Escute Seu Coração
30 Capítulo XXX
Os personagens de Saint Seiya pertencem ao tio Kurumada e é ele quem enche os bolsinhos. Todos os outros personagens são criações minhas, eu não ganho nenhum centavo com eles, mas morro de ciúmes.
ESCUTE SEU CORAÇÃO
Chiisana Hana
Beta-reader: Nina Neviani
Capítulo XXX
Tóquio.
Apartamento de Agatha.
Dourados e respectivas namoradas, além de Kanon, Milo e Camus, os seguradores de vela, jantam no apartamento de Agatha. Depois...
(Kanon) Então, pessoal, o jantar estava ótimo, mas nós três vamos dar uma saidinha. Não dá para ficar aqui segurando vela.
(Saga) Ah, certo. (pensando) Ainda bem.
(Kanon) Nos reencontramos aqui mesmo, Saga?
(Saga) É, aqui mesmo, mais tarde. Bem mais tarde.
(Kanon, para Saga, murmurando) Uma pergunta prática: onde vamos passar a noite?
(Saga, murmurando) Por que não cuida disso agora?
(Kanon) É, pode ser, posso ver uma pousada qualquer aí.
(Saga) Então vai logo e deixa a gente namorar em paz.
(Kanon) Ok. Então vamos.
(Camus) É bom mesmo. Vamos, Milo.
(Milo, meio distraído) Ah, sim... (olhando para Lily) Tchau.
(Lily, olhando rapidamente para ele) Tchau.
(Máscara) Esperem! Eu e Celina vamos com vocês.
(Milo) Vão?
(Celina) É.
(Agatha) Juízo, hein, Celina.
(Celina) Claro. Nem se preocupe.
Os cinco saem do apartamento e entram no elevador...
(Máscara) Aí, passa a chave do outro carro porque obviamente não vamos ficar com vocês.
(Milo, dando a chave a ele) Eu bem que imaginava.
Máscara da Morte e Celina vão para um lado, enquanto Milo, Kanon e Camus vão para outro.
No apartamento, Aldebaran e Violet namoram na varanda, Shura e Angélica ficam no sofá, enquanto Agatha e Saga vão para o quarto.
(Angélica, com a cabeça encostada no ombro de Shura) Ai, ainda bem que a chefa foi lá para dentro. Fico com vergonha de namorar na frente dela.
(Shura) Ela é como uma mãe para vocês, não é?
(Angélica) E como é. Todas nós passamos por muitas coisas... se não fosse a Agatha, não sei o que seria de nós.
(Shura) Ainda bem que ela a encontrou, senão não teríamos nos conhecido.
(Angélica) Ainda bem que ela encontrou a June senão não teríamos ido ao bendito casamento do seu amigo! Mas deixa isso para lá. Vamos falar de outras coisas. (enlaçando o pescoço dele com uma das mãos) Ou melhor, vamos fazer outras coisas.
(Shura, beijando-a) Agora, minha pequena.
Na varanda...
(Violet, sentada no colo de Aldebaran) Baixinho, baixinho, nem acredito que você está aqui!
(Aldebaran) Pode acreditar! Foi uma sorte ter vindo para o casamento do Mu. Nem sabíamos que ele ia casar, foi tudo de surpresa.
(Violet) Ah, sim! Surpresas são ótimas! Como está a cachorrinha?
(Aldebaran) Está ótima. E está louca para conhecer você.
(Violet) Vamos no Natal, graças a Deus! Quem sabe até a gente fique por lá. Acho que a Agatha não vai demorar para casar com o Saga.
(Aldebaran) Aí é melhor ainda! Vocês iam adorar o condomínio, lá tem tudo e é muito animado.
(Violet) E eu ia ficar perto de você, baixinho.
(Aldebaran, abraçando-a e beijando-a) Essa é a melhor parte.
No quarto...
(Saga) E então, viu como elas ficaram felizes? Podíamos ficar todos juntos se você se aceitasse logo o meu pedido de casamento.
(Agatha) Você sabe que eu ainda não posso.
(Saga) E por que não? Já sabemos que a menina não está morta, então não faz diferença ficar aqui ou em Atenas.
(Agatha) Eu sei... mas...
