Espere Por Mim

1 Seu País Precisa de Você


Notas iniciais
Olá pessoas (estou começando a achar que só garotas leem as minhas fics)! Como vocês estão? Bem, eu não poderia estar pior. As aulas começam amanhã! Sim, amanhã! E como eu tenho um ódio um tanto quanto grande pela escola, já sabem que eu estou aguardando ansiosamente por esse momento.
Sem mais delongas esta fic estava na minha pasta whatmakesyouhaha.mp3 (sim, esse é o nome da pasta), mas não mais! Woohoo! Porque eu criei vergonha na cara e acabei, nem que seja pelo menos uma, das 13 histórias começadas que a faziam companhia. Então, aqui está!

A casa estava quieta. Muito quieta.

Rachel estava sentada em sua poltrona – estrategicamente posicionada de modo que ela conseguisse enxergar a entrada da casa pela janela – enquanto esfregava o creme com aroma de morango nas mãos gastas e enrugadas.

O silêncio continua.

Em todos esses anos, ela poderia afirmar que o pior não fora a notícia, a dor inigualável que sentira, o futuro vazio ou o passado que a assombrava. Nada disso se comparava com o silêncio ensurdecedor que pairou na casa depois do incidente. E ele ainda estava presente.

Rachel suspira pesadamente enquanto encara os ponteiros do relógio cuco na parede com o papel de parede verde. O papel de parede que Quinn escolhera.

Quinn.

Quantos anos fazia? Dois, três? Quinze, vinte? Quarenta, cinqüenta? Não importava, ela parou de contar há anos. Se fossem cinco minutos ou cinqüenta anos longe de sua amada, já era tortura. E ela teve de experimentar a tortura do pior jeito. Nada do que ela revelasse salvaria Quinn. Era uma tortura inútil. Porém, Rachel se acostumara a viver sozinha. Verdade seja dita, alguns meses depois da guerra, seus amigos convenceram-na a viver sua vida normalmente, como era antes. Mas Rachel Berry nunca mais amou alguém como amava Quinn. Ela não conseguiu mais desenvolver intimidade nenhuma com ninguém. Rachel seria de Quinn para sempre. E Quinn sempre pertenceria a Rachel.

“Até que a morte os separe” chegou antes do que elas esperavam.

Uma batida suave, porém insistente, na porta acordou Rachel de seu quase cochilo – a essa idade, ela mal conseguia ficar mais de duas horas acordada sem ao menos cinco minutos cochilando. A judia abriu os olhos castanhos que Quinn tanto adorava e elogiava e que agora estavam acompanhados de marcas arroxeadas por causa da sua noite de insônia. Algo a impedira de adormecer e, cada vez que ela finalmente pregava os olhos, seu subconsciente era bombardeado com imagens de sua vida com sua amada.

Enfim, ela pensou, a porta. Atenda. Ultimamente Rachel tem se mandado fazer as coisas ou ela sabia que morreria. Coma, ela diria. “Beba.” “Durma.” E até “respire”. A única coisa de que ela não se esqueceria eram seus remédios. Sua memória só lhe servia de duas coisas: lembrar-se de Quinn e não se esquecer dos horários sagrados de seus medicamentos.

Rachel se levantou com certa dificuldade – seus amigos sugeriram uma enfermeira ou algo do tipo, mas a judia recusou; uma enfermeira em sua casa seria insuportável.

Deixando os pensamentos novamente de lado, caminhou o curto espaço entre sua poltrona e a entrada da casa, tendo de se apoiar no aparador para não cair. Seu cartão de visitas, agora que estava próxima do fim, era uma carranca. Foi-se o tempo quando um sorriso nunca lhe deixava o rosto.

Rachel não alcançava o olho-mágico na porta. Se Quinn estivesse ali, ela riria, como todas as vezes que riu disso. Ela colocou uma mecha de cabelo grisalho atrás da orelha e girou a maçaneta. Do lado de fora, uma mulher jovem e uma menina estavam esperando Rachel atenderem-nas. Quem seria agora?

– Se estiverem vendendo alguma coisa, não estou interessada – Rachel foi falando e fechando a porta ao mesmo tempo.

