Notas iniciais
As coisas começam a esquentar huhuhuhu Acho que esse capítulo ficou um pouco maior que o anterior huhuhuhu

O sol brilhava baixo no horizonte, Emma estava montada em seu cavalo, dando sua volta matinal, então um piar de falcão se escutou, ela apenas olhou para cima e ergueu sua mão esquerda para o pássaro pousar. – Bom dia minha vida! – cumprimentou a ave assim que começou a fazer um afago em suas penas do peito – Tenho tantas saudades suas... Sinto inveja do garoto que pode ver e conversar com você durante a noite. – continuava seu afago... Mas sinto que logo tudo isso acabará e não precisarei mais ter inveja. – então o falcão alçou voo para o alto e um piar escutou-se novamente enquanto sobrevoava o território.

— Vamos garoto! – disse assim que se aproximou de Henry, que ainda estava dormindo – Temos muito chão pela frente ainda. Temos que nos apressar... Se conheço Robin, Peter deva estar com uma armada a nossa procura, não podemos ficar de bobeira.

Em um sobressalto, Henry acordou e sem ter noção de onde estava olhou ao redor e viu Emma ao seu lado – Bom dia! – disse assim que seu raciocínio voltou – Vou arrumar as coisas rapidamente para partirmos. – enquanto arruma as coisas ia comendo algumas frutas, depois de tudo arrumado, partiram novamente em viagem.

— Lady Regina me contou como vocês começaram a namorar... – disse Henry, quebrando o silêncio da viagem, pois passaram quase a manha toda em silêncio.

— Ah ela contou é? – perguntou Emma em tom de brincadeira – E pelo seu tom, percebo que quer escutar mais histórias, acertei?

— Sim, ela me contou. – e sorriu malandramente – Querer eu quero escutar mais, mas isso só se você quiser contar.

Emma gargalhou gostosamente – Sabe garoto, você é uma figura.

— Por que me chama de garoto? – perguntou curioso. – Eu tenho nome. – fingiu-se ofendido.

A loira gargalhou novamente – Sei que você se chama Henry, mas acho que garoto também combina com você. – explicou – Então, o que gostaria de escutar? Temos um bom pedaço de chão ainda até chegarmos ao ponto que calculei, para então descansarmos e nos alimentarmos.

Os olhos de Henry então brilharam com a possibilidade de escutar mais uma história – Me conte como você ganhou sua espada. – pediu empolgado e Emma apenas riu.

— Vamos ver por onde vou começar... – disse a loira, relembrando os acontecimentos daquela época.

Era mais um dia exaustivo de treinamentos com armas, mas mesmo assim eles estavam eufóricos, pois faltava muito pouco para eles terminarem seus anos de treinamentos e então entrarem para a armada do rei.

— Vamos Ruby, sei que você pode mais que isso. – instigou a loira sorrindo malandramente – Isso está ficando tedioso... – dizia enquanto se esquivava de alguns golpes de espada da amiga.

— Mas loirão, isso não é para valer, estamos agora apenas nos divertindo... – respondeu a morena com mechas vermelhas tentando mais uma ataque – O treinamento já está acabando, e estou bem cansada hoje...

— Sei muito bem dessa sua canseira... – insinuou Emma – Aliás, sei até o nome da sua canseira.... Confesso que a garota está te dando uma canseira mesmo, pois ficar correndo atrás dela com certeza deva cansar mesmo. – e gargalhou.

Ruby ficou vermelha como suas mechas no cabelo – Aí loirão, você não tem moral para falar nada sobre isso. – então resolveu levar mais a sério – Quanto tempo você ficou só de longe observando a princesa? – investiu mais um golpe.

— Ai Ruby, isso já é passado... – disse bloqueando o golpe – E agora já estamos bem, e se você continuar falando mais alto, todo mundo ficará sabendo... – disse a loira girando a espada na mão e atacou – Falei que por enquanto queremos manter segredo.

— Eu sei disso... – defendeu-se a mulher do contragolpe – Mas você tem que concordar comigo que você foi mais lenta que uma tartaruga. – atacou novamente.

— Mas essa garota está acabando com sua fama de loba... – brincou a loira e então viu um olhar ameaçador da outra mulher.

