Espadas & Corações
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Erros por minha conta!
Enfim, espero que gostem e se divirtam!
Ao longe ainda se escutavam o tilintar das poucas espadas restantes, respirações pesadas, pés correndo entre os campos e poças de lamas. Olhos assustados e arregalados apenas olhavam sem reação enquanto seu oponente havia a derrubado e estava a poucos instantes de lhe acertar a maça e enterra-la em seu peito, quando no instante final uma enorme espada parou seu percurso. Podiam-se ouvir suas respirações pesadas e cansadas, os olhos ora assustados, agora a olhava em agradecimento. Um leve sorriso de canto formou-se em seus lábios no breve momento que seus olhos se encontraram, e no instante seguinte a seriedade tomou conta do rosto banhado em suor, sangue e sujeira. Com as duas mãos em posse de sua espada, empurrou com todas as forças a maça para o alto, aproveitando que seu oponente surpreso com sua chegada hesitou alguns segundos com os braços acima da cabeça, depois que fora empurrado para trás. Em um giro inteiro sobre seus pés e aproveitando o peso de sua espada para ganhar mais velocidade, após terminar o giro subiu a lâmina afiada numa diagonal reta acertando em cheio o homem na altura do peito esquerdo e terminando o movimento na altura da axila direita. E no momento seguinte o corpo caiu ao chão dividido em dois. Depois se podiam ouvir bem ao fundo gritos de retirada para o que havia sobre da armada inimiga, e logo em seguida gritos de vitória tomaram conta do local.
Então do rosto sério, surgiu um imenso sorriso – Vamos Ruby! – disse Emma ao estender a mão a sua amiga que ainda estava no chão – Está na hora de voltarmos para o castelo.
— Até que enfim! – respondeu a morena com mechas vermelhas ao segurar a mão da amiga e sorrir também – Por mais que eu goste, não via a hora de voltar... Estou louca por um delicioso e demorado banho, e principalmente saudades da minha cama.
— Ah sim, saudades da minha cama também... – sorriu safadamente a loira ao montar em Guardião, seu cavalo de pelo amarelado e crina e rabo quase brancos de tão claros, guardou sua espada na bainha atrelada a montaria de seu cavalo.
— Sei qual a sua saudade. – e Ruby riu também terminando de montar em seu cavalo.
— Homens! Reagrupar! – bradou Emma – Hoje é um dia para se comemorar, pois não é sempre que conseguimos vencer uma armada inimiga com grande êxito! – ela falava a sua armada formada por homens e mulheres que haviam se reagrupado ao seu redor – É hora de voltarmos! – então uma alegria tomou conta de todos – Para comemorarmos... – continuou falando assim que a alegria diminuiu o volume — E honrar os nossos colegas perdidos no campo de batalha. – terminou e novamente gritos de guerra foram ouvidos juntos com tilintar das armas e escudos, novamente em formação começaram seu caminho de volta ao castelo para contar às histórias que aconteceram nesses dias de guerra.
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Um forte bater de portas foi ouvido assim que a dona dos passos pesados passou por elas, em seu rosto era evidente certa preocupação. Estava preocupada com os últimos acontecimentos, haviam chegado notícias que sua armada estava em desvantagem numérica e o terreno onde ocorria a batalha não era muito favorável, e desde então as notícias pararam de chegar, a angustiando mais ainda por não saber que o estava acontecendo.
O eco de seus saltos batendo no chão em sua caminhada de um lado ao outro do quarto, a ajudavam a piorar a situação. Fazia três semanas que sua armada, liderada por Emma, havia saído em batalha e praticamente duas semanas sem notícias. Por mais que soubesse que sua armada era formada pelos melhores, sabia também do potencial de liderança de Emma, não conseguia deixar de se sentir aflita. Com uma mão na cintura e a outra na testa, continuava seu caminhar sem fim tentando encontrar uma solução para o momento. Pensava no dia em que discutiu com Emma sobre montar postos de vigia em um perímetro, não muito distante, mas também não muito perto rodeando o castelo, apenas o suficiente para o tempo de serem avisados caso algum reino inimigo os atacasse, e agora mesmo sem notícia nenhuma, agradeceu por ceder à ideia da loira, pois com isso conseguiram interceptar um ataque no meio do caminho, que com certeza os teriam pegado de surpresa e a derrota seria certa. Seus pensamentos foram interrompidos por barulhos de armas se chocando e gritos de alegria, correu até a janela para verificar o que estava acontecendo, e então viu ao longe que praticamente toda a sua armada de volta. Seu coração acelerou ao ver a loira a frente de sua armada e um tímido sorriso nasceu em seus lábios.