A mulher colocou a mão na porta e impediu Rachel de fechá-la completamente. Como a judia não tinha mais forças, foi uma tarefa fácil e logo a porta já estava aberta de novo. A mulher sorriu, passou a mão pelo cabelo loiro e ajeitou o vestido antes de estender a mão para cumprimentar Rachel.

– A senhora é Rachel Berry? – ela perguntou com uma voz suave que fez Rachel se lembrar de Quinn. Ela queria aquela mulher fora dali o mais rápido possível.

– Depende de quem pergunta – Rachel respondeu não se preocupando nem um pouco com a educação que seus pais lhe deram. Na verdade, àquela altura da vida ela não se preocupava com mais nada.

– Meu nome é Edith e esta é minha filha, Alice – a moça falou apontando para si mesma e para a menina ao seu lado. – Se possível, senhora Berry, eu gostaria de lhe entregar uma coisa.

Rachel agarrou o batente da porta e por um minuto pensou em dispensar a mulher e voltar para seu descanso, mas algo a impediu. Ela deu um passo para trás e fez um gesto com a cabeça, indicando que a mulher e sua filha podiam entrar.

Edith esperou Rachel caminhar até sua poltrona e só quando a senhora indicou o sofá ao seu lado com a mão é que ela se sentou. Aquilo não deveria ser tão difícil. Na verdade, quando Edith saiu de casa com a filha a tiracolo, na manhã daquele mesmo dia, não imaginava que fosse chorar tanto.

Somente quando Rachel limpou a garganta foi que Edith se deu conta de que estava divagando. Alice segurou sua mão e começou a observar todos os detalhes da sala, como fazia quando entrava em algum lugar desconhecido.

– Bem – Edith começou com cuidado. Ela não sabia qual seria a história daquela mulher, então procurava dar a notícia com calma, principalmente se se tratava de idosos. – Meu pai faleceu alguns meses atrás, senhora Berry, e em seu testamento, ou só uma carta mesmo, ele disse que seu último desejo era, se possível, que eu entregasse as cartas esquecidas no sótão da casa dele.

“Ele era carteiro, mas isso foi há muito tempo. Meu pai começou a distribuir as cartas aqui em Nova York, ainda menino, na época da crise porque seu pai perdera o emprego e sua mãe acabara de dar à luz, então ele realmente precisava do dinheiro.

“Durante a Segunda Guerra, continuou com seu emprego de carteiro, pois ele gostou de verdade da coisa toda. O fato é, senhora Berry, que algumas cartas se extraviavam antes de chegar a Nova York, como a senhora já deve ter visto na televisão ou em qualquer outro lugar. Somente vários anos mais tarde, quando meu pai estava prestes à se aposentar, foi que chegou lá em casa um saco repleto de cartas extraviadas, quase todas da época da Segunda Guerra. O amigo de papai, que trabalhava no governo, enviou a encomenda para ele, sabendo que ele gostaria de entregar todas as cartas pessoalmente. Só que ele não viveu tempo o suficiente para entregar todas. Era o desejo dele: que eu terminasse o que ele começou; entregar as cartas restantes.”

Rachel ouviu pacientemente o que a mulher tinha para falar. A história era, de algum jeito, comovente e ela quase começou a chorar quando Edith tocou no assunto da Segunda Guerra. Pelo o que a moça disse, Rachel supôs que seu nome estava em uma das cartas. Pela segunda vez em menos de quinze minutos, Rachel pensou se devia mandar a mulher sair de sua casa.

– Você tem uma carta para mim? – Rachel perguntou.

– Sim, senhora Berry. – Edith abriu a bolsa que estava ao seu lado no sofá e tirou um bolo de cartas amarrado com uma fita vermelha. Ela procurou o nome da senhora entre os tantos destinatários e, por fim, tirou uma carta amarelada dali. – Esta carta aqui tinha seu nome e este mesmo endereço, porém não tem nenhum remetente escrito.

A judia balançou a cabeça, irritada com a moça. Ela sabia que a moça não tinha culpa de nada e, na verdade, estava apenas ajudando. Mas algo fazia Rachel se irritar facilmente com as gerações mais novas. Ela bufou. Mesmo sem remetente, ela sabia de quem era a carta.

– Obrigada – Rachel murmurou enquanto se levantava. Edith ficou em pé e esperou pacientemente enquanto a senhora andava até a porta a passos lentos.

