Notas iniciais
Finalmente postei. Gente, divido o pc com o meu irmão e ele precisou muito dele esse dias, então ficou muito difícil escrever a fic. Espero que gostem. Boa leitura.

O primeiro dia na Império foi bem puxado para João Lucas. Nunca tinha trabalhado na vida e seu irmão parecia que tinha gostado de vê-lo correndo de um lado para o outro na empresa. Sempre o mandava fazer alguma coisa.

O dia tinha acabado, mas a dor de cabeça dele não. Estava deitado na cama conversando no celular com a única pessoa que o fazia se sentir melhor.

—Queria tanto poder sair com você, mas hoje não tá dando, minha linda— ele disse com a voz baixa por causa da dor.

—Eu entendo, não se preocupe com isso. Outro dia a gente sai pra comemorar o fato de você ter criado juízo— ela disse rindo.

—Juízo, eu?— ele riu

—É

—Não vamos exagerar né, Du?— eles riram

—A dor de cabeça melhorou?

—Um pouco

—Então toma logo o remédio e vai dormir, que num instante passa— ela disse carinhosamente.

—Tá bom, mas eu queria ficar conversando com você...

—A gente tem muito tempo pra conversar, mas tô preocupada com você, essa dor de cabeça que não passa, faz o que eu te pedi que vou ficar mais tranquila

—Se for pra você ficar sossegada, eu faço tá?!

—Boa noite, meu... leki— Eduarda queria falar o que seu coração sentia, mas achou que ainda não era a hora certa.

—Boa noite, minha linda— ele disse com um sorriso lindo nos lábios.

Depois que terminaram de conversar, Lucas tomou o remédio pra dor de cabeça e dormiu profundamente, por causa do cansaço que sentia no corpo.

Sua mãe e seu pai conversavam sobre o filho mais novo nos aposentos do Comendador.

—Até que para o primeiro dia de trabalho o João Lucas se saiu bem— Marta disse para o marido que estava sentado na cama. Ela permanecia em pé.

—Também achei, pensei que ele ia se enrolar mais. Pensando bem, não tinha como ser diferente, já que ele tem o meu sangue nas veias. Tinha que puxar ao pai.— o Comendador disse convencido.

—Mais você não nem um pouco convencido heim?!— Marta disse indignada - O Lucas também tem o meu sangue, é óbvio que ele tem um talento natural, só estava desperdiçando com baladas e outras porcarias.

—Ele estava desperdiçando a vida dele mesmo.Acho que ele vai se sair muito bem na Império. Mas, ele tem que se virar sozinho, algumas dificuldades são boas para fazer as pessoas crescerem. Futuramente, se ele merecer, eu providenciarei uma secretária para ele também.Para ele poder trabalhar melhor.— o Comendador disse.

—Mas chega de conversa por hoje, amanhã temos que chegar cedo na Império— Zé Alfredo completou.

—Não sei pra que isso, Zé, nós somos os donos da empresa!— Marta falou

—Nunca ouviu falar que " o olho do dono é que engorda o gado" ?— Zé Alfredo falou com o seu sotaque nordestino.

—Tá bom, Zé. Boa noite— Marta disse olhando para o marido, querendo dormir na mesma cama que ele, desejando não ter que dormir em outro quarto, mas tinha que retornar para o seu.

A vida e as muitas brigas tinham desgastado o casamento. Ela só queria que ele entendesse de vez que ela o amaria para sempre e aceitasse o seu amor, mas até lá iria dormir no outro quarto. Ela olhou novamente para o marido e saiu do quarto.

A noite passou rapidamente. Bem cedo, no outro dia, todos estavam na Império. Lucas estava sentado em sua sala olhando para o computador, sem saber como fazer o que o seu irmão pedira.

Não queria ter que dizer a ele que não conseguiu, mas o garoto não sabia mais o que fazer, tinha até entrado na internet procurando algum tutorial que o ajudasse, mas não encontrou nada que, realmente, o socorresse.

