Esperança

1 Garota Interessante


Notas iniciais
Olá meus anjinhos com bomba de puro amor ♥ Venho aqui, trazer o primeiro de talvez muitos capítulos. Nesse, eu não irei explicar totalmente o que aconteceu com a Mônica, e sim o seu primeiro dia de aula e um pouco da personalidade dela. Sei que muitos devem estar se lembrando da edição 37, que aborda exatamente a volta dela para o bairro e ninguém se lembra dela, portanto, dessa vez ela mesma não sabe que morou parte de sua infância no Limoeiro. Por isto, é divergente a edição 37. Espero que gostem, uma ótima leitura amores ♥

...

/Casa da Mônica/

O único feixe de luz que entrara através da cortina, foi suficiente para fazer Mônica soltar um gemido rouco, deixando os olhos entre abertos. Mais uma vez foi acordada antes de seu despertador, pela luz amarga do sol. A primeira coisa a ver, ao abrir lentamente seus olhos é Monicão, seu velho amigo – o único que tivera -. Levanta-se, sonolenta junto de um bocejo leve, portanto joga-se bruscamente na cama ao saber que dia era.

A manhã fria de 2 de fevereiro, fez a garota tremer, portanto seus calafrios intensos não eram motivados pelo frio, e sim pelo medo. Era o primeiro dia de aula da pobre garota. Acostumou-se a ser totalmente ignorada pelos seus colegas de classe do seu segundo e primeiro ano do colegial. Mesmo em eventos, ela sempre ficou com um trabalho braçal pesado, ou um papel sem importância. O que alimentava o medo de interagir com as pessoas ao redor.

Suspira. Tinha de se levantar, e tomar o delicioso café da manhã que sua mãe fizera especialmente para tal evento tão importunado. Arqueou suas costas e em pulo saiu da cama, desanimada e desesperançada. Guiou-se até a escada onde levara a cozinha, com a mesa de centro lotada de iguarias. Ela sorri e senta diante do banquete.

Se ela soubesse, o quanto eu odeio esse dia... – ela sussurra, estudando a fruteira, pegando uma maça e servindo junto de um suco de maracujá.

Portanto para seu trajeto alimentício, ao perceber a silhueta de uma mulher de cabelos castanhos e curtos, aproximar-se com um enorme sorriso estampado em sua face, com as duas mãos na orelha, botando um belo par de brincos, aprontando-se para o trabalho.

— Gostou filha? – pergunta, ainda sorridente.

— Gostei sim... – ela diz, forçando um sorriso, ganhando um beijo na cabeça. E sua mãe volta para o quarto, para maquiar-se.

Após tomar seu café da manhã, sobe lentamente as escadas, e enquanto ainda subia é surpreendida por estar tocando Cornerstone em seu quarto, contudo, lembra que tinha botado como despertador. Finalizou seu destino dentro do banheiro, já tirando a roupa, mostrando as curvas gentis de seu corpo pouco pálido.

Pôs seus pés no box, já abrindo o chuveiro deixando a água escorrer pelo seu corpo, relaxando pouco seu nervoso. Sua vontade era ficar apenas ali, sentindo perfeitamente o vapor da água se espalhar pelo seu corpo, apenas parada pensando em nada.

— Mônica, não deixe a água escorrendo filha! – o pedido de sua mãe foi cruel, foi forçada a sair de seu transe e se desligar o chuveiro.

Se embrulhou a toalha, e foi para o quarto jogando a toalha por cima da cama, e pondo seu uniforme escolar. Uma saia grande, e a blusa branca de botão com o símbolo da escola, vestiu-se. Pois a bolsa sobre o ombro, e solta um longo suspiro. Amedrontada, franze o cenho e tenta superar seus medos. Desceu as escadas às pressas mal se despedindo da mãe, e sai rumo ao colégio.

...

No Colégio Limoeiro

— Serio que você não pegou nenhum telefone daquelas garotas? – Diz Cascão, inconformado com a atitude do garoto.

— Não! – Diz Cebola.

— Você é irritante! A mais bonita te dando sopa, e você nem ligou!

— Jura? Mesmo... Para mim parecia uma garota normal!

— Qual o seu problema? Você acha realmente que todas as garotas são iguais? Francamente, você é irritante ao cubo! – Bufou.

— Cebola! Bom dia! – Diz Magali, correndo em direção de ambos, Cascão logo se avermelha, pois seus peitos estavam balançando.

— Magal--! – Sem deixar o mesmo terminar, ela se agarra no seu tórax, dando um abraço desconfortável, mas fofinho. – B-bom dia! – Sorriu.

