Escuridão
2 Capítulo 2: Sonhos
Capítulo 2: SonhosO jovem mascarado continuava a perseguir a criança. Andou um pouco e encontrou algumas pegadas. Elas o levaram até um campo aberto, onde a lua podia iluminar sem sofrer a interferência das árvores. As pegadas haviam cessado ali. Olhou ao seu redor, mas não encontrou nada. Nenhum sinal da criança. Insistiu em procurar mais pegadas, mas não encontrou nada. Alguém em cima de uma árvore próxima o vigiava. A lua parecia não conseguir iluminar aquele corpo, que estava sendo protegido por sombras. O percebeu que alguém o vigiava, mas não deixou que notasse sua preocupação. Agiu normalmente, como se não tivesse percebido nada. Rapidamente, pegou uma de suas armas e atirou contra a pessoa que estava em cima da árvore. A pessoa saltou da árvore e caiu agachado no chão, desviando-se do tiro. O mascarado pensou que poderia ser a criança, mas logo descartou está hipótese. Mesmo não vendo o corpo claramente, ele era bem maior, muito grande para ser apenas uma criança. Ao se aproximar mais um pouco, a luz da lua iluminou o corpo, revelando que aquele era um homem alto, de cabelos negros, que chegavam até os ombros e que vestia uma armadura pesada. Houve silêncio por um tempo, com os dois olhando-se profundamente, até que o mascarado disse, em tom de sarcasmo:
-Cansou daquela fraca forma de criança?-Eu apenas utilizei aquela forma porque não havia alimento suficiente para me sustentar. Quando você chegou, até pensei que não conseguiria ressurgir. Mas agora que despertei por completo, você não é páreo contra mim.-Por completo? Poupe-me... Você sequer voltou a sua forma original, quanto mais despertar por completo... Ainda usa uma forma humana. Porque ainda não assumiu sua forma bestial?-Insolente! Duvidas de meu poder?-Não preciso duvidar, eu sei. Eu sei tudo sobre você. Como todo bom caçador. Sei tudo sobre a minha presa.-Ha, ha, ha! Acha que pode contra mim? Acha que pode contra um imortal?O mascarado interrompeu a conversa e atirou no homem com a arma que ainda estava em suas mãos. A bala atingiu o seu ombro. O som que ela fez ecoou por toda a floresta, sendo ouvido da escola. O homem afastou-se um pouco e colocou a mão sobre a ferida, que sangrava muito.-Sangue... Pelo jeito você esta blefando... Ainda é mortal, pois sangra. Se tivesse despertado por completo, esta bala não o faria sangrar. Você até iria se machucar, mas sangrar não. Afinal, imortais não sangram.-Idiota! Talvez ainda não haja medo suficiente para que eu desperte por completo, mas não se engane! Já recuperei boa parte do meu poder! Você ainda não é páreo para mim!O homem se transformou em um ser quadrúpede, parecido com um lobo, só que bem maior. Seu corpo parecia coberto de sombras. A pele era escura e lisa. Os seus dentes eram afiados, cortando inclusive uma parte de sua própria boca. Sobre sua fronte, havia um rosto humano. "Ele já pode entrar em sua forma bestial! Está mais forte do que eu pensava!" A fera foi em direção ao mascarado monstro, que lhe soltou, atordoado com o golpe. O jovem ainda atirou mais três vezes para que a besta se distanciasse e correu para o colégio. Sua perna não havia se machucado muito, apesar de estar sangrando um pouco. O ser não o seguiu até a fronteira da mata, mas depois parou. Ele parecia não poder sair da mata....Yumi não morreu. Ela sequer chegou ao chão. Seu capuz ficou preso no mastro de uma bandeira. Seu corpo ficou lá, suspenso, sem que ninguém visse. Allan passou pelo local e se surpreendeu com a visão. Não imaginava como Yumi pôde para ali, mas não podia se importar com aquilo no momento Ele pediu ajuda a um amigo chamado Rodrigo, que foi rapidamente pegar uma escada para retirar Yumi dali. Depois de resgatá-la, Allan e Rodrigo a colocaram na enfermaria do colégio, que ficava no segundo andar do complexo.