Sem responder mais nada, Ruby se concentrou na sua luta, depois de anos de treinamento exaustivo, seu manejo e habilidade com espada evoluiu muito, mas a destreza de Emma também. Em um momento rápido, Emma avançou sobre a mulher tentando espetá-la, mas Ruby foi mais rápida e esquivou, fazendo com que a espada da loira tocasse a parede a sua frente, e num contragolpe, fazendo praticamente um giro de trezentos e sessenta graus, desceu sem dó sua espada na da loira. O choque no instante seguinte fez com que a espada da loira fosse ao chão e notaram que ela estava levemente torta.

— Desculpa Emma! – falou a morena, ao ver Emma pegar sua espada do chão e a olhá-la tristemente – Não se preocupe, vou falar com eu pai e vamos te dar uma espada nova.

— Relaxa loba! – disse Emma ao olhá-la e sorriu por fim – Eu vou ao ferreiro e vejo se ele me deixa consertá-la.

Sem mais tempo para nenhuma palavra ser dita, o instrutor os chamou para uma conversa final antes de dispensá-los pelo resto do dia.

Algum tempo depois Emma caminhava para seu lugar de encontro diário com Regina, e ao fazer a curva no muro, a viu sentada sob uma das muitas macieiras que havia ali. Desde o dia que se conheceram, Regina havia pedido ao pai para que fizesse um canteiro só com macieiras, pedido esse que no dia seguinte fora atendido. Ao se aproximar, a loira viu um olhar de preocupação no rosto de sua amada.

— O que houve minha vida? – perguntou ao deixar sua espada no chão e sentar-se ao seu lado, dar um beijo na bochecha da morena – O que está te deixando com essa cara de preocupada?

Regina suspirou fundo a olhando, sabia que não adiantaria inventar uma desculpa ou falar que não estava acontecendo nada, pois a loira a conhecia muito bem – Apenas mais uma das muitas discussões que tenho com minha querida mãe. – respondeu por fim.

— Algo que eu possa ajudá-la?

A morena balançou negativamente a cabeça – Apenas me dê muitos de seus beijos. – pediu e abriu um sorriso enorme.

— Sem problemas! – respondeu prontamente loira e se inclinou para beijá-la. Ficaram ali namorando um pouco, até que por fim Emma se encostou à árvore e trouxe Regina para o meio de suas pernas, e deixar sua cabeça descansar sobre seu peito, a abraçando e fazendo carinho nos cabelos escuros. A conversa corria solta até que Regina pousou seus olhos sobre a espada da loira.

— O que houve com sua espada? – perguntou curiosa tirando sua cabeça do peito da loira e se afastou um pouco para olhar melhor a lâmina e vê-la levemente torta. Após examinar atentamente a espada, Regina pode constatar que a mesma era velha e mesmo que Emma a consertasse as chances de quebrá-la seriam grandes.

— Ruby a entortou sem querer em nosso último embate... – respondeu a loira olhando para a espada – Mas não tem problema, conversarei com o ferreiro amanhã para eu consertá-la.

— Emma essa espada está bem gasta, não acha melhor trocá-la? – sugeriu a morena.

— Até gostaria... – respondeu baixo a loira – Mas agora não tenho como, quem sabe mais para frente.

Regina não disse mais, apenas se recostou novamente sobre a loira e começou a pensar em como a ajudaria a trocar a espada, pois sabia que a loira era difícil de aceitar qualquer coisa seja de quem fosse. Sentou braços a rodearem em um abraço aconchegante, então seus olhos brilharam. O aniversario de Emma estava chegando, então resolveu que iria falar com seu pai para ver se seria possível uma ideia que se formava em sua mente. E como estavam perdidas em seus pensamentos e no momento não perceberam um par de olhos que as espiavam, olhos esses que as olhavam carinhosamente, e no instante seguinte já não estavam mais ali deixando-as novamente na privacidade do momento.

Poucos dias após esses acontecimentos, Emma estava sentada de baixo da macieira, enquanto lia um livro. Era seu dia de descanso. Regina não fazia muito tempo que a havia deixado para ir cumprir seus afazeres. A loira foi retirada de sua leitura ao perceber seus amigos se aproximarem, todos estavam com sorrisos arteiros nos rostos.

— O que vocês estão aprontando? – perguntou ela sorrindo ao fechar o livro assim que eles se aproximaram – Qual o plano?

— Não aprontamos nada... – respondeu Ruby – E nem temos nenhum plano.

— Bom, na realidade loirão... – disse Killian – Sim aprontamos e fizemos um plano.

