Esperança

1 Único.


Notas iniciais
Yo.
Não é minha primeira fanfic, mas é a minha primeira, e talvez única, deste animes em particular.
Boa leitura.

Esperança

A única coisa que realmente importa é no que você acredita e em que está disposta a sacrificar por seus planos.

Seus passos foram rápidos, mais do que estava acostumada a correr, suas pernas doíam, mas mesmo aquela simples dor nos músculos podia fazê-la abandonar aquele sorriso, um sorriso que dava apenas a Nine e Twelve.

Cantarolou enquanto pulava de degrau em degrau, subindo as escadas do metro de Sagamihara – uma cidadezinha próxima da grande província de Tokyo. Recebia olhares, obviamente, mas nada que fosse de grande importância realmente, quem ela era, afinal, senão uma adolescente qualquer feliz e sorridente?

Cessou os passos – não deixando de cantar a melodia -, erguendo o olhar para o céu azul vasto que havia sobre si, e o sorriso apenas alargara-se quando, junto ao calor daquele dia, a lembrança bela do sorriso, único e perfeito, que aqueles belos rapazes de seu passado possuíam. Sentiria falta deles, de Nine e Twelve, mas Risa não trocaria o agora nem pela maior fortuna do mundo.

E baixando o olhar a jovem de cabelos escuros deu continuidade a seus passos, agora, calmos. Um pequeno sorriso estampado em seus lábios enquanto sua mente rosava no maravilhoso delito que aprontara com o detetive que horas atrás havia encontrado. Quem imaginaria que, se tivesse realmente convicção para algo, ela poderia assim o fazer sem pestanejar ou tremer. Essa não era a Risa que ela tinha conhecimento, não era a mesma Risa que perdera Nine e Twelve; aquela Makishima Risa foi leva para o tumulo como cúmplice de uma dupla terrorista; a garota que agora atendia pelo nome de Makishima Risa não era mais fraca e um incômodo, ela era útil e era amada. E ela também amava, do fundo de seu coração.

E antes que se desse conta, lá estava ela frente a fachada tão familiar a si, numa área de pouco acesso, e até perigosa, onde precários apartamentos se acumulavam com moradores acolhedores e gentis. Sorriu e adentrou no estabelecimento, acenou para o idoso que guardava a entrada, com uma farda policial tão velha e gasta quanto o homem em si, e assim subiu os degraus, retomando a letra da cantiga que antes cantarolou.

A música de uma terra gelada, como Nine sempre dizia. E quando chegara ao fim da melodia mais uma vez, seus passos cessaram frente à entrada simples e limpa de um apartamento pequeno no ultimo andar daquele prédio velho. Destrancou a porta e adentrou na residência, trancando a entrada rapidamente. Abandonou os sapatos na entrada e seguiu de meias pelo corredor estreito; passou pela sala, cozinha e pela porta do banheiro, e sequer fez menção de adentrar em qualquer um daqueles cômodos.

Chegando a seu destino, uma porta de madeira gasta com a tranca parcialmente enferrujada – lembrar-se-ia de mandar trocar aquela tranca em algum momento -, e então respirou fundo duas vezes, mas em momento algum abandonou seu sorriso. Ela não poderia fazer isso, não depois de sua promessa a àqueles dois. Ainda se lembrava deles, mesmo que houvesse passado dois anos e meio, ela ainda se lembrava.

Ela nunca esqueceria. Não poderia, nem que quisesse.

E sem hesitar abriu a porta deparando-se com um par de pés preguiçosos contra a parede enquanto a voz sonora e facilmente acompanhada de um sorriso radiante explicava algo a respeito de bombas para um boneco de pelúcia, mais a esquerda, ao lado da cama onde o jovem de cabelos castanhos conversava com o boneco; um moreno de óculos digitava avidamente no computador dedicando-se avidamente ao pequeno vicio que obtivera de alguns meses atrás, MMORPG’s.

- Tadaima, Kokonoe-kun, Hisami-kun! – sorriu-a de seu lugar ainda na entrada do aposento. Definitivamente aqueles dois não mudarão muito após os dois anos e meio desde a grande explosão nuclear ocorrida em Tokyo; esta cuja metade do Japão, senão o país todo, pode ver.

- Okaeri! – cumprimentara um sorridente castanho,a tendido, agora, por Touji Hisami.

- Oka...eri. – sussurrara, com uma pausa, o moreno de óculos, cuja velocidade de digitação e a concentração pareciam ter dobrado em relação ao jogo; este agora passava a atender por Arata Kokonoe.

E o sorriso dela apenas aumentava por que ela sabia, aqueles não eram mais Nine e Twelve, esses dois haviam morrido dois anos e meio atrás e levaram a fraca e incapaz Risa com eles. Esta nova Risa, com essa nova vida tinha Arata Kokonoe e Touji Hisami ao seu lado, para se divertir, trabalhar e causar problemas.

Naquele dia eles renasceram com uma nova vida, um novo propósito, um novo destino e uma nova esperança.

Fim.

Notas finais
Espero que tenham gostado.
Bye.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!