A frente vinha Emma, com um olhar sereno e um pequeno sorriso no rosto, ao seu lado direito vinha Ruby que não escondia o enorme sorriso aberto, e ao seu lado esquerdo vinha Killian, que também não fazia questão de esconder o grande sorrir e muito menos o charme que jogava para as mulheres ao redor. Mais atrás vinha David e ao seu lado Mulan, mais contidos, mas percebiam que estavam felizes. O barulho da porta de fechando tirou sua atenção do lado de fora para ver sua mãe entrar no quarto, sua cara não era a das mais felizes, e por reflexo seu rosto tornou-se sério novamente.
— Você sabe que isso pode nos custar caro... – Cora começou – Essa sua afronta só o deixará mais irritado, e é questão de tempo até ele conseguir o que quer. – respirou profundamente – por que você não aceita logo a proposta e evite toda essa baderna e algazarra que está acontecendo lá fora.
— Ele nunca irá conseguir! – bradou Regina – Aquilo não é proposta, é chantagem e eu não vou me render a chantagens e a senhora sabe muito bem disso. – continuou – Nós temos condições suficientes de manter o reino e fazê-lo prosperar. Não precisamos de um casamento arranjado e muito menos um homem mandando aqui nesse castelo no lugar de meu pai, se eu posso fazer muito bem.
— Seu pai era um tolo! – esbravejou a mulher mais velha — E por causa dele, no passado, e desse sentimentalismo que vocês dois compartilham perdemos novamente uma grande chance de ser mais fortes e praticamente imbatíveis, e claros além de sermos poderosos e mais ricos.
— Não fale assim de meu pai. – Regina rosnou por entre os dentes, assim que se aproximou de sua mãe – Você só pensa em poder e em dinheiro.
— Sim eu penso, pois só assim se faz um reino forte e temido. – argumentou Cora.
— Aí é que a senhora se engana, minha mãe. – retrucou Regina – Eu não quero um reino temido, mas sim respeitado. E ele se faz forte a partir do povo. Com o povo querendo ver seu reino prosperar, ter a alegria em morar sabendo que nunca será oprimido por seus governantes e ter a vontade de lutar pelo que acha justo.
— Como você é ingênua minha filha.
— Posso até ser ingênua, mas é assim que vou governar meu reino, queira a senhora ou não. – olhou novamente pela janela e viu que a armada já havia se aproximado do castelo e que a multidão se misturava a ela e uma grande festa teve início e que com certeza levará o resto da tarde e a noite toda em festividade – Agora se me der licença, tenho assuntos a tratar. – disse se encaminhando até a porta.
— Sei exatamente que assuntos são esses. – desdenhou Cora, que com o passar dos anos já não reclamava mais do relacionamento de sua filha, agora gostava de apenas importuná-la.
Regina parou ao abrir a porta e escutar o que sua mãe havia dito – Se a senhora sabe então não se intrometa. – falou ao fechar a porta atrás de si.
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Emma havia acabado de entrar em seu quarto, ao qual ficava na ala que abrigava os cavaleiros e amazonas da armada, dos cinco da alta patente, apenas David não morava ali, pois era casado e vivia em uma casa na vila, com sua esposa Mary Margaret. Mas não sem antes de acomodar e tratar bem de seu cavalo, pois ele também merecia.
Encostou sua espada na parede perto da cômoda e se encaminhou lentamente até seu lugar para o banho. Agora que toda a adrenalina da batalha já havia baixado de seu sangue, toda a canseira e todas as dores dessas três semanas apareceram. Ela respirava com dificuldade, devido a uma pancada muito forte que um dos homens da armada inimiga havia conseguido acertar em suas costelas do lado direito, pior era que ela já nem se lembrava mais de como havia acontecido. Parou em frente a um grande espelho e se olhou, depois de uns segundos sorriu perante sua aparência, parecia que tinha sido amarrada a um cavalo e sido arrastada por vários metros. Seu cabelo estava todo desalinhado, suas tranças laterais que se juntavam atrás da cabeça para formar uma só, praticamente não existiam mais. Seu rosto estava todo sujo e com um roxo e leve corte na testa perto do supercílio esquerdo, devido a uma coronhada que levou com o cabo de uma espada enquanto duelava com um cavaleiro. Seu braço esquerdo tinha um corte um pouco mais fundo que o da testa. Os dois antebraços estava arranhados. Havia um corte um pouco mais profundo na lateral da coxa esquerda, mas nada que alguns pontos não resolvessem.
