Especiais de Natal - Família Uchiha
2 Para o Papai Noel!
Notas iniciais
Hoje é vinte e três de dezembro, o dia está gelado e neva do lado de fora da casa. Minha esposa, Hinata, saiu para fazer algumas compras e deixou-me com as crianças. Temos três filhos – Mayuri (10 anos) e Jade e Leo (4 anos) – e ela está esperando o quarto. Para minha felicidade e satisfação, meu clã está sendo reconstruído e minha família é bem mais do que eu poderia pedir. Ajeite-me melhor no sofá em que estava e ia começar a ler quando Leo, o mais velhos dos gêmeos, parou ao meu lado. Ele carregava uma folha e canetas e parecia estar quase chorando.
– O que foi, campeão?
– Mayuri não quer me ajudar e já estava quase acabando o tempo – soluçou com as mãozinhas tremendo.
Levantei-o e sentei-o em minha perna esquerda. Limpei as lágrimas que tinham caído e peguei uma das canetas e o papel de suas mãos: — Você sabe escrever, Leo, qual o problema?
– Eu quero ajuda! Tem palavras que não sei escrever e não quero que o Papai Noel leia nada errado! – explicou com um bico. – Pode me ajudar, papai?
Os olhinhos brilhavam e Sasuke percebeu que não conseguiria negar aquele tipo de coisa para seus filhos. Apoiou o papel no jornal, que estava lendo, e pediu que o menino começasse a falar. Sasuke e Leo passaram a tarde toda juntos, enquanto o garoto ditava e mudava algumas coisas em cartinha. Quando ele terminou, pegou o papel e colocou dentro de um pequeno envelope e deixou pendurado na árvore.
Naquela mesma noite, depois de colocarmos todos em suas respectivas camas, Hinata e eu nos sentamos no sofá e pegamos as cartinhas dos filhos, como fazíamos todos os anos.
– O que será que eles pediram esse ano? – questionou Hinata dando risinhos.
– Eu ajudei o Leo a escrever a dele, então vamos deixar essa por último, tudo bem?
Hinata olhou para ele surpresa, mas não falou nada. Abriram primeiro a da filha mais velha, Mayuri, e não foi uma surpresa em ver que a cada ano a cartinha ficava melhor. Ela pedia alguns pergaminhos novos, armas e, principalmente, saúde para toda a família. Jade foi a segunda; a menininha dizia que fez questão de escrever ela mesma para mostrar o quanto queria as coisas, pediu para crescer mais rápido, porque queria ajudar a mamãe nas tarefas de casa, como Mayuri, e pediu para que o pai ficasse mais tempo dentro de casa.
– Tão lindinha! – exclamou Hinata boba. Ela era o tipo de mãe que sabia ser séria e boa na frente dos filhos, mas quando eles dormiam sempre acabava deixando transparecer o quão boba podia ser. – Como vai resolver isso, papai?
Sorri. Sabia que era tão bobo quanto ela, por mais que sempre fosse mais sério e exigente: — Simples, vou passar mais tempo em casa com as crianças. Sei que faz um tempo que não saímos em família e preciso trabalhar menos mesmo.
Hinata direcionou o sorriso mais lindo que conseguia me lembrar. Ela pegou a última cartinha, do nosso único menininho e, antes que pudesse abri-la, peguei-a de suas mãos. Ela me olhou com confusão.
– Deixe que eu leia para você.
– Tudo bem, então – concordou. Eu sabia que ela estava ainda mais curiosa com o que tinha na carta.
– Papai Noel, neste ano gostaria de pedir apenas duas coisas. Primeiro, se o senhor tiver contato com o Senhor, peça para que ele tome conta de minha família toda e ajuda mamãe com o clã e papai em suas missões; segundo, é sobre minha mamãe. Bem, ela está grávida, sabe? Talvez não porque o senhor tem várias coisas para fazer, mas eu só queria que meu irmãozinho ou irmãzinha ficasse bem! Ele tem que saber que todos estão esperando ele/ela e que não tem como não ser amado! Cuide dele também! – parei para uma “pausa dramática” e continuei: — Eu não quero presente se o senhor puder ajudar a cuidar de todos eles! Vou me esforçar ao máximo para poder cuidar deles eu mesmo, mas uma ajudinha agora seria bem-vinda... Obrigada!
Olhei para cima e vi várias lágrimas caindo do rosto de minha esposa. O orgulho estampado em seu rosto. Deixei a carta no braço do sofá e abracei a mulher da minha vida com carinho. Ela se aconchegou em mim e continuamos naquela posição até ela falar.
– Temos filhos incríveis, não?
– Sim, nós temos. E como Leo lembrou, está chegando mais um!
– Sim – ela deu leves risadinhas enquanto passava a mão na barriga já grande. – O que vamos dar para eles? Nem Mayuri foi específica no que ela quer...
– Não se preocupe, Hina. Nós vamos escolher algo e vamos dar o que eles pediram em suas cartinhas.
Ela sorriu para mim e deixou que eu ficasse fazendo carinho em sua barriga. Enquanto ajudava Leo a escrever a cartinha escondi o orgulho que senti do meu garotinho. Jade e Mayuri também me surpreenderam e deixaram sem palavras. “Eu realmente tenho os melhores filhos que alguém poderia pedir!” pensei satisfeito.
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