Notas iniciais
Milhões de desculpas pela demora!! eu estava sem tempo e também não estava tendo inspiração pra escrever. Espero que gostem e comentem! Boa leitura!

Eduarda continuava sem acreditar no que ouviu. A pergunta de Rosa martelava em sua mente.

“Grávida? Será? Não! Não!”

Eduarda sentia o coração bater mais rápido no peito, como se fosse sair pela boca a qualquer momento. A vontade de vomitar e a pressão baixa tinham passado, mas ela não se sentia bem. Isso não podia ter acontecido com ela. Não podia ter acontecido com eles dois. Ela e Lucas eram muitos novos para isso, ele era seu melhor amigo, estavam namorando a tão pouco tempo. Não, isso realmente não podia acontecer.

—E então minha menina?— Rosa a indagava, continuava olhando para o rosto assustado da menina.

—Foi só um mal estar — a voz de Du quase não saia, tamanho o choque.

—Será mesmo? Não tem chance disso ser verdade?— Rosa a olhava com preocupação.

Eduarda queria muito dizer que não, não tinha chance, mas sentia um nó na garganta. Sua mente lhe dizia uma verdade que aumentava ainda mais o seu medo e ela não queria aceitar que essa possibilidade existia. Sua mente lhe lembrava que não tinham se protegido.

“Como puderam ser tão irresponsáveis assim?”

—Rosa...— o nó na garganta dificultava a sua voz. Rosa segurou em sua mão, parecia que estava lhe dando forças para continuar.

—Eu e o Lucas...— o olhar de Eduarda confirmavam as suposições de Rosa.

Eduarda sentiu o medo apoderar-se de seu corpo, começava a imaginar que estava realmente grávida e uma vontade de chorar surgiu. Ela olhou para Rosa que lhe estendeu os braços. A menina abraçou sua avó do coração. As lágrimas já molhavam o seu rosto.

—Não pode ser verdade— ela dizia mais para si mesma do que para Rosa.

—A gente precisa saber se você tá grávida, vou comprar um teste de farmácia— Rosa beijou a testa dela. Eduarda estava tão nervosa que não falou nada, no fundo de seus pensamentos, desejava acordar e descobrir que aquilo tudo não tinha passado de um sonho.

Na empresa, Lucas estava sentado encarando a tela do computador. Já não aguentava mais ter que fazer tantas planilhas. José Pedro não parava de mandar mais trabalho para ele e justo aquelas coisas tão chatas. Ele pegou seu celular que estava em seu bolso e procurou uma foto de Du.

—Queria tanto que você estivesse aqui, leki

Rosa tinha esperado Eduarda acalmar-se para poder ir na farmácia. Seu coração de avó estava apertado. Sua menina podia estar grávida e se isso se confirma-se não queria imaginar a reação dos pais dela. Eles sempre foram tão duros na criação dela, sabia que não iriam ser compreensivos e dar o apoio que a filha precisa.

Rosa chegou no apartamento com uma sacolinha na mão, caminhou até o quarto de Du e a encontrou do mesmo jeito que tinha deixado. Deitada, abraçando o travesseiro. Quando aproximou-se percebeu que os olhos da menina haviam ficado mais vermelhos.

—Minha menina? Eu trouxe o teste.

Eduarda olhou para a sacolinha.

—Tenha coragem. Eu estou aqui com você — Rosa disse e Eduarda sentou na cama respirando fundo.

As horas tinham se arrastado na empresa dos Medeiros. Aquele trabalho todo estava lhe dando dor de cabeça. Queria que o fim do expediente chegasse logo. Pegou o celular e decidiu ligar para Du. Chamou e ele esperou. Continuou chamando e caiu na caixa postal. Lucas estranhou aquilo.

“Será que tinha feito algo errado?”

Ia ligar de novo quando seu irmão entrou na sala.

—Lucas?

—Hum

—Conversei com a dona Maria Marta e ela queria saber a minha avaliação sobre você, sabia?— José Pedro disse em um tom provocador.

João Lucas não respondeu e ele prosseguiu.

—Eu disse que não sei o que o meu pai estava pensado quando te colocou na Império.

—Você é muito puxa saco mesmo né? Qual é a tua heim? — Lucas disse.

—A minha? Ser o novo presidente dessa empresa. E você é um idiota que não sabe o que tá fazendo aqui. Pode ter certeza que vou te tirar do meu caminho, seu moleque!

—Você é um babaca mesmo. O coroa nunca ia deixar a Império na sua mão. Um filhinho de mamãe como você?

—Cala a boca, seu imbecil!— Pedro disse com raiva

—O que você veio fazer aqui? Só me atacar? — Lucas disse.

—Vim só comprovar o que eu disse pra minha mãe. Bom trabalho — sorriu ironicamente antes de sair.

—Que família é essa? – Lucas se perguntou. Conferiu as horas no celular e agradeceu mentalmente faltar bem pouco acabar o expediente.

Já estava escuro quando Lucas entro no seu carro no estacionamento da Império. Não via a hora de descansar e encontrar sua namorada. Só ela podia salvar aquele dia pesado que teve. Ainda estava preocupado por ela não ter atendido a ligação e nem retornado a chamada dele.

“Será que tinha acontecido alguma coisa?”

Demorou um pouco para chegar em casa por causa do trânsito. Estacionou seu carro em sua vaga e seguiu para o elevador. Pegou o celular e ligou para ela de novo.

—Atende leki. Vamo, vamo atende— estava angustiado com a demora dela, seu coração aliviou quando ouviu a voz dela.

—Oi— ela disse.

—Oi leki, você já chegou na minha casa?— ele perguntou.