Chegando à entrada da casa, Edith apertou a mão de Rachel ao passar por ela e fez um gesto com a cabeça, se despedindo. Alice, a menina loira de sete anos, ao sair da casa, sinalizou para Rachel se abaixar, já que a diferença de altura entre as duas, embora pouca, era significativa.

– A senhora é muito bonita – a criança disse no ouvido de Rachel, fazendo uma concha com a mão para mais ninguém escutar, mesmo que seu sussurro pudesse ser ouvido do outro lado da rua.

Rachel ficou paralisada. Alice se afastou da judia e juntou-se à mãe, segurando sua mão. Assim que se recuperou, Rachel endireitou as costas e olhou para as visitas do lado de fora de sua casa.

– Muito obrigada... – ela franziu as sobrancelhas finas, tentando lembrar o nome da menina.

– Alice – a criança completou como se soubesse que a memória da senhora não funcionava muito bem.

– Alice. Seu nome é muito bonito, Alice. – Rachel sorriu, o que lhe causou uma sensação estranha. Ela não se lembrava quando foi a última vez que sorrira. Alice ergueu a pequena mão e acenou enquanto entrava no carro e ia embora.

Após Edith e Alice irem embora, Rachel fechou a porta com a mão livre. Ela ficou encarando a madeira escura diante de si, sem saber o que fazer. A mão que segurava a carta apertava o papel como se sua vida dependesse dele. Rachel não sabia se tinha coragem o suficiente para abrir aquela carta e reviver os piores momentos de sua existência com uma intensidade muito grande. Não vendo escolha – porque Rachel Berry era uma pessoa bastante curiosa –, ela voltou à sua poltrona e examinou sua correspondência.

O papel do envelope estava amarelado devido à passagem de tempo. Ela virou a carta e viu Senhorita Berry escrito na caligrafia elegante de Quinn. Ao lado havia alguns selos de lugares que talvez ela nunca houvesse visitado e já não visitaria mais devido à sua idade. Vendo a letra de sua amada, Rachel relembrou com carinho e tristeza os anos fatídicos.

Quinn Fabray nasceu no pós Primeira Guerra Mundial, no ano de 1921 – alguns meses antes de Rachel Berry. Rachel vivia com seus pais na mesma casa onde se encontrava agora e era vizinha de Quinn. As duas cresceram juntas, brincando e freqüentando os mesmos lugares. Conforme foram amadurecendo – o tanto quanto adolescentes podiam amadurecer –, elas foram ficando mais próximas ainda, até que perceberam estarem apaixonadas uma pela outra. Ninguém tinha que ficar sabendo, elas diziam.

Quando a Segunda Guerra Mundial estourou, em 1939, as duas estavam para completar dezoito anos e prestes a ir para a faculdade. Andando pelas ruas, Quinn avistou um cartaz do Corpo de Enfermeiras Militares, pedindo para as pessoas se alistarem, já que a guerra estava acontecendo e os Estados Unidos precisariam de quem cuidasse de seus soldados feridos. A loira pensou bem e se matriculou em um curso de enfermagem. Porém, apenas dois anos mais tarde, quando a base americana de Pearl Harbor foi atacada pelos japoneses, é que o Corpo de Enfermeiras começou a procurar desesperadamente por novas enfermeiras, já que o número de profissionais adequados para guerra era muito baixo.

Quinn, ainda com vinte anos, forjou sua certidão de nascimento e arrumou um diploma – os enfermeiros deveriam ter pelo menos vinte e um anos e ter graduado a faculdade de enfermagem. Assim que ela contou a Rachel o que pretendia fazer, a morena achou melhor internar Quinn em um manicômio. Contudo, Quinn já estava decidida. Ela iria salvar pessoas na Segunda Grande Guerra.

Sendo assim, logo Quinn estava se preparando para deixar seu país natal e, o mais importante, para abandonar Rachel. Ninguém sabia quanto tempo ela ficaria fora; quanto tempo a guerra duraria. Rachel acompanhou Quinn até o porto, onde ela embarcaria para a Europa. A judia se lembrava daquele dia como se fosse hoje. Ela conseguia visualizar o uniforme da loira perfeitamente; o tecido amarronzado do casaco, as tantas coisas pregadas na gola dele, a saia da mesma cor com um leve corte godê, o quepe com o símbolo dos Estados Unidos. Rachel se lembrava também do último beijo de Quinn, antes de elas saírem de casa. Quinn prometera voltar para seus braços o mais cedo possível.

