Espadas & Corações
11 Capítulo 11
Notas iniciais
A lua brilhava alto no céu, Henry e Gepeto estavam sentados de frente para a fogueira, pois aquela noite fazia muito frio, conversando, a morena estava sentada perto deles. Um uivo foi ouvido, e Regina se levantou, e deu alguns passos na direção do uivo. Virou-se e viu Henry e Gepeto discutindo por alguma bobagem ainda sentados, e nem haviam notado que ela havia se afastado, e voltou sua atenção na direção do uivo. Mulan ao longe apenas observava a movimentação ao redor da fogueira. Outro uivo foi ouvido, então Henry se deu conta que Regina estava afastada e foi para perto dela.
— Lady Regina! – chamou ao se aproximar, então mais um uivo melancólico – Venha se sentar junto a fogueira, por favor. – e Henry foi ignorado pela mulher, e vendo que não iria conseguir nada com ela, se afastou e voltou ao lado de Gepeto, mas apenas ficou a observando.
Regina ficou ali parada por alguns segundos, então se virou para seu lado esquerdo, deu alguns passos a frente para encurtar a distância parando a espera, então vindo das montanhas, surgiu um lobo branco.
— Ela veio do lado que o lago está parcialmente congelado... – disse Mulan que se aproximou deles.
Assim que o lobo se aproximou mais de Regina, o chão de gelo cedeu, e o lobo caiu dentro do buraco, na água gelada, assustada, a morena em pânico, deu mais alguns passos a frente então seu chão também começou a ceder.
— Henry, corra... – disse Mulan o agarrando pela camisa e o levantando – Você é o menor e mais leve de todos, o gelo aguentará você, salve o lobo... – saiu correndo arrastando o rapaz — Eu salvo Regina.
— Lady Regina, não! – disse Henry ao se aproximar da mulher com Mulan ao seu redor. O lobo tentava de todos os jeitos sair da água gelada, mas cada vez que suas patas batiam no gelo, o mesmo ia se quebrando.
— Ela não consegue sair! – desesperou-se Regina já deitada no chão para ver se conseguia alcançar o lobo.
— Vá se arrastando até o lobo. — disse Mulan que deu a ele uma ponta da corda que ela trazia sempre a sua cintura, e dando o resto para David que havia chegado logo depois deles – Majestade! – agarrou a morena tirando-a dali e ficou obervando o rapaz se aproximar do lobo, enquanto David ia soltando a corda a medida que Henry se aproximava do lobo.
Quando Henry apoiou o braço no gelo, o mesmo cedeu e ele parou por um instante respirando profundamente e pedindo para que o gelo não cedesse, ao perceber que o gelo não mais se quebrou, continuou se arrastando até chegar ao lobo. Ao chegar até o animal o abraçou, mas não tinha força para tirá-lo de lá. David percebeu e entregou a corda a Mulan e lentamente foi se arrastando até chegar ao rapaz. Segurou o animal, e também não conseguia erguê-lo sozinho da água gelada, então Henry entrou na água para tentar erguer o lobo e David puxá-lo para cima ao mesmo tempo, mas o lobo em seu desespero para não se afogar, batia as patas no rapaz menor, e não deixava o homem segurá-lo, mas finalmente depois de uma batalha de alguns minutos conseguiram finalmente tirar o lobo da água gelada. O animal sem pensar duas vezes correu na direção de Regina, que prontamente se abaixou para abraçá-lo.
— Pronto! Está tudo bem! – diziam enquanto abraçava fortemente o animal.
— Puxem! – pediu David, assim que tirou Henry da água e o segurou firme com um braço e a corda com o outro. Killian, Mulan e Ruby seguraram a corda e começaram a puxá-los. Momentos depois estavam todos salvos e bem longe do lago.
— Vamos voltar para junto da fogueira! – disse Gepeto, depois do momento de susto, ao ver Henry e o lobo tremendo com o frio que fazia – Vamos nos aquecer, principalmente o garoto e o lobo.