(Saga) Mas você está me enrolando.
(Agatha, irritada) Pense o que quiser.
(Saga) Não vim aqui para brigar com você, mas também não sou homem de esconder o que penso.
(Agatha) Nem eu sou mulher de fazer isso. Eu acho muito cedo para um decisão tão importante.
(Saga) Você está com medo, Agatha.
(Agatha) E se eu estiver?
(Saga) Eu quero convencê-la de que posso fazê-la feliz.
(Agatha) Eu sei que você pode. O problema é: eu posso te dar o mesmo?
(Saga) Não estou pedindo isso.
(Agatha) Saga, vamos parar com isso para não estragarmos de vez esse encontro?
(Saga) Ok. Vamos parar. Mas eu espero que se decida logo. Não temos mais idade para bancar os namoradinhos eternos.
Camus, Milo e Kanon reservam os quartos na pousada e depois seguem para um barzinho, onde beliscam petiscos .
(Kanon) Maldita a hora que eu quis vir, viu? Segurar vela é dose.
(Milo, emburrado) Pois é!
(Kanon) Você não ia pegar japas? Até agora não vi você paquerar ninguém.
(Milo) Estou cansado.
(Kanon) Hoje chove canivete. Milo, o pegador do Santuário, cansado! Nunca pensei que esse dia ia chegar.
(Milo) É. Chegou.
(Camus, rindo) Milagre acontece.
(Kanon, levantando-se da mesa) Estou vendo. Bom, vou ao banheiro.
(Camus, para Milo) Pela sua cara a conversa com a moça não foi nada boa.
(Milo) Ela nem liga para mim, tá bom? É a primeira mulher do mundo que não me dá bola.
(Camus) A irmã dela também não deu.
(Milo) É, e não me lembre disso.
(Camus) O que você pretende fazer?
(Milo) Voltar para a minha casa, pegar todas e nunca mais pensar nessa magricela.
(Camus) Falando assim parece fácil, mas não é.
(Milo) Vai ter que ser.
Enquanto isso, num motel...
(Máscara da Morte, com Celina deitada em seu colo) Então você vai para Atenas no Natal?
(Celina) É, vou. Agatha vai, consequentemente, terei que ir junto.
(Máscara) Hum... legal. Assim nos veremos de novo para repertimos o que fizemos hoje.
(Celina) Quem disse que eu vou querer repetir?
(Máscara) Claro que vai! Eu sou irresistível.
(Celina) Você é muito convencido, italiano.
(Máscara) É, eu sou.
(Celina) Bom, como eu não sei se vou querer repetir a dose no Natal, vamos repetir agora mesmo.
(Máscara) Assim que eu gosto.
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Rozan.
Manhã do dia seguinte.
Shiryu e Shunrei acordam cedo como de costume e começam a arrumar as coisas para a mudança.
(Shunrei) Não precisa colocar todas as roupas, Shi. Ponha só o essencial. Se levarmos tudo, quando viermos para cá vamos ter de trazer muita coisa.
(Shiryu) É. E o plano é vir muitas vezes.
(Shunrei) Isso mesmo. Então é melhor sermos práticos. Compraremos o que faltar lá em Tóquio mesmo.
(Shiryu) Isso. De qualquer forma, ainda temos muita coisa para arrumar na casa nova, não é? (batidas à porta) Pode entrar.
(Dohko) Bom dia, meninos.
(Shunrei e Shiryu) Bom dia, mestre.
(Dohko) Já estão arrumando as malas?
(Shunrei) É.
(Dohko) É tão estranho ver essa cena. Estranho, mas bom, porque vocês estão buscando uma vida melhor. E também estou feliz por você ter resolvido ajudar Saori. Ela precisa de você, ou melhor, de vocês dois mais do que podem imaginar.
(Shunrei) Nós sabemos, mestre.Mas e se ela realmente mudar para a Grécia?
(Shiryu) Se ela fizer isso, provavelmente vai querer que eu fique tomando conta dos negócios no Japão.
(Shunrei) Não lembra que ela disse que gostaria que fossem todos juntos para Atenas?
(Shiryu) Ah, sim. É mesmo.
(Dohko) Isso seria perfeito! Tomara que ela queira mesmo levar vocês para Atenas.
