Esnobando o Amor

9 Capítulo 7 – Site de Traição.


Notas iniciais
Okay okay, eu sei que faz tempo que não posto, me desculpem! É que tudo anda muito corrido e eu não tenho tido tempo de postar, mal acabou uma época de prova e já começou outra e virou uma loucura, sem contar que os capítulos prontos acabaram. Mas espero que esse capítulo compense, e que vocês não tenham desistido da fic! Boa leitura! ;)

Desde o vexame da loja de vestidos ontem, meus pais mal se olharam na cara. O que pode me atrapalhar nos meus planos, mas não vou deixar que isso aconteça. Não agora, que já comecei e tenho mais uma cúmplice. Sim, eu recrutei a Mariana para se juntar a nós, e do jeito que minha tia é, não duvido nada que ela vai acabar se metendo nessa também. E é por isso que agora vamos até o fim com isso.

Acordei, dessa vez quase na hora do almoço, e levantei. Tomei um banho e fui procurar alguma coisa para vestir na mala. Acabei optando por um vestidinho jeans, um cintinho na cintura e uma sapatilha branca, com os cabelos presos em um rabo de cavalo, pois o dia estava bem quente. Peguei meu celular, desliguei o ar condicionado e desci para tomar café da manhã. Quando adentrei a sala de jantar, me surpreendi ao encontrar a mesa vazia.

– Vera! – chamei alto cruzando os braços frustrada.

– Pois não? – perguntou aparecendo atrás de mim.

– Onde está o café da manhã? – questionei com irritação na voz, sem me virar para olhá-la.

– A senhorita já viu que horas são? – indagou sarcasticamente.

– 11:00. – respondi entediada, olhando no relógio do celular.

– E você acha que essa é hora de tomar café?

– Hora de tomar café é a hora que se acorda, e eu acordei agora então quero meu café da manhã. – afirmei com autoridade.

– Pois agora vai esperar o almoço, que já está quase pronto a propósito. – rebateu seriamente.

– Ah mas Vera... – retruquei finalmente me virando para ela, mas fui interrompida por uma terceira voz.

– Ela vai esperar o almoço Vera, pode terminar de prepara-lo. – afirmou minha mãe com autoridade.

– Okay Cristina, com licença. – disse a empregada e se retirou do cômodo, deixando apenas minha mãe e eu.

– Bom dia Elisa, ou melhor, quase tarde. – falou séria.

– Bom dia mãe... – respondi tentando ignorar seu clima de mau-humor e indo até ela, dando-lhe um beijo no rosto – Vamos ver mais vestidos hoje, né? – perguntei sugestivamente, como se tivesse esquecido completamente o ocorrido de ontem.

– Acho melhor continuarmos com isso amanhã, hoje quero descansar. – afirmou suavizando um pouco mais a voz, o que deixava claro que ela não queria descansar, e sim evitar ir numa loja de vestidos com meu pai de novo.

Abri a boca para protestar, mas me lembrei que talvez fosse bom não irmos hoje. Precisava me reunir com Mariana, para combinarmos alguns detalhes dos planos. E tem o Caio também, que mal conversamos desde meu castigo.

– Ah, então eu vou até a casa da Mariana, ontem não deu tempo de pôr todo o papo em dia. – disse com um sorriso meio falso, mas que dava para disfarçar.

– E o seu castigo hein dona Elisa? – disse de forma reprovadora.

– Ai mãe, esse castigo é tão bobo... E outra, eu vou só ali na casa da tia Luísa, me dá uma chance vai... – pedi fazendo uma voz manhosa e biquinho, tentando ao máximo disfarçar minhas reais intenções por trás dessa simples visita.

– Okay Elisa, mas juízo hein! – indagou por fim, depois de alguns segundos pensativa e um suspiro preocupado.

– Ai mamãe, você é a melhor do mundo! – sorri e pulei sobre ela em um abraço apertado, fazendo-a rir e corresponder o abraço.

