Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo para vocês! Espero que estejam gostando! Boa leitura!

Entediada. Essa era a palavra que resumia bem o que Sara sentia naquele momento. Não sabia onde estava com a cabeça quando aceitou aquele convite absurdo do barão Nicholas Stokes. Ela andava lado a lado do barão tentando a todo custo manter uma agradável conversa com o distinto lorde. Porém era impossível. O ilustre lorde era muito bonito, isso era inquestionável, entretanto nada do que ele lhe falava lhe chamava a atenção, por isso sempre que ele lhe perguntava algo, respondia-lhe apenas com monossílabos. Tinha vontade de mandar-lhe plantar batatas, contudo, o bom costume não lhe permitia fazer-lhe tal afronta. “Droga de costumes!”, ela pensou consigo. Temeu insultar seu pretendente quando recusou brandamente a andar de braços dados com ele durante o passeio. Se ficou magoado não o demonstrou.

Até podia sentir o olhar de repreensão de sua madrinha que vinha logo atrás de braços dados com Visconde Brown, no momento da recusa. Stokes era um bom partido, perdia somente para a família Grissom. O motivo da recusa era que não podia andar assim tão próxima a alguém que não lhe chamava atenção. Quem sabe se fosse outra pessoa... Com um longo suspiro resolveu deixar o pensamento de lado. Não podia dar-se ao luxo de apaixonar-se. Precisava vingar-se.

Eles andavam olhando sempre para frente. Sara estancou quando viu parar a alguns metros dali, um elegante coche no qual estava estampado um brasão com a figura de um leão envolto com folhas de louro. Acima dele havia um grande G dourado na porta. Não precisava ser adivinha, ou possuir bola de cristal para saber quem era o dono do veículo.

Sendo assim não foi surpresa alguma ver descer do coche, o emproado jovem conde Grissom. Além da calça de linho preta e da camisa branca, ele usava suas costumeiras capa, cartola e bengala pretas. Sara teve que conter-se para não demonstrar a satisfação que sentiu ao vê-lo. Mais do que queria admitir. Conde Grissom era de longe companhia mais interessante que barão Stokes.

— Que alegria vê-lo conde Grissom! – saudou-o lady Catherine, passando a frente de Sara e Nick.

— Encantado milady – ele retribuiu a saudação beijando-lhe o dorso da mão. Catherine curvou um pouco o corpo em reverencia – Eu já disse a milady que me chame apenas de Grissom – censurou-a com um sorriso encantador.

— Certo, Con... – o tratamento hierárquico era força do hábito, ela viu o olhar censurador dele e corrigiu-se – Grissom – ela enfim pronunciou o nome – Creio que milorde já conheça o visconde Warrick Brown, o barão Nicholas Stokes, além de minha afilhada, é claro – ela anunciou, apontando todas as pessoas que estavam ali presentes.

Ele assentiu e apertou a mão dos cavalheiros, e depositou um beijo no dorso da mão de Sara, demorando mais que o conveniente. A jovem retirou a mão de entre a dele abruptamente e nem se dignou a reverenciá-lo.

— Belo dia para um passeio no parque, não? – perguntou Grissom tentando mostrar que sua chegada havia sido mera coincidência – O clima está maravilhoso, bem propício para um passeio.

— Se junta a nós no passeio, Grissom? – indagou Catherine tomando cuidado para chamá-lo pelo sobrenome da família.

— Se não for inconveniente... – ele comentou feliz pelo convite.

— Não será incômodo algum. Um a mais, um a menos não fará diferença. Além do mais, o parque é um local público, não podemos impedi-lo de frequentá-lo – argumentou Sara.

— Sara! Tenha modos! Olhe o respeito menina! – censurou-a Catherine.

— Não se preocupe milady, a menina não me insultou em absoluto. Adoro meninas atrevidas que dizem tudo o que pensam – ele respondeu lançando um olhar demorado para Sara.

— Vamos então? As pessoas não param de olhar para cá. Estamos chamando atenção em demasia.

Grissom postou-se ao lado de Sara. A garota ficou entre Grissom e Nick. Seguiram o passeio conversando amenidades. O trio na frente e Catherine e Warrick logo atrás.

O jovem conde arrependeu-se da iniciativa de aceitar o convite para o passeio poucos minutos depois de tê-lo aceito. Andar ao lado da menina Willows não fora boa ideia. Junto a ela sentia-se de uma maneira que jamais sentira em sua vida. Ainda que fosse experiente em relação ao sexo, ele nunca havia se apaixonado. Além do sentimento terno que sentia em seu coração, a jovem ao seu lado mexia também com uma parte muito sensível de sua anatomia masculina. Sabia muito bem onde aliviar-se daquela tensão.

Notas finais
E então? Leia, comente, recomende! São ações como essas que nos inspiram a continuar a escrever. Beijinhos da Bia e até o próximo capítulo!!