Notas iniciais
Olá! Eu sei que vocês não esperavam me ver tão cedo, MAS como vou estar bem ocupada esses dias, achei melhor concluir a fic de uma vez. A música: 'I'm Feeling You - Santana' Sim pessoas, este é o último capitulo. Boa leitura e desculpem os erros!

Epílogo

Retoquei o batom uma última vez ainda em dúvida quanto a cor ser ou não ser forte demais. Nunca tinha usado vinho, antes, mas ouvi o barulho do carro do Michael e resolvi deixar isso de mão. Com o rosto maquiado apenas soltei meus cabelos contente com o tamanho deles, demorou, mas cresceram.

Às vezes, eu imagino o mundo sem você,

Mas a maioria das vezes, fico feliz por ter encontrado você

Desci as escadas às pressas e apenas pulei sobre ele assim que o na entrada conversando com meu pai.

— Esse vestido não está muito curto? — Reclamou meu pai enquanto eu beijava meu namorado. Me separei dele olhando para minha roupa.

— Está quase no joelho e eu estou de meia calça. Achei que tínhamos chegado em um acordo, pai! — Papai mexeu os ombros fingindo que não se importava.

— O acordo se estendia apenas ao relacionamento, mas se quer andar que nem uma concubina, fique à vontade. — Concubina? Franzi o cenho fitando o Michael.

— Pareço uma concubina? — Perguntei em um sussurro preocupada. Ele negou rindo.

— Não mesmo. E quem usa a palavra ‘concubina’ nos dias de hoje? — Meu pai deu um sorriso torto para ele.

— O professor Ru... — Arregalou os olhos e parou de falar na hora. Minha vez de sorrir. — ...Eu, é melhor do que dizer ‘puta’, é tão forte e pejorativo. — Emendou engolindo em seco notando minha mãe surgir atrás dele com um olhar desconfiado.

— Esse ‘Ru’ não seria de Ruvert, seria? — Questionou ela nenhum pouco feliz. Papai negou olhou para o teto.

— Claro que não! — Se defendeu e ela se aproximou dele o fitando por cima.

— Quem é Ruvert? — Perguntou Michael curioso com a cena.

— Um hippie traficante diplomado polígamo. — Revidou minha mãe zangada. Meu pai pigarreou.

— Que exagero, as plantas são altamente medicinais, e ele não é casado com nenhuma daquelas mulheres ou homens, então tecnicamente não é poligamia. Poxa, Kailyn você costumava gostar dele! — Minha mãe cruzou os braços.

— Isso foi antes de eu descobrir que além de convidar você para uma casa de swing, ele andou te dando ‘presentinhos’. — Michael se virou para mim.

— Deixa eu ver se peguei, Ruvert é gay e está interessado no seu pai? — Cochichou no meu ouvido e neguei rindo.

— Eu acho que ele se enquadra em tudo, na verdade, é um amor de pessoa, mas considera o relacionamento dos meus pais muito exclusivo. — Tentei explicar vendo meus pais brigarem.

— E os presentinhos? — Tornei a rir.

— Ele ensinou meu pai a usar maconha para tirar o estresse, desde então minha mãe não gosta nem que falem o nome dele aqui em casa. Claro, tirando o fato que na casa dele é cheio de mulher e ele não acredita em casamento. — Contei. Michael ficou espantado.

— Usei uma vez, não gostei nem um pouco, passei mal. — Balancei a cabeça.

— Okay! Nós já vamos, não esperem por mim. — Falei segurando na mão do Michael. A conversa sobre o professor Ruvert sempre demorava horrores.

— Como assim ‘não esperem por mim’? Ás onze quero você aqui, mocinha. — Arregalei os olhos olhando no meu relógio. Era nove e meia da noite.

— Não, não! Nem sabemos se voltamos! — Ele apontou o dedo acusador para mim.

— Sabem sim, por que eu estou mandando voltar, vocês não vão... — Mirei minha mãe implorando com os olhos para interceder.

— Vão, podem ir. E não se preocupem com horários. — Disse num suspiro.

— O quê? Não! Não podem! Eu estou dizendo que não, então é não!

— Quem geralmente dá a última palavra? — Puxei ele pelo braço ignorando o meu pai.

— Minha mãe! — Saímos largando meu pai falando sozinho.

É uma teia complicada, que você tece na minha cabeça

Tanto prazer com tanta dor

Como é que ficamos sempre nessa?

— Oh! É nessas horas que um homem agradece o feminismo por existir! Imagina? Voltar as onze! Três meses por uma rapidinha seria tortura, eu quero no mínimo duas rodadas de uma hora e meia. — Não consegui evitar de ficar vermelha. — Só hoje. — Dei um tapa no ombro dele.

— Você que quis cumprir essa idiotice de três meses, meu pai aceitou nosso namoro no quarto dia daquela viagem! Podíamos muito bem ter feito antes. — Entrei no carro esperando ele entrar do outro lado.

— Bom, agora ele vê que eu estava falando sério e não vai levar meu baby por um dólar. — Fiz que sim. — E ele não me aceitou totalmente, disse que enquanto eu continuasse me dedicando nos estudos ele seria a favor. — O que era bem típico dele. — Me sugeriu fazer uma pós e até me indicou uma muito boa aqui. — Franzi o cenho com um meio sorriso.

Eu estou sentindo o jeito que você cruza a minha mente

E me salva em cima da hora

Eu me divirto nos altos, curto os baixos

— Sério? Por que não me contou? — Mexeu os ombros.