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Após ter almoçado, finalmente me encontro em frente ao prédio da tia Luísa. Tirei os óculos de sol e adentrei o prédio, olhando tudo à minha volta. Conversei com o porteiro e poucos minutos depois já estava na porta da minha tia. Dei algumas batidinhas e esperei, logo sendo recebida com uma mulher sorridente.

– Elisa! – exclamou me abraçando – É ótimo tê-la aqui conosco hoje! – continuou com seus braços ainda em volta do meu corpo.

– Oi tia Lu! – cumprimentei retribuindo o abraço – Pois é, hoje temos muito o que conversar. – sorri maliciosamente e me afastei – Mariana está aí?

– Sim, está lá em cima... Agora vem, me conta tudo! O que estão aprontando hein? – questionou me puxando para dentro e fechando a porta atrás de nós, aparentemente muito curiosa.

– Tia, eu preciso que jure que não vai contar pra ninguém. – afirmei olhando-a seriamente.

– Eu juro, minha boca é um túmulo! – indagou fazendo com seus dedos como um zíper se fechando em sua boca.

– Okay, bem, o plano é basicamente separar meu pai daquela megera, juntá-lo com minha mãe e arruinar o casamento. – sorrio maleficamente – E temos algumas ideias, apesar de que a parte de juntar meus pais eles estão praticamente fazendo sozinhos...

– Como assim estão fazendo sozinhos?! – exclamou com uma expressão mista de surpresa e malícia.

– Bom, ontem eu não fiz nada, e eles foram pegos pelas funcionárias da loja de vestidos se pegando loucamente enquanto eu experimentava... – respondi abrindo meu sorriso mais malicioso.

– Ai. Meu. Deus. – indagou Mariana se aproximando – Não creio que eles já estão assim! – exclamou correndo até nós e se sentando no chão, próxima ao sofá em que já nos encontrávamos sentadas – Conta tudo!

– Bom, eu entrei para experimentar e eles ficaram sozinhos do lado de fora, aí depois de alguns minutos uma funcionária veio chamar a atenção deles para pararem de... você sabe. – ri me lembrando da cena – Mas o pior é que desde então não se falaram mais... – suspirei.

– É claro, depois de um carão desses... – afirmou minha tia rindo fraco – E agora, o que pretendem?

– Bom, está faltando um dos integrantes da nossa “gang”. – respondi pegando o celular – Posso chama-lo para vir aqui tia Luísa? É que meu pai me proibiu de ver ele, mas nós temos que combinar as coisas, e agora é nossa chance... – pedi com a carinha mais fofa que pude, fazendo biquinho.

– Chamar quem Elisa? – perguntou minha tia, confusa.

– O Caio mãe, o filho da empregada e do motorista do tio Rodrigo. – respondeu Mariana, olhando sua mãe com uma cara sugestiva.

– Okay, pode, mas ninguém nunca vai poder saber disso! – autorizou depois de hesitar por alguns instantes.

– Ain tia, você é a melhor pessoa! – exclamei abraçando-a apertado.

– É a melhor mãe do mundo! – disse minha prima se juntando a mim no abraço apertado.

– Okay, já chega! – afirmou rindo e tentando se livrar de nossos braços.

– Vou ligar para ele! – indaguei me afastando da mulher e pegando o celular, procurando por seu nome na lista dos contatos.

Pressionei a tela em “Caio Cúmplice”, e logo o telefone começou a chamar. Posicionei o celular em minha orelha, esperando sua resposta, que veio alguns segundos depois.

– Elisa? – perguntou ao atender, aparentemente surpreso.

– Claro que sou eu né! – rebati revirando os olhos. Ele realmente sabe com ser um besta! – Onde você está?

– Em casa, por quê? – respondeu confuso.

– Dê um jeito de aparecer aqui no apartamento da minha tia Luísa, temos que combinar os detalhes. – ordenei me jogando no encosto do sofá.

– Como Elisa?

– Sei lá, seu pai é motorista, pede pra ele te trazer.

– Você não acha que daria muito na cara pedir para meu pai me levar justo no prédio da sua tia, que ele te levou alguns minutos atrás? – retrucou com uma pitada de ironia.

– Ai não sei, fala pra ele te levar em algum lugar perto daqui porque você vai fazer um trabalho de escola, sei lá, seja criativo!

