Silêncio, tudo que escuro é nada. Só o silêncio da noite.

Cadê todos? Dizia para mim, com a voz em um alto e bom tom, chegando até ter um eco.

No meio da escuridão, escuto algo, parecia água caindo encontrando-se no andar de baixo. Ao descer as escadas, dentro de imi uma mistura de emoções: elforia, angustia, raiva... Eram tantas que me consumi. Ao descer as escadas, meus olhos turvos se direcionaram para o banheiro que mesmo com a pouca visão que tinha, consegui distinguie ver uma garota.

Quem é ela? E o que faz aqui? Em uma escuridão e um silêncio mortal penetrante. E naquele tempo angustiante pelo espelho, rapidamente a garota me viu e eu à vi. Nossos olhos encontraram-se e o suor do pânico que caía do meu rosto, ao chegar no pescoço congelava.

Eu como ela não conseguiamos tirar os olhos um do outro, mesmo com a visão falha, algo me dizia para aproximar-se dela e ao mesmo tempo impedia-me. Desci as escadas sem tirar os olhos dela e nesses segundo ela voltou para o que fazia. Olhar a água escorrer pela pia.

E enqunto me aproximava dela. Acordei!

Atorduado, recobrei a consciência de um sono profundo. Tentava lembrar o que tinha sonhado, mas nada vinha, nem uma lembrança, nem uma fagulha do que tinha imaginado. Nada.

Passa meses, anos e agora sou um homem. tenho 24 anos. aquilo que tinha que lembrar, não necessitava mais.

***

Era seta-feira, um sol irradiante queimava tudo bem rápido. Nesse dia fiquei em casa, não fui para a faculdade, não fui trabalhar, só decide dormir. Algo tão rápido quanto a água quente do meu chuveiro elétrico.

***

Tudo estava escuro, só uma ventania que vinha de algum lugar que não sabia e no meio do nada ela aparece, no meio do escuro, uma garota, a mesma garota que há 8 anos atrás me visitou.Como sabia daquilo? Como já a tinha visto? Mas tudo veio como uma centelha no meio do negro e a chama da lembrança apareceu no meio do nada.

Ela era linda. Seu cabelo preto liso, sua pele pálida, mas com um brilhar fraca e seus olhos que realçavam sua beleza tão marcante e brilhante. Olhos castanhos caramelados. O seu corpo era coberto por um longo vestido preto e ao aproximar-se dela pude notar que era rendado.

- Você está com medo?

Foi ela uqe quebrou o silêncio, sua voz era doce e gentil, quase hipnotizante.

- Não. — Responde, mesmo sendo verdade — Por que estamos aqui?Você é fruto da minha imaginação?

Ela riu e então disse:

- Nada é imaginário, tudo é verdade, aquilo que vê, isso sim é mentira.

- Mas como...

Sendo a minha vez, acordei.

Meu celular tocava sem parar, até cair no chão. Peguei e atende, olhando para a janela em frente a minha cama. Caia uma chuva, deixando o vidro embaçado, mas dessa vez, quando acordei tudo estva fresco em minha memória. Eu lembrava de tudo.

Depois de um tempo comecei a ter uma grande amizade pela moça, seu nome era Ishtar, mas era toda noite que falava com ela. Loucura? Talvez, mas para mim não era.

***

- Ishtar, por que só nos vemos a noite, melhor dizer, quando durmo?

- Sabia que iria perguntar... Um dia.

Olhei para ela, a mesma retribuiu com um olhar de ternura e levantou-se, primeiro fez sinal de silêncio e depois pôs as mãos não costas tentando abrir o zíper do vestido. e no meio daquele curioso casoum volume aparentava sair das costas de Ishtar. Um parde asas brancas.

- Não tenha medo, só são asas, mas eu tinha que contar a você. Cedo ou tarde. Eu sou um ser mais evoluído que você, na verdade não entendera...

Levantei-me e fui para o seu lado, segurando na sua mão que era fria, macia e delicada.

- Não estou surpreso, na verdade um pouco curioso, pois pensei que ficaria nua a minha frente. — Disse fazendo-a rir — Ao seu lado não tenho medo.