— Vamos sair hoje?

— Hun... Hoje não via dar, por que eu vou sair com o Cascão e...

— Ah, por favor, da outra vez você me prometeu! – Resmungou.

— Prometi? Então... Tudo bem, podemos sim!

— Ah! Maravilha,vamos à lanchonete nova que abriu! Te ligo, e nos encontramos lá! – Sorriu.

— Combinado!

— Bye, bye! – Correu em direção de outro grupo de garotas que estavam por lá.

— Essas garotas de hoje, elas não têm jeito! Ahh, sobre aquela pergunta—

— Ela nem me notou...

— Hun...?

— Ela... Nem, sabia que eu estava aqui!

— Fala da Magali? Fica assim não, hoje não vamos sair? Então! Será sua chance! – Colocou sua mão do ombro do garoto.

Ele estende a cabeça, e Cebola vê que o garoto está chorando, se espanta.

— Você... Gosta tanto assim dela?

O mesmo balança a cabeça indicando “sim”.

— Não fica assim cara, se você chorar... As pessoas vão estranhar! – Deu um tapinha de leve na sua cabeça.

— Você tem razão... – Enxuga suas lagrimas. – Vamos para a sal---

BAM!

O mesmo se esbarra em alguém, espantado olha para trás, e vê uma garota caída, Cebola rapidamente empurra o mesmo e se aproxima da garota.

— E-ei... M-me desculpe! Você está... – A mesma, fica de joelhos, e olha com cara de raiva para o garoto. – Bem...? – Ela se levanta sem dizer uma palavra e entra na sala.

— Garota esquisita né? O nome dela é Mônica Souza, ninguém nunca ouviu ela falando nada, ou se quer sorrindo, ela é bem anti-social!

— Mônica Sousa não é? Interessante... – Sorriu.

“ Ela é... Interessante. ”

Intervalo

TRIMM!

Todos saíram para comprar seus lanches, e outros se espalharam em grupos pela escola, Cascão e Cebola saíram da sala e foram andando conversando.

— Mas é serio, aquela professora me enjoa! – Diz Cascão.

Cebola riu.

— Mas Cascão, todas te enjoam!

— Não é verdade, a Ana Paula é uma gostosa de primeira! – Piscou.

Eles iam subir a escada, até que Cascão vê uma das garotas segurando a saia atrás para não aparecer sua calcinha, deu um sorriso malandro e foi mexer com elas.

— Ei, garotas! Querem deixar o papai aqui doido é?

Cebola apenas acompanhava o garoto.

— Quem é você para falar assim comigo? Seu pervertido!

— Só estou dando um aviso... Se não querem chamar a atenção de nenhum “pervertido” como eu, comprem uma saia maior!

— Idiota, você não manda em nos! – Ambas saíram de lá bufando.

— Eu realmente queria saber... Qual era a cor sabia?

— Você só pensa nisso? – Diz Cebola serio.

— Não... Eu apenas sou... AHHH! Uma saia grande! Que coisa rara! – Se refiriu a garota que subia as escadas, rapidamente pegou na ponta da saia da garota, e logo percebeu que era Mônica. – Ah... Que decepção! É A Souza!

— Ei Cascão, tire as mãos daí!

Cebola gritou indo na direção do garoto, tirou sua mão, olhou para a mesma para pedir desculpas.

— Me desculpe e—

A mesma levanta sua perna, o mesmo arregala os olhos, e a garota dá um chute forte em Cebola, fazendo o mesmo cair da escada.

— CEBOLA!

— Você já disse uma vez que foi sem querer... E agora isso! – Cebola olha assustado para a garota. – QUAL O SEU PROBLEMA? SEU IDIOTA PERSITENTE! MORRA! – A mesma saiu de lá bufando.

— Cebola! – Um grupo de garotas se aproximou do mesmo.

— Cebola, cara... Ce ta bem?

Cebola riu.

Todos se surpreendem, pois o garoto só ria alto da situação, até que olhou com um sorriso para a direção onde Mônica estava, e soltou um sorriso maior.

“ Essa doeu....

..... Mônica Souza!”

....

Notas finais
Esse clima tenso logo no começo, está apenas começando. E o Cebola, como galãzinho da escola derretendo corações, e até de uma certa amiga comilona...? Bom, isso vai ficar apenas para os próximos capítulos. Obrigada por acompanhar até aqui, meus anjinhos, até a próxima ♥ Criticas e elogios são sempre bem-vindos ♥ Kisu