– Eu dou um jeito, chego aí daqui a pouco. – respondeu com tédio na voz, e eu posso dizer que nesse exato momento ele revirou os olhos.

– Ótimo, não enrole, estamos te esperado. – afirmei por fim e encerrei a ligação – Ele vai dar um jeito de vir.

– Enquanto isso, que tal me explicarem melhor quais são suas ideias? – pediu minha tia, se ajeitando no sofá.

Sorri maliciosamente e comecei a falar um pouco do que tínhamos planejado, enquanto Caio não chegava.

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Alguns minutos depois, Caio se encontrava na sala do apartamento conosco. Já tínhamos nos decido do que fazer hoje, e estávamos todos em volta do laptop da minha tia, mas eu que o mantinha em meu colo.

– Okay, quando eu converso com meu pai, nós nos falamos pelo e-mail particular dele. Mas esses dias, ele encaminhou um e-mail para várias pessoas, e eu acabei por descobrir que ele e a Fátima têm uma conta em conjunto. – expliquei procurando o endereço de e-mail – Aqui! – falei apontando o dedo na tela do computador – É só inscrever a Fátima nesse endereço aqui, que meu pai vai receber uma mensagem de confirmação do cadastro do site de traição, e voilà! – sorri copiando o e-mail e colando na página de inscrição do site.

– Você tem certeza que isso vai dar certo? – questionou Caio, aparentemente inseguro.

– Claro né garoto! – retruquei hostilmente, desviando meu olhar da tela do computador para seu rosto rapidamente.

– Okay então, oh sabe-tudo! – falou ironicamente, me fazendo revirar os olhos.

Continuei fazendo o cadastro de Fátima, enquanto todos à minha volta me observavam atentamente.

– Pronto! Está feito, agora é só esperar a discórdia se espalhar! – afirmei após apertar o botão de “enviar e-mail de confirmação”, me jogando no encosto do sofá onde estava sentada e cruzando os braços, sorrindo satisfeita.

– Será que vai mesmo funcionar? – perguntou minha tia, aflita.

– Vai sim tia, tenho certeza. – sorri segura.

– Okay né... E agora? – disse Mariana, erguendo uma sobrancelha.

– Acho digno tomarmos um milk-shake para comemorar! – propôs Caio, em um tom animado.

– Adorei a ideia, tem uma sorveteria ótima aqui perto! Vamos? – concordou minha prima, também se animando.

– Eu vou deixar vocês irem sozinhos, mas só se me prometerem que vão voltar em menos de uma hora. – afirmou minha tia, nos olhando seriamente.

– Okay tia, nós não demoramos. – respondi sorrindo e colocando o computador de lado.

– Cuidado hein crianças! – alertou a mulher.

– Nós temos juízo mamãe! – garantiu Mariana, dando um beijo na bochecha de sua mãe.

Imitei o gesto da minha prima, enquanto Caio apenas acenou. Saímos do prédio e seguimos Mariana até a tal sorveteria, que ficava a poucos quarteirões de sua residência.

– Boa tarde! – cumprimentou a garota, se aproximando do balcão onde se encontravam as várias opções de sorvetes – Eu vou querer um milk-shake de Nutella com calda de chocolate. – afirmou pegando o dinheiro no bolso.

– Okay, e vocês? – perguntou o funcionário da sorveteria, que aparentemente não passava dos 17 anos, pele clara e os olhos e cabelos castanhos bem escuros, nada muito fora do normal.

– Eu vou querer um milk-shake de Danoninho com calda de morango. – falei olhando o rapaz diretamente nos olhos.

– E eu um daquele sorvete azul, com calda de chocolate. – indagou Caio, apontando para o pote do sorvete que se referia.

– Algodão doce? – perguntou o moço olhando para a direção que ele apontava.

– Sim. – respondeu assentindo com a cabeça.

– Okay, só um minuto. – afirmou entrando num cômodo nos fundos do estabelecimento.

– Vamos nos sentar. – chamou Mariana indo até uma mesa.