Depois de um longo suspiro, lavou um pouco o rosto e suas mãos e com muita dificuldade tentava tirar uma armadura do tórax, mas sem sucesso. Tentou repitar o processo e novamente não teve êxito. Na sua terceira tentativa, suspirou frustrada pela junção de não conseguir novamente e a sua dor nas costelas terem aumentado devido ao esforço. Na sua última tentativa, pois se não conseguisse tinha a convicção de que arrancaria a sua roupa por baixo deixando a armadura e iria para o banho daquele jeito, sentiu um par de mãos gentis a ajudarem a soltar a armadura. Assustada Emma se virou e viu Regina sorrindo gentilmente para ela, pois estava tão concentrada em tirar a armadura que não escutou o barulho da porta e muito menos dos saltos quando a morena entrou no quarto. Relaxou e sorriu por fim, por se livrar da armadura, mas principalmente por ver a dona de seu coração ali a ajudando.
— Hey! – disse a loira ao se virar de frente por completo para Regina.
— Oi! – sorriu Regina em resposta.
Então seus olhos se encontraram alguns instantes em silencio, apenas o som de suas respirações, absorvendo os sentimentos ali instalados: medo, angústia, saudade, carinho, amor e felicidade, esse último principalmente por finalmente estarem ali juntas no mesmo lugar novamente, e sem mais nenhuma palavra dita, elas encurtaram a mínima distância que as separavam e se abraçaram fortemente, desejando nunca mais se separem novamente. Depois de alguns minutos, se afastaram brevemente, mas ainda uma dentro do abraço da outra, sorriam bobamente uma apaixonada pela outra. A loira levou sua mão rosto de Regina e fez uma leve carícia com as pontas dos dedos, como se não acreditando que estava novamente em casa, para então segurar a parte de trás do pescoço da morena e a trazer para um beijo carregado de saudade, carinho e amor. Beijo o qual Regina prontamente correspondeu com igual intensidade, e suas mãos agarravam fortemente a blusa da loira.
— Você precisa de um banho. – falou Regina sorrindo assim que o beijo terminou e permaneceram com as testas encostadas uma na outra.
— Que coisa mais romântica de se ouvir depois de um beijo desses. – brincou Emma sorrindo. – Achei que você falaria que estava morrendo de saudades e que me ama.
— Farei isso depois que você tomar banho. – acrescentou a morena, já se desvencilhando dos braços da loira e indo para a banheira. – Tire a roupa enquanto eu preparo seu banho.
— Agora sim eu escutei palavras românticas. – continuou brincando a loira, após se sentar na cadeira para desamarrar suas botas e começar a se despir. Regina apenas riu e balançou levemente a cabeça em negação enquanto começava a encher a banheira com água. Sentiu muita falta da sua loira nessas três semanas. – Pronto venha para seu banho.
— Só se você me acompanhar. – respondeu Emma ao seu lado, vestindo agora apenas sua blusa.
A morena apenas arqueou uma sobrancelha. – Por que ainda esta de blusa?
— Porque não consegui tirar... – respondeu timidamente a loira. – A minha costela do lado direito dói muito e não consegui erguer o braço... – e num sussurro emendou. – Me ajuda?
Regina apenas assentiu com a cabeça e segurou a barra da blusa para erguê-la devagar e ajudando Emma. Assim que terminou de tirá-la sua respiração saiu entrecortada ao notar o corpo da loira a sua frente, não somente pela beleza, mas pelos hematomas e machucados que havia nele. Ainda sem dizer uma palavra levou as mãos ao cordão de seu vestido, desatando-o. Emma apenas a observava enquanto se despia, e em segundos estavam as duas nuas e prontas para o banho.
— Venha! – pediu Regina ao segurar a mão da loira e a levar até a banheira. – Vou cuidar de você agora. – e entrou na banheira se encostando a borda e colocando Emma entre suas pernas. Ali sem pressa e com carinho Regina lavou o corpo cansado de Emma, que logo em seguida encostou-se à morena e ali ficaram abraçadas por um bom tempo até resolverem que já estava na hora de sair.
Enquanto Emma se secava, Regina já havia pedido a uma servente que levasse comida para elas ali no quarto, e foi em busca de suprimentos para cuidar dos ferimentos da loira. Enquanto terminava de fazer os curativos, a comida fora entregue, e então um enorme ruído foi ouvido, e instantaneamente a loira ficou vermelha e Regina gargalhou.
