Notas iniciais
Ebaaa mais um capítulo o/ E vamos ao que interessa!

Agora já com tudo calmo e sem ninguém os perseguindo, os três galopavam sem maior pressa por entre as árvores na floresta e um silêncio confortável pairava sobre eles, ouviam-se apenas os barulhos da floresta. Henry e Gepeto apenas olhavam a paisagem e Emma liderava o caminho sem pressa, e falcão estava pousado em seu ombro esquerdo.

— Acho que deva ter alguém casa! – comentou Henry ao avistar uma cabana e se encaminharam em direção da mesma – Tem fumaça! – concluiu — Tem certeza que você não quer continuar viajando? Ainda tem muita luz ainda – comentou se perceber os olhares trocados entre Gepeto e loira.

— Pare de resmungar! – por fim falou a loira – Nós vamos passar a noite aqui.

E do meio dos arbustos saiu uma senhora gritando e os acompanhando, Emma continuou seu caminho até chegar a um homem o qual a senhora se escondeu atrás, e ele estava atrás de uma mesa com uma rede pendurada.

— Passe meu machado. – pediu o homem a mulher que foi prontamente correspondido.

— Boa tarde senhor... – começou Emma – Minha senhora... Meus amigos e eu precisamos de alojamento para passar a noite.

— Não! – respondeu o homem imediatamente e negando com a cabeça. – Não... Não, tem lugar aqui para vocês.

— Nós vamos pagar. – tentou persuadir a loira- É claro.

— Nós temos compaixão por todos aqueles que estão na miséria... – finalmente Gepeto falou e balançou um saco cheio de moedas. O homem e a mulher se olhavam e travavam uma batalha de olhares até que o homem finalmente cedeu.

— Vocês podem dormi lá embaixo! – disse e apontou a direção, e a mulher apenas negava com cabeça – Lá em baixo no celeiro.

— Obrigada. – agradeceu Emma e virando seu cavalo em direção ao celeiro e começando a caminhar. O homem que ainda segurava o machado sair de trás da mesa e ir à direção dos três, como sua mulher logo atrás. Ele olhava desconfiado e a colocou a sua frente e a empurrando em direção a sua casa, e no último instante antes de entrar na casa deu outra olhada para os três e entrou em sua casa, fechando a parto logo em seguida.

Acomodados dentro do celeiro, finalmente Gepeto fez o que tanto queria fazer, abraçou bem forte a loira deixando algumas lágrimas escorrerem por seus olhos – Minha menina, quanto tempo que não a vejo... – e a abraçou novamente. Emma não tinha palavras e apenas o abraçava forte. Henry olhava a cena, no começo confuso e então começou a se lembrar da historia contado pelo senhor e tudo então começou a fazer sentido e um arrependimento se abateu pela proposta idiota de continuar viajando.

— Você quem é garoto? – perguntou a loira depois que se separou do senhor.

— Esse é Henry. – respondeu Gepeto – Ele me ajudou a escapar das masmorras de Sherwood.

— Então tenho uma dívida de gratidão com você garoto. – comentou Emma e virou-se para o Gepeto – Mas o que você estava fazendo naquele lugar? – perguntou brava.

— Estava procurando alguma pista que pudesse ajudar a quebrar a maldição. – respondeu ele ignorando o olhar bravo de Emma.

— Mas que loucura é essa agora? Acaso está senil? Preciso ter uma conversa séria com Ruby! – exasperou-se.

—Mas foi ela que propôs que eu me infiltrasse no castelo de Robin. – explicou ele.

— Agora preciso conversar com David para colocar um pouco de juízo dentro da sua cabeça e da de Ruby! – exclamou Emma andando de um lado a outro e o olhou ao perceber que ele não retrucou – O que está me escondeu, hein velhote? – perguntou em um tom carinhoso.

Gepeto suspirou fundo, engoliu em seco – Isso foi um plano de todos na verdade... – confessou enquanto esfregava as mãos.

— O que? – perguntou surpresa – É só Regina e eu não estarmos presentes que o reino vira uma bagunça? E o que mais aconteceu nesse tempo em que estivemos ausentes?

O senhor ponderava se dizia ou não e por fim achou melhor falar – Robin mesmo depois que lançou a maldição, não desistiu de tentar tomar o castelo... – fez uma pausa – Mas o pessoal está conseguindo mantê-lo longe dos muros da vila... E eles também não deixaram Cora assumir o governo do reino.