Nos sentamos por lá e ficamos jogando conversa fora, enquanto nossos pedidos não ficavam prontos. Isso é uma coisa que eu vou sentir falta quando voltar para Los Angeles. Conversar com meus amigos, os assuntos mais bobos, sem malícia, sem pôr o dinheiro em todas as frases. Só papo normal, de gente comum.

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Após muito papo, muitas risadas e milk-shake, voltamos para o apartamento da tia Luísa, e logo liguei para Gerson ir me buscar, enquanto Caio pegou um ônibus de volta para casa alguns minutos depois.

Ao chegar, dei de cara com meu pai sentado no sofá mexendo em seu laptop. Engoli em seco me preparando para a bronca, pois tenho quase certeza que ele se lembraria do meu castigo. Me aproximei e me sentei no sofá, torcendo para ele ter esquecido que o desobedeci e para ele abrir logo o e-mail que enviamos.

– Onde estava dona Elisa? – perguntou sem tirar os olhos da tela do computador, me fazendo suar frio.

– Na casa da tia Luísa, pai. – respondi fazendo um esforço extremo para não engasgar com minhas palavras.

– Sua mãe foi com você? – questionou ainda sem me olhar, me deixando com uma dúvida. Será que ele não tinha visto minha mãe ainda, e achava que ela estava comigo? É uma probabilidade, afinal minha mãe deve estar se escondendo ao máximo dele. E é por isso que eu decidi arriscar.

– Sim, fomos lá terminar de pôr o papo eterno em dia. – menti tentando disfarçar com um tom de indiferença, e meu coração gelou por um instante, enquanto analisava sua expressão, tentando decifrar se ele acreditara ou não.

Soltei o ar preso em meus pulmões quando o vi suavizar seu cenho, relaxando seu corpo da mesma maneira que eu relaxei o meu, deixando minhas costas se chocarem contra o encosto do sofá.

Ficamos em silêncio por longos minutos, o que não pareceu incomodá-lo, pois estava muito focado no que fazia no computador. Mas aquela situação já estava me irritando, então decidi dar uma olhada no aparelho para ver o que de tão importante ele fazia. E o que eu vi me fez mudar de postura na hora. Ele estava abrindo o e-mail do site de traição!

Me ajeitei no sofá e fiquei encarando o laptop ansiosamente, apertando minhas unhas contra as palmas de minhas mãos.

Foi quando ele abriu a mensagem, e eu desviei meu olhar da tela para seu rosto, esperando sua reação. Nesse momento minhas mãos começaram a suar, e meu coração disparou.

“É agora!” – pensei olhando-o atentamente, aguardando por qualquer resposta. E ela veio.

– O que é isso?! – exclamou já furioso, lendo o e-mail – Só pode ser brincadeira! – berrou agora se levantando.

– O que foi pai? – perguntei tentando me fazer de espantada.

– O que foi é que a Fátima está num site de traição! – retrucou num tom de voz alto, que me fez estremecer. Ele não podia nem sonhar que era uma armação minha!

– C-como assim? – questionei sem evitar o gaguejo, e engolindo em seco.

– Olha aqui! – falou jogando o laptop em meu colo e pegando o celular.

Sequei as mãos no vestido enquanto lia o e-mail. “O plano foi executado com sucesso!” – pensei ainda encarando a tela do computador, e sorrindo levemente.

– Argh! – reclamou tirando o celular no ouvido – Já deve estar com outro! – esbravejou tocando na tela e levando o telefone a seu ouvido novamente.

– O que está acontecendo? – perguntou minha mãe finalmente aparecendo na sala, juntamente com Vera. Ambas possuíam uma expressão confusa, o que me fez quase rir, mas me segurei.

– Fátima está me traindo! – rebateu hostilmente, mas num tom um pouco mais baixo.

– O quê? – perguntou minha mãe, rindo fraco.

– É isso mesmo que você ouviu Cristina! Fátima se inscreveu numa porra de site de traição, satisfeita? – respondeu com toda a sua fúria, depois de aparentemente tentar mais uma ligação frustrada.

Antes que minha mãe falasse mais alguma coisa, o som da campainha soou no cômodo, calando todos nós.