— Pronto, terminei o último curativo. – disse Regina se levantando – Vamos comer que seu apetite já está reclamando.
Por fim a loira acabou rindo também e se levantou com calma. – Não tenho culpa se no campo de batalha tinha apenas batata para se comer e aqui tenho esse delicioso banquete. – e olhou maliciosamente para a morena, que fora sua vez de ficar vermelha.
Jantaram em um agradável silêncio, e foram se deitar para descansar. E no muitos beijos e muitas carícias, as coisas esquentaram e se entregaram a uma noite cheia de saudade, prazer, juras de amor, felicidade até seus corpos não aguentarem mais e por fim se entregarem ao sublime sono com Emma deitada de costas, e Regina deitada em seu peito, seus braços e pernas entrelaçados, e uma coberta as cobrindo.
SQ x SQ
Peter olhou ao seu redor e percebeu que mesmo em vantagem numérica quando começaram a se confrontar, três semanas atrás, sua derrota agora era eminente, e antes que perdesse sua vida e os poucos homens que estavam vivos, quando ia dar a ordem de comando para partirem em retirada, avistou seu melhor homem sendo dividido em dois. Não esperou mais nenhum minuto, gritou aos poucos homens para partirem em retirada. E na mesma velocidade rumaram de volta para seu reino.
Robin andava de um lado a outro na sua sala de trono, pensando em como Regina o tinha humilhado em seu último encontro para discutir a união de seus reinos. Ainda praguejava o pai da morena por não ceder aos seus pedidos de união desde a adolescência, e com a morte dele achou que seria mais fácil conseguir o que queria, mas então surgiu aquela maldita loira convencida e irritante para atrapalhar tudo mais uma vez.
— Regina, essa é a melhor opção para você e seu reino. – argumentava Robin – Ninguém teria coragem de invadir sabendo que este reino estaria sob a minha proteção. Todos me temem.
— Essa é a questão Robin, não quero ser temida e sim respeitada. – respondeu de volta Regina – E não vou aceitar a me casar com você ou qualquer outro, e muito menos aceitarei qualquer acordo com você. Meu reino não precisa de mão de ferro para governá-lo, e eu muito menos preciso de um homem ao meu lado para me falar o que preciso ou não fazer com meu reino.
— Quando você vai colocar nessa sua pequena cabecinha que reinos governados por mulheres não são legados a sérios? – começou ele a se exasperar – Comigo ao seu lado, tudo ficará mais fácil.
— Não quero o jeito mais fácil. – suspirou a morena tentando manter a calma – Se eles não respeitam, então o meu reino passará a ser o primeiro a ser respeitado por ser governado por uma mulher.
— Está louca, só pode!! – Robin perdeu a calma de vez — Eles nunca, ouviu NUNCA irão te respeitar. E se você não se casar comigo por vontade própria irá se casar por minha vontade.
— Isso nunca irá acontecer Robin. — Regina perdeu de vez a calma – NUNCA! Nem quando eu estiver morta você terá meu reino ou minha mão.
Em um ato de fúria Robin avançou para cima de Regina, a segurando forte pelos braços – Escute aqui sua idiota... – rosnou entre os dentes – Você não está falando com qualquer um não, você está falando com Robin Hood, rei de Sherwood. E tudo o que eu quero eu tenho, seja por bem ou por mal.
— Eu sou Emma Swan, primeira amazona em comando da armada de elite da Rainha Regina, e sua protetora pessoal... – disse a loira ao entrar na sala depois de ouvir os gritos enfurecidos do homem – E sugiro que você a solte, ou então ira sentir o gosto da minha lâmina. – terminou ao empunhar uma espada, menor a qual geralmente usava dentro do castelo.
— Ótimo!! – disse ele irônico – Mais uma mulher no comando. – então gargalhou histericamente e bruscamente soltou Regina, a fazendo dar alguns passos para trás e se chocando levemente contra uma mesa – Já que você gosta de ocupar lugar de homens de verdade, vamos ver o que você consegue fazer. – e sacou sua espada.
Emma se aproximou em guarda e esperando pelo avanço de Robin. Que não tardou em dar o primeiro confronto, a loira com muita agilidade desviou sem maiores problemas, girando sobre seus calcanhares e aproveitou acertando uma forte cotovelada no meio das costas do homem, o empurrando alguns passos à frente. Ela apenas sorriu sorrateiramente para ele, fazendo Robin bufar de raiva e novamente desferir outro golpe sobre a loira, que não teve dificuldades em desviar e emendar outro contragolpe, acertando em cheio uma joelhada no estomago de Robin, fazendo o homem perder momentaneamente o fôlego.