Emma riu imaginando a cara de mulher sendo negado o cargo de comando – O dia esta acabando... – comentou por fim e foi buscar sua bolsa que estava pendura na cela de seu cavalo. Ao voltar arrumou um canto com mais privacidade e abriu sua bolsa de couro tirando dali de dentro um vestido vermelho e ao fundo escutou o garoto a chamando.

— Comandante Swan? – chamou novamente fazendo a loira virar seu rosto e ver o rapaz bem próximo a ela – E-eu queria agradecer por você ter salvado a minha vida hoje a tarde no estabelecimento.

— Não precisa me agradecer, eu vi o que você fez quando pegaram Gepeto, você desistiu de fugir para não deixá-lo para trás e isso foi muito nobre de sua parte. Eu que preciso agradecer por cuidar dele, nesse curto período de tempo.

Henry sorriu envergonhando – Então estamos quites. – e estendeu sua mão para selar o acordo que a loira prontamente correspondeu – Se você não for mais precisar de mim, acho que vou me deitar.

— Não vou precisar, pode ir dormir. – e fez uma pausa – E durma com um dos olhos abertos. – brincou.

Mas Gepeto o chamou antes que tivesse a chance de se deitar, pediu para o acompanhasse a pegar lenha para fazer uma fogueira mais tarde. Antes de sair o senhor apenas olhou Emma sentada fitando um vestido a sua frente e soltou um longo e triste suspiro.

— Mais um dia... – rosnou Emma entre os dentes ao perceber que o último raio de sol se punha.

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Henry e Gepeto vinham caminhando pela floresta, havia pegado uma quantidade de galhos suficientes para fazer uma fogueira considerável durante a noite, e resolveu sozinho ao poço para pegar um pouco de água para passarem a noite. Quando estava começando a fazer seu caminho de voltar, Henry começou ouvir barulhos no meio do mato, e ressabiado procurou de onde vinha, no começo achou que fosse Gepeto que o tivesse seguido, mas não era, então achou que o homem que os recebera e logo tirou essa ideia da cabeça também, então começou a ficar preocupado e começou a falar sozinho e fazendo várias vozes diferentes para parecer que não estava sozinho. Mas seu medo aumentou quando começou a escutar um rosnado se aproximando junto com barulho de patas nas folhas. Assim que o rosnado ficou mais nítido Henry só teve uma ideia: correr de volta para o celeiro, e assim o fez. Correu o mais rápido que suas pernas o conseguiam levar e finalmente chegou ao celeiro. Encostou-se a uma árvore para pegar fôlego e ao seu lado surgiu o homem desconhecido segurando um machado e pronto para atacar o rapaz. Novamente sua primeira reação: correr e foi o que fez, saiu em disparada para o celeiro e quando olhou para trás viu um enorme lobo branco sair do meio da floresta e atacar o homem do machado diretamente em seu pescoço com uma mordida certeira. Henry tropeçou em um pau de apoio da parede do celeiro e gritou quando o imenso lobo derrubou o homem, levantou-se o mais rápido possível e correu para dentro do celeiro não querendo pensar no que estava acontecendo do lado de fora.

— Gepeto! Comandante Swan! – gritava em pânico. – Um lobo! – olhando para os lados e os pés não paravam um instante de irem de um lado a outro – Um lobo!... Um lobo!... Um imenso lobo branco está lá fora... Gepeto! Comandante Swan! – podia sentir seu pavor na voz. Mas não encontrou ninguém, seu pânico era tão grande que não o deixava pensar direito na situação e em um momento de desespero pegou a besta da loira e a preparou para atirar no lobo. No momento que colocou a besta perto do ombro e mirou, uma mão pousou sobre a arma e no instante seguinte abaixou a besta para olhar para a pessoa que estava atrás, ela usava uma capa preta com capuz, e percebeu que era a mesma capa que a loira usava. Assim que essa pessoa se virou Henry viu um rosto feminino, e sentiu o altivo olhar castanho sobre a sua pessoa. Sem reação o rapaz abria e fechava a boca, mas não emitia nenhum som.

— Shh... – foi o único som emitido por aqueles lábios vermelhos. E sem dizer mais nenhuma palavra a mulher olhou para fora e foi em direção a porta do celeiro, o rapaz percebendo sua intenção tentou pará-la.

