Esnobando o Amor
7 Capítulo 5 – Pimenta.
Notas iniciais
Depois daquele show no restaurante, eu já estava esperando a bronca da minha mãe, mas na verdade foi o contrário, ela foi o caminho todo calada no táxi. O silêncio reinou durante os 20 minutos no carro, e aquilo estava me incomodando, então decidi me ocupar com planos para juntar meus pais, e dar um jeito de aquela vaca ficar longe do meu pai.
Ao chegarmos na mansão do meu pai, minha mãe subiu direto para o quarto, sem ao menos falar uma palavra.
“Melhor para mim.” – pensei me jogando no sofá. Foi quando reparei que tinha companhia, olhei para o lado e vi Caio sentado na outra ponta do sofá.
– O que você quer? – perguntei na tentativa de espantá-lo, mas ele continuou lá, parado, olhando para frente. Que garoto estranho! – Que foi, o gato comeu sua língua? – continuei agora me virando para ele e encarando-o.
– Eu estava pensando... Será que você não quer uma ajuda para tentar juntar seus pais não? – disse se virando para mim, e pela primeira vez me olhando diretamente nos olhos. Seus olhos são castanhos, e notei que na verdade ele é realmente fofo. Seus cabelos castanho-escuros bagunçados são bonitos, e o deixam mais fofo ainda... Mas eu devo estar ficando louca, reparando nesse pateta!
– Na verdade não, eu me viro sozinha. – respondi me levantando e saindo para o jardim. É enorme, e bastante iluminado. É perfeito, para falar a verdade.
– Sério mesmo? Acho que uma ajuda é sempre bem-vinda. – ouvi uma voz atrás de mim que me assustou, pois estava muito entretida observando o jardim.
– Nossa, como você é insistente, eu já disse que n... – retruquei me virando, mas travei quando dei de cara com ele, que estava bem próximo. Eu nunca fiquei tão próxima de um menino na minha vida, e aquilo era bem estranho. Principalmente ao pensar que eu já tinha dado um selinho naquela boca, que sorria brilhantemente para mim. Sim, eu me lembro do nosso pequeno beijinho, que fora o primeiro da minha vida, e o único até agora.
– Eu tenho certeza que seria bem útil. – falou sorrindo de lado, que o deixa pra lá de fofo. Argh, que ódio desse menino!
– Okay, pode me ajudar. – respondi num ato involuntário, as palavras simplesmente escaparam da minha boca. Mas que droga! Como eu posso deixar esse garoto simplesmente me manipular assim? VOCÊ NÃO É ASSIM DONA ELISA!
– Que bom, porque eu tenho um plano para começar. – afirmou dando a volta por mim e andando até as espreguiçadeiras em volta da piscina, e sentando-se em uma delas.
– Um plano? – perguntei curiosa, seguindo-o e sentando-me na outra ponta da espreguiçadeira.
– Sim, um plano. – respondeu sorrindo orgulhoso – Nós temos uma semana, então não há tempo a perder. Temos que começar logo, tipo amanhã.
– Tá, mas o que você pretende? – questionei confusa. Por que ele não pode simplesmente ir direto ao ponto?
– Você vai ser a daminha no casamento do seu pai, não vai? – perguntou calmamente.
– Não sei, vou? – questionei sem entender nada, e ele me olhou como se se arrependesse de ter falado.
– Ah, era surpresa... Mas enfim, você vai. – respondeu me deixando sem palavras – E nosso plano começa aí.
– Como assim vou ser a daminha? E como assim nosso plano começa aí? Seja mais claro, por favor?
– Você vai dar trabalho, vai obrigar sua mãe e seu pai a ir à todas as provas do vestido com você, e vai fingir que não gosta de nenhum vestido. Será que você consegue fazer isso? – explicou e finalizou de maneira desafiadora, erguendo uma sobrancelha. Quem ele pensa que eu sou, para não conseguir realizar um plano simples desses?!
– Claro que eu consigo! Vai ser moleza...