— Tudo bem! Me digam! – falou ao se levantar – O que vocês aprontaram e qual o plano? Quem foi a vítima dessa vez?

David colocou uma mão sobre o ombro da loira e sorriu arteiro – Na realidade você é a vítima.

No instante seguinte os olhos verdes da loira se arregalaram em confusão – Como assim?

— Seu aniversário esta chegando... – começou Mulan – E sei que você não quer ganhar nada...

— O que vocês fizeram? – perguntou mais preocupada e séria a loira.

— Relaxa loirão! – pediu Ruby, com suas mãos atrás do corpo, ela estava assim desde que chegaram – Não fizemos nada... Nada sério. – então trouxe suas mãos a frente do corpo e mostrou uma caixa fina e comprida de madeira. – Olha o que fizemos! – falou na expectativa – Abre!

Ainda confusão e agora com receio, a mão da loira lentamente se aproximou do fecho da caixa, e abriu, para então com as duas mãos levantar a tampa, e no momento seguinte surgir uma linda espada. Seus olhos verdes se abriram surpresos, e a olhou no momento seguinte, então voltou para a espada, então o olhar confuso voltou – Não entendo!

— Mas é mesmo loira! – disse Killian passando o braço por seus ombros – Esse é nosso presente adiantado de aniversário.

— Ruby nos contou do ocorrido... – começou David a explicar – Então todos quiseram ajudá-la, juntamos um pouco de moedas e compramos essa espada para você.

— E também pedimos para o ferreiro não deixá-la arrumar a sua antiga. – foi a vez de Mulan – Porque convenhamos Emma, nem para fazer de faca de comer aquela espada não serviria mais.

— Vocês não precisavam fazer isso... – disse a loira passando as pontas dos dedos sobre a lâmina.

— Precisávamos sim! – enfatizou Ruby – Você merece uma espada nova. Não vai pegar seu presente?

Como uma criança que havia acabado de ganhar um brinquedo na noite de natal, a loira abriu um enorme sorriso e pegou a espada, instantaneamente começou a fazer movimentos e golpes para testá-la.

— Muito obrigada a todos. – agradeceu ao colocar sua nova espada na caixa novamente e abraçar a caixa – Não tenho palavras para agradecê-los... Mas sabiam que o que precisarem eu estarei sempre pronta a ajudá-los.

— Ok! Ok! – interrompeu Ruby – Sabemos de tudo isso, agora vá mostrar para sua princesa, pois sei que está ansiosa para dizer a ela.

E com apenas uma aceno afirmativo de cabeça da loira respondendo, e no momento seguinte, saiu em disparada em direção ao castelo para mostrar a sua morena a nova espada que havia ganhado de seus amigos.

— Acho melhor paramos por hoje. – comentou Emma ao ver o lugar, e para seu cavalo – Avançamos bem hoje e está na hora de montar acampamento... Logo não termos mais sol.

Henry desceu do cavalo e concordou com a loira – O que você quer que vá buscar?

— Madeira para fogueira... – respondeu a mulher ao descer também – Vou buscar água e depois preparar as coisas aqui para a noite.

— Não era dessa espada que eu perguntei. – disse Henry assim que concordou com o que a loira havia dito, e fazendo a mesma o olhar em questionamento – Estava falando da grande espada... – respondeu o olhar interrogativo da loira.

— Mas você não especificou qual espada era... Essa história não serei eu que irei contar! – respondeu sorrindo sorrateira. – Peça para quem me deu contar a você... Agora vá fazer o que pedi. – terminou e ela já se encaminhava em direção oposta ao garoto para buscar água. Ele apenas suspirou meio decepcionado, pois esperava pela história da outra espada, mas estava feliz porque agora sabia da história por trás da espada menor.

Quando Henry percebeu, viu Regina se aproximar do grande lobo branco que estava sentado a esperando pacientemente, mas mantinha certa distância do acampamento. Ele não se cansava de ver duas cenas; Emma com todo carinho falando com o falcão, e Regina toda carinhosa para com o lobo. Depois de passar um tempo com o lobo, a morena voltou para junto de Henry e ele ergueu os olhos para ver o lobo correr para o meio da floresta.

— Boa noite! – ela cumprimentou o rapaz ao se sentar do seu lado. – Como foi seu dia? – perguntou ao receber um prato com comida e um pedaço de pão.