David e Killian levantaram o lobo e o carregaram para perto da fogueira, pois viram que ele não tinha forças para caminhar, e o deitaram sobre a cama improvisada de Regina, que em seguida deitou e abraçou o lobo, cobrindo-os com as cobertas para se aquecerem. Henry foi trocar de roupa, e também se deitou perto da fogueira e enrolou-se nos cobertores para se aquecer. Os outros ficaram perto da fogueira, mas cada um no seu lugar, quem ficasse de vigia tinha a tarefa de manter a fogueira sempre acesa.
O dia começava a raiar, e Henry não tinha havia conseguido pregar os olhos o resto da noite, e vendo que não conseguiria dormir, agora que lentamente o sol surgia no horizonte, ele resolveu se levantar e foi ver se Regina precisava de algo, ou mesmo Emma. Assim que se aproximou viu que a morena estava acordada, e ainda permanecia abraçada ao lobo, e sua mão acariciava lentamente os pelos, agora seco, do lobo. Esse apenas abria e fechava vez e outra os olhos, apreciando o momento. Então a morena virou-se para o lobo, e foi descendo sua mão pelo corpo do animal, ainda acariciando a pelagem branca, e assim que chegou perto da barriga, a luz do sol bateu em suas articulações dos dedos da mão. Levantou brevemente a cabeça olhando o animal a sua frente, logo em seguida, sentou-se para observar melhor. Henry mais afastado, apenas observava também.
Regina se virou para ver o sol lentamente surgindo atrás das montanhas, os raios do sol, foram tomando a paisagem ao redor deles, tomando o tom amarelado, a grande espada da loira estava fincada no chão perto deles, e começou a refletir a luz do sol, então a morena ergueu sua mão, e a luz do sol acariciou sua pele, e seu rosto se tornou triste, a mesma luz que passava pelos vãos de seus dedos, atingiram o lobo que ainda permanecia deitado. Ali as feições de animal começaram a tomar feições humanas, o pelo branco tomou o tom loiro do cabelo da mulher. Henry olhava incrédulo. Regina havia levado sua mão a boca, tentando conter seu choro, pois depois de muito tempo, finalmente conseguira ter um vislumbre da mulher que amava. Emma lentamente abriu os olhos e ainda podia ser os olhos do lobo, para mudar rapidamente para a íris humana, virou-se para a mulher ao seu lado, não acreditando em seus olhos, rapidamente se sentou e olhou para a Regina, a mesma esticou sua na tentativa de alcançar a loira, e seus olhos castanhos começaram a tomar a forma da íris do falcão. A loira sem pensar duas vezes ergueu sua mão rapidamente para tentar tocar a mulher a mão da mulher a sua frente. Henry sem perceber, sentiu lágrimas descendo por suas bochechas diante da cena. Quando seus dedos estavam quase se tocando, Regina se transformou em falcão e piando levantou voo em direção ao céu. Emma em um ato de desespero tentou alcançar a ave, mas foi em vão, pois o animal já voava bem alto, em momento de raiva ela gritou ferozmente e batia sua mão contra o chão furiosa, então se agachou e ficou ali encolhida, esperando sua fúria passar. Henry mais que rápido foi correndo para o lado de Gepeto que havia acordado com toda a movimentação do raiar do dia.
Estavam arrumando as coisas quando Emma chamou por Henry – Garoto? Você viu minha espada?
— Não! — respondeu sem dar muita atenção – Deva estar perto do lago, pois foi a última vez que a vi... Isso se ela não afundou nas águas geladas do lago.
— Como assim? – perguntou ela brava – Minha espada era para estar embainhada na minha montaria! – terminou ao se aproximar dele.
— E que culpa tenho eu? – perguntou não acreditando no que estava escutando quando a olhou.
— Você tinha a tarefa de cuidar das minhas coisas! – ainda brava, o puxou pela camisa com força, tirando-o do chão por alguns segundos, até Ruby intervir na briga.
— Calma ai, Emma! – disse tentando solto o rapaz do agarre da loira – Sua espada está comigo, eu a peguei logo cedo, agora solta o Henry!
Ela o fez com um pouco de força a mais do que era necessário, e ele pousou no chão deitado em cima de um morrinho, com sua camisa aberta, mostrando vários arranhões em seu peito. Chamando atenção da loira e da morena, fazendo a loira dar alguns passos a frente.
