Capitulo Dez

Assim que Jo terminou de explicar tudo, a primeira reação de Yunho foi querer falar com seu pai. Infelizmente, ele não iria querer tudo aquilo e ainda iria desvirtuar tudo o que lhe explicasse. Não, Yunho conhecia seu pai, o melhor seria manter sigilo e salvar sua esposa. Depois, falar com alguém, de nível acima de seu pai.

“Mas quem?!” Yunho tentava manter a calma e pensar. Seu pai era o nível mais elevado dentro da CIA, presidente. Não havia mais ninguém com quem falar.

- Jo... Eu te amo – Foram às primeiras palavras que ele conseguiu dizer – Não diga mais nada, somente, somente me escute, tenho um plano

Yunho come começou a explicar o plano dele.

Jo escutava seu amado, atentamente, tentando não se distrair com os gritos de Jessica do outro lado da porta. Felizmente, os gritos não eram altos o suficiente para mais alguém no trem escutar, além dela. Ao Yunho concluir suas ideias, ela concordou com tudo, parecia ser o mais sensato.

Como sempre, Yunho mantinha sua cabeça no lugar, mesmo nas situações mais estressantes e/ou que exigiam um raciocínio rápido.

- Eu também te amo, Yun... Nós vamos ser felizes... Nós três juntos novamente – Jo desligou e percebeu que os gritos haviam cessado.

Ela entrou na cabine e viu o corpo de Jessica, sem vida, no chão.

Havia sangue por todo o lado, a garganta dela havia sido cortada.

Jo suspirou fundo, olhou para o sofá e viu Hyunnie, desacordado. Yasha estava passando um pano úmido nos braços e no rosto, tirando o sangue da outra de si.

- Por favor, Yasha, não me diga o que fez... Somente me diga que sabe onde minha filha está! – Jo sentou-se, ao lado de Hyunnie, enquanto olhava para fora do trem, já conseguia ver um semblante da pequena cidade de Kiev surgir no horizonte.

- Ela está com Paula, em Kiev, estão na casa de seus pais. Só que Jessica falou algo sobre uma mudança radical no visual dela, uma experiência da Paula. – Jo levantou-se e chutou com força, aquele corpo. Ela caiu de joelhos ao lado do corpo de Jessica. Pegou uma faca, a faca que outrora Tiffany usara, a mesma faca que Yasha, provavelmente usou, agora Jo a cravava com força no coração de Jessica, o sangue, pouco sangue que ainda restava, começou a jorrar. Ela arrancou a faca e a enfiou novamente

- Jo, ela já tá morta! – Yasha tirou a faca da mão de Jo, não dando bola para o olhar furioso que Jo soltava em direção dela – Não precisa se preocupar, deve ser alguma coisa tipo, cabelo vermelho e para cima, ou cabeça raspada

- Yasha, não tem graça – Jo continuava a encarar sua amiga

- Eu sei, eu sei... Mas queria tentar aliviar seu stress, desculpe – Yasha abraçou Jo, poucos sentimentos eram transmitidos através daquele abraço, mas eram suficientes para confortar, temporariamente, o coração de Jo

- Esse Hyunnie é fracote ein... Nem aguentou uma briguinha e já cai ú.u Pelo jeito eu vou ter que tomar conta dele – Falou Yasha, em meio a suspiros – Mas ele é tão fofo desacordado, mas, mais fofo ainda quando sorri – Yasha passou sua mão, de leve, no rosto do rapaz, tentando não despertá-lo, tirando um pouco da franja que estava sobre os olhos dele.

- Amiga, para de pensar besteira e vamos nos livrar do corpo, já estamos chegando – Cada vez a cidade estava mais próxima

Enquanto Jo olhava para todo aquele sangue no chão, e com ajuda de Yasha tentavam colocar o corpo para dentro do armário aéreo.

Ela lembrava-se de como Jessica aparecera perante eles:

“Surpreendendo nos três, vindo pela janela do vagão, atirou em Yasha. Por sorte fora somente de raspão, sorte de Yasha, não de Jessica.

Yasha parecia ter virado um demônio. Jogou um enfeite, que havia em cima da mesa de centro, quebrando a janela. Puxou Jessica para dentro da cabine, as duas lutaram. Mesmo com o ferimento, superficial no ombro, Yasha conseguiu sair vitoriosa. Sem deixar nem eu, nem Hyunnie nos intrometermos na luta. Tudo bem que tive que pará-la, se não, Jessica seria morta.

Depois de amarrar-mos-á em uma cadeira, começamos novamente a tortura.

