Esperando Por Você!
34 Hora da verdade / Parte 3
Notas iniciais
Então... Sobre a historia, eu acho que vai acabar no 40 e fim, e vou postar a nova :D
Já tá no fim :(
Já tenho três capítulo prontinhos :)
Bom, hoje eu não tenho nada para dizer... Boa leitura! :)
E é isso, mais uma decepção para a minha coleção. Renan era meu amigo de infância, a historia da menina no parque com ele... Era eu... Ele sabia de tudo, mas não me contou, ele foi um idiota, me deixou na mão da Sandra... Da Sandra... E foi ela que me abandonou, a da “Querida” que disse com voz doce, sem ao menos ter mesmo amor, por mim... Meu pai me matava, o que ia mudar? Pelo menos tudo que eu estou sentindo agora não ia ser tão ruim.
E para completar, é... O Taylor estava lá beijando, ou se preferir, quase comendo a Katharine, então foi realmente ela que estava com o Taylor todo esse tempo, e eles estavam lá, sem camisa, e quase sem shorts, indo para onde? Isso, para a cama, para dar ao Taylor aquilo que eu não quis dar.
- Leslie... O que faz aqui? – Ele perguntou
- Então é essa a única pergunta que você tem a me fazer?
- Me desculpa, não é o que está pensando...
- Não! Tem razão, não é mesmo o que eu estou pensando, é o que eu estou vendo.
- Eu posso explicar...
- Não, você não pode – Começo a chorar – Eu estava vindo aqui, querendo conversar com você, eu descobrir coisas de um jeito que se fosse outra pessoa morreria só pelo jeito que enfrentou tudo, com raiva, muita raiva, e para completar, você
- Não, Leslie eu juro que não ia fazer nada com ela.
- EU NÃO SOU IDIOTA TAYLOR.
- Não, mas me deixa explicar.
- EXPLICAR O QUE? EU VI, eu estava vindo aqui, para me abrir com você, eu queria contar tudo, eu pensava mesmo que nessa historia você fosse o bonzinho, mas eu descobrir que todos são bando de idiotas, que me enganaram, me fizeram passar por idiota, acreditando em coisas para colocar por cima de outras coisas para eu não descobrir.
- Do que você está falando?
- De tudo, eu nem deveria mesmo ter vindo atrás de você, eu nem sei o que eu estou fazendo aqui, eu deveria mesmo ter me matado, acho que a dor seria menos do que eu estou sentindo agora, seria muito menos, eu queria TE MATAR Taylor, porque você foi um idiota e me enganou todo esse tempo.
- Leslie fica calma e me explica isso direito.
- Não, eu não vou mais falar nada com você, eu nem quero mais olhar para a sua cara, some de minha vida, e se vier atrás de mim, eu faço coisa pior...
- Não vai – Eu estava na porta
- Fique ai com a Katharine, a “inocente” recepcionista, e se quer mesmo saber... A Sandra é a minha mãe biológica.
- Espera ai... O que? – Olho mais uma vez para ele e de relance para Katharine e bato a porta.
Agora sim eu não tenho mais nenhum lugar para ir, se eu voltasse para casa era obvio que não teria como fugir deles, eles iam querer me contar coisas, encher minha cabeça de mais mentiras, e mais mentiras... Eu não queria ouvir ninguém, exatamente NINGUÉM, e mais nada, apenas o silêncio.
Andei para um lugar da cidade onde tinha uma ponte, não muito alta, mas se alguém se jogasse, seria uma viajem e tanto... Me sentei nas laterais com as pernas para fora, observando o local e respirando várias vezes.
Eu precisava de paz, muita paz... Olhei para baixo varias vezes, se jogar daqui não seria uma má ideia.
Respirei fundo mais vezes, tentando me acalmar, tentar excluir de minha mente que eles estavam me fazendo de idiotas, e que eles que eram os idiotas e não eu. Eles.
Alguma coisinha na minha mente pedia para eu pular, mas eu sabia que eu não sobreviveria.
Mas morrer nesse momento eu acho que não é tão mal... Olho mais uma vez para baixo... Acho que não, ou talvez sim... Olho para trás para ver se vinha alguém, e ninguém.
Dou uma inclinada para frente e sinto um frio na barriga, me inclino mais um pouco e fico nervosa, suando... Me inclino mais um pouco, e é isso... Eu me joguei de mais ou menos sete metros de altura.
_-_-_
- Menina? Você está bem? Menina? – Minha cabeça doía, eu começo a abrir os olhos devagar, e eu vejo a figura de uma mulher em minha frente
- AH! – Grito, e vejo que tem mais gente, ou umas seis crianças atrás dela – onde eu estou? Quem são vocês?
- Calma menina, meu pai te salvou – Um menino diz
- Como assim?
- Você se jogou da ponte, e meu marido viu na hora, por sorte ele estava pescando na hora e viu, e te trouxe para cá, agora me explica... Por que você se jogou?
- Ah... É só a minha vida que não está mais fazendo sentido, eu descobri que tudo passou de uma mentira – Coloco a mão na cabeça e reclamo da dor.
- Entendo, você quer um remédio?
- Seria bom!
- Maria pegue lá o remédio – Ela manda e uma menina que aparentava ser a mais velha vai pegar – Mas minha filha, não precisava se jogar da ponte, e se meu marido não tivesse te visto?
- Eu estaria morta, e acho que não ia fazer muita falta.