— Não vá! – disse indo em sua direção – Tem um enorme lobo lá fora... O maior da minha vida... – mas ele foi silenciado por uma mão em seu braço, olhou para quem pertencia e viu Gepeto ao seu lado.

— Eu sei! – foi apenas o que a mulher disse e novamente um silêncio e olhares observando a cena. Enquanto ela caminhava em direção a floresta apenas uivos de lobo eram ouvidos.

— Está tudo bem, garoto! – comentou Gepeto por fim olhando Regina ir na direção do lobo. E Henry apenas o olhou aflito – Acalme-se e lembre-se da história que te contei. – então seus olhos se arregalaram compreendendo tudo finalmente, e batendo em sua testa por ter se deixado levar pelo pânico e não ter conseguido pensar com clareza. – É normal entrar em pânico ao ver um lobo daquele tamanho. – e riu por fim, e mais um uivo fora ouvido antes deles entrarem novamente no celeiro. Curioso, o rapaz subiu a escada e se acomodou no segundo piso do celeiro e ficou observando a cena a sua frente.

Regina caminhou calmamente em direção do lobo que estava sentado a esperando, ao terminar de se aproximar, agachou-se e começou a fazer carinho, através dos pelos grossos, com as duas mãos no pescoço e atrás das orelhas – Oi meu amor – e continuou o afago por mais alguns minutos e então se levantou para em seguida caminhar pela floresta com o lobo caminhando ao seu lado.

Depois de uma longa caminhada pela floresta acompanhada de seu lobo, Regina voltou para o celeiro. Entrou devagar e sem fazer barulho e ao fundo escutavam-se alguns uivos de lobo e vez ou outra o barulho de sua movimentação ao redor do celeiro. Ela achou que os dois homens estariam dormindo e continuou seu caminho até o canto onde Emma tinha deixado suas coisas.

— Eu não vou ganhar um abraço? – perguntou uma voz atrás dela fingindo tristeza, a morena se virou e abriu um enorme sorriso.

— Claro que vai. – respondeu indo abraçar o senhor – Só achei que estaria dormindo assim que eu chegasse. – e o envolveu em um forte abraço.

Gepeto a abraçou igualmente forte – Minha menina, que saudades de você... – então sentiu o corpo da morena tremer em seus braços, ele sabia que estava chorando e apertou mais ainda, a confortando. Passado alguns minutos, Regina havia se acalmado e lentamente se separaram – Venha, precisamos conversar! – pegou-a pela mão e foram se sentar – Amanhã com mais calma converso com Emma... Venha Henry! – chamou o garoto – Sei que você não está dormindo e está na hora de você saber se achei ou não uma solução.

Regina apenas se deixou levar pelo senhor, e ficou surpresa ao ouvir Gepeto chamar o garoto, e mais ainda quando escutou que o rapaz tinha o mesmo nome de seu pai. Logo em seguida ela olhou para o senhor curiosa – Solução?

Ele apenas concordou com a cabeça assim que se acomodou em um pequeno banco, esperando Henry se juntar a eles e começar falar.

— Qual encrenca o senhor se meteu? – perguntou a morena desconfiada e ergueu uma sobrancelha, após se acomodar em outro banco, e praticamente em seguida Henry se acomodou no último banco que havia ali, e todos estavam em volta de uma pequena fogueira que iluminava o ambiente.

— Antes de contar tudo, vamos as devidas apresentações. – fugiu Gepeto em responder imediatamente a pergunta da morena – Regina, este é Henry, um amigo que conheci nas masmorras de Sherwood... – e antes que ela pudesse falar algo, continuou – E Henry, esta é Regina.

— Olá! Muito prazer! – disse Regina logo depois que disparou um olhar fulminante ao senhor e se virou para o rapaz – Você tem o nome do meu pai.

— Oi... Prazer, Lady Regina! – respondeu timidamente – Dizem que esse nome foi me dado em homenagem a um rei muito bom. – explicou ainda tímido – E pelas histórias que escutei, fico honrado em ter o mesmo nome dele.

A mulher abriu um imenso sorriso para o rapaz e então se virou para o senhor – Que história é essa que você estava nas masmorras de Sherwood? – perguntou Regina séria, e um arrepio correu sua espinha ao mencionar o nome do lugar.

— Bom, eu fui preso... – e riu sem graça – Eu estava infiltrado no castelo...

— O que? – perguntou surpresa – Acaso está senil? Ou está com algum problema de memória ou coisa parecida?

