O mar batia na proa do navio, o vento soava nas velas e o coar das gaivotas faziam uma melodia acolhedora para seus ouvidos, o garoto se encontrava acima do mastro esgueirando-se para ter uma boa visão da longitude do mar, mesmo estando ancorado, o mar parecia infinito para seus olhos ingênuos. O garoto deixava de ser tão humilde pelo fato de ter um colar de ouro em forma de águia e sandálias de couro muito nobres por sinal.

– Um dia eu estarei por lá — gritou histericamente o que fazia tremer suas finas pernas.

– Saia daí seu pivete! Quer que eu chame seu irmão? — exclamou ironicamente um velho que se encontrava no navio que parecia conhecer o menino. O velho vestia um chapéu meia boca de couro arrebentado com uma camisa desgastada pelo tempo, suas botas em péssimo estado com manchas de maresia que assemelhavam-se a vomito. Parecia que havia passado por longas décadas no mar, aquela bota e aquele velho. O mesmo tinha cabelos grisalhos, um bigode irônico e uma cicatriz que cobria a garganta de cabo a rabo.

Com uma porção de movimentos e trocas de mãos sobre uma corda o garoto desceu rapidamente. O jovem garoto tinha uma grande agilidade quando se tratava do navio.

– Você deve estar ansioso para um dia partilhar de minha companhia no mar e ter seu próprio navio, não é Oliver? — indagou o velho ao mesmo tempo exclamando audazmente.

– Pare de dar esperanças de um velho bêbado para essa pobre criança, Howard — disse humoradamente o irmão de Oliver saindo da cabine do capitão.

– Eu falava as mesmas palavras para você quando tinha essa idade e olhe no que se tornou hoje, O Capitão Dorian Hook — disse Howard rindo.

– Vá para casa Ollie, nos zarparemos e só voltaremos em torno de um mês e traremos a cabeça daquele pequeno rei mimado — Dorian disse com uma cara ironicamente séria.

–Por favor, deixe-me ir, Dorian! – Oliver implorou.

– Talvez numa próxima... porém agora saia do navio – propôs Dorian, dando esperanças ao garoto.

Oliver saiu cabisbaixo do navio, porém certo de que um dia iria comandar um navio como o deu seu irmão.

– Vamos! Icem a velas! Puxem a âncora, seus porcos imundos! É hora de zarpar e saquear o maldito Reizinho! – Dorian gritou tomando o manche do navio com o vento batendo em seu bigode e em seu cabelo comprido cacheado que combinava perfeitamente com seu casaco vermelho rubro com detalhes em ouro. Seu chapéu finamente tecido com uma pena de prata na ponta, todo o conjunto era uma herança da família dos Hook, até mesmo as pontas de sua bota feita de barbatana de tubarão de um olho que não era visto há séculos.

Notas finais
Então, gostaram? Devemos continuar? Lembrando que já temos quase toda a história programada. Se tiverem críticas podem falar!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.