– Mas só tem uma coisa...
– O que?
– Na sexta-feira, se seu pai ainda não tiver cancelado o casamento, você vai ceder e escolher um vestido para usar. – indagou com certa insegurança.
– Isso é óbvio né! Afinal eu realmente quero ser daminha do meu pai, apesar de ser com essazinha...
– Então fechado, agora só falta planejar os detalhes desses dias, e, é claro, os de amanhã, porque amanhã o dia vai ser longo...
– Concordo...
– E então, o que teremos para amanhã?
– Já tenho algo em mente... – respondi com um sorriso maldoso.
–-
Acordei com o a luz solar invadindo o quarto. Esfreguei as mãos nos olhos tentando me adaptar à claridade, e tentando organizar meus pensamentos. Foi quando me lembrei dos planos para hoje, e de como esse domingo promete.
Levantei e fui até o banheiro, onde todos os meus produtos de higiene pessoal já estavam em seus lugares. Escovei os dentes, arrumei o cabelo e me vesti. Quando estava pronta, desci para a sala de jantar. A mesa do café estava posta, e era praticamente um banquete. Meu pai e, para minha surpresa, Caio, estavam sentados conversando sobre alguma coisa, mas pararam logo que me viram.
– Bom dia Elisa. – disse meu pai, aparentemente bem sério.
– Bom dia papai. – respondi indo até ele e beijando-o na bochecha, tentando quebrar o clima ruim – Bom dia Caio. – cumprimentei também meu cúmplice, e pisquei para ele, com um sorriso maléfico.
Sentei-me ao lado de Caio e comecei a me servir, até que poucos minutos depois minha mãe chegou.
– Bom dia! – disse ela um tanto sem graça com um sorriso fraco.
– Bom dia mãe! – respondi sorrindo.
– Cristina. – cumprimentou meu pai.
– Rodrigo. – respondeu minha mãe de maneira meio irônica, sentando-se do meu lado, de frente para meu pai.
– Dormiram bem? – questionou o homem quase à minha frente.
– Sim. – afirmou a mulher ao meu lado.
O resto do café da manhã foi o mais silencioso possível, com poucas trocas de palavras. Depois de alguns minutos meu pai acabou de comer e se retirou, e depois minha mãe, sobrando apenas Caio e eu na mesa.
– E aí, tudo pronto para pôr nosso plano de hoje em prática? – perguntei num cochicho apenas para o garoto ouvir.
– Tudo mais do que pronto! – respondeu com um sorriso confiante, e eu sorri de volta, maldosamente.
– Te vejo na hora do almoço então. – falei me levantando da mesa e piscando para ele.
Subi para meu quarto e escovei os dentes de novo. Decidi conversar com minha mãe, porque acho que aconteceu alguma coisa ontem, antes do jantar...
– Mãe? – chamei após dar duas batidinhas na porta. Poucos segundos depois ela veio e abriu a porta.
– Oi filha. – disse sorrindo.
– Posso entrar? – questionei erguendo uma sobrancelha.
– Claro, vem cá. – respondeu me puxando para dentro e fechando a porta.
Olhei o quarto e me sentei na cama.
– E então, você quer conversar? – perguntou se sentando ao meu lado.
– Bom, eu vim para saber sobre sua conversa com o papai ontem à tarde. – respondi da maneira mais natural possível, e percebi que a deixei sem reação.
– O que você quer saber?
– Sobre o que vocês conversaram?
– Nada específico... Nada. – gaguejou obviamente mentindo. Como se eu não a conhecesse o suficiente para saber quando ela está mentindo!
– Nada né... – falei desconfiada.
– É, nada. – respondeu numa inocência fajuta.
Fiquei encarando seus olhos por alguns segundos. Seu olhar a entregava, era visível a culpa neles. Mas decidi ignorar...
– E então, quais são os planos para hoje? – questionei mudando de assunto.
– Que tal darmos uma voltinha no shopping? Almoçarmos lá...