— Ainda não é certeza, mas vai dar para conciliar o trabalho no restaurante e aqui. — Ligou o carro e começou a dirigir. Abaixei o rosto confusa.

— Não achei que o papai fosse fazer algo além de aceitar. — Ele sorriu carinhoso no meu rumo.

— Ele te ama Sophie, só quer ter certeza de que um dia vou ter condições para cuidar de você. — O fitei corada.

— Ah! Contei a Claritta sobre nós! Ela não ficou muito feliz por que odeia você agora, mas até que assimilou bem. — Michael balançou a cabeça. — Te xingou e disse que no rank dela você está no 87º lugar. — Falei sorrindo de orelha a orelha.

— Eu tava bêbado e deprimido, fiquei surpreso de ter tido ereção, o que dizer estar no rank de alguém naquele estado. — Resmungou não gostando do que ouviu. Fiquei vermelha de novo.

— De qualquer jeito, é até bom ela te odiar, acho que teria ciúmes de ver vocês perto um do outro se acaso se dessem bem. — Confessei.

Porque pelo menos eu me sinto viva

Eu nunca vivi tantos dias emocionantes

Mas minha vida é boa

Eu estou sentindo você

— Que falta de confiança... — Zombou.— ...É um bom tópico para uma briga mais tarde, não? — Corada com a mente já nos momentos futuros daquela noite. Aumentei o volume do rádio para tentar não pensar muito, não estávamos indo direto para o hotel, íamos comer algo antes, então eu precisava me acalmar. — Isso, esse é o espirito, quanto mais vermelha você estiver mais divertido vai ser. — Neguei firmemente.

— Nós não temos uma música. — Mudei de assunto para ver se parava de pensar na ideia de pedir para ele parar o carro e resolvermos o problema da ansiedade ali mesmo. Ele apontou para o rádio.

— Troca de estação. — Eu sorri. E ele realmente trocou colocando uma música mais lenta.

— Não Michael, eu quis dizer que eu e você não temos uma música, como casal, entende? — O mais bizarro é que ele fez que não.

— Não, como assim? — Pensei num jeito de explicar.

— Bom, os casais geralmente possuem uma canção, uma música que os faz lembrar um do outro. — Fechou a cara.

— É sério? Eu nunca tive isso. — Arregalei os olhos e de repente um sorriso enorme tomou seu rosto.

— Então... Serei a primeira dessa vez? — Ele gargalhou.

Você vai embora, e aí eu finalmente posso respirar

Porque baby eu sei, no fim você nunca está indo embora

Bem, nós somos raramente sensatos

— É, sou totalmente virgem nisso, seja gentil. — Respondeu com deboche. Só que eu não me importei, aquilo me deixou muito feliz. — Ah por favor, tá me deixando constrangido com esse sorriso na cara.

— Tem alguma música que você ouve e se lembre de mim? — Perguntei curiosa e ele ficou confuso.

— Quase todas românticas me faz lembrar de você. — Falou um pouco incerto. Sorri mais largo.

— Isso soou bem ‘pouco Michael’. — Brinquei e ele riu.

— Certo, quer saber o que me faz lembrar de você? — Afirmei e ele sorriu malicioso. — Blusas amarelas. — Meu sorriso sumiu e o vermelho do meu rosto retornou com força. Ele gargalhou alto.

— Pervertido... — Murmurei tímida.

— Ahhh não faz essa carinha, me dá vontade de parar o carro aqui mesmo e devorar você. — O fitei pelo cantos dos olhos dando uma risadinha.

Eu te enlouqueço e você faz o mesmo

Mas seu fogo alimenta minha alma

E me aquece como ninguém

— Que sintonia... — Falei baixinho para mim mesma, só que ele ouviu.

— O quê? Pensou na mesma coisa? — Sentindo as bochechas esquentarem e doerem com o sorriso afirmem sem conseguir dizer em voz alta. — Quer que eu pare? — Sussurrou sedutoramente com um olhar ávido em mim. Sem coragem de responder apenas tirei o cinco de segurança e ele entendeu a indireta, pois parou o carro no primeiro estacionamento que viu.

Foi a primeira vez que não brigamos antes e nem depois. E o mais legal, é que durante os beijos e caricias nossa música surgiu tocando no carro eternizando aquele momento em uma melodia.

Oh eu estou sentindo o caminho quando você anda por aí.

Me sinto leve, sinto o amor, sinto as Borboletas!

FIM

Notas finais
●Primeiro, quero agradecer a todas as leitoras que acompanharam essa fic apesar de tudo que aconteceu! Gente, é sério! MUITO obrigada mesmo por não desistirem de ler e ainda terem animo para comentar apesar da minha demora! ●Segundo, foi muito bom escrever essa história e espero que tenham gostado! ●Terceiro, Inner Beauty 3 não é certo, mas podem esperar mais alguns especiais como este (sem tanta demora) kkkk ●Quarto, perguntas não respondidas na fic, vou decidir se escrevo um extra explicando ou deixo para explicar nos especiais futuros. Se for ter um extra aqui será do Oliver ou da Kailyn, só os dois que ainda possuem um enredo pronto para frente. Logan e Gaby são de um especial separado. ●Quinto, aqui eu me despeço e digo que foi uma honra estar com vocês por esse tempo todo. ❤Quero agradecer a todos os comentário e a todas as lindas recomendações! Muito obrigada! E até uma próxima Fanfic ou Fic! BJOS! o/ ❤
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!