Espelho
4 Visão do paraíso
Notas iniciais
Paulo desiste de abrir a porta, e todos se assustam com a voz. Bruna indica silencio, e faz sinal pra eles irem até o quarto dela.
-É a Laura tenho certeza, ela não pode saber que estamos aqui.
-O.k. agora eu acredito em você. – Disse Paulo um pouco nervoso.
-O que temos que fazer? – Sam pergunta animada.
-Bom, a gente já sabe que a Laura está viva, mas a gente não sabe onde esta a chave...
-Bruna, posso tentar abrir com um grampo, eu fazia isso quando esquecia a chave da minha casa, dentro de casa – Paulo ri.
-Isso! Vamos tentar. – Bruna procura em suas coisas algum grampo. – Toma, mas não faça barulho.
Paulo vai sozinho tentar abrir a porta. Enquanto Samanta e Bruna conversam.
-TIVE UMA IDEIA. – Sam assusta.
-Fala? – Bruna pergunta surpresa.
Samanta levanta correndo da cama e antes que Paulo tente abrir a porta, ela o impede. No quarto de novo, ela explica:
-Vamos saber se a menina ainda esta lá. Alguém desce e aperta à companhia, outra pessoa abre a porta, e a bate com força, se a menina estiver ali vai gritar pra alguém.
-Isso perfeito Sam. — Bruna se levanta – esperem aqui, e qualquer ruído, não façam barulho.
“DingDong” “Paft”.
Bruna volta ao quarto:
- E então alguma coisa?
-Nada. – Sam responde. – Paulo volta e tenta abrir, pelo menos não seremos pegos de surpresa.
- Esta bem. – Paulo volta pra porta, com o grampo em mãos.
No quarto, Bruna fica deitada na cama, pensativa, e Sam fica em pé encostada-se à porta do guarda-roupa quando:
-Gente acho que consegui...
-O que? — Bruna se levanta assustada e ao mesmo tempo surpresa.
-Espera, quando eu coloquei o grampo sem querer encostei-o na maçaneta, não senti nada, então talvez não exista chave, o jeito é você não tocar na maçaneta para abri-la.
-Sim é isso! – Sam se entusiasma novamente!
-O.k. vamos tentar – Bruna pega uma toalha no guarda-roupa – venham comigo.
A menina enrola uma das mãos na toalha e a coloca na maçaneta, sem sentir nada a gira. Pela fresta aberta, sai u um brilho dourado muito forte, e inesperadamente a porta se abre derrubando Bruna dentro da sala como se alguém estivesse a empurrado. E quando ela vai se levantar e sair, a porta bate deixando-a presa e sozinha no lado de dentro.
-Bruna você ta bem? – Sam pergunta do lado de fora.
-Estou. Não consigo enxergar direito, a luz ta bem forte, mas fora isso estou. Aqui pelo lado de dentro não consigo ver nenhuma porta.
-Fica calma, o Paulo foi buscar uma toalha pra abrir a porta.
Antes de Sam terminar de falar, abriu-se aquela frestinha e Bruna pode ver o rosto do Paulo, e um pedaço de um quadro pendurado em uma parede do corredor.
Paulo empurra a porta, mas parece que não abre mais que aquilo, ele tenta, tenta, mas não consegue:
-Me ajuda Sam.
No lado de dentro Bruna parece perder os sentidos e sente-se atraída por uma luz, uma diferente da que saia das paredes, do chão e do teto:
-Bruna, não consigo abrir. Bruna! BRUNA RESPONDE! – Paulo e Sam a gritam. – BRUNA! BRUNA!
A garota parece não escutar nada, e vai chegando cada vez mais perto daquela luz, que vai se desfazendo e se transformando em uma paisagem, um jardim florido com uma balança de madeira pendurada em baixo de um pé de amora, e ao lado uma roseira, olhando mais distante via-se milhares de gira-sois. E naquela balança havia uma mulher sentada, uma mulher muito bonita, com cabelos bem negros como os de Bruna, porém mais compridos e ondulados, estava vestida toda de branco, com um chapéu que cobria seu rosto. E antes que Bruna pudesse dar mais uma passo para entrar de vez nesse paraíso, um braço a puxa com força e quando ela percebe esta deitada em sua cama, com Paulo e Sam olhando pra ela.
-Eu estava sonhando? – Bruna pergunta após abrir os olhos.
Notas finais
Segue os proximos capitulos jájá!!
-PrincipeAms;
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