Notas iniciais
Vejo vocês lá no final! Aproveitem a leitura!

Quando o oculto se tornar visível e a grama se tornar vermelha será chegada a hora de Sol e Lua se unirem novamente para que as criaturas não pereçam.

Que eu saiba, as vezes as mães humanas sentam à cabeceira das camas das crias e contam histórias sobre nós, os elfos da aurora. Assim como os machos adultos estremecem ao redor de fogueiras ou dentro de suas casas quando as verdadeiras histórias sobre os elfos ônix são contadas. As histórias dos seres vivem nas clareiras ou nas profundezas da escuridão sustentam as fantasias humanas e as tentativas falhas de fugir de suas miseráveis vidas por alguns instantes.

Nos contos humanos somos chamados de elfos, sem distinção de raças ou tribos, criaturas quase humanas e com orelhas afinadas, silhuetas alongadas e conexão com a natureza. O que eles não sabem é que não somos todos iguais e não somos todos bons. Se soubessem que vivemos entre eles, acho que não apreciariam tanto seus contos, e haveria sangue. É por isso que os elfos se escondem nas profundezas das florestas, aonde os humanos com seus reis, suas carruagens e guerras não se atrevem a chegar.

No mundo que os humanos ignoram, inúmeras raças reinam ligadas a natureza, entre elas os elfos da aurora e os ônix. Os ônix reinam com a lua, dominam as criaturas da noite e, até onde eu sei, a eles pertencem as terras do Oeste depois do Bosque dos Espíritos e até onde a vista alcança. A minha raça, os elfos a aurora, reina com o sol, acima das criaturas do dia. É nosso o domínio das terras ao Leste do Bosque dos Espíritos. Houve uma época que vivemos todos como um povo, foi muitos milênios antes de meu nascimento, mas a história nos ensinou que as duas raças não deveriam viver juntas, pois o resultado disso era apenas um: a guerra.

Desde a separação, minha raça viveu em paz. Crescemos bem mais que a sociedade dos humanos e escolhemos viver ocultos, no coração de uma grande floresta, cobertos por um véu de magia que ocultava nosso reino. Fizemos alianças com outras tribos abençoadas pelo sol por meio da união entre elfos e em nenhuma circunstância cruzamos para o lado Oeste do Riacho de Prata, aonde a floresta era mais escura e os animais tão inquietos quanto os espíritos dos ancestrais. Mas uma nova estação chegou e com ela sangue das crianças da aurora.

Elas desapareciam e dias depois seus corpos surgiam no meio da mata, pálidos e sem vida, com uma mancha rubra sob o peito. Talvez uma flecha, uma espada, uma lança. Quando a terceira criança desapareceu, os elfos ônix passaram a ser vistos nos arredores da nossa árvore e uma angústia fluiu da terra para mim. Horas depois, o shotar soou três vezes e novamente eu senti meu coração se apertar e sangrar.

Mais um elfo havia sido assassinado.

Notas finais
E é isso, por hora! Como esse prólogo saiu minúsculo dependendo do retorno eu postarei o próximo na segunda, quero estabelecer um ritmo semana sim, semana não. Concordam? Com amor, Clarke.