(Shunrei, rindo) Alguém aqui quer muito que a gente vá morar em Atenas, Shi.
(Shiryu, também rindo) É verdade. Por que será, hein?
(Dohko) Ah, não é segredo, meninos. Eu adoraria tê-los por perto. Mas então, estão animados com a mudança?
(Shunrei) Sim. Vamos ser muito felizes lá. Eu tenho certeza.
(Dohko) Eu também. Bom, vocês vão viajar a que horas?
(Shiryu) Ainda não temos certeza, talvez à tarde.
(Dohko) Shun e June vão agora depois do café, parece que ele quer estudar. Então eu estava pensando em irmos todos logo, passaríamos o dia juntos em Tóquio e lá eu me encontraria com os outros dourados e voltaríamos juntos para Atenas. O que acham?
(Shiryu) Acho que está bom assim. E você, Shu?
(Shunrei) Por mim tudo bem.
(Dohko) Então vou falar com os outros.
(Shunrei) E nós vamos terminar de arrumar as malas para então fazermos o café.
Mais tarde, depois do café.
Todos concordam em voltar para Tóquio e logo depois da refeição se preparam para descer a montanha. Já que são muitos, Saori cancela o plano anterior de voltar de helicóptero e solicita um avião para levá-los de volta a Tóquio. Assim, teriam que descer a montanha e ir até o aeroporto. Perto das onze da manhã, todos saem da casa prontos para começar a descida. Shiryu e Shunrei saem por último e param em frente à casa, observando-a emocionadamente.
(Shiryu, abraçando-a) Acho que já estou com saudade.
(Shunrei) É. Foram muito especiais os anos que vivemos aqui. Mas as coisas mudam, não é mesmo?
(Shiryu) Ainda dá tempo de desistir.
(Shunrei) Não vamos desistir. Eu só fico pensando em quem vai cuidar da horta, das flores, dos esquilinhos... (suspirando) Mas precisamos ir.
(Dohko se aproximando dos dois e abraçando-os) Não se preocupem com a casa. Vai ficar tudo bem.
(Shiryu) Sim. Posso trancar a porta?
(Shunrei, firme) Pode.
(Shiryu, olhando-a nos olhos, fechando a porta) Vamos descer.
(Shunrei) Sim, vamos.
O grupo desce a montanha. No aereporto, todos se acomodam no avião. Shunrei olha pela janela com ansiedade.
(Saori) Podemos ir?
(Shunrei) Ainda não. Falta uma pessoa.
(Saori, intrigada) Como assim? Já estamos todos aqui.
(Shunrei) Sim, ainda falta. Ela já deve estar chegando.
(Saori) Bom, se você diz...
(Shunrei) Pode confiar.
Pouco tempo depois a namorada de Tatsumi aparece carregando uma malinha.
(Ying Ying, para Shunrei) Estou pronta, senhora.
(Shunrei) Ah, sim! Agora podemos ir. Era ela quem faltava chegar!
(Tatsumi, surpreso e feliz) E-ela v-vai c-conosco?
(Shunrei) É. Ela vai me ajudar a cuidar da casa nova porque ela é muito grande para eu cuidar sozinha. Seja bem-vinda, dona Ying Ying.
Ying Ying sorri encabulada e senta-se ao lado de Tatsumi. Discretamente, o mordomo segura a mão da namorada, que sorri timidamente.
(Ikki, rindo) Aê, Tatsumala! Vai ter que casar!
(Pandora) Pára de encabular o mordomo, Ikki!
(Ikki) Quem diria que o Tatsumala arrumaria namorada, hein?
(Pandora) Já está bom, Ikki...
(Ikki) Ok. Já parei.
Saori observa a cena e se alegra intimamente com a felicidade do mordomo. Shiryu e Shunrei olham-se com cumplicidade.
(Shiryu) Eu sabia que era ela.
(Shunrei) É. Não é ótimo? Eu ia mesmo precisar de alguém para me ajudar, por que não a dona Ying Ying? Assim ela fica perto do Tatsumi.
(Shiryu) Você tem vocação para cupido, florzinha.
(Shunrei, encostando a cabeça no ombro de Shiryu) Gosto de ver as pessoas felizes.