-Como ela foi parar lá?-Eu não sei Rodrigo. Eu estava insone e fui dar uma volta ao redor da escola. De repente a vi lá, pendurada.-Você estava fora do quarto?-Sim, por quê?-Você sabe muito bem que pelas regras da escola é proibido sair após as 11 horas.-Por favor... Eu não vou arranjar encrencas... Aliás, você estava acordado quando cheguei.-Sim, mas eu acordei porque ouvi um tiro vindo da mata.-Na mata? Eu não ouvi nada.-Não fui só eu. Outros alunos também ouviram.Uma enfermeira interrompeu a conversa dos dois. Ela veio avisar que Yumi estava bem, e não tinha se ferido. Ela ainda estava desacordada, mas em breve levantaria. Ao ouvir as notícias, Allan foi ao seu quarto. Rodrigo continuou ali. Esperava que Yumi acordasse logo.Yumi estava tendo um pesadelo. Mas desta vez, estava diferente. Ela não estava tendo o sonho de sempre. Aparentava estar no colégio, sozinho. De repente, milhões de pessoas apareceram na frente dela, andando normalmente. Yumi tentou tocar em alguma delas, mas suas mãos atravessaram-nas. Um ser surgiu detrás de Yumi. Era feito de ossos, usava um manto negro e carregava uma foice. O ser correu até Yumi e ergueu a sua foice. Yumi ficou espantada, pois não havia percebido o ser chegar. Ela fechou os olhos, esperando que ele a cortasse. Esperou em vão. O ser não cortou, e sim uma pessoa que passava perto dali. Logo depois, o ser começou a cortar outras pessoas. Yumi gritava para avisando para as pessoas fugirem, mas ninguém a via ou a criatura. Ela sentou-se no chão, abalada, e colocou as mãos sobre a cabeça.-É tudo um pesadelo e logo eu vou acordar... É tudo um pesadelo e logo vou acordar... Por quê?! Por que eu não acordo?!-Porque — disse uma voz de homem — não é hora de você acordar. Acordada, você consegue fugir de mim. Mas durante o sono, nada impedira que seu medo se manifeste. Nada impedira que você liberte o medo que me alimenta!
Dois garotos chegavam á escola. Um deles estava sendo carregado, pois estava muito ferido. Eles foram direto à enfermaria. Um deles, chamado Gabriel, foi falar com Rodrigo.-Rodrigo, o Paulo tá ferido.-O quê!? M-mas como ele se feriu? Onde vocês estavam?-Estávamos na mata, vendo se alguém tava lá, pois ouvimos um tiro. Enquanto estávamos lá, uma criatura nos atacou.-Uma criatura? Como assim?-É difícil de explicar, cara! Era quadrúpede, totalmente escura, dava até para confundir com as sombras. Ela nos atacou, e quase esquartejou Paulo. Seja lá o que for ela parou de nos perseguir quando saímos da mata.Mais pessoas chegaram á enfermaria. Todas alegando que foram atacadas pela mesma criatura. No meio das pessoas, a atmosfera era de medo. Mesmo precisando de medicamentos, ninguém se atrevia a sair da escola. Tinham medo da "criatura".Rodrigo foi investigar se a tal "criatura" realmente existia. Ele foi até a mata, e ficou lá parado de costas para a escola. Alguns alunos estavam lá, vendo o que ia acontecer. Rodrigo estava voltando à escola, pensando que era tudo mentira. Mas antes dele sair da mata, a criatura que todos haviam falado apareceu. Os alunos gritaram para Rodrigo, mandando-o fugir. Ele, espantado, correu o mais rápido que pode para fora da mata. O ser tentou ataca-lo. Ele estava quase sendo alcançado, quando o mascarado apareceu. Ele pegou sua arma, e começou a atirar na