Escrito nas Estrelas
28 Anunciando o Noivado - Parte I
Notas iniciais
Grissom conduziu Sara de volta para o escritório de Lady Catherine Willows, com o braço enlaçando o da jovem.
― Eu sei perfeitamente o caminho. Não preciso de sua ajuda – ela comentou petulante, tentando desvencilhar-se dos braços do futuro conde e seu futuro marido. Aquela perspectiva dava-lhe medo. E se não conseguisse por em prática o seu plano? Ela tratou de afugentar esse receio.
― Eu sei que a senhorita conhece o caminho, contudo, quero certificar-me de que não mudará de ideia e tentará me matar na primeira oportunidade que apareça – ele gracejou.
― E quem garante que eu não tentarei mata-lo em nossa noite de núpcias? – ela indagou, provocando-o.
― Tenho certeza de que me matará, minha pequena diaba, entretanto, não da forma como pensa.
Sara corou ante o comentário do futuro conde, sabia muito bem a que ele se referia. Ela soltou um sonoro suspiro ao pararem diante da porta do escritório. Grissom bateu na porta sem soltar o braço de sua então noiva e esperou a autorização para que pudesse adentrar. Ouviu satisfeito Lady Catherine permitir a entrada dos dois.
Ela estava sentada na elegante poltrona, detrás da mesa de madeira, com muita elegância e desenvoltura. Observou atenta a entrada dos dois jovens enamorados – ela sabia muito bem que aqueles dois estavam enamorados um do outro – em seu escritório. Esperava ter boas notícias.
― Muito bem! Creio que os dois puderam conversar com mais tranquilidade – comentou Catherine.
Ela conteve a vontade de brincar com os jovens, por isso aguardou ansiosa a resposta que eles lhe dariam.
― Sim milady – respondeu Grissom – Nós conversamos.
― E... – ela insistiu não conseguindo conter sua curiosidade.
― E a senhorita Willows, sua afilhada, aceitou meus argumentos para que nos casemos. Ela me deu a honra de aceitar ser minha esposa – explicou Grissom sorrindo matreiro.
Catherine sorriu satisfeita com a resposta do futuro conde.
― E para quando será o matrimônio? – quis saber a dona da casa.
Sara fez menção de abrir a boca para responder, porém Grissom foi mais rápido.
― Provavelmente dentro de um mês ou dois, milady. Será somente o prazo de eu conseguir a licença para o casamento e acertar a data na igreja para anunciar os proclamas.
― Muito bem! – assentiu a madrinha da jovem – Creio que esse será tempo suficiente para prepararmos o enxoval de Sara – ela informou.
Somente então Grissom soltou o braço de Sara.
― Se as damas me dão licença, devo retirar-me para começar a organizar os preparativos para o casamento.
O futuro conde já ia saindo quando a senhora Willows chamou-lhe a atenção:
― Milorde não está se esquecendo de nada?
Ele pareceu recordar-se da gafe social cometida.
― Oh claro! – ele diminuiu a distancia que o separava das damas com três passos largos, pegou a mão de Catherine e levou-a aos lábios, beijando o dorso da mão da dona da casa delicadamente. Voltou-se para Sara e ao invés de tomar-lhe a mão como fizera com a madrinha da moça, enlaçou-a pela cintura, trouxe-a para mais perto dele e capturou-lhe os lábios com os seus, beijando suavemente na boca. Liberou-a do beijo, deixando-a paralisada. Catherine, por sua vez, sorria ao presenciar o arroubo de paixão demonstrada pelo futuro conde. Agora, mais que nunca, tinha certeza de que sua afilhada seria feliz. Lorde Grissom a amava. Podia perceber isso na forma como ele a olhava e a tratava.
Ele saiu do recinto deixando as duas damas sozinhas. Assim que se viram a sós, Catherine questionou Sara:
― Não acha que já está na hora de revelar ao seu noivo a verdade sobre sua identidade, minha adorada afilhada? – ela indagou carinhosamente.
Sara ainda estava perdida nas sensações provocadas pelo beijo do futuro conde, seu noivo. Como poderia manter o foco em sua vingança se o miserável do futuro conde de Nevada beijava tão bem?
― Sara? – chamou-a Catherine.
― Sim madrinha – ela respondeu ainda nas nuvens.
― Você ouviu o que eu disse? – ela indagou.
― Sim, ouvi – ela contestou ainda sem fitar-lhe os olhos – Estava pensando quando será o melhor momento para revelar minha identidade para meu noivo. Ele terá uma grande surpresa – ela constatou com o olhar distante. Disso ela tinha certeza. Grissom teria uma grande surpresa ao saber qual era seu verdadeiro sobrenome.
― Espero que você não tarde em contar a ele. Você deve revelar sua identidade o quanto antes para o conde, pois quanto mais demorar, mais difícil será para que ele a perdoe por essa mentira minha querida – Catherine a aconselhou.
Sara concordou com sua madrinha. Sua mente trabalhava em como contaria a verdade para o futuro conde Grissom sem revelar-lhe, contudo, toda a história sobre sua vida para ele. Aquele era seu dilema naquele momento.
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