(Saori) Bom, já que estamos todos embarcados, vou avisar ao piloto que já podemos partir.
Saori vai até a cabine no piloto. Depois retorna para sua poltrona e aperta o cinto. A viagem é tranquila. Quando o avião pousa em Tóquio, ainda do aeroporto, June liga para a casa de Agatha, mas ninguém atende. Num clube da cidade...
(Agatha sentada numa mesa próxima à piscina) Foi uma boa idéia esse passeio, Saga.
(Saga) Eu sei. Ainda está com raiva?
(Agatha) Não. Está tudo bem.
(Saga) Certo. Vamos para a piscina?
(Agatha, tirando o short que usava sobre o biquini) Sim.
Ela e Saga entram na piscina. Violet e Aldebaran fazem menção de seguir os dois, mas a moça pára e volta à mesa.
(Violet)Lily! Não vai entrar conosco?
(Lily) Não, Vi. Vou ficar aqui quietinha.
(Violet) Ah, nada disso! Vamos nos divertir!
(Lily) Não... deixa eu ficar aqui.
(Violet, sentando ao lado de Lily) Qual é o problema?
(Lily, sussurando) Não quero ficar de biquíni...
(Violet) Que bobagem! Vamos!
(Lily) Não é bobagem... vai lá com seu namorado, vai. Eu prefiro ficar aqui.
(Violet) Está bem, sua boba. Depois conversamos sobre isso. (para Aldebaran) Vamos, baixinho!
(Aldebaran) Vamos. Vi, eu vou pedir para a prima do meu criado arrumar uns biquinis brasileiros pra você, Vi.
(Violet) O que tem de errado com meu biquini?
(Aldebaran) Nada... só que ele é imenso...
(Violet) Você acha? Foi um dos menores que eu encontrei.
(Aldebaran, controlando o riso) Comparado com o da sua treinadora até que ele é pequeno mesmo...
(Violet) Eu quero só ver como são esses tais biquinis brasileiros.
(Aldebaran) Vai ver. E vai gostar!
Na borda da piscina, Shura e Angélica conversam.
(Angélica) Ai, ai... lá vou desmanchar minha escova. Tanto trabalho pra ficar com o cabelo liso.
(Shura, mergulhando na piscina) Relaxa. Eu não vou nem me importar.
(Angélica, mergulhando também) É, né? Se não tem jeito, vamos lá!
(Shura) Aí, já molhou tudo e está lindo.
(Angélica) Espera pra ver quando secar... vou ficar sem namorado.
(Shura) Vai nada. Eu adoro você de qualquer jeito.
(Angélica) É bom se preparar psicologicamente para ver meu cabelo sem escova.
(Shura) Juro que não vou me importar.
(Angélica) Tá, vou acreditar nisso.
(Shura) Ah, vocês está usando a corrente que mandei.
(Angélica) É. Só tiro para treinar.
(Shura) Fico feliz que tenha gostado do presente.
(Angélica) Eu adorei.
Milo e Camus também se levantam da mesa e se preparam para entrar na piscina. Antes, Milo se volta para Lily.
(Milo) Não vai?
(Lily) Não.
(Milo) Tem certeza?
(Lily) Tenho sim, obrigada.
(Milo, um pouco chateado) Tá. Vamos, Camus.
(Camus) Vamos.
(Milo, andando até a borda da piscina) Essa magricela é dura na queda. Que saco!
(Camus) Ela é tímida.
(Milo) É uma chata, isso sim. (esticando os braços) Vamos às japas! Isso aí, muitas japas! São bonitinhas, né? Meio branquelas demais, mas bonitas. Gostei.
(Camus, sussurrando) São bonitas, mas você está caindo de amores por aquela americana sentada ali atrás.
(Milo) Estou nada. Eu sou insensível. Eu sou pegador.
(Camus) Você é um idiota.
(Milo) Qual é a sua, Camus?
(Camus) Você está tentando enganar a si mesmo. Não vai adiantar, meu amigo.
(Milo, pulando na piscina) Eu vou pegar japas!
(Camus, também pulando na piscina) Quero só ver!
S — — — — A- — — — I — — — — N — — — — T -- S — — — — E — — — — I — — — — Y — — — — A
Aeroporto de Tóquio.
