Escrito nas Estrelas
23 Boate
Notas iniciais
Dias depois
João Lucas e Eduarda continuavam naquele namoro secreto. Maria Marta sempre que podia dava as suas alfinetadas na garota, mas Du procurava não ligar. Seu relacionamento com Lucas estava cada vez mais firme e isso lhe dava forças para lutar por ele.
Lucas estava entendendo melhor como funcionava a empresa e por isso estava se saindo melhor em seu trabalho. Sempre que podia mandava mensagens para Du e assim os dois iam se falando o dia todo até chegar a hora de se encontrarem.
O garoto tinha acabado de terminar as suas obrigações do dia e resolveu ligar para Eduarda.
—Oi linda— ele disse.
—Oi leki— ela sorria toda vez que ouvia aquele “linda”
—Já terminei aqui, tô passando aí já já— eles tinham combinado de sair aquela noite para dançar e curtirem um pouco.
—Ok, eu tô terminando de me arrumar
—Tá certo, tô indo, beijo— ele soltou um beijo pra ela ouvir. Eduarda riu.
—Tô te esperando, beijo— ela desligou o celular e se olhou no espelho.
—Ai Lucas, até que eu estou feliz em ficar um pouco longe da sua família. Ser só eu e você.
Ela pegou o lápis de olho e passou mais um pouco, adorava ter o olhar bem marcado. Quando terminou ela se olhou no espelho, estava vestindo um short jeans preto, uma blusa branca, uma jaqueta de couro vermelha por cima e uma bota preta. Ela passou as mãos nos cabelos e deu um leve sorriso antes de ir até a cama e pegar sua pequena bolsa.
Ouviu umas batidas na porta e logo em seguida a voz de Rosa pedindo para entrar.
—Entra aí— Du disse.
—Já vai sair de novo né?!— Rosa sorriu.
—Vou sim
Rosa olhou Eduarda com mais atenção.
—Você está tão linda minha menina.
—Valeu— Eduarda sorriu.
—Isso tudo é para o Lucas?
A garota de cabelos vermelhos sorriu com a pergunta.
—Isso tudo, dona Rosa, é porque eu tô feliz— a menina caminhou até sua vó do coração e lhe deu um beijo na bochecha.
—Que bom— Rosa sorriu.
O celular de Eduarda tocou com a mensagem de Lucas avisando que já estava a sua espera lá embaixo.
—Rosa já tô indo, não precisa me esperar viu
—Juízo— Rosa lhe deu um beijo na bochecha antes da menina partir.
Lucas tinha colocado uma música baixinha pra escutar enquanto esperava no carro. Abriu um sorriso quando a avistou caminhando em direção ao seu carro e esse sorriso ficou mais intenso quando ela entrou e o encarou.
—Oi Lucas— ela sorriu da cara dele – que foi?
—Você tá tão linda leki
—Bobo— ela sentia o rosto corar.
Lucas aproximou-se e a beijou antes de dar a partida no carro.
—Só você pra me fazer bem viu?! A empresa tá me matando, tá muito puxado esses dias e agora que eu tô pegando o jeito de como tudo funciona, tá vindo mais trabalho— ele desabafava enquanto dirigia.
—Mais esse império também é seu, você tem mesmo que aprender como tudo funciona e fazer parte disso. Mas agora é hora de relaxar, então esquece isso um pouquinho tá?! – ela pediu e deu um selinho nele quando eles pararam em um sinal vermelho.
Não demoraram muito para chegar na boate. Como sempre não precisaram pegar fila e foram direto para o bar.
—Que tomar o que Du?
—Nada por enquanto. Vamos dançar? Depois você bebe— ela perguntou olhando a pista que estava meio cheia.
—Beleza então— Lucas passou a mão pela cintura dela e foi caminhando até a pista e ficou em um lugar que estava meio vazio.
Os dois começaram a dançar ao som da música eletrônica. Lucas mais agarrava a namorada do que dançava. Quando cansaram foram até o bar beber alguma coisa. Lucas pediu uma vodka e Eduarda preferiu uma água com gás. Sempre se preocupava em não beber muito para poder cuidar de Lucas, por isso ela não exagerava, por enquanto estava bom mesmo só a água com gás.
—Tá curtindo Du?— ele perguntou.
—Tô sim— ela disse dando um gole – e você vê se não exagera em leki — ela disse apontando para o copo dele.