– Não! Quer dizer, adorei a ideia de ir ao shopping, mas eu queria almoçar em casa...
– Ué, por quê?
– Porque... porque eu estou com saudade da comida da Vera! – inventei, tentando ao máximo ser convincente.
– Hmm, okay, vamos voltar para almoçar em casa. – afirmou desconfiada.
Soltei um ar que não sabia estar prendendo e sorri aliviada.
– Vou pegar minhas coisas. – disse antes de me levantar e partir para meu quarto.
–-
Horas depois, minha mãe e eu voltamos para casa, cheias de sacolas. Ao entrar pela porta da sala já pude sentir o cheiro da comida. Cheirei o ar para que aquele aroma maravilhoso invadisse minhas narinas, e fui direto para a cozinha. Lá estava Vera e Caio, ambos cozinhando.
– Olá Elisa! – cumprimentou Vera com um sorriso iluminando seu rosto.
– Oi. – rebati tentando disfarçar a satisfação que aquele cheiro estava me causando.
Olhei para Caio, que apontou para a pimenta sobre a pia e riu, e eu esbocei um sorriso malvado. Voltei meu olhar para a empregada, que já voltara a cozinhar. Assenti para Caio e me retirei.
Alguns minutos se passaram e logo já estávamos reunidos ao redor da mesa, meu pai na cabeceira e o resto em lugares aleatórios, por ordem de afinidade pessoal. A mesa estava farta, mas meus olhos estavam vidrados na salada de queijo de cabra, rúcula e uns outros ingredientes estranhos, que era a salada exclusiva da Fafá.
A noiva do meu pai falava animadamente, mas só sua voz já me dava nojo.
“Mal sabe o que te espera.” – pensei sorrindo maleficamente.
Com todos sentados, começamos a nos servir. Olhei para Caio e sorri, enquanto pegava um pouco de um dos pratos preparados. Assisti atentamente Fátima se servir de sua salada, olhando-a com gosto. Tudo parecia estar em câmera lenta: ela pegando o garfo, espetando as folhas da salada, levando à boca, e depois mastigando.
“3, 2, 1...”
– AI! TA ARDIDO! SOCORRO! – berrou soltando o garfo e soprando a língua.
De repente ela começou a ficar vermelha e a inchar, passando meu semblante de rindo para preocupado.
– Rodrigo, eu não consigo respirar... – murmurou levando a uma mão à garganta e outra ao peito.
– O que? Como assim? – perguntou meu pai assustado.
– E-eu sou alérgica a pimenta... Me leva para o hospital... – disse antes de desmaiar.
– Alguém liga para a ambulância! – bradou meu pai pegando-a no colo e levando-a para a sala.
Eu paralisei. Minha intenção não era tentar matá-la! E sim tirar uma com a cara dela, e mostrar para ela que eu quero jogar, e que não vai ser fácil para ela. Mas deu tudo errado! E como eu ia saber que a mulher é alérgica a pimenta! Foi tudo falta de sorte...
– Elisa? Elisa! – chamou Caio me chacoalhando – Você está bem?
– Sim, cadê a Fátima? – perguntei saindo do transe.
– A ambulância chegou, eles estão ali na sala!
Disparei para o cômodo lotado, e me deparei com a mulher sendo levada numa maca.
– Ela está bem? – questionei preocupada.
– ELA PARECE BEM?! – rebateu meu pai com raiva na voz – Se prepare mocinha, porque não vai ficar barato para você! – falou ameaçadoramente, me fuzilando com os olhos.
Meu pai partiu na ambulância junto com sua noiva, e nós ficamos em casa. Me sentei no sofá e fiquei encarando o nada, remoendo as palavras do meu pai.
“Ele está uma fera comigo!” – pensei ainda sem mudar minha expressão, ou ao menos piscar.
– Toma aqui Elisa, vai ficar tudo bem, okay? – indagou Vera me dando um copo de água com açúcar.
