Esnobando o Amor

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Notas iniciais
Hey, espero que gostem, boa leitura! E lembrando que comentários são bem-vindos, principalmente com CRÍTICAS CONSTRUTIVAS, pois procuro sempre melhorar! Enfim, vamos ao capítulo.

Meu nome é Elisa. Elisa Pacheco Facchini. Sou herdeira de uma fortuna que meus pais construíram. Morei um tempão em Los Angeles, mas agora estou de volta em São Paulo. Mudei? Sim, mudei muito. LA me mudou em vários sentidos, e foi lá que passei uma boa parte da infância, afinal fui para lá aos 8 anos e agora estou de volta aos 12, para o casamento do meu pai. Não com minha mãe, mas com umazinha lá que ele achou. Não concordo nada com isso, mas fazer o que né? Ainda acho que meus pais se amam, mas os dois são orgulhosos que só, aff. Mas que eu pretendo causar nesse casamento, ah eu pretendo sim!

Pobreza não é comigo, gosto de luxo. Eu nasci e cresci no luxo, e pretendo morrer no luxo. Ainda sou nova, mas estou à procura de uma pessoa rica para casar, afinal quanto mais dinheiro melhor. Então se for pobre, nem olhe para mim!

Agora veremos como serão meus dias aqui em São Paulo de novo, depois de 4 anos fora, o que será que a maior cidade do Brasil tem para mim? Espero que muita gente bonita, e rica é claro.

Eu sou o Caio. Caio da Silva Santos, nome de pobre né? Enfim, não ligo muito para dinheiro, afinal cresci no meio dele, mas não que eu seja rico, muito pelo contrário. Minha mãe é a empregada da família Facchini desde que eu nasci, e meu pai é o motorista deles. E eu nasci e cresci na edícula da mansão deles, onde meus pais e eu moramos. Com isso, pude observar que o dinheiro nem sempre traz felicidade. Pegando pelos meus patrões, ou melhor, meu patrão né. Ele fez burrada no passado e se divorciou da mulher, e agora vai se casar com uma mulher lá que ele arrumou. Não que ele esteja feliz, em minha opinião ele nunca deixou de amar sua ex-mulher. Mas a namorada dele fica pressionando, e eu acho que ele acabou cedendo. Acho não, é claro que ele acabou cedendo.

Mas tem uma coisa boa com tudo isso, a filha dele, a Elisa, está voltando para Sampa pro casamento do Sr. Facchini, e eu mal posso esperar para vê-la. Nós éramos os melhores amigos do mundo, antes de ela se mudar para Los Angeles, quando seus pais se separaram. Eu espero que ela se lembre de mim, e que nossa amizade volte com tudo! Eu tenho 13 anos no momento, e ela 12. Deve estar linda, como sempre foi.

Sobre mim, não tem muito que dizer. Moro aqui na edícula do Facchini, ajudo minha mãe com alguma coisa ou outra. Meu sonho, é claro, é sair daqui, e tirar meus pais daqui também. Eu gosto de morar onde moro e tudo mais, só que eu quero ter um futuro melhor, e dar uma boa terceira idade a meus pais.

Mas afinal, será que eu vou conseguir? E como será o retorno da Elisa, e o badalado casamento do Facchini? Será que teremos surpresas por ae?

Rodrigo Facchini, dono de uma rede de supermercados aqui em São Paulo. Pai de Elisa Pacheco Facchini, divorciado, mas estou prestes a casar com uma mulher, quase uma moça, bem mais nova que eu, que conheci há 4 anos atrás. Não estou muito a fim de fazer isso, mas ela fica me pressionando, e eu não posso desperdiçar uma gata daquelas, mesmo sabendo que ela quer mesmo é o meu dinheiro. Mas eu sou mais esperto, e vou casar com separação total de bens, para ela não ter direito a nem 1% do que é meu. Não sou mal, só sou prevenido, e não sou besta também. A Vera, minha empregada, já está enlouquecendo atrás de preparar a festa, está sobrando tudo para ela. Nem para isso, a inútil da minha futura esposa serve. Mas o bom de tudo isso, é que vou rever minha filha, depois de anos sem vê-la. Ela se mudou para Los Angeles com a mãe dela quando nos divorciamos, e tem vivido lá por 4 anos. Nós só nos falamos por telefone durante todo esse tempo, e eu estou ansioso para reencontrá-la. Confesso que também estou ansioso para reencontrar minha ex-esposa, afinal eu não a esqueci totalmente, e me arrependo todos os dias desde que nos divorciamos... Mas vai que ela me faz mudar de ideia sobre esse casamento...?

Cristina Pacheco Fac- Pacheco. Já faz 4 anos que sou divorciada e ainda não me acostumei a usar meu nome de solteira. Mãe da Elisa Pacheco Facchini, que tem 12 anos, moramos juntas em Los Angeles desde que me divorciei. Levamos uma boa vida, eu sou uma publicitária bem-sucedida aqui nos EUA, afinal propagandas é o que não falta em LA. Posso dizer que sou feliz, minha filha é linda e muito inteligente, sem contar que é ambiciosa, e eu gosto disso, acho que ajuda muito a atingir metas. Só tenho medo que toda essa ambição, faça mal a ela...