– Eu atendo. – afirmou Vera indo até o interfone, e voltando segundos depois – É ela. – anunciou seriamente.

– Mande ela entrar, precisamos conversar! – ordenou o homem, seu olhar era gélido, assim como deu tom de voz.

Vera apenas assentiu e se retirou rapidamente. Não demorou muito para se ouvir o barulho da porta da frente sendo aberta, e logo revelando a figura da loira oxigenada.

– É reunião de família é? – perguntou fechando a porta atrás de si e adentrando a sala, encarando o rosto de cada um em particular. Subiu seu olhar desde meus pés até minha cabeça e parou nos meus olhos, fazendo uma cara de nojo. Em resposta, ergui uma sobrancelha e sorri vitoriosa, já prevendo o que estava por vir.

– Vocês poderiam se retirar por favor? – pediu meu pai encarando sua noiva, que ainda não tirara os olhos de mim. Seu tom ainda era gélido, mas bem mais baixo.

Minha mãe apenas assentiu e se retirou, assim como Vera, que me lançou um olhar que indicava para eu sair também. Mas eu não perderia essa por nada!

– Elisa, você também. – indagou o homem seriamente, desviando seu olhar para mim.

O olhei nos olhos, incrédula, e recebi uma expressão dura e de ordem, que fez um frio percorrer minha espinha. Deixei o computador de lado e me levantei, seguindo para as escadas e esbarrando em Fátima no caminho, a olhando com ironia.

“Mas eu não perco essa nem que a vaca tussa!” – pensei e me sentei no último degrau da escada, de onde dava para ver a cena perfeitamente.

– Querendo ficar sozinho comigo é? – falou com uma vozinha sexy e um sorriso malicioso, se aproximando de meu pai, o que me fez revirar os olhos.

– Fátima, me diga a verdade. – afirmou olhando-a nos olhos e colocando as mãos na cintura, numa posição que demonstrava seriedade.

– A verdade? Que eu te amo? – sorriu colocando os braços em volta do pescoço dele e aproximando seus rostos.

– A verdade Fátima! – indagou virando o rosto e sem reagir a nenhum toque seu.

– Rodrigo meu amor, isso é jeito de tratar sua noiva que acabou de sair do hospital? – perguntou com uma voz manhosa, começando a ficar confusa.

– Não finja que não sabe do que eu estou falando! – exclamou o homem agora se afastando dela, olhando-a friamente.

– Rodrigo eu realmente não estou entendendo... – respondeu agora com o cenho totalmente confuso.

– Não seja falsa Fátima! – estourou enquanto andava de um lado para o outro na sala.

– Meu amor, o que eu fiz? – perguntou quase implorando e se aproximando dele, segurando levemente em seus braços.

– “O que eu fiz”... – repetiu rindo ironicamente.

– Me diz logo se eu fiz alguma coisa de errado Rodrigo! – exclamou perdendo a paciência.

– Se você fez algo de errado? – questionou com sua risada irônica novamente – Você pode me explicar isso? – pegou o laptop e apontou para a tela.

– Eu não tenho ideia do que seja isso Rodrigo. – afirmou depois de alguns segundos lendo, agora mais calma.

– Ah jura? Então como a Fátima Rocha foi cadastrada ao nosso site com sucesso? Você acha que eu sou tapado?! – rebateu lendo um pedaço do e-mail e depois olhando-a de novo.

– Você acha que eu estou... te traindo? – perguntou encarando-o incrédula.

– É o que as provas afirmam. – respondeu num tom baixo, indicando o computador – Se você confessar, não vou te ferrar tanto assim. Nós só cancelamos o casamento e cada um segue sua vida. Agora se insistir nessa palhaçada de que não foi você, sinto muito mas vou ter que tomar providências. Afinal eu não sou qualquer idiota que você simplesmente põe o chifre e sai ilesa não. Eu não nasci pra ser corno! – berrou a última frase agarrando os punhos dela com força e apertando-os, fazendo-a claramente estremecer.

“Engraçado né, quando é você que trai não tem nada de errado...” – pensei enquanto observava os dois.