Bem, ela foi mais fácil do que Tiffany, admito, que após Yasha lhe cortar dois dedos e cortar um pouco de seu escalpo, ela nós falou tudo.

Seu intuído em forjar sua própria morte era nos deixar tranqüilos, para baixarmos a guarda e assim ela poder nós atacar.

Engano dela, nossa guarda havia ficado mais intensa do que nunca, esperando o retorno da ligação de Yunho. Até que eu consegui falar com Yoochun, através do telefone da Daiana.

Nossa, como essa hora passou rápido”

O trem parou, os três desceram rápido, apertaram o passo ao escutarem os gritos ao fundo, vindos de dentro do trem, estavam quase correndo, mas tentando ser discretos

- Socorro, alguém foi assassinado – Eram os gritos que alguém proferia de dentro do trem.

Ao chegar ao portão da estação, pegaram o primeiro táxi que viram e seguiram. Jo passou ao motorista o endereço de seus pais.

Bem afastada da cidade, um sitio. Após uma hora, quase, chegaram ao destino.

Viram uma casa simples, com algumas ovelhas e vacas em volta, conseguiram enxergar bem longe uma senhora. O taxista parou, recebeu seu pagamento, lhes entregou as bagagens, algumas poucas mochilas e agora um senhor, deveria ter seus 50 anos, veio receber os três

- Minha filha, quanto tempo – Disse o senhor, indo em direção a Jo e a abraçando, logo em seguida veio à senhora e também abraçou Jo.

Eram seus pais, eles convidaram os três para entrarem

- Sua irmã veio nos visitar também, que coisa boa, uma reunião de família – Disse o velho senhor, tentando ajudar a carregar a bagagem de Jo

- Minhas duas filhas, reunidas conosco, agora posso descansar em paz

- Mãe, pare com isso, você é muito nova, tem só 45 anos – Disse Paula saindo de dentro da casa – Minha irmã, quanto tempo sem vê-la – Paula foi ao encontro de Jo, ela lhe recebeu com uma bofetada

- Onde está Nathy? – Jo segurava-se para não pular no pescoço de sua irmã

- Minhas filhas, o que é isso? – Perguntou a velha senhora, já angustiada

- Ei, a lambisgoia dumal disse que a mãe delas tem 45, mas tu não acha que parece ter uns 80? – Cochichava Yasha para Hyunnie

- Sim, ela tem, mas ela sofre de EP, uma doença que a faz envelhecer não somente por fora, mas também seus órgãos, segundo os médicos, ela não tem mais que 5 anos de vida, mas a Paulinha diz que irá curá-la e eu acredito na minha filha – Disse o pai de Jo, enquanto passava por Hyunnie e Yasha – Meninas, sem brigas, sua mãe não pode se estressar, vocês sabem muito bem disso

- Ok, pai, mas onde está Nathy? – Perguntou Jo aflita

- Nossa, como minha neta cresceu, está com 20 anos, já!! Já pode se casar, neh! – Disse a senhora

- Não mãe, Nathy tem 5 anos... – Respondeu Jo, confusa

- Mas querido, aquela moça que veio mais cedo, Nathany, você e Paula disseram que era minha neta, não? – Jo ficou muito assustada agora, o velho senhor conduziu sua esposa para dentro de casa, enquanto ela permanecia falando sobre Nathy e ela ter 20 anos

- Jo, eu posso explicar – Paula tentava fazer Jo se acalmar — Nathy tem os mesmos cromossomos da doença que nossa mãe tem. Eu concordei em fabricar numa arma para o WIA, desde que eles deixassem eu fazer todos os testes necessários e salvasse a vida de nossa mãe e de Nathy. Mas algo deu errado, eu consegui concluir o experimento somente em Nathy, nossa mãe não terei o que fazer. – Paula chorava enquanto segurava as mãos de Jo

- Paula, fala o que você fez com minha filha – Jô apertou forte os braços de Paula, mas ainda sim controlando-se, ela poderia quebrá-la facilmente.

- Eu fiz uma alteração no cromossomo que as faz envelhecer rapidamente, e apliquei nas duas novamente, depois elas foram expostas a radiação. O resultado Nathy foi diferente do esperado, ela envelheceu 15 anos, mas não somente em corpo, ela também teve um amadurecimento do cérebro e sentimentos, já com nossa mãe não teve alteração nenhuma.