Sobre a mina vida amorosa, é mais parada do que uma estátua. Minha filha até me encoraja às vezes a sair e me divertir, ter encontros, conhecer gente nova... Mas a questão é, eu não me sinto preparada. Ela diz que eu fico presa ao passado, ao meu casamento arruinado, e o pior é que ela está certa. Meu ex-marido, o Rodrigo, fez uma baita cachorrada comigo, mas apesar disso eu ainda... não o esqueci. Pois é, eu ainda o amo, ou sou só apegada a ele, sei lá. Mas eu não tenho nem chance mais, ele vai se casar com uma criatura lá, e Elisa e eu fomos convidadas. Eu só vou porque preciso ver com meus próprios olhos, na tentativa de conseguir seguir em frente. Ele conseguiu, então por que eu não conseguiria?

Estamos partindo para São Paulo para irmos nesse tal casamento, que é semana que vem. Será que ele vai mesmo fazer isso, e será que eu conseguirei assistir a isso? Ou será que eu acordarei para a vida e seguirei em frente?

Sou Vera da Silva Santos, a empregada dos Facchini, ou melhor, do Sr. Facchini, desde que sua esposa foi embora. Meu marido é o motorista, e nós moramos juntos de nosso filho na edícula da mansão de nossos patrões. Não posso reclamar do emprego, é tudo ótimo, além de termos uma moradia, o salário e bom e as condições também são. E, além disso, acho que é uma grande lição para Caio, meu filho. Ele pode observar que o dinheiro nem sempre traz felicidade. Ele observa meu patrão: super rico, mas infeliz, pois sua esposa o deixou depois que ele cometeu um deslize terrível. Ele ainda a ama, eu sei disso, mas duvido que a Cristina vá perdoá-lo. Ainda mais agora, que ele está para se casar com uma moça que arrumou por ai, e eu estou sinceramente assustada, porque nem para ajudar a planejar e arrumar a própria festa, a mulherzinha não serve! Está sobrando tudo para mim, mesmo que contratamos uma cerimonialista, sempre deve haver um representante do casal para ajudá-la a tomar as decisões. E quem é essa representante? Exatamente, eu. Estou quase ficando louca com esse casamento! Mas como tudo tem seu lado bom, nesse caso é que a Elisa, a filha dos Facchini, está vindo junto com sua mãe para cá em São Paulo, pois ambas foram convidadas para o casamento. Estou louca de saudades daquela menininha, mal posso esperar para revê-la, ela deve estar maravilhosa, como sempre foi. E quero rever a Cristina é claro, que sempre me tratou extremamente bem e sempre foi além de minha patroa, minha amiga. E eu realmente estou torcendo para que esse casamento abra os olhos da Cris, e que ela veja que está perdendo o homem que ama... ou eu acho que ainda ama.

Meu nome é Gerson Santos, e eu sou o motorista do Sr. Facchini. Costumava ser “dos” Facchini, mas Cristina, a mulher do meu patrão, foi embora há 4 anos e levou a filha deles, a Elisa. Eu sinto que meu patrão não é muito feliz desde aquele dia, mas tem que fingir que é, principalmente para sua mais nova noiva. Os dois vão se casar daqui uma semana, e minha esposa, que é a empregada na casa dele, está como louca para cima e para baixo com a cerimonialista, preparando tudo para a cerimônia. Vai ser algo bombástico, e acho que teremos altas surpresas nessa festa... Principalmente porque sua ex-esposa está vindo junto com a filha para o casamento, e algo me diz que essa mulher talvez o faça mudar de ideia... Afinal, ele ainda a ama, disso eu tenho certeza, agora só resta saber se ela o ama, e se vai perdoá-lo... Eu sinceramente espero que esses dois se acertem, porque eu prefiro mil vezes a Cristina a essa daí que meu patrão arrumou para casar, eu hein.

Fátima Rocha, mais conhecida como Fáfá. Desde que entrei na vida de Rodrigo Facchini, há 4 anos atrás, minha vida tem sido um mar de rosas. Apesar de (ainda) não estarmos casados, ele sempre me leva nos melhores restaurantes, nas melhores festas e é claro, nos melhores motéis. Quando não isso tudo acontece na casa dele mesmo, que não é uma casa qualquer, é uma mansão. Eu adoro isso tudo, esse luxo todo, eu nasci para isso.

Graças à minha beleza natural, consegui fisgar o homem de tal forma, que nós vamos nos casar semana que vem. Estou muito animada, pois finalmente vou realizar o sonho de ser rica. Terei um sobrenome famoso e morarei numa mansão, quero mais o que? Sem contar que o Rodrigo não é dos mais feios, se é que me entendem... Ele é coroa, mas é um gato mesmo assim. Ou é o dinheiro que o embeleza, sei lá. Ainda tem mais uma parte boa nesse casamento, e é que a empregada otária do meu futuro maridinho está se virando com os preparativos. Afinal, empregados servem para isso né? Mas tem algo que me preocupa seriamente. É que a ex-mulherzinha do meu homem está vindo com a pirralha filha deles para o casamento, e eu tenho uma leve impressão que ele ainda a ama. Logo que eles se divorciaram, ele chamava pelo nome dela quando estávamos na cama. Eu sempre ignorei, já estou acostumada com os bofes errarem meu nome na cama. Mas esse bofe é diferente de todos, porque vai ser ele que vai me dar um futuro digno. Agora essazinha que vem destruir minha vida, que ela vai ver só uma coisa...