Em carros da Fundação, todos seguem para a casa nova de Shiryu e Shunrei.
(Dohko, num carro com Shiryu, Shunrei e Saori) É, a mudança de vocês virou um evento!
(Shiryu) Isso que dá ter muitos irmãos.
(Shunrei) Ah, mas isso é ótimo! Fica tudo mais animado. Além disso, o bebê terá muitos tios!
(Dohko) Ai, ai, esse grãozinho é tão amado. Já começaram a aprontar as coisinhas dele?
(Shiryu) Sim. Compramos algumas coisas, mas ainda não começamos a arrumar o quartinho dele.
(Shunrei) De qualquer forma, no comecinho ele vai ter que ficar no quarto conosco. Mestre, o nosso quarto ficou tão lindo! Como tínhamos pouco tempo, demos prioridade ao quarto e à cozinha..
(Dohko) Imagino uma cozinha com tudo que há de mais moderno para nossa cozinheira se divertir!
(Shunrei, com os olhos brilhando) Sim!! Nossa! Eu adorei minha cozinha! Tenho que confessar.
(Shiryu, para o motorista) Dobre à esquerda, por favor. (para Dohko) Esta é a rua da nossa casa. Bonita, não?
(Dohko) Muito. Bem arborizada e cheia de mansões. Aliás, a mansão Kido fica perto daqui, não é?
(Shiryu) Sim. É lá adiante. Da nossa casa para lá são uns quinze minutos de caminhada. Chegamos.
O carro pára em frente ao portão de ferro pintado de azul-cobalto. Os dois carros que o seguiam também param. Shiryu e Shunrei saem do carro e abrem o portão juntos.
(Shiryu e Shunrei) Bem-vindos à nossa casa!
(Seiya) Uau! Que mansãooo!
(Shina) Realmente é uma bela casa.
(Ikki) É mesmo. Eu estava com eles quando compraram.
(Pandora) Está vendo? Uma casa só deles! Isso é o que nós deviamos ter. Você já fala que é meu marido, o que é um milagre, mas devia reconsiderar a possibilidade de morarmos num lugar só nosso.
(Ikki) Ih, já começou... pra quê que eu fui falar que era seu marido??
(Shiryu) Vamos entrar, por favor. Ainda não está totalmente arrumada, mas venham conhecer nosso novo cantinho.
(June) Cantinho é ironia, né? É uma mansão.
Todos seguem Shiryu e Shunrei até a porta de entrada da casa branca. Shiryu abre a porta.
(Shiryu, pegando Shunrei no colo) Vamos fazer a entrada direito!
(Shunrei, rindo) Ah!
(Shiryu) Bem-vinda à sua nova casa, florzinha.
(Shunrei) Você também, Shi.
Os dois trocam um beijo discreto sob os olhares dos demais.
(Shiryu, colocando-a no chão) Entrem, por favor.
Todos entram na casa. Na sala, algumas caixas ainda fechadas, os sofás brancos ainda embalados em plástico, o tapete enrolado e posto num canto, alguns quadros encostados na parede, aguardando a hora de serem pendurados.
(Shunrei) Deixamos a sala por último, pessoal. Por isso ainda está assim. Então vamos ver o que já está pronto, não é?
(Shiryu, abrindo a porta que leva à cozinha) Essa é a área preferida da dona da casa!
(Saori) Ah, que gracinha! Azulejo com frutinhas!
(Shunrei) Já estava na casa. Não mexemos nisso. Nem teríamos tempo.
A cozinha é ampla e tem uma grande bancada de serviço. A parede tem azulejos até o teto, mas somente uma faixa deles, a que fica pouco acima da bancada, tem as frutinhas a que Saori se referira. Uma mesa retangular está disposta no centro do cômodo. Muitas caixas ainda estão fechadas, assim como na sala.
(Shiryu) Agora vamos ver lá em cima.
No andar superior, o casal mostra o quarto, já mais ou menos arrumado. O papel de parede bege e o piso de tacos dão um ar de aconchego ao cômodo. Os móveis são brancos e o tapete lilás foi colocado sob a cama. Na parede, um grande painel com a foto do casal no dia do casamento.