Henry riu, pois a loira havia tido a mesma reação e a mesma argumentação, e continuou vendo senhor se livrar do olhar intimidante da morena, apesar de não aparentar, Regina dava mais medo que Emma quando estava brava pensou, a não ser quando ela está na forma de lobo, concluiu.

— Preciso conversar seriamente com Ruby! – exclamou brava.

Como se estivesse vendo uma repetição do que havia acontecido algumas horas atrás com Emma, Gepeto respirou fundo e falou – Foi ela que propôs, na verdade...

— É outra que deve estar com o juízo afetado... – esbravejou – Terei que conversar com David, Mulan ou Killian. – e o olhou – Tudo bem, fale tudo que esta escondendo.

— Na realidade, foi um plano de todos, Ruby, David, Mulan e Killian. – respondeu esfregando as mãos e continuou não dando chance de Regina falar – O plano era eu me infiltrar no castelo de Robin e procurar alguma pista que ajudasse a quebrar a maldição de vocês... – respirou fundo – E quando já estava perdendo a esperança de achar algo, consegui achar um compartimento secreto na biblioteca e descobri o pergaminho da maldição, assim que terminei de ler um guarda me pegou em flagrante e me prendeu pela alegação de estar bêbado, e seria enforcado no dia seguinte. Então conheci esse rapaz e ele me ajudou a fugir das masmorras. – fez outra pausa para que Regina absorvesse as informações – Robin provavelmente sabe que li o pergaminho e por isso quer a minha cabeça, e mesmo sem vocês lá no reino ele continuou atacando na tentativa de tomar o castelo, mas Ruby, David, Mulan e Killian estão dando conta do recado, e também estão dando conta de governar o reino, já que eles não deixaram Cora tomar seu posto. – finalizou.

Ao escutar essa última informação, Regina caiu na gargalhada imaginando a cara de ódio de sua mãe – Minha mãe deve estar odiando eles mais do que antes... – então seu rosto ficou sério – E o que você leu no pergaminho?

Nessa hora até Henry se endireitou para ouvir, pois isso o estava matando de curiosidade, e sem falar que mesmo tendo os conhecido a menos de um dia, não entendia direito, mas gostaria de fazer de tudo para ajuda-las nesse momento.

— A maldição pode ser quebrada. – começou e viu um feliz sorriso nascer no rosto da mulher, e os olhos do garoto se encherem de esperança – Essa maldição se chama "Sempre juntos, eternamente separados”, e para quebra-la vamos precisar de um eclipse solar.

— Por quê? – perguntou Henry pela primeira vez se pronunciando.

— Por causa disso. – respondeu o senhor — "Um dia sem noite e uma noite sem dia"... E pelo que li, precisar ser em um dia de eclipse, pois vocês duas tem que estar presentes na frente de quem jogou a maldição, ou seja, vamos ter que ir até Robin.

— Isso até que é fácil... – ponderou o rapaz – Mas quando teremos um eclipse solar?

— Pelas minhas contas... – comentou Gepeto somando nos dedos – Dentro de sete dias.

— Perfeito! – disse o rapaz empolgado – Agora é só contar a Emma e armamos um plano, entramos no castelo e quebramos a maldição.

— Meu querido... – disse Regina – Aprecio sua empolgação, mas creio que não será tão fácil assim.... Mas vamos pensar em algo... Emma com certeza pensará em algo. – então olhou para o céu estrela e ao fundo ouviu-se um uivo de lobo e seu coração apertou, tentando não deixar a pequena fagulha de esperança, que ascendeu com essa notícia, morrer – Acho que devamos descansar, amanhã será um longo dia. – propôs após um longo suspiro.

Henry e Gepeto apenas concordaram com um aceno de cabeça e cada um foi para seu canto, pelo menos tentar dormir. Enquanto isso Regina subiu uma escada e se sentou no mesmo lugar que horas antes o garoto estava, e ficou observando o lado de fora. Tudo estava tranquilo, e vez ou outra via o lobo branco passando de um lado a outro como se estivesse de vigília ao redor do celeiro. A última coisa que a morena viu antes de deixar o sono a vencer, foi o lobo se ajeitando e deitando na porta do celeiro.

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O dia mal havia amanhecido e Peter galopava velozmente até um pequeno lago, e parou somente para trocar de cavalo e continuar seu caminho.

Notas finais
Regina finalmente apareceu huhuhuhu até o próximo capítulo! o/