— O que é isso? – perguntou a mulher ao apontar os machucados.
— Isso aconteceu na noite passada... – disse Gepeto bravo com a loira – Quando ele salvou sua vida!
Emma então ficou alguns segundos quieta, deixando as palavras do senhor fazerem efeito no seu pensamento, e olhou para um lado e para o outro, envergonhada da sua atitude – Me perdoe! – por fim falou, já calma, e estendeu sua mão para ajudar o rapaz a se levantar. Henry cobriu seus machucados e aceitou a mão estendida. Assim que o levantou, o abraçou carinhosamente. O rapaz apenas sorriu e retribuiu o abraço, e Gepeto sorriu por fim vendo que Emma havia se acalmado.
Depois do alvoroço da manhã, todos foram arrumar as coisas, pois nessa noite iriam se aproximar finalmente do castelo de Robin, e assim que o dia raiasse eles iriam invadi-lo. Aproveitaram para repassar o plano todo, e acabaram acrescentando mais alguns pontos, e um desses pontos era que se Emma e Regina não estivessem na mesma sala que Robin até o fim do eclipse, tudo que estavam fazendo terá sido em vão. Mal haviam chegado ao castelo e o grupo já havia se separado, e cada qual rumando para sua posição.
— Voltamos ao ponto inicial, seres superiores! – disse Henry se ajeitando junto a Regina e os cinco guardas que ficariam do lado de fora, apenas esperando o nascer do sol para entrarem – Espero que tenha um propósito maior em vossos planos, seres superiores.
Era angustiando esperar, mas sabia que não poderia fazer nada enquanto não chegasse o momento certo, estava sentado numa pedra e percebeu meio ao longe o lobo rondando o local, sorriu pensando que talvez elas estivessem mais impacientes e angustiantes do que ele estava.
A interminável espera finalmente havia acabado, pois Henry viu os primeiros raios de sol surgindo atrás das montanhas, e sabia que agora era questão de tempo até todos entrarem em ação, a qual não demorou muito quando viu a agitação da guarda da frente do castelo, quando falaram que o lado leste estava sendo atacado.
Assim que surgiu o primeiro raio de sol, Ruby fez o primeiro movimento de ataque. Sorrateiramente eles escalaram as paredes inclinadas, e quando os guardas perceberam todos já estavam no castelo, mesmo em maior número, sua qualidade em ataque era inferior, e não demorou muito para começar a chegar mais guardas daquele lado do castelo.
— Agora é sua vez Killian... – disse ela resmungando enquanto travava uma batalha de espadas com um guarda, e como se tivesse ouvido seu pedido, um guarda passou gritando que estava também sendo atacados pelo lado oeste do castelo. A morena sorriu maliciosamente – Ataquem! – gritou aos seus homens. E ferozmente eles atacavam sem piedade.
Do outro lado do castelo, killian e seus homens também travavam uma batalha feroz, o sol já havia saído completamente de trás das montanhas, apesar do dia estar com algumas nuvens cobrindo o céu – Vamos Mulan, faça sua parte! – rosnou entre os dentes, atacando quem surgisse a sua frente – Vamos homens! Ataquem! Por Maçã Escarlate! – bradou e como se ascendesse uma fagulha de inspiração em seus homens, eles bradaram furiosos e ferozmente começaram o ataque sem dando chance dos guardas revidarem.
— Estamos sendo atacados ao norte, senhor! – um guarda passou correndo, avisando seu superior.
— Mande guardas para aquele lado também! E avisem... – foi interrompido quando a espada de Killian cortou sua cabeça do pescoço.
— Sinto, mas ele não avisará ninguém! – interrompeu o moreno, e logo em seguida lançou sua espada no guarda que nem teve tempo de fugir, pois a espada o havia trespassado seu abdômen.
Mulan tinha fúria em seus olhos, e como extrema habilidade derrubava seus oponentes sem muita dificuldade, e seus homens não eram diferentes, podia-se ver também que lutavam com vontade, não dando a chance dos guardas em derrotá-los e muito menos fugir – Vamos homens! Nosso trabalho apenas começou! Foco em nosso objetivo! – bradou incentivando seus homens.
