Esperando a Eternidade Acabar

3 Capítulo 3 - A chegada.


Notas iniciais
Espero que gostem, hehe! O próximo capítulo vai ser onde a personagem com quem peguei mais carinho aparece, wee! >w< Bom, boa leitura!

Eram belas as nuvens daquele céu... Estavam a cobrir o Sol (que provavelmente estava a se pôr lentamente). Viajava entre meus pensamentos, procurando coragem para seguir a diante, para continuar vivo naquele "Ataque". Qual era o verdadeiro objetivo para estarem nos mandando lá? Fora feita uma grande escala, todos ao redor pareciam ser fortes, tanto fisicamente quanto mentalmente... Pessoas espertas que poderiam viver lá para sempre... Aquilo era verdadeiramente uma tentativa de destruir uma parte da Inglaterra ou tinham algo relacionado além disso? Eu não sabia, não conseguia pensar em mais nada. Era um perfeito exército, melhor do que os que eu e Rinny observávamos entrando no avião quando éramos mais novos... Fechei meus olhos, numa tentativa de imaginar o rosto de minha irmã sorrindo. Em seguida, ouvi meu nome.

– Estamos chegando, Sr. Aaron — Aquela voz feminina, um tanto sedutora, provavelmente seria a aeromoça do avião — Gostaria de tomar uma água antes de aterrissarmos?

– Ahn...? — Demorei um pouco para entender onde estava, como sempre. Necessitava de alguns minutos para voltar ao mundo real... Para mim, estava sentado no sofá da sala, ao lado de minha irmã — Oh, sim, por favor! — Dei um riso baixo, pedindo pela água. Logo a aeromoça se foi, sorrindo. Aquela era sua função, certo? Mesmo que talvez esteja desesperada, tinha de se acalmar e por um sorriso em seu rosto. Eu deveria fazer o mesmo, mas me faltava coragem e expectativa.

Não demorou muito para que aquela mulher voltasse as pressas, me trazendo a água em uma garrafa. A abri rapidamente e bebi o máximo que conseguia sem respirar. Aquela poderia ser minha última bebida antes da morte... Alguns minutos antes de se afastar, observei a aeromoça, aparentava ter uma idade entre 16 à 20 anos, bem nova para se trabalhar hoje em dia... Deveria ter por volta de 1,65 de altura. Cabelo loiro bem claro e lindos olhos castanhos... Suas roupas pareciam ser ideais para que corresse quando estivesse em apuros, mas não deveria pensar nisso... Será que ela achava que ficaria segura naquele lugar? Eu não sei, mas gostaria de saber... Devo tentar puxar assunto com aquela mulher mais tarde.

Se passaram alguns minutos, os passageiros sentiram o avião aterrissando cuidadosamente para que pudessem sair... Finalmente. Eu deveria ter ficado por volta de 5 ou 6 horas naquele lugar. Respirei profundamente, estávamos em uma espécie de "ilha" dominada pela França, muito próxima a Inglaterra. Deveríamos ir para as ruínas do nosso país inimigo em barcos que estavam naquela ilha, assim, não nos veriam chegar. Essa definitivamente não era uma ideia tão inteligente, mas não poderia dizer nada... Concordei com aquilo tudo, esperando minha vez de entrar no barco.

Dei uma parada para analisar uma ficha que recebi quando sai do avião, aquilo mostrava quem eram as pessoas que estariam no mesmo grupo que eu, éramos denominados "Alfa 4". Estava no mesmo grupo de Marrie e Miroshi... Aquilo me acalmava, estaria com duas pessoas que conheço, também seria mais fácil para os proteger... Existiam mais 10 pessoas no grupo Alfa 4, porém, não reparei no resto dos nomes. Quando tentei começar a ler o restante, chamaram meu nome. É, estava na hora, não tinha mais volta. Eu iria para aquele barco, chegaria nas ruínas e teria de começar a escrever pela vida de minha irmã... Rinny, será que você está bem? Espero que sim...