Criou coragem e foi até a sala do irmão.

—Oi. Bom dia. Avisa para o meu irmão que eu quero falar com ele.— ele pediu para a secretária de Zé Pedro.

—É muito urgente? porque seu irmão pediu que eu não o pertubasse agora, ele está em uma reunião.— a secretária, uma morena de olhos claros, falou.

—Era, mas tá beleza. Eu me viro— Lucas disse meio sem graça e foi saindo.

—O que era?

—É que não tô conseguindo fazer o que o Zé Pedro me pediu— ele confessou totalmente sem graça.

—Eu tô com tempo aqui vou te ajudar tá— ela lhe sorriu bondosamente.

—Não vou te atrapalhar?

—Não

—Qual o seu nome?— Lucas perguntou

—Júlia— ela sorriu.

—Obrigado Júlia.— ele apertou a mão dela.

Os dois foram para a sala de Lucas. Júlia resolveu em pouquíssimo tempo o que ele não tinha conseguido quase a manhã inteira. Ela lhe explicava pacientemente e o ajudava cada vez que ele errava.

—Valeu,tava perdidaço— ele lhe agradeceu.

—Imagina seu Lucas, quando precisar é só chamar— ela disse sorrindo para ele.

—Não quero te atrapalhar— ele disse coçando a cabeça, meio sem graça.

—O senhor não vai me atrapalhar, até porque o senhor José Pedro não me pede pra fazer quase nada. Só atender as ligações e organizar algumas coisas.

—Então tá, se eu precisar vou te pedir ajuda— ele sorriu. Realmente estava agradecido de ter aparecido alguém o ajudasse ao invés de cobrá-lo.

Ela sorriu, cada vez mais encantada com o jeito dele e saiu. Júlia trabalhava a três anos na empresa e era sempre tratada rispidamente por Zé Pedro. No começo achava que estava fazendo algo de errado, mas depois percebeu que esse era o jeito de seu patrão. Tinha ficado agradavelmente surpreendida com o jeito simpático e educado de Lucas.

O dia foi passando e Lucas precisou novamente da ajuda de Júlia. Parecia que Zé Pedro estava querendo o testar.

Quando finalmente tinha chegado a hora de ir embora, estava tão cansado que foi se arrastando pela empresa. Agora entendia porque as pessoas que trabalhavam reclamavam tanto de cansaço.

Chegou na portaria da Império e foi andando até seu carro. Estava com o pensamento tão longe que quase esbarrou na secretária de seu irmão.

—Desculpa - ele disse.

—Tudo bem— Júlia respondeu.

Ele percebeu que ela não parava de olhar para a rua, parecia preocupada.

Tá tudo bem mesmo?— ele perguntou.

—É que eu tô pensando como vou fazer pra ir para casa. A minha amiga ia me buscar, só que o carro dela quebrou e eu moro lá do outro lado da cidade.— Júlia disse preocupada.

—Caramba. Ninguém aqui na Império mora perto de você?

—Não tão perto. Tô esperando alguém aparecer, só tô preocupada porque já estar meio tarde.— ela disse preocupada.

Lucas resolveu fazer companhia para ela, enquanto esperavam alguém descer. Estava grato pela ajuda e paciência dela durante o dia todo. Isso o impedia de deixar o seu cansaço falar mais alto e ir embora, se ela não tivesse como ir para casa, ele iria lhe dar carona.

Eduarda passou o dia inteiro com saudade de Lucas. Passavam praticamente o dia todo juntos.

Decidiu fazer uma surpresa para ele. Iria o esperar na saída do trabalho. Já estava impaciente com o avanço da hora e nada dele sair. Até sorriu quando o viu saindo, mas o sorriso foi desmanchando quando ele parou e ficou conversando com uma linda morena na entrada da empresa. Até sentiu um aperto no coração.

