Espiral
2 Destino? - Discutindo...
Notas iniciais
Discutindo, Discutindo, e Discutindo Mais Uma Vez!
— Já falei que ela não vai... – Essa era a quinta discussão na semana por causa da minha idade. E ainda era quarta-feira. Meus irmãos caminhavam de um lado para o outro da sala, eles todas pareciam apreensivos.
Minha tia Caroline Pereira trabalhava de enfermeira no mesmo hospital que minha mãe Camila Hale durante a madrugada, meu pai Lucas Hale trabalhava de policial, mesmo que sua obrigação fosse apenas reportar se algum Lycan ou Transmorfo nasceu ou apareceu. Meu irmão mais velho Josh trabalhava de moto boy enquanto meu irmão do meio Scott trabalhava ajeitando computadores. Meu irmão mais próximo era Jackson, que tinha apenas um ano a mais que eu e não trabalhava.
— Você não deveria escutar a briga... – Scott entrou no quarto de forma calma, seu perfil sempre tinha sido calmo e não aparentava nenhum tipo de mudança. Ele me fazia bem, acalmando meu coração sempre que possível.
— Eu até tentei, mais eles estão falando muito alto. – Disse tentando não sorrir. Eu sabia o quanto era ruim ter dezesseis anos e ter o Cruore para ir, pela primeira vez e olhe que eu ainda nem tinha completado dezesseis. Meu irmão me olhava com o olhar pesaroso. Nunca pensei vê-lo dessa forma, mas ele parecia querer me contar algo.
— Olha... Nós vamos fazer o impossível para você nem chegar perto do castelo da Sanguessuga. Ninguém vai deixar você fazer isso. Ninguém! – Falou de forma incisiva e assustadora. Como se desse uma ordem em mim, e como bom ditador falou e saiu. Josh desde que meu aniversario tinha caído perto do Cruore não falava comigo e parecia não querer conversa. Meu pai agia da mesma forma, enquanto minha mãe tentava não chorar na minha frente.
Meu irmão é que sempre tirava brincadeiras com isso dizendo que eu poderia ser a futura “vampirona” do pedaço, coisa que eu não queria, nem conseguia imaginar. Fechei os olhos tentando dormir coisa que eu sabia ser quase impossível, mas por incrível que parecesse meu cansaço não se importou com a minha angustia.
Acordei cedo querendo fugir de toda aquela confusão indo para o colégio, eu tinha conseguido uma bolsa em um novo colégio, onde tinha muitos transmorfos, e quase nenhum ser humano queria estudar, mas tinha um dos melhores ensinos. Josh me deixou na porta me fazendo prometer que se alguma coisa acontecesse eu teria que conta-lo, coisa que eu achava absurda, o que ele poderia fazer na frente de transmorfos? Nada.
Mas ainda sim seu instinto de irmão gritava que ele devia me proteger, entrei no colégio sentindo os olhares em cima de mim. Nunca tive medo de nada, mas estar sozinha não era algo muito legal. Meu irmão Jackson não tinha ganhado a bolsa como eu, então estava sozinha. Eu sabia que não era uma bolsa, apenas meu pai tinha falado com as pessoas certas e essas pessoas só tinha conseguido uma vaga. Os transmorfos pareciam ser feitos com perfeição, não tinha um transmorfo que não aparentasse bem.
Acho que isso se devia ao mistério e a masculinidade que eles transmitiam. Meus pais sabiam muito sobre os transmorfos, minha tia Carol trabalhava cuidando dos transmorfos, e minha mãe cuidando dos nascimentos de novos transmorfos e identificação. Minha vida não era tão ruim. Meus irmãos tinham tirado a sorte grande de não ter idade para o Cruore, enquanto eu tinha pegado o grande azar. Jackson tinha idade, mas aquele Cruore não era para uma vampira e sim para Lucius o filhinho de Aurora Êdor.
Notas finais
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