(Shiryu) Esse é nosso quarto, e o quarto vizinho será o do bebê, mas ainda não tem nada lá.
(Shunrei) É. Ainda vamos arrumar tudo para o grãozinho.
(Shiryu) Isso. Bom, pessoal, essa é a nossa casa! Depois vou fazer a horta lá no quintal, plantar algumas árvores... temos muitos planos para essa casa. Mas então, agora que já viram a casa gostaríamos de convidar todos para um almoço.
(Shunrei) Não aqui em casa, claro! Vamos para um restaurante. Que tal?
(Seiya) Demorou! Vamos nessa!
(Shun) Vamos, sim! Eu ia estudar, mas essa é uma ocasião para se comemorar! Fico muito feliz por virem morar perto de nós!
(Shunrei) Nós também, Shun!
Enquanto isso, no clube...
(Saga) Pessoal! Hora de almoçar! Vamos lá, né? Vamos ficar aqui no restaurante do clube mesmo. Agatha disse que é ótimo.
(Milo, saindo da piscina, para Camus) Viu? Beijei uma japa!
(Camus) Não era chinesa?
(Milo) E daí? É tudo igual.
(Camus) Vá dizer isso a um deles! Mas agora, o que sente?
(Milo) Sinto? Sinto nada, ué. Beijei e pronto.
(Camus) A Lily viu você beijando a chinesa.
(Milo) E daí? Ela não liga mesmo. E vamos almoçar que é melhor.
Os dois grupos almoçam separadamente. Ao cair da tarde, Shun, June, Ikki e Pandora voltam para casa, enquanto os demais vão levar Shaka e Dohko ao aeroporto. Lá, encontram os outros dourados.
(Saga, surpreso, cumprimentando Dohko) Mestre! Achei que só nos veríamos em Atenas!
(Dohko) Eu também, mas os planos mudaram!
(Saga) Claro, claro!
(Dohko) Como foi o breve passeio por Tóquio?
(Saga) Excelente. Mestre, esta a minha namorada, Agatha. O senhor já a viu em Rozan, mas agora estou apresentando-a oficialmente como a futura senhora Livieratos.
(Dohko) Sim, sim, já nos conhecemos. Tomara que se casem logo. Casar é muito bom!
Dohko sorri e se afasta deles para que se despeçam.
(Shiryu, aproximando-se de Dohko e abraçando-o) Até logo, mestre.
(Dohko) Até, filho. Creio que virei fazer uma visita mais tarde para ver como anda o grãozinho.
(Shunrei, abraçando os dois) Vamos adorar, mestre.
(Seika, abraçada a Shaka) Lá se vai meu namorado de novo. É tão ruim essa distância.
(Shaka) Eu sei, Seika... mas isso não vai demorar muito tempo.
(Seika) Ah, não?
(Shaka) Não... vamos ficar juntos mais rápido do que você espera.
(Seika) O que está planejando?
(Shaka) Você vai ver. Agora tenho de ir. (beijando-a) Vou sentir sua falta.
(Seika) Eu também...
Os dourados despedem-se das namoradas e dos amigos. Pouco depois, embarcam para Atenas. Seiya, Shina e Seika vão para casa. Agatha e as meninas fazem o mesmo. Ying Ying vai com Shiryu e Shunrei para a casa nova, e Tatsumi segue com Saori para a mansão Kido.
(Saori) Então, Tatsumi, feliz por ter sua namorada morando perto de você?
(Tatsumi, embaraçado) Muito.
(Saori) Não precisa ficar com vergonha de falar essas coisas comigo. Estou feliz por você.
(Tatsumi) Obrigado, senhorita.
(Saori) Eu não gostaria de dizer isso, mas acho que está chegando a hora de você ter um lugar só seu. Vai querer levar sua namorada naquele quarto dos fundos?
(Tatsumi, envergonhado) Eu não me importo, senhorita.
(Saori) Mas eu me importo. Eu sei que meu avô tinha muitos imóveis nas proximidades da mansão. Amanhã vamos escolher um deles para você, Tatsumi.
(Tatsumi, emocionado) Senhorita, não precisa...
(Saori, rindo) Eu já decidi.
Continua...
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