– Rodrigo, eu vejo que minha palavra não vale nada mesmo, mas você pode tirar a prova, eu não tive conexão com a internet esses dias no hospital... Eles apenas me forneceram a televisão. – afirmou encarando-o nos olhos, com uma voz suave.

“Mas que droga, como eu não pensei nisso!” – dei um tapa em minha testa e desci a mão pelo rosto, deixando-a cair sobre minha coxa – “Que burrice!”

– Isso pode ser verdade, mas eu prefiro confirmar... – indagou abaixando o tom, mas ainda com uma voz fria – Agora já pode ir pra casa, deve estar cansada do hospital. – completou soltando seus punhos e se afastando. Olhou para a marca vermelha de suas mãos, que dava para ser vista à uma longa distância na pele artificialmente bronzeada da mulher e pareceu se sentir culpado por um momento. Deu alguns passos para trás e saiu do cômodo, passando por mim, que já me encontrava de pé, e me olhando dos pés à cabeça, sem dizer uma palavra. Subiu as escadas rapidamente e nos deixou sozinhas.

Me aproximei dela e pude perceber que estava vermelha de raiva, olhando para seus braços marcados. Parei a vários centímetros de distância dela, encarando-a atentamente, chamando a sua atenção para mim. Virou a cabeça para me olhar e pareceu ferver de raiva ao ver meu rosto.

– Você! Você fez isso! Eu tenho certeza! – exclamou se aproximando de mim, mas parando a uma distância segura.

– Eu? Eu não. Você fez. – respondi calma e ironicamente.

– Se prepare pestinha, eu vou abrir os olhos do seu pai para a diabinha que ele tem em casa, e vou convencê-lo a te mandar pra um colégio interno lá nas Filipinas! Ta me entendendo?

– Boa sorte com isso. – rebati sarcasticamente cruzando os braços e sorrindo vitoriosa. Me virei e subi as escadas rapidamente, entrando no meu quarto e fechando a porta atrás de mim. Me encostei nela e ri. Ri por todos os motivos, estava orgulhosa, satisfeita, feliz...

Me recuperei da crise de risos e me desencostei da porta, caminhando até o banheiro. Foi quando senti meu celular vibrar.

De: Caio Cúmplice

O que aconteceu? Por que toda a gritaria? O plano deu certo?

Sorri para o celular e digitei uma mensagem de volta.

Para: Caio Cúmplice

Quase tudo ocorreu perfeitamente!

Não demorou nem um segundo e já recebi outra mensagem.

De: Caio Cúmplice

Quase tudo? O que deu errado?

Para: Caio Cúmplice

Esquecemos do fato que ela estava no hospital e sem acesso à internet, então não poderia fazer a inscrição no site... Mas fica tranquilo, pelo menos serviu para dar uma balançada no relacionamento deles ;)

De: Caio Cúmplice

É verdade! :o E se sobrar para nós agora?

Para: Caio Cúmplice

Relaxa, nós vamos dar um jeito...

De: Caio Cúmplice

Okay! Te vejo no jantar?

Para: Caio Cúmplice

Provavelmente!

De: Caio Cúmplice

Até o jantar então!

Para: Caio Cúmplice

Até.

De: Caio Cúmplice

;)

Coloquei o celular de lado e fui para o banheiro tomar meu banho. Tirei minha roupa e entrei no chuveiro, deixando a água fria escorrer por toda a extensão dos meus cabelos e meu corpo, me refrescando do calor que faz nessa cidade.

“A discórdia está plantada, agora vamos ver na onde dá...” – pensei e sorri satisfeita.

Notas finais
Gostaram do capítulo? E o que acham, será que o Rodrigo vai descobrir que foi a Elisa e vai acabar com ela ou irá desistir do casamento? Digam suas opiniões aí nos comentários que eu vou ficar muito feliz! A propósito, eu gostaria de saber o que estão achando do tamanho dos capítulos. Estão muito grandes e vocês prefeririam se eu os dividisse em partes ou estão de um tamanho bom? Deem suas opiniões por favor! Beijão e até o próximo capítulo! :*