—Tá certo— ele riu — minha fiel escudeira linda— lhe deu um selinho.
—Relaxou mais?— ela perguntou.
—Sim, mas lá em casa tem muito problema, cê sabe e a Clara e a Dona Marta agora tão trazendo problema da Império pra dentro de casa também— ele disse.
—Sério o que foi dessa vez?— ela deu mais um gole e mordeu um sanduíche que tinha pedido.
—Dona Marta tá querendo interferir nas joias da Clara e claro que a minha irmã não tá deixando e aí a confusão continua— ele continuava a falar e Du começou a sentir um incomodo com aquela comida. Deixou o sanduíche de lado e ficou prestando atenção na conversa.
—Tá brabo mesmo o clima, me dar um pedacinho— ele deu uma mordida no sanduíche — mas vamos deixar isso pra lá né— se aproximou dela e começou a beijar o seu pescoço.
Eduarda sorriu com a cosquinha que a barba mal feita dele fazia em sua pele, mas Lucas tinha bebido um pouco e aquele cheiro começou a lhe incomodar, mas mesmo assim ela não empatou o beijo que ele lhe deu em seguida.
Ele passou as mãos pela sua cintura e continuou a falar sobre como tinha sido o seu dia, mas ela não estava mais prestando tanta atenção, olhou em volta, as luzes piscando e a música alta estavam lhe causando um mal estar.
“Droga aquele incomodo estava aumentando” ela pensou.
Ela baixou a cabeça e respirou fundo para ver se aquele maldito mal estar passava. Lucas começou a notar que Eduarda estava estranha.
—Tá tudo bem?— ele perguntou, mas ela continuou com a cabeça baixa.
—Du?— ele levou suas mãos até o rosto dela e levantou.
—Acho que não tô bem não leki— ela disse.
—O que você tá sentindo?— ele a olhou com preocupação.
—Não sei, não tô bem.
Ele passou as mãos pelo rosto dela e sentiu que ela estava fria. A preocupação dele aumentou.
—Vamos embora Du. Você tá gelada— ele chamou o barman e pagou a conta.
—Consegue ir até o carro?— ele perguntou.
—Consigo— ela passou a mão na cintura dele e começaram a caminhar.
Lucas caminhava devagar com ela para não piorar. Quando chegaram no estacionamento, ele logo abriu o carro e a sentou.
—Tá melhor? — ele perguntou olhando bem para o rosto dela que ainda estava pálido.
—Tá passando leki— ela disse. Realmente ter saído da boate tinha diminuído seu mal estar. Ela respirava mais profundamente agora, o barulho tinha diminuído e aquele cheiro de bebida também, já estava começando a se sentir melhor.
—Sério? Você tá pálida.
—Sério, tô melhor.
—Então vamos pra casa.
Ele entrou no carro, Eduarda apoiou a cabeça no banco e ficou quietinha. Lucas a levou para casa dos Medeiros. Ela só pensava em deitar e descansar e foi o que fez. Chegaram e foram direto para o quarto dele. Lucas segurava em sua cintura para apoia-la. Ela se deitou na cama e Lucas começou a tirar suas botas.
—Quer comer alguma coisa? Eu vou pedir para a Claraide fazer— ele disse olhando para o rosto dela enquanto fazia massagem em seu pé. A palidez tinha passado e ele sentiu-se mais aliviado.
—Não quero comer nada não
—Nem uma sopa, um leite? Você passou mal Eduarda precisa forrar o estômago.
—Sério leki, não quero comer nada. Acho que foi aquele sanduíche lá que me fez mal. Eu só quero ficar quieta. – ela viu sua expressão de preocupação – fica tranquilo, eu já tô bem.
—Tá bem mesmo? Se tiver sentindo alguma coisa me fala, que a gente vai no médico e....
—Tô sim, se eu sentir alguma coisa te falo tá?! — o incomodo tinha passado quase que totalmente.
—Tá— ele tirou os próprios sapatos, a cobriu com o lençol e deitou do lado dela.
Eduarda sorriu pra ele, para tranquiliza-lo. Ela colocou a cabeça em seu peito e o abraçou. Lucas a aconchegou melhor em seus braços e beijou sua testa. Ele percebeu que ela estava bem melhor e seu coração se aquietou mais no peito.
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