Rachel teve de ser amparada pelo pai de Quinn, assim como a mãe da loira, pois as duas não conseguiam parar de chorar. Foi a mesma coisa quando, alguns meses depois, uma carta do exército chegou à casa dos Fabray, dizendo que Quinn havia adoecido e eles não conseguiram salvá-la. O corpo foi enterrado na França. Rachel viajou uma vez para visitar o túmulo, mas a dor foi tão forte que ela jurou ter tido um ataque cardíaco ali ao lado de sua falecida amada. Ela nunca mais voltou ao lugar.

Deixando seus pensamentos de lado por um breve momento, Rachel desgrudou a frente do envelope e tirou o papel de dentro, notando que o lugar onde a folha fora dobrada estava mais amarelado que o resto.

Quinn havia mandado algumas cartas, mas, de acordo com a data no canto da página, esta era a mais nova; a última que ela mandara antes de morrer.


27 de Agosto de 1944


Querida Rachel,


Acho que faz algum tempo desde a última vez que lhe escrevi, então cá estou eu. Primeiramente, sinto muito a sua falta. Não direi que eu gostaria que você estivesse aqui, porque eu não gostaria. Ao invés disso, eu queria estar aí com você. Espero que não tenha arrumado alguém para colocar no meu lugar, pois eu não arrumei ninguém para colocar no seu. Ah, espero também que tenha conseguido aquela gravação da qual tanto falou na outra carta. Você está destinada a ser grande, Rach, eu sei disso. Ainda vou lhe ouvir cantando na rádio.

Todas as enfermeiras aqui são adoráveis, o que é bom, pois às vezes o trabalho se torna difícil. Você não ia acreditar nos casos que recebemos. Não irei descrevê-los porque uma pessoa tão alegre e cheia de vida como você não merece ter essas imagens horríveis na mente. Nós ouvimos coisas no rádio e alguns soldados dizem que as coisas estão muito feias na Alemanha e no Japão. Eles dizem que lá está muito pior do que aqui. Eu nem posso imaginar como deve estar lá, então. Tem uma criança aqui que eu acho que você iria adorar, Rach. Ele escapou de um ataque de bombas com algumas feridas e foi trazido para nós. Todos o bajulam. Seu nome é Hugo e ele tem apenas três anos! Quando eu voltar, vou fazer o possível para levá-lo comigo. A mãe de Hugo faleceu e ele estava sendo cuidado por uma tia, a qual foi trazida para cá, mas nós não conseguimos salvá-la. Sinto muito pelo menino. Ele é muito esperto e dócil para acabar em um orfanato.

Aquelas aulas de francês que tive no colegial realmente me estão sendo úteis agora que chegamos à França. Não consigo entender tudo, mas pelo menos eu sei algumas coisas. No nosso tempo livre – o que raramente acontece, mas ainda assim acontece –, nós fomos nadar em um lago aqui perto. Você deveria ver, Rach! É lindo! Assim que você estiver em meus braços, tratarei de agendar uma viagem a Paris para nós.

Sabe, não ligo mais para o que as pessoas vão pensar de nós. Aprendi que só vivemos uma vida e ela é curta demais para ficar desperdiçando-a com bobagens. Se eu quiser fazer alguma coisa, vou lá e faço. Melhor me arrepender dela amanhã do que me arrepender o resto do tempo porque eu não a fiz. É por isso que quando eu voltar, vamos nos casar! Não, não é desse jeito que eu pretendo pedir a sua mão, Rachel, acalme-se! Só estou pedindo mais um pouco de paciência da sua parte. Eu sei que é duro esperar por alguém que está envolvido na guerra, mas, por favor, Rachel, espere por mim. Se mesmo depois nada der certo, então você pode seguir com a sua vida sem mim.

De novo, sinto muito a sua falta. Penso em você toda noite antes de dormir e todas as manhãs quando acordo. Na verdade, saber que eu tenho você esperando por mim quando eu chegar em casa é a única coisa que me mantém viva aqui. Cheguei a um ponto de poder dizer que eu vivo por você, Rachel. Eu vivo por você. E minha vida nunca teve um sentido melhor.