Entrei no barco junto de mais três pessoas, uma dupla de gêmeos e uma garota. Quando ligaram o motor, ouvi um deles me chamando.

– Ei... Qual é seu nome? — Era a garota... Tinha os cabelos pintados, em um tom de azul bem escuro. Seu cabelo estava dividido em duas tranças — Fale comigo se não for te incomodar...

– Ah! Não é incômodo algum! Meu nome é Louis Aaron, Senhorita... E você? Qual é o seu nome? — dei um sorriso, tentando parecer amigável. Observei um certo brilho em seus olhos, provavelmente, minha tentativa de tentar ser gentil tinha funcionado.

– Willia Madson... — fechou os olhos, dando um sorriso de canto — É um prazer em te conhecer, Louis!

Willia tinha a pele um tanto mais escura que a minha... Tinha a aparência de ser alguém muito inteligente, meio calada na maioria das vezes, mas quando falava, tentava ser doce comigo... Os gêmeos não falavam nada. Talvez tentando não criar laços... Eram dois garotos, extremamente parecidos um com o outro. Também com cabelos tingidos, porém, eram verdes. Tinham o jeito de serem sérios e frios, se fosse desta maneira, tentaria não me comunicar com eles.

Logo havíamos chegado nas ruínas... Sim, se eu precisava pensar em algo, aquela seria minha última oportunidade antes de entrar no desespero da preocupação com tudo e todos. Repeti aquelas últimas palavras em minha mente, talvez, murmurando baixo; "Meu nome é Louis Aaron, tenho 18 anos. Minha única família é minha irmã e meu gato, que logo irá morrer. Tentei desafiar o Rei da França, dizendo que traria um pouco de esperança nos corações das crianças. Agora, tenho de sobreviver e cumprir uma missão própria, ou a única coisa que considero importante morrerá"

Ao sair do barco, me aproximei do grupo onde estava, o Alfa 4. Iriamos receber um kit de armas, alimento, coisas que deveríamos usar para sobreviver... Em seguida, nossa missão seria dada. O capitão de minha equipe era um homem que aparentava ter 30 anos, forte e alto.

– Bom... Se chegaram até aqui, parabéns, vocês são o grupo que consideram ter a maior capacidade para ter a missão mais difícil dessa temporada de ataques! — Riu baixo, fechando os olhos em seguida — A Inglaterra não é a verdadeira inimiga... — Aquelas palavras me traumatizaram por um tempo... Estavam mandando pessoas para a guerra, mesmo não sabendo qual seria seu inimigo...? Aquelas eram as palavras mais ridículas que ouvi, não poderia ser a verdade. Não fui o único a me assustar, todos ao redor pareciam espantados com a revelação. — Todo grupo tem essa mesma reação... Bom, a missão de vocês é descobrir quem é esse verdadeiro inimigo... Mas alguns povos da Inglaterra realmente começaram a lutar, isso porque nós começamos o ataque... Não sejam mortos por eles, não sejam mortos pelo verdadeiro inimigos, não sejam mortos, essa é a única coisa que peço...

– Senhor capitão! — Um dos gêmeos, sua cara de espanto era evidente — Por que apenas não ignoramos isso?! Este inimigo está apenas aqui, certo? Se não atacarmos a Inglaterra tentando o eliminar, estaremos livres!

– Esses inimigos fizeram muito mal ao nosso Rei, garoto. Ele os quer mortos. Outra coisa é que eles atacam quando não percebemos... Pequenos assassinatos, terrorismo, destruição de nosso país... Vocês podem nunca ter percebido, mas a maior parte dos culpados são eles...

Não prestei atenção no restante das palavras do capitão, tentava entender tudo o que estava acontecendo... O ataque de 10 anos atrás não era culpa dos Ingleses, e sim, de um outro inimigo. Quando fomos para a Inglaterra no primeiro ataque, foram mortos por um outro rival... Sim, era isso. Não estávamos lutando apenas contra um único país. Aquilo tudo era extremamente sem sentido, não restou uma única vida de outros ataques, porém... Não foram todos mortos pelos Ingleses... Por mais que eu pensasse, tentasse raciocinar, nada se encaixava! Comecei a pensar em Rinny, na situação dela atualmente... Eu só queria que ela estivesse bem.

