ela deu um salto para trás quando eles estavam bem próximos, mas não fora como ela esperava. Esperava que um fosse de encontro ao outro e caíssem “Isso sempre funciona nos filmes, mas nunca na vida real! Por que eu ainda insisto em tentar?!”. Ela deu um sorriso aos dois homens e pegou a mangueira de jardim, começou a rodear com ela em voltar de seu corpo, em movimentos rápidos, ela conseguiu acertar um no nariz, ele começou a sangrar e deixando o homem ainda mais furioso, então ela fez sua segunda tentativa e acertou ele com o ferro, a ponta mais pesada no meio da testa, ele caiu para trás.

O terceiro homem vinha em sua direção, ela deu-lhe outro sorriso

- Eai bonitão, quer dançar? – Ela começou a jogar a ponta de ferro contra ele, mas ele era ágil e conseguia desviar “Por que eu nunca consigo uns idiotas para me afrontarem, sempre espertinhos” – Pelo que vejo você é bom de dança – Ele lhe deu um sorriso e passou o dedão no nariz

- Você vai ver no que mais eu sou bom, vadia – Disse ele indo em direção a ela, ela então jogou novamente o ferro contra ele, mas como esperado ele desviou. Ela seu um salto sobre a cabeça dele, dobrando a mangueira e depois chutou as suas costas, ele caiu com o impacto, como a mangueira havia sido enrolada em seu pescoço durante o salto, na queda, brusca, seu pescoço fora quebrado.

O homem que estava dentro da casa havia saído, sem que ela percebesse, ele a agarrou por trás e segurou suas mãos, e a jogou no chão, segurando suas pernas e impedindo qualquer movimento.

- O que eu vou quebrar primeiro em você? – Ele falava friamente demonstrando um prazer em machucá-la

- Nada, se depender de mim – Yoochun acertou um soco direto no rosto do homem, fazendo o cair e soltando Daiana. Yoochun a levantou –

- Me solta – Ela gritou com Yoochun

- Você andou engordando, ein! – Brincava enquanto a soltava devagar no chão

- Aquele idiota matou o Yuki – Ela se virou para o homem e lhe deu um chute no rosto – Ai... Merda, agora ele machucou meu pé também – Disse rindo, quando deu o chute, ela acabou raspando o pé na grama – Mas o que vocês estão fazendo aqui? – Ela apontou com a cabeça para Changmin que estava dentro do carro – E quem é a garota?

- Eu vim te salvar, sou seu príncipe, afinal, não sabia? Aquela é sua cunhada... – Daiana começou a rir, sentiu uma dor, colocou mão em sua barriga e viu que estava sangrando – Odeio sangue – Em seguida desmaiou.