Espiral
7 Se Sonhos Forem Reais...
Notas iniciais
Eu não pude postar sabado por causa :
1- Meu not deu prego na quinta-feira e só voltou a prestar na segunda-feira.
2- Minhas aulas voltaram segunda então não tinha como eu fazer um capitulo e postar no mesmo dia.
Detalhes?
Eu estudo o turno integral, o que significa que eu tenho aula de sete horas da manhã até sete horas da noite.
Agora podem lançar as pedras...
E aproveitem o capitulo...
Se Sonhos Forem Reais... Vamos Logo, Eu Quero Realizar o Meu!
Chegando a minha casa notei que Carlos, ou melhor, Paulo Lima, estava no sofá, mas estava parecendo muito melhor. Jackson já tinha pegue algumas informações sobre o nosso hospede e tinha anotado. Eu nunca tinha conseguido pega-lo acordado, ele não parecia tão mal quanto na noite em que ele tinha chegado, minha tia não tinha falado em mais nenhum lobisomem passando tão mal.
Lembrando-me da minha pequena lista de pessoas salvas ele já estava em decimo segundo. Eu tinha feito uma pequena e simplória lista de pessoas salvas, lembrando-me do sonho de construir um lugar para proteger quem os vampiros queriam matar.
Felipe de Souza, 23 anos, eletricista. — H
Claudio de Alencar, 17 anos, estudante de física. — T
Lucas da Silva Junior, 25 anos, estudante de informática. – H
Bruno da Costa, 19 anos, pedreiro. – T
Ronaldo Mendes, 19 anos, pedreiro. — H
Henrique Barbosa, 26 anos, construtor civil. – H
Tiago Bastos, 14 anos, fugitivo. – L
Pedro Henrique Saldanha, 17 anos, estudante de literatura. – H
Alexandre Alencar, 20 anos, formado em telecomunicações. – T
Antônio Souza de Lima, 23 anos, segurança. – T
Francisco Hugo da Silva Costa, 25 anos, enfermeiro. – H
Paulo Lima, 27 anos, mecânico. — T
Minha lista era imprecisa e faltava varias coisas, mas todas essas pessoas tinham sido salvas, e nada conseguia me tirar o sorriso do rosto quando eu via esses nomes. Eu não sabia porque fazíamos isso, ou quando começou, mas não conseguia lembrar de um tempo em que não houvesse uma pessoa para ser curada na sala da nossa casa.
Porque era para isso que mamãe e titia eram enfermeiras, para salvar vidas. Elas sabiam o que queriam e se ariscavam muito para isso. Meu coração não conseguia pensar em pessoas tão boas ou corajosas. Parei no meu quarto olhando para o teto. Algumas pessoas em casa, eu só não sabia quem.
Tentei prestar atenção na conversa que eles estariam tendo. Provavelmente falando sobre o hospede. Mas não. Eles falavam novamente sobre o Cruore. Eu não queria mais ouvir. E por mais que eles falassem em fugir eu não conseguia entender como. Seriamos pegue de qualquer forma.
Para o Cruore eram colocados vampiros em zonas da cidade. Eles adquiriam um perfil que o mestiço queria e todas as moças da cidade eram avaliadas. Em cada bairro eles instalavam seus campos de força com os seus agentes, e entravam em todas as casas para avaliar quem tinha idade de ir. Depois de avaliado a idade a garota tinha a obrigação de seguir para a Sede que ficava perto do aeroporto da cidade.
Minha tia tinha falado sobre a sede. Era um lugar grande e com salas, onde as garotas eram avaliadas apenas pela beleza. Elas eram medidas, pesadas, e estudadas pelos vampiros que chegavam, se passassem no teste, ganhavam um bilhete, e tinham alguns dias, no dia marcado por eles, elas eram levadas para um tipo de spa, onde eram maquiadas, esfolheadas, tomavam banhos com sais, tudo para agradar o mestiço.
Depois elas eram levadas para um baile, que primeiro era definido por mascaras. Onde a mãe do mestiço as escolhia por sua desenvoltura. Escolhidas apenas cem garotas. A segunda festa era realizada para que o mestiço escolhesse duas garotas, onde uma seria a incubadora e a outra a futura vampira.
As duas viajavam para o castelo da cidade que o mestiço desejasse e passavam dois meses com ele, ainda humanas. Ele escolhia a que mais lhe agradava para que fosse sua esposa e a outra tinha noites com ele até indícios de gravidez. Quando a gravidez era detectada, o casamento era feito e a lua de mel da garota era a sua transformação.
Eles faziam isso de não procurar só garotas ricas, apenas para mostrar para as pessoas o quão bondoso eles podem ser. Eles agora não discutiam como antes, apenas conversavam coisas esquisitas, que eu nunca conseguia entender. Perguntavam quando seria a hora de me contar, eu brincando dizia que tinha escutado. Eles paravam e depois continuavam falando em códigos.
Abri meu computador olhando as informações que tinha sobre o Cruore, eu poderia ir e não passar nem na primeira fase. Eu poderia não conseguir, isso seria o meu sonho. O pior não era ir, era ser escolhida para ser a incubadora.
Procurei uma foto de Lucius, mas não tinha nenhuma. Eles nunca se mostravam até ser o dia do baile, onde eles escolhiam dançavam e viajavam. Poderia dizer que era estranho o modo que o casamento era feito, mas eu digo, não é estranho é macabro. Sai do quarto indo na sala.
— Eu já disse que não Caroline. É muito arriscado. – Falou meu pai seriamente. Minha mãe estava sentada todos a volta do dopado hospede. Eu cheguei brincando um pouco com a situação.