— Eu esperava mais do tão grande e poderoso senhor de Sherwood. – zombou a loira – Achei que seria um oponente mais difícil.
Isso tirou de vez o resto de calma de Robin, fazendo-o avançar como um animal selvagem para cima da loira. E numa tentativa feroz, começou a desferir vários golpes um atrás do outro, obrigando então a Emma começar a usar sua espada bloqueando todos os ataques. Quando suas espadas se cruzaram e eles se aproximaram, podia ouvir a respiração pesada de Robin e a respiração tranquila de Emma – Você é uma mulher morta. Vou acabar com você!
— Acho que vou esperar sentada, pois até agora nem consegui me aquecer com seus pífios ataques. – zombou novamente a loira – E essa sua cara de constipação? Você deveria comer mais legumes e fibras, isso ajuda a melhorar o funcionamento de seu intestino.
Ao fundo se escutou um leve riso, pois Regina não segurou a risada diante da piada da loira. Com isso Robin chegou a uma tonalidade de vermelho em seu rosto nunca vista antes, ele a empurrou para trás e novamente a atacou, Emma bloqueou o ataque com sua espada na mão direita e com a esquerda livre desferiu o golpe acertando o nariz do homem com a parte de baixo da sua palma, fazendo-o cambalear para trás segurando de imediato seu nariz já sangrando.
— Acho que agora sua cara está um pouco melhor. – terminou a zombaria, e antes de qualquer coisa pior acontecesse Regina interveio.
— Guardas!! – ordenou – Acompanhem Sir Hood até seus aposentos, esperem ele arrumar suas coisas e o acompanhem até a saída do reino. – então olhou para Robin – Espero que estejamos entendidos Sir Hood.
Robin terminou de limpar seu nariz e olhou para Emma – Isso não vai ficar assim! – e apontou para Regina – Eu terei o que quero e nada vai me impedir. – e se encaminhou para a porta, e no minuto final se virou para falar algo a mais, mas se deteve na cena de Regina e Emma abraçadas, trocando carícias e um leve beijo nos lábios, sem falar mais nada saiu dali já arquitetando um plano de vingança.
Ele foi tirado de seus pensamentos ao avistar Peter entrando na sala do trono com o semblante sério, e foi em sua direção – E então? Como estão as coisas? Não recebi mais nenhuma notícia a não ser que estávamos em vantagem numérica e com o terreno ao nosso favor.
— Meu rei... – começou Peter com pesar – Por mais que estivéssemos em vantagem, não conseguimos avançar, perdemos praticamente todos os nossos homens nessa batalha, enquanto eles mal perderam seus homens. Aquela comandante deles sabe o que faz em um campo de batalha, inclusive ela derrotou Little John em questão de segundos. – tomou fôlego vem que Robin apenas o olhava esperando ele terminar – Os postos de vigia avançados que ela implantou são um ponto forte deles, com isso eles interceptam qualquer ataque que se aproxime sem prejudicar o reino... E a armada de elite deles, mesmo que em número menor equivale a nossa melhor armada... Eu não gostaria de enfrentá-la contra uma grande armada, seria a devastação total de qualquer inimigo.
— Maldição!! – esbravejou Robin, virando sua mesa com mapas e planos de ataques, percebendo tudo ali em cima fora inútil – Como pode?? Uma simples mulher derrotar uma armada?? – e duas cadeiras voaram até baterem na parede. – Uma. Simples. Mulher. – falou entre os dentes, com os olhos faiscando de raiva e a boca espumando de raiva – Uma. Irritante. Fraca. Simples. Mulher. – e seu trono foi alvo de sua ira. – Uma mulher! – por fim gritou de raiva.
Longos segundos se passaram e apenas as respirações eram ouvidas dentro da sala, Peter estava temeroso, pois não sabia o que poderia acontecer a partir dali, mas relaxou assim que ouviu a porta se abrindo e vendo Marian entrando na sala.
— Redecorando a sala, meu querido? – perguntou a mulher se aproximando de Robin – Vai trocar até seu trono?
— Agora não Marian, não estou com cabeça para suas gracinhas! – disse Robin para sua amante – Tenho que pensar em um jeito de acabar de vez com aquela maldita mulher e tomar o reino a força. Quanto a Regina, se ela não for minha ela não será de mais ninguém.
Um sorriso perverso decorou os lábios da morena – Eu sei exatamente do que você precisa meu querido.
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