Quando liberaram os membros do grupo, tivemos de caminhar entre a floresta... Aquele lugar deveria ser abandonado, certo? Sim, está certo! Então, por que aquele lugar tinha tantos mistérios assim?! Eramos em 14 ao todo, os considerados melhores e mais inteligentes soldados da França e sua esperança da expedição... Os outros grupos ainda estavam por perto, provavelmente, só iriam se afastar no dia seguinte... Ao terminarmos de passar por aquela floresta, encontramos um enorme castelo já caído em ruínas.

– Aquele castelo é a única coisa que as expedições não investigaram! — o grito do capitão do meu grupo, com certeza estava mais confiante do que qualquer outra pessoa — Amanhã, Alfa 2, 3 e 4 entrarão naquele castelo, irão se livrar de qualquer espécie de ser vivo que ele possua, ao concluirmos essa missão, faremos dele o repouso oficial da França! Estão entendidos?!

– Sim, senhor Capitão! — Todos falavam naquele mesmo tom de voz. Talvez estivessem com medo, ou simplesmente ansiosos para começarem a investigar.

Eu não sabia mais o que pensar, minha cabeça estava girando... Todos se sentaram, fiz o mesmo. Me encolhi em silêncio, tentando colocar meus pensamentos no lugar; Eu estava correndo risco de vida, mas não poderia me salvar. Tenho que lutar contra um inimigo que ninguém sabe quem é, e ainda me livrar de ser morto pelos Ingleses, e além disso tudo, a única coisa que consigo pensar é se minha irmã está bem! Eu preciso entender ou simplesmente tentar acreditar que ela está segura e que não vai se machucar... Sim, eu estava decidido, iria tentar falar com alguém para esquecer todos aqueles pensamentos que só me faziam mal.

– Louis! — Marrie me chamou para um canto. Não disse nada, apenas me levantei e fui até ela, Miroshi estava junto — Ei... Você entendeu tudo aquilo que o capitão disse? Teremos de bancar os detetives!

– É, eu ouvi sim, Marrie... — Suspirei lentamente, me encolhendo.

– Parece bem desanimado, Louis... É por causa de tudo isso que está acontecendo? Você é um ótimo soldado, se anime! — Miroshi bagunçou meu cabelo, estava tentando me animar, mas aquilo não ajudava.

Miroshi e Marrie tentaram falar comigo, mas eu não os respondi. Estava olhando o capitão, tentando ouvir sua conversa com o grupo Alfa 3. Eu não entendia a razão para escalarem tão poucas pessoas para uma única missão, a possibilidade de todos morrerem será maior...

– Ei! Escutem todos! — Mais um grito, provavelmente, um aviso mais importante — Vocês terão duas refeições por dia e um treinamento diário de uma hora! Vão acordar bem cedo e dormir um tanto tarde, estão entendid--

Antes que pudesse terminar a frase, uma enorme sujeira de sangue se espalhou por toda sua barriga, o fazendo cair no chão em seguida. O capitão estava morto.

– Tsc... Pelo jeito, dessa vez teremos um jogo mais rápido e tedioso do que os outros... — Ouvi aquela voz, assustado... O capitão de meu grupo estava morto, agora estávamos sem nada para nos controlar. Demoraram poucos segundos para notar o que estava acontecendo, mas ainda sim, fui o primeiro a perceber. Ergui minha cabeça, observando uma garota atrás do corpo, segurando uma pequena faca ensanguentada. Era ela a dona daquela voz. Era ela a assassina do capitão. — Agora... Vamos começar a brincadeira. — Lambeu o sangue da faca rapidamente, sem demonstrar qualquer sentimento, apenas correndo em direção ao nosso grupo.

Antes que eu percebesse, já haviam mais pessoas mortas naquele local.

Notas finais
Espero que tenham gostado... Ficou um clima de suspense, né? >u< Até a próxima!