Peguei o copo e bebi lentamente, ainda encarando o nada à minha frente, refletindo no que havia acontecido ali...
–-
Horas se passaram, e minha aflição só aumentava. Até meu pai fazer a primeira ligação.
– Alô? – disse minha mãe atendendo o celular – Ela passa bem? Ah okay... Já podemos ir aí? Okay, estamos indo.
– E aí? – questionei aflita.
– Ela já passa bem, está num quarto e já pode receber visitas.
– Vamos para lá então?
– Vamos sim.
Peguei minhas coisas e Gerson nos levou até o hospital.
– Fátima Rocha? – perguntou minha mãe para uma atendente no balcão.
– É por ali. – respondeu a mulher apontando.
Passamos pela sala de espera e encontramos meu pai.
– Rodrigo?! Por que não está lá com ela? – perguntou minha mãe.
– Queria estar aqui quando vocês chegassem.
– Posso ir vê-la? – pediu.
– Claro, apenas um de cada vez, e eu preciso levar um papo com a Elisa. – afirmou meu pai.
– Okay, com licença. – disse minha mãe me olhando com pena e para meu pai com um olhar de “pega leve”, e partiu em direção aos quartos.
Engoli em seco e olhei para meu pai, o medo estampado em meu rosto.
– Elisa, senta aqui. – afirmou meu pai se sentando em um dos bancos da sala, e batendo a mão para que eu me sentasse ao seu lado – Ah Elisa... Eu não sei o que eu faço com você! – continuou quando me sentei.
– Eu não tive nada a ver com isso! – menti tentando me safar.
– Então a pimenta foi parar lá sozinha?! – questionou erguendo o tom de voz.
– Pode muito bem ter sido um erro da Vera, quem te garante que não? – retruquei tentando convencê-lo.
– Eu confio na Vera, e tenho certeza que não foi ela! – exclamou me olhando duramente – Você pode não ter posto com suas próprias mãos, mas que você tem dedo nessa história, você tem. – indagou com certeza do que dizia.
– Você não tem como provar! – rebati desafiadoramente.
– Provar...? Elisa, o que você acha que estamos fazendo aqui? Que eu vou te mandar para a prisão por ter aprontado uma com sua futura madrasta? Eu sei que você não gosta muito dela, mas é que suas peraltices chegaram longe demais... Eu só quero que você veja que toda ação tem uma consequência. – disse agora calmamente, aparentemente cansado.
“E olha que eu mal comecei.” – pensei analisando todos os meus planos para a semana.
Olhei nos olhos dele, e vi que ele suplicava para que eu confessasse. Okay, todo mundo sabe que eu tenho participação nisso. E apesar de não querer dar o braço a torcer, acho que depois do que aconteceu, o mínimo que devo fazer é isso. Eu sinceramente não sei o que está acontecendo comigo, mas eu estou virando uma bobona.
– Mas foi sem querer pai, eu juro. – digo depois de alguns segundos refletindo. E não era nenhuma mentira, eu não queria quase matá-la sufocada!
– A pimenta não pode ter ido lá por vontade própria Elisa... – respondeu ainda calmo, de maneira meio irônica.
– Eu só queria dar um susto nela, como eu ia saber que ela é alérgica a pimenta! – retruquei começando a perder a paciência.
– Eu sei que você não tinha planejado que isso acontecesse filha... Mas é algo que pode acontecer a qualquer um, então que sirva de lição para que você pense duas vezes antes de aprontar alguma... – disse me abraçando. Mal sabe ele, que isso não influenciou em nenhum outro plano meu! – Estou tão orgulhoso que você está crescendo, e aprendendo a assumir seus erros... – continuou acariciando minhas costas. – Mas isso não vai poder passar impune...
– O que?! Como assim?! – perguntei me afastando dele rapidamente, e arregalando os olhos.
– Você vai ficar de castigo. Não vai poder sair sem estar comigo ou com sua mãe, e nem ficar a sós com o Caio. – afirmou séria e calmamente.