criatura, que se afastou, fugindo dos tiros. Rodrigo correu para fora da mata. Todos viam o que estava acontecendo atentamente. A curiosidade para saber quem era o mascarado era quase tão grande quanto o medo do ser. O monstro parecia ter recuado do mascarado, que, bravo, bradou em alta voz:-Medo! Pare de esconder entre as sombras! Apareça, Medo!Medo, que era o nome da "criatura", apareceu em sua frente e correu até ele, na intenção de atacá-lo. Mas, quando estava próximo de atingi-lo, parou bruscamente. Medo percebeu que estava quase saindo da mata. Não podia chegar até o mascarado, que estava fora de seus limites. O mascarado apontou sua arma na cabeça de Medo, que perante isso, fugiu. Rodrigo se aproximou do mascarado. Mesmo vestido daquela maneira – um sobretudo, muitas armas e uma máscara de demônio – Rodrigo sabia que não tinha o que temer, já que ele o salvara.-Você... Quem é você?-Chamo-me Caçador de Almas.-O que era aquela coisa?-Não tenho tempo a perder. Apenas protejam-se, pois aquela não é a única criatura que vocês terão que enfrentar.O Caçador de Almas entrou novamente na mata, e desapareceu entre as árvores. Na escola, Yumi, continuava a dormir. A enfermeira da escola, chamada de Anne, foi checar o estado dela e de Paulo. Yumi começou a murmurar. "Não... Tome cuidado... Tome cuidado com Cólera... Afaste-se, Cólera! Afaste-se!", dizia Yumi.Andréia foi ver se ela estava bem. Não percebeu Cólera surgir detrás dela. Cólera estendeu sua foice e cortou Andréia na altura do ombro. Ela caiu como morta. A foice de Cólera cortou suas roupas, mas sua pele continuava intacta, sem marcas ou sangue. Mesmo assim, seu olhar estava inexpressivo, como se sua vida tivesse cessado.Fora da escola, os alunos pensavam no que fazer para se proteger, como havia dito o Caçador de Almas. Tentaram ligar para alguém e pedir ajuda, mas nenhum celular ou telefone funcionavam. Lembraram do carregamento de armas que veio ao colégio. Foram ao galpão onde estavam às armas e se equiparam. Entraram na escola para se proteger, já que não podiam fugir para a cidade. Rodrigo foi ver se Yumi estava bem, e ao entrar na enfermaria, viu Anne caída no chão. Pediu ajuda a alguns alunos e a colocou uma maca. Ela estava ardendo em febre, parecia estar doente.No saguão principal, Cólera surgiu mais uma vez e cortou os dois alunos que estavam lá. Da enfermaria, podiam-se ouvir os gritos. Os alunos que estavam lá foram ver o que aconteceu. Ao chegarem ao salão, viram Cólera. Por um tempo eles ficaram imóveis, estarrecidos com aquela criatura. Cólera se aproximou de um dos alunos com velocidade sobre-humana e o cortou. Rodrigo pegou a arma que carregava e atirou em Córela, mas a bala a atravessou como se ela fosse apenas uma ilusão. Todos começaram a atirar para tentar para-la, mas as armas eram ineficientes.Na enfermaria, Yumi não parava de murmurar o nome de Cólera. O Caçador de Almas entrou pela janela da enfermaria, aproximou-se de Yumi e ouviu atentamente os seus murmuros.-Então, ela é sua vítima, não é Medo? Ela é a Semente da Escuridão? Mas você é mesmo muito desprezível! Aproveitando-se de mentes fracas para se alimentar... Mas não se preocupe Yumi — disse o Caçador de Almas enquanto pegava a sua corrente, que estava amarrada no braço — Eu lhe darei a liberdade.O Caçador de Almas começou a enforcar Yumi com sua corrente. Ela acordou, sufocada pelas correntes que envolviam o seu pescoço. Quase que ao mesmo tempo em que Yumi acordou, Cólera desapareceu. Todos que estavam lá ficaram paralisados, sem saber o que aconteceu. Chegaram a pensar de que não passou de uma alucinação coletiva, afinal, todos estavam tensos. Porém, ao verem os feridos caídos no chão, notarão que aquilo foi real. Eles pegaram as vítimas de Cólera e levaram-nos à enfermaria. Quando o Caçador de Almas sentiu que alguém se aproximava, libertou Yumi e fugiu.Rodrigo viu Yumi caída no chão, e percebeu que ela estava acordada.