— Boa noite! – ele respondeu, entregando um prato com comida assim que ela se sentou – Foi bem, viajamos bastante hoje segundo Emma, provavelmente dentro de um dia e uma noite estaremos no local combinado.

— Muito bem! – disse a morena assim que engoliu um pouco de água e o olhou, e viu que ele estava ansioso – Qual história que saber?

Henry sorriu acanhado e coçou atrás do pescoço – Pedi a Comandante Swan que me contasse sobre como ela havia ganhado a espada... – começou o garoto – Mas ela me falou a história da espada que ganhou dos amigos... – e viu Regina rir – Falei que queria ter ouvido sobre a outra espada, e ela respondeu que não havia especificado qual espada...

Então Regina gargalhou interrompendo o rapaz – Você não tem culpa, pois não sabia que as duas espadas que ela tem foram presentes... E ela tem razão, se você quisesse saber sobre a história da espada maior, fosse mais específico. – e voltou a comer algumas garfadas da comida.

— Ela disse para pedir a pessoa que a deu a espada para contar a história. – ele continuou – E eu presumo que essa pessoa seja você.

A mulher concordou com a cabeça ao terminar de comer e tomar um gole de sua água – Sim, fui eu quem deu a espada grande a ela. – colocou o prato sobre a pedra e se aconchegou melhor nos panos que estava sentar e se enrolar melhor na capa que vestia, sentido o cheiro da loira que emanava da mesma.

— Então? – perguntou ele ansioso – Irá me contar? – continuou ao se arrumar nos panos e se enrolar no cobertor e a ficar de frente para ela. Ela sorriu começando a se lembrar da história e ao fundo ouvi-se um uivo de lobo.

— Mãe, não adianta! – exclamou Regina – Não vou aceitar Robin me cortejar. Não tenho idade para isso ainda.

— Não fale besteiras Regina! – falou Cora segurando sua raiva – Você não só tem idade para isso, como já esta ficando velha.

— Velha? – perguntou incrédula – Eu tenho 19 anos! Como isso pode ser velha?

— Sendo velha! – suspirou a mulher tentando conter sua raiva – Você não tem que tomar decisões, você será cortejada por Robin. Ele é uma ótima opção para o reino.

— Eu tenho idade suficiente para tomar as minhas próprias decisões, mamãe! – rebateu Regina — E nem que seja a última coisa que eu faça nessa vida, eu não aceitarei ser cortejada, e muito menos ser cortejada pelo babão do Robin! – sem deixar a mulher mais velha respondeu, ela se virou e sair o rápido possível da sala do trono e indo em direção ao seu lugar de encontro com Emma. Pois era tudo que ela precisava agora, ela precisava da sua loira para esquecer todo aquele pesadelo que sua mãe queira enfiá-la.

— Cora... – começou Henry – Eu também acho ainda não está na hora de Regina ser cortejada...

— Não me venha você também Henry! – interrompeu ela deixando sua raiva estourar.

— Eu sou o rei ainda, minha querida. – disse ele com toda calma – Eu não farei nada que Regina não queira... – levantou a mão impedindo sua esposa argumentar contra – Eu vou conversar com ela... E se ela concordar, nós deixaremos que os belos rapazes a cortejem. – terminou o homem e também se virou para caminhar em direção de onde sua filha havia saído. Cora apenas bufou de raiva e pegou o jarro de flores que estava perto e o jogou contra a parede.

Henry tinha suspeita de onde sua filha estava, e foi para o pomar de macieiras que havia feito por um pedido de sua filha. Ao ver o sorriso de sua filha ao ver que ele havia realizado o pedido dela era uma coisa que não havia preço e ele se sentia orgulhoso em ver sua filha sorrir. Ao se aproximar dos arbustos que faziam uma cerca viva, o homem confirmou sua suspeita, avistou sua filha sentada ao pé de uma das macieiras. Ele ia se fazer presente quando viu Emma se aproximar, e então seus olhos se arregalaram com a surpresa que a cena o proporcionou e resolveu ficar ainda escondido e ver o desenrolar dos acontecimentos. Conforme passava os minutos, um sorriso que havia aparecido timidamente em seus lábios foi se abrindo todo feliz e por fim resolveu deixar as duas garotas desfrutarem de sua privacidade. Afastou-se sem fazer barulho e foi sentar-se em um banco em seu jardim predileto, pois ali poderia ver quando Regina tomasse o caminho de volta para o castelo e ali também teriam privacidade para conversarem.

