Escuridão do passado
11 Capítulo- 11
Notas iniciais
–Ah, meu Deus, Alice.
Ela riu.
–Ele está na garagem. –Ela disse me entregando a chave. –Você pode vê-lo quando a festa acabar.
–Obrigada, Alice. Mesmo.
–De nada. –Ela sorriu. –Achei que você acharia mais útil do que um closet com mais roupas novas.
–E você estava certa. Meu closet está transbordando de roupas que você comprou para mim.
–Então... Vamos voltar para a festa. –ela sugeriu.
–Vamos.
A festa ocorreu tudo bem. Até os meus amigos da época em que eu estudava, estavam lá.
–Bella. Feliz aniversário! –Angela felicitou-me.
Finalmente, em alguma hora da madrugada, todos os convidados foram embora.
E então, como sempre. A madrugada estava tediosa. Os outros estavam tirando os enfeites da festa. E eu estava no sofá apenas observando. Que novidade.
Quando acabaram já era seis horas da manhã.
Alice e Rosalie sentaram ao meu lado no sofá.
–Eu estive pensando. –comecei. –E eu preciso de trabalho.
Rosalie arqueou uma sobrancelha.
–Bella. Você não precisa trabalhar. Tem todo o dinheiro que precisa. E até mais. –Alice disse.
–Não é por causa do dinheiro. Mas porque eu preciso me distrair. Fiquei sabendo que uma escola em Seattle está precisando de uma professora de história. –digo.
–Mas, Bella. Você tem dezoito anos. –Rosalie diz.
–Eu sei. Mas eu posso me passar por vinte e quatro.
–Será que vão acreditar? –Alice perguntou. –Você não parece ter vinte e quatro.
–Eu posso ter uma identificação falsa.
Alice olhou para mim com preocupação.
–Tudo bem. Eu acho que é o melhor para você.
Fui até a garagem e peguei o novo carro que Alice havia me comprado. Então dirigi até a escola de Seattle.
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Cheguei em casa e gritei:
–Eu consegui.
Alice voou para a sala.
–Oh, Bella. Parabéns.
–Obrigada! Eu começo amanhã.
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E assim foi. Já era o outro dia. Eu estava entrando na escola, indo em direção à sala dos professores.
Os alunos olhavam admirados para mim. Já disse que odeio ser o centro das atenções? Bom, mas agora eu seria professora, então isso teria que mudar.
Arrumei minhas coisas, e o sinal bateu. Fui em direção da minha sala.
Os alunos já estavam lá. Eu daria aula somente para o colegial.
Respirei fundo.
–Olá alunos.
–Uhul. –um aluno fez barulho.
–Olá, senhorita. –outro disse.
–Oi. –eu digo. –Eu sou Isabella Cullen. Mas vocês podem me chamar de Bella.
–Professora, você permite apelidos? –Uma aluna perguntou.
–Sim, por quê?
–Não é muito comum os professores darem essa liberdade, por aqui.
–Bom, mas eu dou.
–Quantos anos você tem professora? Parece ter nossa idade. –Uma aluna ficou curiosa.
–Tenho vinte e quatro. Então, eu gostaria de saber a matéria em que vocês pararam. –peço.
–Mitologia grega, Bella. –diz um garoto. Olho para ele e fico pasma. Ele era um pouco parecido com Edward. Os cabelos de bronze, o formato do rosto, corpo. Mas os olhos eram verdes.
E não era só isso. Eu sentia que alguma coisa, ligava-me com ele.
–Obrigada! –digo. O estranho é que ele era sim, humano. Mas seu cheiro não era tão forte quanto o dos outros daquela sala.
Parecia que ele era vampiro, mas mudava de opinião quando sentia o aroma de seu sangue.
–Muito bem! –digo. –Farei algumas perguntas para vocês, só para ter uma idéia de onde pararam. Começando por você. –apontei para uma aluna distraída. Ela era loira e tinha olhos castanhos. Ela olhou para mim assustada. E eu me senti culpada, por ter feito-a ficar assim. Então aliviei para ela e fiz uma pergunta fácil. — O que é mito? O que ele procura explicar?
E sua respostame surpreendeu.
–O mito apesar de ser um conceito não definido de modo preciso e unânime, constitui uma realidade antropológica fundamental, pois ele não só representa uma explicação sobre as origens do homem e do mundo em que vive, como traduz por símbolos ricos de significado o modo como um povo ou civilização entende e interpreta a existência. Mito é uma narrativa tradicional de conteúdo religioso, que procura explicar os principais acontecimentos da vida por meio do sobrenatural. O conjunto de narrativas desse tipo e o estudo das concepções mitológicas encaradas como um dos elementos integrantes da vida social são denominados mitologia.
A sala estava silenciosa.
–Parabéns! –digo com um sorriso. –Qual o seu nome?
–Melissa.
–Muito bem, Mel. Agora você. –aponto para um garoto, no fundo da sala. Ele parecia ser do tipo bad boy.
–Uau, gostou de mim, não é? Não é se estranhar que você escolheu a mim. –ignorei-o e perguntei.
–O que Cronos fazia com seus filhos?
–Comia eles. –sim a resposta estava correta. Mas eu não gostei desse garoto. Vou fazer outra pergunta.
–Quais os nomes dos Titãs, respectivamente, do norte, sul, leste e oeste? –reprimi um sorriso. Duvidava que ele respondesse certo.
Ele hesitou, um pouco e respondeu com insegurança:
–Cronos, Céos, Hipérion, Crios.
E eu estava certa. Ele não sabia a resposta certa. Eu odiei o jeito dele, e amei quando errou a resposta.
Por que eu estava agindo assim? Caramba. Isso não é a minha cara.
–A resposta certa é, Céos, Crios, Hipérion, Jápeto. –respondi com calma. –Bom, eu já tenho uma noção de onde vocês pararam. Vão até a página quarenta e cinco. Irei explicar o assunto.
A aula se passou tranqüila, até que o sinal bateu. Todos estavam saindo e eu continuei na sala, arrumando os materiais.
–Oi. –O “clone” do Edward estava na frente de minha mesa. Tudo bem. Ele não é tão parecido com Edward, a ponto de ter de ser chamado de clone, mas eu não sabia seu nome. Então iria ser isso mesmo.
–Olá. –eu disse.
–Meu nome é Eduardo. Mas todos aqui me chamam de Ed. — Tinham semelhança até no nome. E porque que quando estou falando com ele, sinto que estou na verdade falando com Edward?
–Olá Ed. — sorrio.
Ele retribuiu o sorriso.
–Eu tenho dezesseis anos. –ele diz. Por que ele está dizendo sua idade? –E você? Você não parece ter vinte e quatro.
Bom, na verdade ele tem razão. E queria gritar para ele que sou apenas dois anos mais velha.
–Eu tenho mesmo vinte e quatro.
–Tudo bem. Não vou mais perturbar a senhorita. Bem-vinda à escola!
–Obrigada!
Essa sensação de que eu estava falando com Edward, não passava. Não sei se era mesmo, isso. Mas é que eu me sentia ligada a ele, da mesma forma que eu me sentia ligada a Edward.
O que estava acontecendo comigo? E então eu me lembrei. Ele parecia o garoto que achei ser Edward no shopping, outro dia.
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