— Reunião de Família e eu nem fui convidada. Vou ficar magoada. – Falei fazendo um beicinho, Jackson foi o único que riu. Eles continuaram como se eu não estivesse nem ali.
— Já disse que devíamos contar. – Falou Josh olhando para papai. Scott concordou com Josh levantando a mão. Papai olhou e mamãe falou.
— Eu não acho. Acho que devíamos apenas sumir por um tempo. – Falou e teve o gesto de concordância de meu pai. Minha tia pelo contrario cruzou os braços e bufou, Jackson falou no lugar dela.
— Eu concordo com a Tia, ela não é tão frágil quanto aparenta, seria até bom. – Falou abrindo um pequeno sorriso de lado. Não entendi o que estava acontecendo até que eu entrei na brincadeira que não parecia uma brincadeira.
— Que tal eu dar o voto de minerva? – Falei abrindo um sorriso falso, eles estavam decidindo a minha vida numa votação em que eu não estava votando.
— Por favor, Suzanna. – Falou Scott me levando de volta para o quarto, eu estava cansada disso. Poderíamos sumir, poderíamos contar a verdade, poderíamos deixa-la. O que eles queriam, isso era sobre o Cruore? Eu já não sabia dizer.
— Não faz isso... Não é assim tão fácil. – Falou Scott entrando no quarto e sentando na minha cama. Ele estava tão distante esses dias, mas ainda sim tinha conselhos bons para me dar. – Se você fosse escolhida para a casa do sanguessuga o que você faria?
— Eu choraria. – Falei verdadeira abrindo um pequeno sorriso, eu adorava quando ele testava minha mente com perguntas supositórias tirando as minhas ideias.
— Boa resposta. – Falou rindo, mas não era essa pergunta. – Se você fosse uma Lycan o que faria? –
— Me esconderia. Depois encontraria outros da minha espécie e sei lá, começaria uma revolução. – Falei com um pequeno sorriso, minha mãe agora estava na porta do quarto com Josh, minha tia estava logo atrás todos estavam prestando atenção, como sempre faziam.
— O que você acha dos vampiros?
— Que eles são parasitas, que roubam toda a vida das pessoas. – Respondi de forma cruel, eu tinha quase certeza que era esse tipo de resposta que ele queria.
— Você gostaria de ser uma transmorfa? – Perguntou zombeteiro, eu imaginei a ideia, seria maravilhoso, a segunda garota encontrada transmorfa. Quem talvés não gostasse seria a atual única garota.
— Acho que irritaria a atual única garota. – Brinquei sorrindo, minhas tias sorriam também, ele abriu um pequeno sorriso de lado, eu continuei. – Mas, eu mostraria quem é que manda. E procuraria logo meu Imboá.
— Como sabe sobre o Imboá? – Minha mãe se meteu no questionário, ela sempre fazia isso, Scott já estava esperando.
— Eu estudo em uma escola de transmorfo... A primeira coisa que eu quis saber era se era Imboá de alguém. – Falei mostrando o obvio, meu irmão riu, Jackson não deixava passar uma.
— Acho que você não seria um Imboá de um transmorfo qualquer. – Falou rindo, Josh pareceu entender a ideia.
— Por isso aquele garoto veio te deixar? Porque ele disse que você era Imboá dele? – Josh estava rindo, mas parecia irritado.
— Não. Ele disse que eu não era Imboá dele. É porque eu arrumei confusão e ele me protegeu, e deu pra querer ser meu protetor, nada demais. – Falei olhando para Scott, ele tinha que continuar com o questionário.
— Você sempre arranja pessoas pra te proteger... – Falou Josh em baixo tom de voz, como se falasse para si. Não me importei esperando a pergunta de Scott.
— Se você tivesse acesso ao castelo da vampira, e fosse sei lá, de um grupo que queria fazer uma revolução, ou uma Lycan, o que você faria? – Pergunta difícil e ao mesmo tempo fácil. Devida às circunstâncias.
— Se eu fosse uma Lycan eu bem, me esconderia e decoraria os caminhos e quantos soldados ficam nas passagens. Se eu fosse de um grupo e não tivesse como descobrir eu faria um mapa do castelo, pegando quantos soldados ficam em media, quem serve a comida, quem cuida de tudo. Eu conseguiria todas as informações do castelo, fotos filmagens, e outras coisas e enviaria para o meu grupo. – Falei básica, claro que eu precisaria de muitas outras coisas, mas isso seria o básico.
— Boa resposta. Se precisarmos infiltrar alguém em algum lugar, será você. – Falou brincando, minha tia abriu um sorriso vitorioso, isso sempre acontecia, quando eu parecia responder algo que ela gostasse. Meu pai deu de ombros saindo da porta do meu quarto.
— Qual é o seu sonho? – Perguntou Scott percebendo que estávamos sozinhos. – O que você gostaria de fazer?
— Meu sonho? Sei lá, acho que o sonho de todo mundo. Ser feliz. E bom o que eu gostaria de fazer? Eu gostaria de morar em uma cabana na floresta, perto de um rio. – Falei sonhadora, ser feliz distante de toda essa confusão, era apenas isso que eu queria, não precisar se esconder de vampiros. – Porque?
— Porque o meu sonho era que os vampiros desaparecessem. E eu gostaria de fazer parte do sumiço deles. – Falou um pouco sombrio, se não o conhecesse o temeria, abri um pequeno sorriso e o abracei dizendo.
— Pois quando terminarmos de realizar o seu sonho, você ajuda a construir o meu. Fechado?
Notas finais
Assim vocês continuam comentando e não tentam me matar?
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