Ali Henry pensou sobre o que Cora queria, sobre o que ele queria e sobre o que possivelmente Regina quisesse. Um sorriso se abriu, ao pensar na cena vista a momentos atrás, ele considerava Emma como sua filha, aliás quem ele queria enganar, considerava todos os amigos de Regina seus filhos, mas a loira o tinha cativado de uma forma diferente, e se elas quiserem se envolver romanticamente ele não seria contra, mas algo dizia que isso não era recente, pois ao longo de crescimento de sua filha e Emma, já havia percebido algo diferente entre elas, um sentimento diferente entre elas que não havia entre elas e seus amigos, mas isso ele iria conversar com sua filha...

— Regina, minha filha... – disse o rei saindo de seus pensamentos ao ver sua filha indo em direção do castelo – Venha se sentar aqui comigo por um momento. – pediu amável. Sem falar nada, apenas concordando com a cabeça e se sentou junto com seu pai no banco. E um silêncio agradável se instalou por alguns minutos até a morena ser a primeira a quebrá-lo.

— Desculpe–me pai, pela discussão com mamãe agora a pouco! – pediu Regina – Sei que ela só quer o melhor para mim, mas não aceito ela querer controlar minha vida desse jeito.

— Não tem do que se desculpar minha filha. – ele respondeu olhando o balançar das folhas das árvores ao seu redor – Quando tinha sua idade também tinha essa atitude. – riu por fim, fazendo Regina sorrir também.

— Mas mesmo assim, não foi certo a minha conduta com mamãe, depois vou pedir desculpas a ela. – comentou e também começou a observar as folhas se agitarem com a suave brisa.

— Só me diz que toda essa revolta, não é apenas por não querer ser o Robin babando aos seus pés! – pediu ele rindo.

— Não papai, não é apenas por isso. – respondeu também rindo.

— Então pelo que mais seria? – perguntou com cautela a olhando, mas ansioso pela resposta da filha.

— Por mim... – respondeu evasivamente a morena, tentando não olhar para seu pai, pois sabia se o fizesse acabaria contando sobre Emma e ela.

— E por outra pessoa? – completou ele com um pequeno sorriso no canto da boca – Talvez essa pessoa seja uma mulher... Loira... Muito hábil com uma espada e um senso de humor de criança?

Então ela arregalou seus olhos castanhos e o olhou com surpresa e medo. Surpresa por ele saber e com muito medo de sua reação a esse conhecimento.

— Não se preocupe! – ele adiantou vendo sua filha com medo – Não farei mal nenhum a ela, pois ela é como uma filha para mim... Bom, todos seus amigos são como filhos para mim. – e riu ao final.

— Ainda bem que não tenho muitos amigos. – disse Regina ao relaxar e brincar cm seu pai.

— Ainda bem, se não eu teria muitos problemas! – riu o rei também.

— Como o senhor descobriu? – perguntou a mulher depois de alguns minutos e muitas respiradas fundas.

— Agora a pouco... – respondeu ele e a filha ergueu uma sobrancelha intrigada – Estava indo atrás de você para podermos conversar, e pensei que você estaria nos poucos lugares que gosta de ficar e fui atrás de você no pomar das macieiras, quando a vi e ia me fazer presente, vi Emma se aproximando e presenciei algumas cenas, digamos intrigantes... – ele levantou a mão a impedindo de falar para continuar – Mas na realidade isso apenas serviu para confirmar minhas suspeitas.

— Suas suspeitas?

— Sim... – respirou fundo o rei e sorriu – Você é minha filha Regina, e muito parecida comigo em termos de comportamento e gênio, mas tem a beleza de sua mãe... – fez uma pausa – Desde que você começou uma amizade com Emma eu percebi que havia algo de diferente entre vocês, sua mãe ficava louca e ainda fica com a proximidade de vocês, e ficara histérica assim que souber que vocês estão namorando, posso concluir isso? – perguntou zombeteiro.

— Sim, você pode concluir isso. – sorriu ela, então ficou séria novamente – Só peço que no momento não conte nada a mamãe! – pediu ela – Não é que não quero que ela saiba, eu quero, só não quero agora... E não hora certa eu vou contar a ela... Só não quero ter mais um motivo para ficar discutindo com ela.

