Espelhos Da Alma
2 Capítulo 2- My Heart Is Broken
Notas iniciais
Esse capítulo é dedicado as minhas mundiças preferidas Paula e Lo-kit pelas recomendações amei de verdade amo as duas. *-*
Esse capítulo foi betado pela Pati_Cullen o banner também foi feito pela mesma, brigada amore, te amo ♥
Boa leitura. ^-^
My Heart Is Broken
Depois do abuso, não sai mais do meu quarto, estava sem vida. Meu coração estava quebrado. Quando acordei no dia seguinte a primeira coisa que fiz foi ir para o banheiro tirar aquela sujeira de mim, tirar o cheiro de Phill que estava impregnado em meu corpo. Estava toda dolorida, minha vagina formigava de dor, o carpete do quarto estava manchado com sangue, o meu sangue. Ao entrar no banheiro me olhei no espelho, e o que eu vi ali me deixou ainda mais quebrada, meu rosto estava arroxeado pelos tapas, meus seios e barriga tinha marcas de mordidas e abaixo do meu seio estava uma enorme marca roxa pelo chute que Phill me deu. Estava tão assustada, nunca imaginei que pudesse passar por isso, me sinto humilhada. Sentia-me traída pela minha mãe.– Mãe, Renée não merecia esse titulo, jamais a perdoaria por ter me abandonado quando mais precisei de sua ajuda.
Entrei no boxe assim que a água estava fervendo, tiraria o cheiro daquele nojento do meu corpo. Meu choro se intensificou, os soluços eram ainda mais alto, mas não me importei se alguém escutaria, quando precisei de ajuda não veio ninguém, me escorei no azulejo e me sentei sobre meus joelhos; a dor era insuportável. Minha alma estava morta, não existia vida dentro de mim, estava me sentindo um lixo ambulante, sentia repulsa do meu corpo.
Durante alguns anos não tinha motivos para reclamar de Phill, sua presença não me fazia diferença nenhuma até ano passado, durante o tempo em que estava no mesmo ambiente que ele. Phill começou a me olhar de um jeito estranho, como se me despisse com os olhos, mas nunca tinha se insinuado ou me desrespeitado até ontem. Renée nunca se importou comigo, então não esperava que ela aparecesse no meu quarto para saber como estou. Depois do banho, me troquei e me encolhi na cama, e ali dormi a tarde toda. Phill não iria voltar, não depois de tudo, pelo menos era o que eu rezava, mas o cansaço e meu corpo dolorido venceu.
[...]
Meus dias se passaram lentos demais, depois do ocorrido não vi mais Phil e muito menos Renée, e assim que me via sozinha em casa descia até a cozinha para comer algo, não me importava se eles estavam comendo, cansei de ser a escrava, a casa estava cheia de poeira, a pia da cozinha tinha pratos e copos empilhados, o fogão estava ainda mais nojento. Não me importei, peguei um saco de bolachas e voltei para meu quarto.
Vagava pelo quarto como um fantasma e sem forças para reagir, me entreguei à escuridão. Após quatro semanas vivendo como uma morta-viva, comecei a passar mal, me sentia ainda mais fraca, tinha enjoos a todo instante e a fome que sentia era para alimentar um batalhão, eu não sou nenhuma adolescente burra, sei muito bem o que significa, estava atrasada à quinze dias, mas não queria acreditar não podia acreditar, então na manhã de quinta-feira sai de casa depois de tanto tempo reclusa, e fui até Port Angeles. Na primeira farmácia que encontrei entrei e fui direto para seção feminina, achando sem esforço algum a pequena caixa. Enquanto esperava a moça entregar meu troco, entra na farmácia a Senhora Agnes, ela sorri assim que me vê, mas seu sorriso morre quando ela avista encima do balcão o que acabo de comprar.– "Mas que droga, logo a mais fofoqueira, não duvidaria se daqui a meia hora toda Forks ficar sabendo, mesmo se eu não tiver grávida" pensei triste. Peguei meu troco e a sacola e sai sem olhar para a Senhora fofoqueira.
