Notas iniciais
Assim como na primeira parte, decidi fazer a apresentação de cada personagem. Espero que gostem!

Como vocês já devem saber, meu nome é Elisa Pacheco Facchini, e atualmente estou com 13 anos. Depois de tudo aquilo no casamento do meu pai e desses 18 meses em Nova York, finalmente minha mãe e eu estamos nos mudando para o Brasil novamente. Se eu estou ansiosa? Com certeza! Apesar de preferir mil vezes Nova York do que São Paulo, tenho vários planos para essa minha estadia definitiva no Brasil.

Se meus pais pensam que desisti deles, estão muito enganados. Eu sei que vai dar certo dessa vez, tem que dar! 1 ano e meio depois, eles já devem ter esquecido de toda aquela baboseira, e sem contar que estão ambos solteiros, não tem nada para dar errado!

Por outro lado, a coisa que mais me preocupa, é o meu reencontro com Caio. Eu sei que errei com ele, mas eu não posso admitir que ele mexeu um pouco comigo. Okay, talvez muito. Mas de todo jeito, nós não combinamos, e não há a mínima chance de darmos certo algum dia... Sem contar que ele deve me odiar, então tudo o que me resta é esquecê-lo de uma vez, e partir para outra. Afinal, eu mereço um cara rico, e é no que vou focar nesse tempo no Brasil, que parece indeterminado.

Listinha de prioridades: juntar meus pais e arrumar um namorado rico.

Caio da Silva Santos, assim como vocês já sabem. Bom, não tenho nada para contar de bom. Minha vida é uma droga, nessa mesma rotina todos os dias. Desde o quase casamento, a casa ficou vazia, sem vida. Vejo poucas vezes o Sr. Rodrigo, e quando o vejo ele só sabe falar na Elisa. Ah, essa garota... Se eu pudesse, eu a arrancava da minha cabeça à força. Nunca consegui esquecê-la, nem por um minuto, nem por um segundo. O problema é que eu não sei se a amo, ou se a odeio. Por um lado, eu a odeio por me iludir, por me fazer pensar que daríamos certo, e depois simplesmente partir, e, por outro lado, eu a amo não sei porquê, acho que porque eu nasci para ser trouxa, mesmo.

O que espero da vinda das duas para São Paulo? Nada de bom. Estava torcendo para nunca mais ver Elisa na vida, mas pelo andar da carruagem, não vai ter jeito. Se já está difícil esquecê-la com ela morando a quilômetros de distância, em outro país, imagina como será quando ela se mudar para cá, para a mesma cidade que eu, ou até a mesma casa?

Mas minhas prioridades agora são outras. Estou focado nos estudos, porque preciso passar no chamado Vestibulinho da melhor escola pública da cidade, e para isso tenho que estudar muuuito, pois é muito concorrido. Porém, com a mudança de Elisa para cá, não sei se vou conseguir ter o mesmo foco, afinal ela mexe muito comigo.

Meu nome é Rodrigo Facchini, divorciado, dono da rede de supermercados e blá blá blá. Aquele velho discurso que todo mundo conhece.

Minha vida tem sido a mesma desde que abandonei Fátima no altar. Acordo cedo, me arrumo, vou para o trabalho, às vezes tenho algum almoço de negócios, mas normalmente como em casa, passo o dia na empresa, chego em casa, dou 5 voltas no parque “correndo”, malho em minha mini academia, tomo banho, janto e durmo. Quase sempre saio no final de semana para beber, normalmente com Max, meu melhor amigo. 1 ano e 6 meses fazendo as mesmas coisas, repetidamente. Até que finalmente recebi uma boa notícia.

Minha ex-esposa, Cristina, e minha filha, Elisa, estão voltando para São Paulo! Ao que me parece, Cristina recebeu uma proposta irrecusável de emprego aqui no Brasil, e ambas estão se mudando, agora para ficar. Eu mal posso esperar para revê-las! Apesar de saber que minha ex não quer me ver nem pintado de ouro, eu estou morrendo de saudades. E sem contar que decidi aderir ao estilo de minha filha, e já temos um plano para que eu possa reconquistar sua mãe. Mas, por enquanto, vamos deixar em off.

Tenho mantido celibato desde todos os acontecimentos, porque acho que não estou pronto para me relacionar de novo. Agora que Cristina está vindo, eu ainda tenho esperanças de reatarmos, apesar de ter jurado a mim mesmo que não tentaria de novo. Contudo, há promessas que não podemos cumprir, e essa é uma delas. Dizem que quando se ama de verdade, não se desiste, certo? E é o que estou fazendo, não vou desistir enquanto ela pelo menos não me perdoar. E, com a ajuda da Elisa, acredito que dessa vez, as coisas finalmente vão se encaixar.

Me chamo Cristina Pacheco. Finalmente me acostumei com o nome de solteira, viva!!! Se acostumar com o nome é uma coisa, agora se acostumar com a vida, é outra. Apesar de que, depois de tudo isso, parece que estou melhor do que depois do divórcio. Não sei se é porque esse meu emprego ocupa mais o meu tempo, sem contar que Nova York é bem mais frenética que Los Angeles, ou se é porque superei... Mentira, superar eu não superei não. Mas sei lá, as coisas parecem mais fáceis em NY. Até que me aparece essa proposta de emprego.

No início, eu pensei seriamente em recusar. Não queria me mudar para São Paulo de novo, correndo o risco de reencontrar Rodrigo. Mas, essa é uma chance que provavelmente eu nunca mais vou ter, então prefiro olhar para isso por uma perspectiva profissional, e deixar meus sentimentos de lado. Mesmo sendo difícil...

Sem contar que eu estou prevendo que Elisa não vai sossegar, até me juntar com Rodrigo novamente. E evita-lo o máximo possível está no topo dos meus planos, porque não quero ser feita de trouxa novamente. Ele diz para minha filha que está solteiro, e não está se envolvendo com ninguém, mas eu duvido! Um homem como o Rodrigo, galinha, rico, lindo, quase a perfeição em pessoa, não está envolvido com ninguém?! Impossível! A única que tem uma vida amorosa mais parada que uma estátua, sou eu mesmo. Para vocês terem uma noção, o último encontro de verdade que eu tive, foi com o Max, nas vésperas do casamento do Rodrigo. Confesso que até flertaram comigo, tem esse rapaz do escritório que é um partido perfeito... Mas eu não quero isso agora. Talvez porque não esteja pronta, ou porque quero focar na minha carreira...

Agora que estou com tudo pronto para ir para o Brasil, a cada dia fico mais preocupada e ansiosa, afinal tenho muito medo do que me aguarda em São Paulo, tanto nas coisas novas, quanto nas velhas.

Notas finais
O que estão achando dessa segunda parte e quais são os palpites para o que ela nos reserva? Comentem!