— Você esta certa. – concordou o homem – Só não demore a contar a ela, apesar de toda a aparência ela se importa com você e ficara chateada se você demorar muito para contar... Por falar nisso quanto tempo vocês estão namorando?

— Não vou demorar muito para contar, apenas preciso de mais tempo... – suspirou e sorriu – Estamos namorando há pouco tempo, alguns meses apenas... E você, o que acha dessa situação toda?

— Só me responda essa pergunta... – a olhou carinhosamente – Você está feliz?

Ao ouvir a pergunta de seu pai, Regina abriu um imenso e lindo sorriso – Não precisa nem responder! – disse ele ao vê-la – Seu sorriso é sua resposta... E eu só quero ver sua felicidade, e se Emma for sua felicidade, não tenho motivos para me opor.

— Mas mesmo assim vou responder, meu pai... – disse Regina – Sim, estou feliz... Na verdade, com Emma ao meu lado eu sou muito feliz e assim quero continuar... Pai preciso de uma opinião sua... – pediu a morena – Quero dar um presente de aniversário a Emma, mas não sei muito a respeito...

— E o que você gostaria de presenteá-la?

— Acabei de ver que a espada dela esta quebrando... – respondeu – E que está tão velha que logo não servirá nem como faca de corte... Então gostaria de dar uma espada de presente a ela.

— Com certeza isso eu posso te ajudar. – concordou já pensando em vários tipos de espadas, e então não perdeu a oportunidade de brincar com sua filha – Mas isso não isentará de eu ter uma conversa séria com Emma, afinal quero saber quais as intenções dela para com você.

— Pai! – exclamou ela surpresa e sorriu.

— Venha! – chamou ao se levantar o homem – Tenho várias ideias de espadas para você olhar e ver qual combinará mais com sua garota. – estendeu a mão para a filha, que a segurou e foram em direção ao castelo, mais especificamente a sala de espadas que Henry tinha no castelo. – Se não acharmos uma espada na minha sala, então mandamos forjar uma especialmente para ela.

Dias depois, Regina não havia achado uma espada que combinasse com Emma na sala de seu pai, e com a ajuda dele, eles mandaram forjar uma especial para ela. Isso era um segredo entre eles. Ela estava na sala do trono com seu pai, eles conversavam amenidades quando Emma entrou esbaforida pela porta, segurando sua caixa de madeira.

— Regina! – falou assim que entrou e então percebeu que o rei também estava presente – Perdão meu rei! – disse a loira se abaixando e segurando a felicidade.

— Minha filha... – riu o rei – Você não precisa se curvar... Venha se aproxime, pelo vista tem novidade e quer compartilhar com Regina.

— Sim, meu rei... – disse ao elevar o olhar, então se levantou e se aproximou com mais calma – Acabei de ganhar dos meninos. – ela disse, quando mencionou meninos ela estava falando de seus amigos e abriu a caixa e mostrando a espada – Ruby sem querer entortou a minha espada e comentou com eles... Então eles conversaram com o ferreiro para não me deixar consertar minha espada e juntaram algumas moedas para comprar para mim. – terminou toda orgulhosa.

— É linda! – comentou Henry emocionado, passou levemente as pontas dos dedos pela espada e olhou sua filha.

Regina a olhava feliz – Realmente é uma espada muito bonita. – e olhou para seu pai que retribuiu o olhar meio que dizendo não preocupe. Ficaram ali mais alguns minutos conversando, nesse meio tempo, Henry havia conversado com Emma sobre o relacionamento delas e estava tudo às claras, menos para Cora que ainda não tinha a mínima ideia do que estava acontecendo.

Finalmente era o dia do aniversário de Emma, e Regina andava de um lado a outro ansiosa e preocupa. Ansiosa porque não via a hora de dar os parabéns ao seu amor e preocupada por achar que Emma não apreciaria seu presente.

— Minha filha... – disse Henry ao entrar e ver sua filha andando de um lado a outro – Se acalme, tudo dará certo... Tenho certeza que Emma irá adorar a espada que você mandou fazer.

— Tem certeza?

— Tenho! – abriu novamente a porta e chamou um guarda – Vá a ala de treinamento e peça que Emma venha até a sala de reuniões.

— Sim, majestade! – disse o guarda já se encaminhando para fora do castelo.

Minutos depois escutaram batidas na porta e então uma cabeça loira apontou – Mandou me chamar meu rei! – perguntou ao entrar.