Chegando no quarto vou direto para o banheiro. Depois de fazer todo o procedimento que estava escrito na caixa, aguardei os sete minutos. E não foi surpresa nenhuma ao ver uma carinha sorrindo para mim, POSITIVO. Sim estava grávida do meu padrasto, do homem que acabou com a minha vida, mas foi impossível não levar minhas mãos ao meu ventre ainda liso, ao olhar para o espelho vejo algo que a muito não sabia se ainda existia, meu sorriso. Um sorriso sincero, alegre, estava feliz sim, porque sei que esse bebê será minha salvação. Levantei minha blusa para acariciar melhor minha barriga, já amava meu bebê um amor incondicional, sincero. Mas minha alegria durou pouco, pois assim que escutei um arfar olhei para cima e me deparei com Renée me olhando de uma forma assassina, seus olhos estavam ardendo de ódio. Nessa hora eu soube que a minha vizinha fofoqueira já havia espalhado a noticia, essa não era hora dela chegar em casa. Por instinto recuei abraçando minha barriga de forma protetora. Renée voou pra cima de mim e pegou meus cabelos, me puxando para o quarto.
– VADIA!– ela gruiu.
– Renée me solte. — disse baixo, minha cabeça doía, pois ela puxava com força.– Está me machucando.
– É para machucar mesmo, sua puta de quinta, como teve coragem de engravidar do meu marido.– Ela me largou de forma brusca, fazendo-me desequilibrar, mas consegui me segurar na cômoda.
– E... eh..eu.. n .. não ..tenhoo culpa de NADA.- falei gaguejando e a última frase saiu mas alta do que pretendia. Renée me deu uma bofetada, fazendo meu rosto arder.
– Mas é uma puta sínica mesmo. Você o seduziu. — Ela estava transtornada, puxava seus cabelos e me olhava com fúria.
– MENTIRA!!!– Berrei o mais alto que pude, apontei meu indicador em sua cara.– Você me viu, sabe muito bem que eu fui estuprada. Eu não queria. Eu tenho nojo de vocês dois.– Ela me deu outro tapa, mas agora eu não iria parar, massageei minha bochecha e continuei. — Tenho vergonha de ser sua filha. Você deixou que aquele nojento do qual chama de marido abusar de mim. Eu nunca vou te perdoar... — Renée me interrompeu gritando.
– Não me interessa, você vai sair dessa casa agora, sua vadia, te quero bem longe do meu marido.– Renée estava ficando doida só pode. Phill é quem deveria ir embora.
– Como assim ir embora?- perguntei a encarando incrédula. — Não tenho pra onde ir...
– Já disse que isso não me interessa, suma da minha frente, pegue seus trapos e rua. — falou e se virou indo embora do quarto, mas voltou.– Te dou meia hora, isso é tempo o suficiente para guardar seus lixos. Quero você e essa coisa longe da minha casa. — Fiquei parada sem reação alguma, ela estava mesmo me expulsando de casa, chamou meu bebê inocente de COISA?
– Sabia assim que engravidei que você seria um atraso de vida.– ela continuava a gritar, suas palavras estavam me ferindo mais que suas atitudes.- Deveria ter tirado você, ou melhor te jogado no lixo onde é o seu lugar. -Agora entendia do por que ter me deixado na toca do lobo. Renée nunca me quis. Mas então por que ficou comigo? Para me tratar dessa forma, e ainda deixar seu marido nojento abusar de mim. Eu estava entorpecida, não conseguia me mexer, fiquei inerte. Enquanto via a boca de Renée gritar e gritar, mas nada conseguia ouvir. Não consigo achar uma resposta a essa sua atitude comigo, ela nunca foi carinhosa sempre fria e séria, já com Phill é cheia de sorrisos melosos e carinhos.
– ANDA VADIA!!– gritou me assustando. — Não tenho o dia todo, quero você fora daqui o mais rápido possível.– saiu batendo a porta.
Arrumei minhas coisas dentro de uma mochila velha, peguei meus documentos e sai sem esperar por Renée. E é isso que ganho por ser uma filha exemplar, sou abusada e espancada pelo meu padrasto, fico grávida e ainda sou expulsa de casa pela mulher que deveria estar ao me lado, me apoiando, me segurando para não cair, a mulher que deveria agir como uma mãe e acudir sua filha que está tão indefesa, estou sozinha.
Notas finais
Vou postar uma vez na semana, só não sei que dia ainda.
E mais uma vez obrigada pelos comentários.
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