A olhei como há 8 anos atrás, como na primeira vez que nos vemos e rapidamente nos abraçamos, um abraço taõ forte e tão sincero. Um vento frio passava, marcando minha pele com arrepios e alguns tremores, mas ela me aconchegou em suas asas. E olhando fixamente um para o outro, nos beijamos. Seus lábios era doce e suas mãos passaram pelo meu cabelo, as minhas pela sua cintura, e suas asa nos encolveu fortemente.

Após aquele dia algo estranho aconteceu e uma frte atração me impulsionava a querer vê-la todo dia, parecia obcessão, algo estranho.

***

Já era domingo, o último domingo do mês e tinha decidido ficar com Ishtar. Não sabia como, mas tentaria o que fosse preciso para ficarmos juntos.

Nem me levantei da cama e continuei dormindo, só para vê-la novamente, poder toca-la, como se fosse a últia vez.

- Ishtar que bom te ver!

Sorri e pos um milesimo de segundo apareceu um buquê de flores brancas e vermelhas na minha mão. Tão brilhantes e belas.

- Obrigada, muita gentileza da sua parte.- Ela sentiu seu cheiro, sem tirar os olhos de mim. — Precisamos conversar, eu tenho algo a...

Mas antes que ela dissesse algo, entre as sombras apareceu uma criança de asas brancas. A pobre criança nos olhou e depois direcionou para Ishtar com um olhar de desprezo e antes que eu pudesse falar algo a criança se tornara um ser malefíco, um híbrido. Metade homem, metade cobra.

Não suas mãos trazia um arco e flexa direcionado para Ishtar.

- Morra! SEr desprezível. — Rosnou ele.

Por um impulso atirei-me na frente dela, a flexa percorrera seu trajeto, mas acertando outra pessoa. dessa vez não acordei, continuei ali, inerte, sentindo o coração bater e tudo fiacr em câmera lenta e minha voz sair:

- Te amo Ishtar.

Uma poça de sangue percorria agora meu corpo e melava o vestido de Ishtar, o ser híbrido sumiu e o silêncio foi corrompido pelo choramingar de Ishtar.

- Não morra, não agora. Você não deveria morrer assim. Eu ia lhe buscar, não agora. Eu sou o anjo da morte.

Mesmo morrendo consegui falar e tocar pela última vez no rosto dela e pegar em sua mão.

- Eu não sabia que doía tanto! — Falei, ofegante- Como doí saber que eu te amo e não poderei ficar com minha amada.

Ishtar, surpresa, enxugou minhas lágrimas. Suspendeu meu corpo para tentar ficar em pé, fazendo-me gritar de dor e depois me prendeu em um grande abraço envolto por suas asas que agora estavam meladas de sangue.

- Eu te amo e não posso perdê-lo.

Ao terminar me deu um beijo tocando em seus lábios nos meus, eternizados para sempre. Enquanto isso, meu corpo material, foi consumido pelo fogo, pois o dono do apartamento ateou fogo e comigo dormindo, foi morto asfixiado.

Eternizado pelo beijo entre o humano e o anjo, acabo derrepente abrindo os olhos, Ishtar subitamente sai deperto e um vento frio passa levando o sangue para o dono.

Um envolucro de sangue se forma entre mim, em forma de esfera vermelha. Lá dentro um ser humano brilhava, a flexa tinha se dissipado e o coração começou a bater novamente. A pele ficou um pouco mais pálida, seus olhos de preto passaram a ser claros, cor de limão. Tudo em mim mudara, até a roupa que vestia, passando a ser preto e das minhas costas sairam um par de asas negras, quebrando a esfera de sangue.

Ishtar não acreditava e quando nossos olhos se encontraram novamente ela correu até mim, apertando-me bem forte, mas os meus braços buscavam o dela.

O abraço veio e dessa vez que aconchegou na suas asas foi eu, e com isso um novo beijo foi lançado com brilho, demonstrando um novo ser criado. Uma nova vida. Um novo amor.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!