— Mas o que está acontecendo aqui? – perguntou Robin bravo ao sair de seus aposentos e viu seus guardas correndo feito baratas tontas.
— Majestade! Estamos sendo atacados! – respondeu um dos homens.
— Mas por quem? – perguntou caminhando pelos corredores.
— Ainda não sabemos... – respondeu envergonhado – Só sabemos que estamos sendo atacados ao norte, a leste e a oeste... – fez uma pausa – E estamos perdendo.
— Inúteis! – gritou o rei furioso e foi para a sala do trono, tentar achar uma solução para acabar com aquilo. Em sua sala, olhando os mapas do castelo e ligando o que o guarda havia dito, ele chegou a uma conclusão. Era Emma que estava atacando – Aquela maldita mulher! – bradou enraivecido. Olhou para fora da janela e a viu montada em seu cavalo com o falcão em seu ombro o olhando fixamente. Ela sorriu maliciosamente e iniciou sua entrada no castelo, já Robin voltou gritando para seus guardas – Guardas! Impeçam aquela mulher de entrar! – olhou o céu viu que lentamente um eclipse começava se formar – Maldito velhote! – amaldiçoou.
Emma galopava em seu cavalo, derrubando poucos guardas que ali haviam ficado, e entrou sem maiores problemas no castelo, acompanhado de David. Eles passavam sem maiores problemas pelos guardas dentro do castelo, pois os poucos que se aventuravam a ficar e a batalhar, eram derrubados sem maiores dificuldades – Vamos, não falta muito até chegar a sala do trono! – disse Emma, assim que havia terminado de golpear mais um guarda.
— Avancem homens! – ao mesmo tempo gritou Killian, Ruby e Mulan aos seus homens, que igualmente já haviam tido uma baixa, e mesmo assim avançavam para dentro do castelo.
Henry do lado de fora olhava para o céu, esperançoso para o início do eclipse, e olhava para o falcão pousado em seu braço, que começava a se agitar – Calma Lady Regina... Vai dar tudo certo!... Vai dar tudo certo! – murmurou mais para si a última parte do que para a ave.
Peter havia conseguido reunir um grupo pequeno de guardas e eles haviam se trancado dentro da sala do trono junto com Robin e Marian – Majestade, estamos aqui para sua proteção!
— Mentira! – disse Marian sorrindo maliciosamente – Estão é com medo de enfrentarem Swan, e perderem suas medíocres vidas.
— Com todo respeito, Lady Marian... – respondeu Peter, mas foi cortado por Robin.
— Chega! Não quero ouvir suas desculpas... – disse o rei andando de um lado a outro, falando mais consigo do que com os presentes na sala – Como que uma simples mulher, e meia dúzia de homens conseguem derrotar toda a minha armada, e ainda por cima dentro do meu próprio castelo? Isso é inacreditável! É inaceitável!
— Não é inacreditável... – disse Marian olhando pela janela, e vendo que as nuvens haviam se dispersado e o sol já começava a ser coberto pela sombra da lua – Rumple nos alertou sobre ela e toda a maldita lenda que ela carrega consigo... Agora temos que fazer com que você não as veja durante o tempo do eclipse. Temos que ganhar tempo, até o eclipse acabar.
— Acho isso muito pouco provável... – disse Peter ao escutar toda a gritaria do lado de fora da sala do trono – Nem com toda a nossa armada elas foram detidas, uma porta de madeira não será um empecilho difícil!
— É para isso que você e seus guardas estão aqui! – rebateu a mulher exaltada – É sua obrigação proteger o rei! – e no momento seguinte, escutaram um grande barulho vindo da porta.
— Já estão aqui! – disse Peter se aproximando – Guardas! Tragam aquela mesa e ponham aqui na porta! — sem questionarem, os guardas pegaram a mesa e colocaram para segurar a porta, que novamente foi ataca sem piedade, fazendo a mesa ser empurrada para trás, alguns milímetros.
Todos acabaram se encontrando no corredor que dava acesso a sala do trono, parando a frente da porta fechada.