-Yumi, você está bem?-E-estou... — disse Yumi, sufocada — O... Que... Aconteceu?-Você desmaiou e a levamos para cá.-Desmaiei? Como?-Encontramos você pendurada no mastro da bandeira, como se você tivesse tentado o suicídio.-O quê? Suicídio? Eu? A última coisa que me lembro, é de ter ido dormir.-Mas encontramos você lá. Pergunte á Allan, ele ira confirmar.-Onde está Allan? — disse Yumi, olhando ao seu redor.-Onde ele está? Meu Deus, eu não o vejo desde o ataque! — disse Rodrigo, preocupado — Será que ele foi ferido?-Ataque?-É uma longa história, mais tarde eu explico. Agora temos que encontrar Allan!-Não se estresse — disse Allan, que acabara de entrar na enfermaria, carregando uma das vítimas de Cólera — Eu estou bem. Allan deixou o ferido numa maca. Os feridos por Cólera não apresentavam marcas no corpo. Na verdade, sequer estavam feridos. Mas seus corpos estavam ardendo em febre, como se estivessem doentes. Apresentavam os mesmo sintomas de Anne.Allan olhou para Yumi e viu que seu pescoço estava arranhado.-Yumi -disse Allan — O que foi isso?-O que?-Essas marcas em seu pescoço. O que aconteceu?-Eu... Eu não sei... Acordei caída no chão, com falta de ar. O que aconteceu com ele? — disse Yumi, apontando para o ferido.-Bem, lembra daquela "longa história" que eu disse que lhe contaria depois? — disse Rodrigo — Enquanto você dormia, duas criaturas nos atacaram.-Criaturas?-É difícil de explicar. Uma delas era um ser quadrúpede, totalmente escuro. Era tão escuro, que se podia confundir com as sombras.A outra parecia um humano, mas era feito só de ossos, e carregava uma foice. Parecia até mesmo a morte.-Não... Não é possível... Você só pode estar mentindo! Eu não acredito! Eu ainda devo estar sonhando! — dizia Yumi em desespero.-Acalme-se Yumi! — disse Allan — Eu lhe garanto que tudo o que Rodrigo disse é verdade.-Mas... Estas criaturas estavam em meu sonho!-Em seu sonho?-Sim! Enquanto dormia, eu estava sonhando! E vi as criaturas! As duas! A quadrúpede apareceu apenas de relance, mas a outra me perseguiu durante todo sono! Eu inclusive ouvi o seu nome: Cólera!Enquanto Allan, Yumi e Rodrigo conversavam alguém se aproximou para lhes dar um recado: Paulo não sobreviveu. Yumi foi quem mais se abalou. Ela nem sabia que o amigo tinha se machucado e a notícia a chocou profundamente. Allan também se chocou. Ele se retirou dali. Não estava disposto a falar com ninguém.Alguns alunos se dispuseram a levar o corpo de Paulo embora. Cavaram um buraco no jardim da escola e deixaram o corpo ali. Todos estavam ali para fazer reverências, menos os encarregados de cuidar dos feridos, e Allan, que ninguém sabia onde estava.O relógio já marcava 2 da tarde, e Cólera não tinha reaparecido. Ninguém se atrevia a sair da escola, mesmo sem indícios de que Medo ainda vigiava a entrada.Yumi estava na biblioteca com Rodrigo. O sol iluminava o local levemente, deixando-o calmo. Era um ótimo lugar para tentar descansar um pouco. Alan deitado em cima de uma das estantes de livros. Yumi pegou uma folha em branco e uma caneta, e começou a desenhar as criaturas que apareceram em seu sonho. Ela era uma ótima desenhista e em poucos minutos terminou os desenhos.