– Mas pai...
– Não tem nada de, “mas pai” não, agora você vai ver a Fátima e vai embora, e vai ficar no quarto até segunda ordem. – indagou com autoridade, me fazendo bufar. Não me lembrava que meu pai é tão chato!
Foi quando minha mãe se aproximou.
– Hey, você já pode entrar Lisa. – disse apontando para a direção do quarto, e sorrindo fraco.
– Claro, estou indo. Volto já. – respondi pegando minha bolsa e me levantando.
Caminhei pelo corredor até achar o quarto. Entrei e vi Fáfá na cama. Quando ela me viu, torceu o nariz.
– O que você faz aqui pirralha? – perguntou hostilmente, se ajeitando na cama – Seu pai nem deveria te deixar entrar sozinha aqui comigo, porque você é uma ameaça à minha vida! – disse acusadoramente.
– Olha, eu vim em paz, tá legal? – rebati erguendo minhas mãos em gesto de redenção – Eu não fazia nem ideia que você é alérgica a pimenta! – exclamei incrédula.
– Você só quer me separar do seu pai... Mas eu sou uma mulher determinada, e você não vai me tirar do Rodrigo! Tá me entendendo? Não importa o que você faça, eu vou me casar com seu pai, custe o que custar.
– Você está certa, eu quero te separar do meu pai mesmo. Você não o merece. Mas eu pago para ver você casando com ele... Eu vou destruir esse casamento, nem que seja a última coisa que eu faça! – disse me apoiando nos ferros da cama, me inclinando em sua direção.
– É o que nós vamos ver. – respondeu aproximando seu rosto de mim.
Ri desafiadoramente e me afastei. Ouvi uma enfermeira entrar no quarto e me virei.
– Me desculpe senhorita, mas o horário de visita já acabou. – afirmou a mulher vestida de branco atrás de mim.
– Claro, já estava de saída. – respondi o mais docemente possível – Tchau Fáfá, espero que melhore. – me despedi com uma falsa simpatia, mas com um olhar ameaçador.
–-
Já em casa, no meu quarto (no qual vou ter que ficar trancada a maior parte do tempo), estava jogada em minha cama com a TV ligada, mas minha atenção estava voltada para meus planos para a semana. Até que ouvi um barulho de alguma coisa colidindo com minha janela.
– Elisa! – chamou uma voz masculina. Fui até a sacada e avistei Caio.
– Ah, oi Caio. – respondi me escorando no guarda-corpo.
– Você não está brava comigo não né? – perguntou quase em um sussurro.
– Não, afinal nenhum de nós teve culpa. – disse dando de ombros.
– E seu pai, ele ficou muito bravo? – questionou preocupado.
– Um pouco. – afirmei revirando os olhos – Mas eu estou de castigo, sem poder sair e te ver sem ele ou minha mãe por perto. – continuei e bufei.
– Minha mãe ficou meio brava sim, mas não chegou a tanto. – afirmou.
– Agora nós só vamos poder nos ver assim, escondido... – falei desanimada – Você tem celular? – perguntei sorrindo, tendo uma ideia.
– Sim, claro. – respondeu com obviedade na voz.
– Me passa amanhã no café da manhã, assim nós podemos conversar! – exclamei animadamente.
– Elisa, você está falando com alguém? – ouvi a voz do meu pai atrás da porta.
– Não pai, é a TV! – menti, um arrepio percorrendo minha espinha.
– Ah sim. – concordou acreditando – Boa noite filha!
– Boa noite pai! – respondi. Esperei até ouvir a porta do quarto dele fechar – É melhor eu ir, te vejo amanhã, não esquece de me dar o número do celular!
– Okay, boa noite Elisa!
– Boa noite... – respondi antes de fechar a porta da sacada.
Desliguei a TV e deitei na cama. Os pensamentos sobre tudo, mas principalmente sobre Caio, me atormentaram até eu finalmente pegar no sono, imaginando como seria o resto dessa semana.
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