— Vamos derrubar essa porta! – exclamou David – Vamos homens! Todos juntos, no três! – se agruparam e no três, bateram na porta, não obtendo nenhum resultado a não ser um baita barulho – Mais uma vez! – novamente arremeteram contra a porta e agora conseguindo um leve movimento da mesma, e ao grupo se juntaram mais alguns homens que estavam de fora, para novamente investirem contra a porta.
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Henry angustiado ao lado da carroça esperava pelo momento que Regina voltasse para a forma humana e pudessem entrar no castelo – Vamos!! – sussurrou olhando para o sol que lentamente ia sendo coberto pela sombra da lua – Vamos depressa!
— Não precisa ficar nesta gastura, querido! – disse Regina saindo de trás da carroça, devidamente vestida, assustando o rapaz.
— Pelos seres superiores, por favor, nunca mais faça isso, Lady Regina! – disse assim que se virou para a mulher, com a mão em seu peito tentando acalmar seu coração. A mulher apenas sorriu – Acho que agora podemos ir! – disse assim que pegou a espada menor de Emma, pois ela havia deixado para ele usá-la quando entrasse no castelo, para o caso de ter ainda algum guarda o caminho – Vamos que não temos muito tempo, pois o eclipse não durará muito tempo, temos que ir rápido. — sem mais palavras os dois entraram no castelo, indo em direção a sala do trono.
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— Mais uma vez! – disse David ao perceber que a porta não aguentaria mais – Mais força dessa vez, pois assim vamos abri-la. – e como dito no último empurrão a porta cedeu e aquele segundo silencioso deu lugar a muita gritaria e correria, pois no momento seguinte, os homens empurram a porta para abri-la totalmente, tirando a mesa do caminho e adentrando na sala.
Uma batalha teve início, pois os guardas nem esperaram pelo comando de Peter ou muito menos de Robin, saíram em disparada para atacar os invasores. Emma montada em seu cavalo entrou na sala do trono, derrubando os guardas que ali permaneceram, e foi entrando na sala do trono, olhou ao seu redor e viu que seus homens estavam lutando ferozmente, seus amigos, sem muitas dificuldades estavam acabando com os guardas que apareciam, então ergueu seu olhar e viu Robin ao fim da sala, com Peter um pouco a frente e uma mulher ao seu lado. Sem pressa desceu de seu cavalo e foi na direção dos três. Alguns guardas até tentaram entrar em seu caminho, mas ou eram impedidos pela loira ou por seus amigos, e assim sem dificuldade chegou próximo a Peter, que desembainhou sua espada pronto para o combate.
Peter atacava sem dar chances para Emma revidar, pois sabia que a pequena brecha que desse seria seu fim. Então ele fazia ataque atrás de ataque, empurrando a loira para trás, a levando para longe de Robin. Este olhava a cena petrificado, pois via seus homens sendo derrotados facilmente pelos invasores, e Marian a sua frente viu uma oportunidade perfeita para acabar com a loira, ou pelo menos atrasá-la. Tirou seu punhal escondido na cintura e foi sorrateiramente em direção a loira e ao Peter, ela achou que atacando a mulher de surpresa ela teria mais chances de conseguir feri-la. Quando conseguiu se aproximar, Emma percebeu que seria atacada pela mulher também, mas antes que tivesse a chance de se esquivar desse ataque, a mulher não viu de onde veio o golpe, apenas sentiu e quando percebeu estava no chão segurando seu queixo dolorido.
— Já que você gosta de atacar de surpresa... – disse Ruby rindo maliciosamente – Que tal esse ataque surpresa? Gostou? – e foi na direção da mulher no chão.
Marian olhou espantada assim que viu a mulher vindo em sua direção, e mais que depressa, ela se levantou e puxou a espada que estava ao seu lado, junto do guarda no chão. E se posicionou para lutar.
— Ora ora, será que você sabe manusear uma espada? – riu novamente Ruby e apontou sua própria espada para a mulher.
— Descubra por você mesma! – respondeu Marian séria, para logo em seguida atacá-la, mas conseguiu apenas fazer um leve rasgo na capa de Ruby, assim que essa se esquivou. Marian conseguiu atacar mais umas três vezes seguidas, mas todas sem êxito.