-Aqui! Este era o ser de meu sonho! — disse Yumi, mostrando o seu desenho.-Não é possível! — disse Rodrigo — Este foi o mesmo ser que nos atacou!-O outro, eu vi de relance, não sei desenha-lo. Sequer sei o seu nome.-Medo — disse Allan, que estava ali sem ser notado — Seu nome é Medo. Foi assim que o Caçador de Almas o chamou.-Ca... Caçador de Almas? Quem é este?-É outra “longa história” – disse Rodrigo.Alan e Rodrigo tentavam explicar o pouco que sabiam sobre o Caçador de Almas para Yumi. Naquela hora, se ouviu um som de carro saindo da escola. Era Henry, o único professor que ficou na escola para presenciar aqueles fatos. Ele estava desesperado, e como Medo não havia reaparecido, decidiu tentar sair do internato. Com seu carro, seria muito mais rápido e seguro. Rodrigo foi ver o ocorrido. Allan desceu do local onde estava e seguiu Rodrigo. Yumi continuou na biblioteca. Ela começou a ouvir uma leve voz dizendo "volte a sonhar." Com o pesar que sentia em seu corpo, fechou os olhos, e dormiu. O carro estava quase saindo da escola. Henry já podia ver a estrada, quando, de repente Medo reapareceu. Ele estava maior, com o dobro do tamanho que tinha antes. Henry viu a imagem de Medo pelo retrovisor. Acelerou o mais rápido que pôde, na tentativa de fugir, mas Medo o alcançou facilmente, com velocidade extraordinária. Com sua força, despedaçou o carro, matando Henry.O Caçador de Almas entrou na biblioteca e avistou Yumi. Ele pegou a sua arma e mirou nela e atirou. Cólera surgiu na frente e protegeu Yumi. Ao invés da bala atravessar Cólera, como com os outros, ela a atingiu, deixando-a ferida.-Esta protegendo-a? Então é verdade... Ela é a semente da escuridão...Você não que ela acorde, não é?Eu já percebi. Você não passa de um sonho dela.Mas não se preocupe. -disse o Caçador de Almas, enquanto mirava em Cólera — VOU FAZÊ-LA DORMIR PARA SEMPRE!!!O Caçador de Almas começou a atirar incessantemente, até Cólera sair de sua frente. Aproximou-se de Yumi e tentou atirar nela, mas a arma estava sem carga. Então a ergueu pelo pescoço, enforcando-a. Yumi acordou com a falta de ar. Tentou gritar desesperada, pedindo ajuda, mas estava sem ar. Viu a arma do Caçador no chão e tentou usá-la para se livrar dele, mas ela estava vazia. Mesmo assim Yumi não desistiu, e começou a bater no Caçador, usando a arma. O Caçador recebeu uma pancada na cabeça, que o deixou um pouco tonto, fazendo-o soltar Yumi. Yumi tentou se levantar para fugir, mas o Caçador recuperou-se rápido e bloqueou sua saída.-Q-quem é você? — disse Yumi.-Meu nome é Caçador de Almas. Você é minha presa.-Caçador de Almas? Mas você não era o herói que salvou Rodrigo?-Sim. Eu salvei Rodrigo. Na verdade, estou tentado salvar à todos.-Mas então por que está me atacando?-Porque você é a causa disto tudo.-Eu? Mas o que eu fiz?-Você sonhou.O Caçador começou a enforcar Yumi de novo, mas ouviu alguém se aproximando. Era Rodrigo, que estava voltando para a biblioteca. Ao perceber, o Caçador sumiu rapidamente, sem ser notado por ele. Yumi se sentiu fraca e desmaiou, voltando a sonhar.
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