- Tu fez o quê? – Gritou Jo, logo em seguida desmaiou

- Nathy filhinha – Jo via sua baby, brincando em uma floresta, junto com Yunho, ela entrou num pequeno buraco em uma árvore – Filhinha, volta aqui, isso é perigoso – Quando saiu era adulta

- Ahhhhhhhhh – Gritava Jo ao acordar, Yasha e Hyunnie estavam ao lado dela

- Jo? Amiga, você está bem?! – Perguntou Yasha lhe alcançando um copo de água

- Sim, onde está meu bebê?!

- Eles a levaram de nós – Respondeu o pai de Jo, enquanto ajudava a mãe delas a arrumar algumas coisas que estavam pelo chão

- Amiga fica calma, nós chegamos tarde demais

- Jo, quando eu soube que eles haviam te trazido para a Rússia, eu fugi e vim para cá com Nathy e nossa mãe. Mas poucos minutos antes de vocês chegarem eles vieram e a levaram – Jo sentou-se no sofá

- E por que você não disse isso logo que chegamos? – Gritou Jo, desesperada, segurando-se para não chorar – Poderíamos ter ido atrás deles

- Jo, eles não vieram por terra, vieram por ar, nos poucos minutos que vocês chegaram aqui, eles já deveriam estar novamente em Moscou ou sabe se lá onde! – Paula falava enquanto ajudava a mãe delas — Mãezinha, sente-se, não faz bem você ficar se exercitando assim, é muito para um dia – Jo olhou para Paula, ela sempre havia sido a filhinha doce, diferente de Jo.

Jo não sabia se poderia ou não confiar em sua irmã

- Paula... Minha filha, Nathy, ela continuará há envelhecer mais rapidamente? – Perguntou Jo, cobrindo o rosto com as mãos

- Não, depois de ela ter envelhecido em 1 dia uns 15 anos, os cromossomos sumiram do corpo dela, parecem ter sido eliminados, expelidos pelo próprio corpo

- E por que, por que com nossa mãe não funcionou? – Jo foi em direção a mãe delas e beijando a testa dela

- Não sei, eu gostaria tanto de saber, você não tem ideia, mas, eu não sei, realmente – Paula sentou-se ao lado da mãe delas e começou a acariciar os cabelos dela

Um tiro atravessou a janela e acertou o peito daquela velha senhora, pegou de raspão na mão de Paula.

Todos se agacharam o mais rápido possível, mas o pai das duas fora acertado e caiu no chão, Paula viu o buraco entre os olhos dele e gritou. Jo ao ver não agüentou mais, pegou a arma que tinha perto de Yasha, e começou a atirar, acertou um. Yasha escondida num canto da janela via os alvos

- São três... Você mandou um para o espaço Jo – Disse ela, queria sorrir, mas vendo a cara de Jo e Paula, não conseguia, ela mirou, viu os dois se aproximando, com exatidão, deu dois tiros, e os dois que se aproximavam caíram. Quando ela ia acertar o último, ele caiu. – Ei, perai, quem foi que acertou aquele lá? – Yasha ficou confusa ao ver o corpo cair.

Ela olhou para Jo, ela estava no chão ao lado de seu pai, Paula não parava de chorar ao lado do corpo de sua mãe

- Ei, não me olha, a Jo pegou minha arma – Hyunnie levantando as mãos, mostrando que não estava armado

- Vocês estão bem? – Perguntou um rapaz entrando dentro da casa, era alto, com belos traços, muito mais bonito que qualquer mulher que Yasha já tivesse visto

- Ahan – Respondeu olhando fixa para ele

- Sim, estamos bem, mas não graças a você Jae – Hyunnie foi em direção a Jae e lhe dando um tapa na cabeça, querendo impor respeito e fazer Yasha notá-lo, já que agora, ela estava com os olhos brilhando na direção de Jae – Onde está o Ryu?

- Lá fora – Jae apontou para o rapaz, todo de verde, alto e de porte atlético vindo em direção a casa – Desculpe não chegar mais cedo, mas precisamos ir, tem mais de 30 homens vindo para cá. – Disse ele pegando Paula e puxando pelo braço, ela relutava em se levantar, então ele a pegou, num movimento rápido e a pôs em seu ombro, e saiu, dando a volta na casa e subindo em um jeep que ainda estava com o motor ligado.

Jo deu uma ultima olhada em seus pais e saiu correndo da casa, logo atrás de Yasha. Subiram no jeep e Jae engatou a primeira marcha...

- Ei, espera por mim seu poio ú_u – Gritava Ryu de longe, correndo atrás do Jeep, Jae parou e ele saltou para dentro, logo em seguida arrancou. Ryu quase caiu, se não fosse segurado por Paula, que ainda estava visivelmente em choque

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.