— E não é que ela sabe brincar de espada... – zombou a morena com mechas vermelhas – Mas sabe, cansei dessa brincadeira... – falou e então ficou séria – Não tenho tempo a perder. – e no momento seguinte avançou rapidamente e em dois golpes, desarmou a mulher, e com o golpe seguinte cortou lhe o pescoço.
Robin viu o corpo de Marian cair sem vida no chão, desesperado correu para a janela e olhou para o céu, e viu que não faltava muito para acabar o eclipse, e sorriu, pois agora era hora de usar seu trunfo, e assim voltou para perto do trono – Chega!! – gritou ele enraivecido, fazendo com que o último combate que ainda existia na sala entre Emma e Peter parasse – Você perdeu! – ele gritou – Não adiantou nada do que vocês fizeram para chegar até aqui, pois você... – apontou para Emma – Sua mulher desprezível, você perdeu! E nada do que fará irá reverter a sua situação.
— Do que você esta falando? – perguntou David.
— Estou falando disso... – tirou de trás do trono um falcão morto – Aqui está sua bela amada! — os olhos da loira se arregalaram surpresos ao ver o falcão nas mãos do homem, e inconscientemente abaixou sua espada – Enquanto vocês invadiam meu castelo mandei guardas para fora com ordem de caçar e matar o falcão... E outra, o eclipse esta quase no fim... Você nunca ganhará.
Uma lágrima rolo pela sua bochecha e tomada por uma fúria insana, Emma ergueu sua espada e começou atacar Peter, que só teve tempo de se defender. Era ataque atrás de ataque, ela não pensava mais em nada a não ser no falcão que vira nas mãos de Robin. Seus ataques eram descoordenados e sem direção, Peter percebeu que a mulher não estava conseguindo se concentrar e sem ela perceber, ele tirou um punhal de seu cinto e quando ela atacou, ele revidou cravando o punhal na sua coxa direita.
— Emma! – gritaram seus amigos surpresos, quando a mulher gemeu de dor, eles ainda estavam atordoados com o que Robin havia dito, ninguém conseguia pensar direito e entender o que estava acontecendo.
A dor que a loira sentiu fez com que seus pensamentos se focassem novamente e com uma profunda respiração olhou mortalmente para o homem a sua frente, sem falar nada ela, segurou o cabo do punhal e o retirou da sua perna, jogando-o longe e em seguida se levantar erguendo sua espada, fazendo Peter engolir em seco temendo a reação da mulher – Você está morto! — em dois passos alcançou o homem e em um golpe dividiu o corpo ao meio na altura da cintura, e começou a caminhar na direção de Robin.
— Não adianta você me matar que você continuará amaldiçoada... – disse o moreno vendo a mulher caminhar em sua direção – E o eclipse esta acabando... Então nada do que você fizer mudará alguma coisa. – e pegou sua espada se posicionando para lutar ao ver a mulher continuava indo em sua direção.
— Você pode até estar certo disso... – disse seriamente – Mas você não estará vivo para ver. – e começou a correr na direção do trono.
Assim que se aproximou começaram uma luta onde Emma atacava sem chance de Robin fazer nada a não ser apenas se defender. Desde a última vez que se enfrentaram, Robin havia treinado mais, mas mesmo assim estava tendo muita dificuldade em defender os ataques da loira. A cada investida da loira, eles se aproximavam da grande janela da sala, em um segundo a loira olhou para o céu e viu que faltava pouco para terminar o eclipse e lembrou-se do homem a sua frente segurando um falcão morto, e toda sua fúria se esvaiu dando oportunidade do Robin esquivar de seu ataque com a espada e acertar um chute na coxa machucada da mulher a fazendo dar uns passos para trás e ajoelhar no chão de dor.
— Então a grande guerreira... – ele se encheu de bravura – Nascida para mudar o mundo, falha miseravelmente em sua tarefa diante de mim! – gargalhou insanamente – Eu falei que você me pagaria pela humilhação que me fez passar... – ergue sua espada acima da cabeça para acertar um golpe fatal em Emma. No céu uma nuvem grande e escura cobria o sol, não deixando que ninguém visse o que ali acontecia.
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