—Sim. Tô aqui no teu quarto, você tá chegando?— ele notou a voz dela estranha.

—Cheguei, tô subindo. Você tá bem?

—Humhum— ele continuou achando ela estranha, mas preferiu não insistir.

—Beijo, tô chegando.

A ligação encerrou e ele havia ficado mais preocupado.

Ele entrou em casa e foi direto para o seu quarto.

Eduarda estava andando de um lado para o outro. Seu coração estava tão acelerado que pensou que iria ter um treco a qualquer momento. Resolveu sentar na cama para tentar se acalmar. Respirou fundo e viu a porta abrir, era ele.

—Oi— ele disse sorrindo, aquele mesmo sorriso que a encantava todo dia.

—Oi— disse séria.

Ele caminhou até ela e lhe deu um selinho, em seguida sentou-se ao seu lado.

Eduarda levantou da cama e começou a andar e ficou de costas para ele. Por mais que tentasse não conseguia se acalmar. Lucas estranhou essa reação dela.

—Tá acontecendo alguma coisa, Du? Você tá estranha

Eduarda respirou fundo e se virou. Ao encontrar o rosto preocupado dele, seu coração apertou mais no peito.

—Aconteceu sim— sua expressão era séria.

—O que tá pegando?— ele levantou e ficou na frente dela.

—Aconteceu uma coisa muito séria, Lucas— ela olhou nos olhos dele. Estava tão perdida.

“como é que iria dizer aquilo?”

—O que aconteceu? Você tá me preocupando, Du, me diz o que foi? Porque você tá assim?— ele segurou em suas mãos. Estavam geladas.

—Você tá gelada— a preocupação dele aumentou, sentiu um aperto no peito – Me diz o que aconteceu.

Eduarda sentia o coração tão acelerado no peito, que tinha certeza que iria desmaiar a qualquer momento. Ela encarou os olhos de Lucas.

—Aconteceu o que não poderia ter acontecido— a voz dela saiu nervosa.

Sempre se perdia quando olhava nos olhos dele. Eles sempre a atraiam com tanta força. Mas, naquele momento, estavam preocupados. Seu coração quebrava inteiro quando sentia que ele estava perdido.

Ela própria estava perdida, como nunca tinha se sentido antes. Nem quando descobriu que estava apaixonada por ele tinha se sentido assim.

—O quê que não podia ter acontecido, Eduarda?— ele segurava a mão dela com carinho, queria que se sentisse segura perto dele.

—Eu tô grávida— ela disse.

Lucas paralisou. Ele olhava para Eduarda tentando digerir aquela notícia.

—E agora, Lucas? Como é que vai ser? O que a gente vai fazer? O que eu faço?— ela falava nervosa.

—Calma— foi o que ele conseguiu dizer. O nervosismo dela estava-o deixando nervoso também.

—Como é que eu vou ficar calma? — as mãos dela começaram a tremer. Lucas percebeu.

—A gente tá perdido— ela começou a chorar novamente.

Eduarda estava totalmente perdida. Ela estava grávida de Lucas. Do seu melhor amigo. Eles tinham começado a namorar a tão pouco tempo. A vida dos dois era tão conturbada. Ela tinha tantos problemas com os pais, Lucas também. Agora os dois iriam ser pais. Será que o relacionamento deles iria resistir a isso? A amizade iria ser a mesma?

Lucas estava assustado coma a notícia que iria ser pai. Estava assustado com estado dela. Pensava que a qualquer momento ela iria ter um treco. Ele também estava perdido, mas queria ser forte. Forte, para ela poder se sentir segura. Ele queria protege-la.

—Eu tô aqui com você ,Du. Não fica assim— ele a abraçou. Ela chorava contra o seu peito.

—A gente tá junto para o que der e vier, lembra? – ele disse.

—Eu tô com medo— ela ainda chorava. Abraçou-o de volta, estava precisando tanto senti-lo perto de si.

—Eu tô com você. Eu vou sempre estar com você. Não precisa ficar assim, tá? Confia em mim— ele também estava nervoso, mas tentava falar calmamente. Queria que ela se acalmasse.

—Eu confio em você— ela falou e ele beijou sua cabeça.

—Eu nunca vou te deixar sozinha, Du. Eu não consigo mais viver sem você. Porque você já faz parte de mim.

O abraço de Lucas fez Eduarda parar de tremer. Ela passou uma das mãos no rosto tentando secar as lágrimas. Lucas a soltou e segurou o rosto dela com as mãos. Olhou para o rosto dela molhado pelas lágrimas e começou a seca-las. Ela estava tão insegura, mas Lucas a olhava tão intensamente que começou a se perder de novo na intensidade deles.

“ele tinha dito que não conseguia mais viver sem ela”

—O que você disse?— a voz dela saiu baixa.

Ele sorriu de lado.

—Que eu não sei mais viver sem você — ele falava olhando nos olhos dela -Porque você é muito importante pra mim. Eu te amo, Du.

Eduarda não pode conter o sorriso com aquelas palavras. Era a confirmação de que ele também a amava.

—Eu te amo tanto, Lucas — ela ainda sorria emocionada.

Lucas também sorriu. Sempre quis ouvir aquela declaração dela.

Ele se aproximou e a beijou. Suas mãos que estavam segurando seu rosto, foram parar em sua cintura, a abraçando. Ela abraçou o corpo dele.

Não sabiam como seria daqui pra frente. Mas tinham a certeza que iriam enfrentar tudo sempre juntos. Essa era a força necessária.

Notas finais
Desculpa pela demora de novo. Ps: obg fc @divajosiepessoa por divulgar a fic ♥ ♥ Comentem!! bjs ♥