Ficou observando os dois de longe, mas quando percebeu que ele só tava conversando, sem nenhum interesse a mais naquela mulher, respirou mais aliviada e ficou se achando uma boba em estar sentindo ciúmes dele. Resolveu se aproximar para falar com Lucas.

João Lucas já não sabia mais o que conversar para passar o tempo. Algumas pessoas já tinham passado por ali e Lucas e Júlia haviam explicado a situação, mas ainda não tinha aparecido alguém que pudesse dar carona a moça.

Um sorriso se fez no rosto do garoto quando ele viu uma linda garota de cabelos vermelhos chegar perto dele.

—Du?— ele disse se aproximando dela.

—Oi— Du disse olhando para Lucas e para a tal garota, que também a olhava.

—Que bom te ver— ele disse

—Eu vim te buscar— ela sorriu - vamos?

Lucas queria ir embora com ela, mas lembrou de Júlia. Não podia a deixar sozinha ali.

—Du, essa daqui é a Júlia secretária do meu irmão.

—Oi— Du disse para a garota.

—Oi— Júlia respondeu.

—Então, eu tô fazendo companhia pra Júlia enquanto aparece alguém para dá uma carona pra ela até em casa. A pessoa que vinha buscar ela não pode vir.

—É, o carro da minha amiga quebrou.— Júlia completou.

Eduarda olhava de Lucas para a mulher. Tentando entender a situação.

—Ah tá— foi o que disse com um sorriso sem graça no rosto.

—Então você espera aqui com a gente Du, já já nós vamos.— Lucas disse observando Eduarda. Explicando toda a situação para ela não entendesse nada errado.

—Vocês trabalham juntos?— Eduarda perguntou. Precisava entender algumas coisas.

—Não, quer dizer mais ou menos— Lucas disse.

—Como assim?— Du perguntou.

—Eu sou secretária do José Pedro — Júlia falou, olhando Eduarda.

—Eu tô meio que trabalhando para o Zé Pedro, só até eu aprender mais sobre a área que eu tô e a Júlia me ajudou muito hoje. Porque eu não sei fazer quase nada.

—Ah tá, entendi— Du disse.

—Não fala assim,Lucas, você leva jeito. É só questão de tempo.— Júlia disse.

Um silêncio estranho pairou no ar. Vinham se aproximando alguns funcionários que Lucas se lembrou de tê-los visto no departamento de Clara. Felizmente, um casal morava relativamente perto de Júlia e aceitaram levar ela até em casa.

—Obrigada por ter me ajudado senhor Lucas— Júlia agradeceu antes de sair.

—Imagina, você é que me ajudou muito hoje.— ele sorriu.

Quando Júlia foi embora com o casal, Lucas notou que Du estava muito quieta.

—Porque você tá tão quieta?— ele perguntou passando a mão carinhosamente nos cabelos dela.

—Por nada— ela respondeu. Alguma coisa naquela moça a estava deixando incomodada.

—Então sorri pra mim, vai— ele pediu tentando pegar no nariz dela. Era uma brincadeira que eles tinham. Eduarda acabou rindo tentando o fazer parar.

—É assim que eu gosto de te ver— ele disse colocando o braço no ombro dela e caminhando em direção ao carro.

Eduarda tinha percebido que Lucas não tava com segundas intenções com Júlia. Só que a garota de cabelos vermelhos tinha sentido uma sensação estranha. Como se o seu sexto sentido quisesse lhe dizer algo. Mas, sabia que estava completamente apaixonada por Lucas e o que estava a afligindo podia ser somente ciúmes. Mas não iria deixar que isso atrapalhasse a sua noite. Ela sempre esquecia dos seus problemas perto de Lucas. Estava morrendo de saudade dele, só queria sorrir muito e o ver sorrir. Nada iria atrapalhar isso.

Notas finais
Por favor comentem!! não me esqueci de vcs nem da fic, bjs obg por acompanharem ♥