— Já falei para parar com isso! – Henry fingiu estar bravo, Emma engoliu em seco, então ele abriu um sorriso e a puxou para dentro da sala – Feliz aniversário! – desejou a loira e a abraçou carinhosamente, que foi prontamente correspondido. Separam-se e ele passou o braço por volta dos ombros da loira a levando para perto da filha, a deixou ali e foi sentar-se em sua cadeira, dando um pouco de privacidade as duas.

— Oi! – disse Regina sorrindo feliz e deu um passo a frente.

— Hey! – respondeu a loira, também sorrindo e dando um passo a frente para eliminar todo espaço existente entre elas.

— Feliz aniversário! – desejou Regina e a envolveu em um abraço carinhoso que prontamente foi correspondido. Para se separarem, mas se mantendo dentro do abraço uma da outra, sorrindo felizmente.

— Deixem de timidez! – pediu Henry – Sei que estão loucas para se beijarem, vou ficar de costas para vocês. – disse ao se virar e sorrir marotamente.

As duas ficaram vermelhas na hora, mas agradeceu mentalmente pela pequena privacidade e se entregaram a um beijo regado de muito amor, mas antes que as coisas se aprofundasse, um limpar de garganta foi ouvido e elas se separaram e olharam para o homem que sorria mais ainda.

— Regina, o presente. – disse Henry ao perceber que havia passado alguns minutos e sua filha nem se lembrava do presente.

— Ah sim, o presente. – disse ao voltar a realidade e se soltar dos braços da loira e puxar uma caixa estreita, porem comprida, de madeira do centro da mesa, para a beirada – Espero que goste... Meu pai me ajudou a escolher, pois não entendo nada. – e sorriu ao ver seu pai para ao seu lado.

— Vocês não precisavam se preocupar... – disse Emma sem jeito olhando a grande caixa a sua frente.

— Você não vai abrir? – perguntou Henry ansioso.

— Claro! Claro! – abriu o trinco da caixa e levantou a tampa para seu olhar cair uma linda e grande espada acomodada no estofado vermelho escuro. Seu punho cabia perfeitamente as duas mãos de Emma, para ter uma pegada consistente. Seu final, chamado de copo da espada, era no formato de uma maçã. A continuação do punho chamado de ombro seguido da guarda, que é a parte trabalhada para dar continuidade a lâmina, que além de larga era mais comprida que o habitual, havia o corte dos dois lados, e ao meio da lâmina havia alguns entalhos apenas para fins decorativos, e sua extremidade ou ponta, era extremamente afiada e com um longa ponta. Emma caiu de amores pela espada, levando calmamente seus dedos para a espada e a acariciou demoradamente.

— Você gostou? – perguntou Henry na expectativa, vendo sua filha praticamente não respirar, esperando por uma resposta da loira.

— Se eu gostei? – retornou a pergunta – Se gostei? – repetiu – Eu não gostei... – então o desespero tomou conta de Regina que ia abrir a boca para falar, mas Emma não deixou – Eu simplesmente adorei! – e sorriu por fim. Então Regina soltou a respiração e relaxou tirando um peso sobre seus ombros. A loira então tirou a espada de dentro da caixa, como fez com a outra, movimentou-se fazendo alguns ataques e alguns giros. Guardou a espada novamente na caixa, abraçou Henry novamente e então se dirigiu para a morena – Eu adorei o presente... Muito obrigada! – selou seu agradecimento com um leve beijo.

— Acho que por hoje está bom. – falou Regina terminando a história e se ajeitando para deitar e dormir – Acho que devemos descansar... Amanhã será um dia cheio.

Henry estava sem palavras perante a morena, pois ele estava extasiado por tudo que ele ouviu. Apenas concordou com a cabeça, e então ao longe escutaram mais um uivo de lobo. – Mas e sua mãe? Quando você contou para ela? Como foi que ela descobriu sobre vocês? – estava curioso ao despertar do êxtase.

— Isso é uma história para outra hora... – riu das lembranças – E peça a Emma para te contar. – riu travessamente – É uma história muito interessante, por assim dizer. – riu ao final.

— Tudo bem! Vamos descansar... Com certeza amanha será um dia cheio. – respondeu o rapaz, jogou mais alguns pedaços de madeira no fogo e se ajeito também para deitar e não vendo a hora de poder perguntar a loira sobre essa história.

Notas finais
No próximo capítulo um pouco mais ação, drama, aventura huhuhuhu até o/