Espero poder lhe encontrar o quanto antes. Amo você de um jeito indescritível. Ainda tenho o colar que você me deu. Acho que você não sabe, mas antes de viajar, coloquei uma foto sua dentro dele, assim eu me lembraria de seu rosto toda vez que eu o abrisse. Não que eu precise de um retrato para me lembrar de você. Seu rosto está gravado em minha mente tanto quanto em meu coração. Você está memorizada pelo meu corpo todo. Consigo sentir sua pele sob meus dedos, sua respiração em meu pescoço, as pontas de seu cabelo sedoso roçando meu rosto, seu pé quente em contraste com o meu pé gelado, seus lábios contra os meus. Mas se há uma sensação da qual nunca irei me esquecer, são as batidas de seu coração sob a palma da minha mão, como se ele batesse somente para mim e eu o tivesse nas mãos.

Eu amo você. Espere por mim, prometo que voltarei.

Prometo.


Com todo o amor do mundo,


Quinn.


Ao acabar de ler a carta, Rachel a releu várias vezes. Lágrimas saíam de seus olhos, percorriam suas bochechas, sua boca e seu queixo para depois caírem em sua roupa e em parte do papel que ela segurava. A dor em seu peito voltou mais forte do que nunca e ela realmente pensou que fosse morrer. Decerto seu coração idoso não agüentaria desta vez. Quinn viveu para ela aqueles anos. Ela iria pedir a mão de Rachel em casamento. Ela tentaria trazer uma criança órfã para elas começarem uma família. Elas começariam uma família. Era muita informação para uma pessoa só digerir de uma vez. Maldita doença que matou Quinn!

Rachel ficou sentada na poltrona, lendo partes da carta e chorando como um bebê. Nada faria com que sue coração parasse de queimar como ele queimava agora, exceto, talvez, Quinn. Mas isso era impossível. Ela colocou a mão sobre o coração e pensou que foi bom a carta ter chegado somente agora. Rachel tentou imaginar como teria sido se ela tivesse chegado na ordem correta ou até mesmo pouco depois do anúncio da morte de Quinn e chegou à conclusão de que seu sofrimento teria sido mil vezes maior. O único consolo que ela tinha no momento era de que seu fim estava próximo.

Ela vivera sua vida toda por Quinn também. Quando Quinn se foi, levou a vida de Rachel junto. O resto dos anos da judia se resumiu em apenas esperar o inevitável – sua morte – acontecer.

Depois de certo tempo, os soluços e as lágrimas de Rachel diminuíram e ela se acalmou. Não tinha jeito de mudar o que aconteceu. Logo ela iria embora; era nisso que ela tinha de focar. Portanto, Rachel dobrou o papel e o colocou de volta no envelope, depositando a carta na mesa ao seu lado, onde havia um retrato de Quinn. O único que Rachel deixava exposto e se permitia fitar. A loira estava sorrindo para a câmera, seu cabelo loiro bem escovado e a blusa de cor clara engomada. Pena a fotografia ser em preto e branco, pois seus olhos, para quem visse a foto, sempre seriam daquela cor: acinzentados. Mas não para Rachel. Assim como Quinn se lembrava de tudo sobre ela, Rachel se lembrava de tudo sobre Quinn. O principal era a cor de seus olhos; os olhos mais bonitos que a judia já tivera a honra de ver. Parece que eles tinham um brilho diferente cada vez que Quinn a olhava.

Rachel pegou o porta-retrato e o levou até o peito, abraçando-o. Ficou daquele jeito por horas.

A casa estava quieta. Muito quieta.

Notas finais
É... de novo alguém morre. Nem tinha percebido (e é sério).
Bem, o que acharam? Ah, eu adoro a segunda guerra (soou meio psicopático, não? mas não gosto dela DESSE JEITO), e eu pesquisei algumas coisas pra fazer essa história, mas como nada é perfeito, deve ter algo historicamente incorreto nela... Se vocês acharem algum erro desse tipo, por favor, relevem. Eu adoro história e amei ter feito a fic. Minhas intensões são boas. Por favor não me chamem de burra.
Contem-me o que acharam, por favor?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!