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26 De silêncio a sussurro


De cabeça para baixo, as pernas sendo a única coisa que o impediam de cair ao chão de cabeça, o garoto contava todos os números que conseguia sentindo o sangue fluir todo para a própria cabeça.

Conseguia ver, dali de onde estava, uma habena abandonada no chão do parque.

Não sabia porque aquilo estava ali ou o porque sabia daquela palavra para começo de conversa. Era quase como se tivessem acabado de sussurrá-la em seu ouvido pouco antes de sequer notar o objeto no chão.

Sua contagem mental se perdeu um pouco ao pensar nisso, fazendo-o inventar o número que achava que estava antes de começar a sentir os olhos começarem a fechar. Deu impulso para cima, agarrando a barra de ferro com as duas mãos e fazendo uma pequena manobra para ir ao chão com a graça de um ginasta.

Foi embora do parque sem pensar muito no que o sussurrava algumas palavras que nunca tinha ouvido antes e muito menos sem ver a pequena entidade que o fazia.

A entidade o olhou partir, dando uma pirueta em volta da barra que antes o garoto se encontrava antes de sair em direção a outra pessoa para sussurrar novas palavras.

Notas finais
Habena: rédea de cavalo.
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