- Toma – Ela me entrega o remédio, eu pego e coloco na boca junto com um pouco de água – Você não pode falar assim, você não sabe o que vai acontecer no futuro, tudo pode melhorar.
- Eu acho que não, minha vida está um verdadeiro inferno.
- Não, não diga isso, é só você querer que acontece.
- Eu queria morrer, mas não aconteceu.
- Se fosse mesmo do gosto do destino, você teria morrido, e veja... Não morreu, isso quer dizer que ainda coisas boas podem acontecer.
- A única coisa boa que vai fazer bem a minha vida é a morte.
- Escuta... Seu nome?
- Leslie.
- Escuta Leslie, você está passando por um momento difícil, e nesse momento você pensa que a solução é morrer, mas morte não é solução, se você parar para pensar, é só mais um problema, pensa na sua família, elas iam sofrer.
- Eu realmente acho que não.
- Pois eu acho que sim, volta para casa e pensa bem, não tente mais se matar ou sumir, deixe que tudo acontecerá como o destino quiser.
- Eu realmente não acredito nisso de destino, e se for verdade ele não gosta de mim, você não sabe o que está acontecendo.
- Quer me contar?
- Não sei, é uma historia um pouco comprida.
- Eu tenho todo tempo que precisar.
- Tudo bem, tudo começou quando eu tinha quatro anos... – Começo a contar o que devia para ela, ela fazia algumas perguntas para mim, e os seus conselhos eram ótimos, eu estava mesmo entendo tudo que ela queria me dizer, e consegui até eliminar a ideia de me matar da cabeça... – E hoje eu descobri que ela é minha mãe e ele estava mentindo, ou eles estavam.
- É mesmo muito complicado para sua idade, é muita coisa para uma menina de apenas dezessete anos.
- Eu sei.
- Mas escuta o que eu te disse, vai tudo se resolver, acredita em mim.
- Vou tentar... Eu quero ir para casa.
- Levante, eu vou te dar uma roupa seca, levante, meninos, saiam daqui – Quatro das seis crianças saíram, e ela me leva até o velho guarda roupa – pegue, vê se dá para você – Tiro a minha blusa e a pequenina me encara
- Nossa, será que meus peitos vão ficar desse tamanho? – Ela diz e eu não consigo conter a risada
- Marieta... – A mãe dela a adverti.
- Um dia sim, espere – Eu digo
- Espero, as minhas amigas disseram que os meninos gostam de peitos grandes – Mais uma vez eu dou risada e olho para ela.
- Escute aqui, nem todos os meninos são assim, então não se preocupe com tamanho de peitos, alguns olham pelo jeito da pessoa ser, olham pelo jeito que elas sorriem, pelo que ela é, entende? – Ela assente – Então seja uma boa moça, e os meninos gostaram de você, ok?
- Entendi – Ela sorri e me abraça e depois sai
- Me desculpe pela minha filha.
- Está tudo bem, é criança, mas... Quantos anos ela tem? – Dou mais algumas risadas
- Sete.
- Espertinha ela hein?
- Realmente – Termino de vestir a roupa – Caiu bem em você.
- Sim! – Sorrio – Fique com a minha e eu levo a sua.
- Mas a roupa é sua!
- Não importa, eu levo a sua e você fica com a minha.
- Ok! Já que quer assim – Ela sorri – Mas acho bom você ir embora, sua mãe deve está morrendo de preocupação.
- Não me importo, mas eu vou mesmo embora.
- Certo, venha – Eu vou com ela até a porta – Vá logo que está escurecendo.
- Vou sim, e obrigada por tudo – Sorrio e ela também
- Por nada – Ela diz, eu dou um abraço nela e na pequena que gosta de questionar sobre seios.
- Tchau! – Aceno e todos acenam de volta.
No caminho eu vou tranquila. Eu realmente precisava dos conselhos que a dona Carmem havia me dado, ela é uma boa conselheira, acho que realmente essa coisa de destino existe, até porque tudo que está acontecendo se encaixa no outro. Eu vou com os braços envolvendo o próprio corpo, fazia um pouco de frio. Andei, andei, e andei mais pouco.
Cheguei. Estava de frente para a casa da Sandra. Por mais que não queria uma raiva cresceu dentro de mim, um ódio... Para ser mais exata. Andei até lá e abri a porta.
- Ai meu Deus, Leslie, onde você estava? – Sandra pergunta me abraçando, eu não faço nada não a abraço apenas fico olhando para Renan e Cintia que estavam atrás dela.
- Responde – Ela disse quando me soltou
- Não interessa, eu dizer onde estava não vai fazer diferença na vida de ninguém
- E essas roupas? Leslie você se meteu?
- Sandra PARA, você... Para com isso, de tentar dar uma de mãe super protetora, eu sei que não se preocupa tanto assim comigo... Não precisa fingir, e se acha que eu não estou mais com raiva de você, se engana, eu ainda estou, e não só de você de TODOS! – Ando para as escadas.
- Me deixa explicar Leslie, isso tem uma explicação.
- Pois que conte para as paredes, eu não faço a mínima questão de ouvir – Subi as escadas e sinto uma mão me segurar
- Leslie, e eu? – Renan pergunta
- Você? – Sinto meu coração apertar – Você me esquece, eu não quero mais nada com você, NADA, te odeio – Digo subindo o resto dos degraus e indo para o meu quarto, assim que entro me jogo na cama e desmancho em lágrimas.
E foi isso... Minha vida não passou de uma grande mentira.
Notas finais
Agora tiau! :3
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