Notas iniciais
Gente me perdoem pela demora!! não esqueci de vcs, estava muito ocupada e com a emoção a flor da pele por conta do Enem. Pois é, eu passei!!! Tô muito, muito, muitíssimo feliz!! Acho que vão gostar desse capítulo ;) Boa leitura!

João Lucas e Du não demoraram a chegar na balada, era a que eles geralmente iam. Lucas deixou o carro no estacionamento, ele era tratado como vip lá, por isso não precisaram pegar fila, entraram direto.

Como era de se esperar a boate estava lotada, muita gente rindo e dançando. Eles foram direto para o bar.

—Vai tomar o que leki?— Du perguntou

—Vodka— ele disse

—De primeira?— ela perguntou rindo e balançando a cabeça negativamente.

—É— ele riu

—Também quero, pedi aí— ela disse

Lucas chamou o barman e fez o pedido que chegou logo. Ele entregou para a amiga e começaram a beber. Lucas começou a olhar para a pista, tinha muita gente dançando.

—Bora dançar leki? a música tá boa— ele falou animado para Eduarda

—Demorô— ela disse deixando o copo em cima do balcão

Lucas foi guiando Eduarda até o centro da pista, tava tocando música eletrônica, ele parou em frente a ela, sorriu e eles começaram a dançar, nem percebiam o tempo passar.

—Leki tô com sede— Du disse depois de muito tempo.

—O que?— Lucas gritou, não tinha escutado nada por causa do som alto.Eduarda sorriu e aproximou-se do ouvido dele.

—Tô com sede, vou ali no bar— ela disse gritando

—Vou com você— ele disse rindo

Eduarda virou-se e foi andando até o bar. Lucas a seguia.

—Lucas?— uma morena linda, puxou seu braço

Lucas virou e a olhou sem reconhecer.

—Oi?— ele disse alto

—Oi Lucas— ela aproximou-se e beijou o canto da boca dele e falou no seu ouvido - lembra de mim?

O garoto sorriu sem graça.

—Joana— ela disse, o garoto percebeu que ela já estava começando a ficar sem graça.

—Claro, Joana a quanto tempo?— ele disse, mas não lembrava-se de onde a conhecia.

—Pois é— ela sorriu e continuou falando no ouvido dele — a gente já curtiu umas baladas juntos.

Eduarda tinha chegado no bar e percebeu que seu amigo não tinha vindo, olhou em volta a procura e sentiu o corpo gelar quando viu uma linda morena falando no ouvido dele. Eduarda ficou prestando atenção e via que os dois sorriam, já podia prever o que ia acontecer e uma raiva começou a tomar conta de si.

A vontade de beber tinha passado, mas não podia continuar vendo aquilo em seco, chamou o barman e pediu uma vodka.

—Pode botar o copo cheio viu?!— ela disse

—Quer ficar bêbada é gata?— o barman disse sorrindo

—E se for? não é da sua conta!— ela disse com a cara fechada, ele riu

—Tudo isso é por causa do seu namorado?— ela o olhou surpresa

—Eu não tenho namorado— ela olhou para o copo que ele tinha colocado na sua frente.

—Não? e porque tá com ciúmes dele?— ele apontou para Lucas e depois apoiou-se no balcão a encarando.

—Não tô com ciúme dele, a gente é só amigo— ela olhou para o barman e dessa vez percebeu que ele era bem gato. Um moreno alto, musculoso, ela percebeu pelos os seu braços desnudos.

—Não acredito que qualquer cara consiga ser só seu amigo, gata— ele começou a olhar para a boca dela.

Eduarda começou a ficar um pouco sem graça, mas logo lembrou de Lucas e aquele cara tinha caído feito uma uma luva para mostrar que ela também tinha o seu valor.

—Daqui a pouco eu vou ter um tempinho de folga, tenho um amigo que quebra esse galho pra mim. A gente podia se conhecer melhor? o que você acha?

Lucas tinha conseguido, finalmente, livrar-se da garota. Depois de dois minutos de conversa,ela o lembrou que já tinham ficado, mas já fazia tempo. Ela o puxou para dançar e ficou dançando ao redor dele foi quando ele viu o barman bem próximo de Eduarda. Ficou alguns segundos sem reação. Começou sentir uma raiva tomar conta de si. Falou alguma coisa para a morena e andou ligeiro para perto de Du. Aproximou-se e viu o olhar de desejo daquele cara para a sua Du, não tinham compromisso,mas ela era sua sim, nem que fosse só melhor amiga. Seu sangue ferveu.

—Leki, tá tudo bem?— ele disse, nervoso, para Du depois olhou para o barman que estava bem próximo dela.

—Tá tudo bem aqui cara, não tá vendo?— o barman falou para Lucas.

—Não se mete na conversa— Lucas disse com a cara séria.

—Em leki?— ele olhou para Du.

—Tá tudo beleza leki, porque não estaria?— ela olhou bem séria pra Lucas, só de lembrar dele com aquela mulher, a raiva aumentava.

Lucas ficou sem reação, não sabia o que responder, só queria afastá-la daquele conquistadorzinho barato.

—A festa já deu o que tinha que dar, cê não acha?— Lucas riu nervoso.

—Pra mim tá só começando— o barman disse, ainda estava observando Eduarda.

Lucas sentiu seu sangue ferver mais ainda, a vontade de quebrar a cara dele aumentava. Lucas respirou fundo para se controlar. Eduarda só observava a cena, ela não sabia o que fazer.

—Vamos leki— ele disse olhando Du.

—E se ela quiser ficar em cara— o barman ficou em pé e encarou Lucas.

—Mais você é muito abusado mesmo em!— Lucas colocou as duas mãos no balcão, iria ter que quebrar a cara dele.

Eduarda assustou-se quando percebeu que o clima estava ficando ruim. Seu coração ficou aflito não queria que Lucas se metesse em confusão. Segurou no braço do amigo.

—Vamos leki, cê tem razão, aqui já deu o que tinha que dar— ela disse na tentativa de o tirar dali.

—Tem certeza, gata?— o barman disse.

—Tá ouvindo não cara?— Lucas disse, seu coração tinha acelerado por causa da raiva.

—Vamos Lucas— Du disse para o amigo. Ele permaneceu encarando o barman, então Du puxou o braço dele, o tirando dali.

Eles foram andando e Lucas passou o braço pelo pescoço de Du. Era um sinal claro que ele sempre iria a proteger.

Eles foram andando, assim, até o carro. Quem olhava pensava que eles eram bem mais que amigos.

—Deixa eu dirigir leki, acho que você bebeu demais— Du disse.

Lucas não falou nada, só entregou a chave do carro para ela.

—A gente vai pra onde?— ela perguntou.

—Tava pensando em ir para um lugar mais tranquilo— ele disse a olhando.

—Qual?— ela perguntou entrando no carro e sentando-se no banco do motorista. Lucas sentou-se no do carona.

—A minha casa— ele a olhou. Ele sabia que a sua casa não era tranquila, mas já era quase madrugada, a casa devia estar mais calma.

—Tá, te deixo lá e depois pego um táxi, não queria ir pra casa, mas fazer o que né?!— ela disse meio desanimada, voltar pra casa sempre era difícil.

—Fica lá em casa, então!— Lucas falou naturalmente. Estava nervoso, mas tentava disfarçar.

Eduarda o olhou surpresa.

—Como assim leki?— ela estranhou, nunca tinha ido na casa dele, no máximo tinha estado só na garagem dele.

—Se quiser pode dormir lá também!— o garoto falava, tentando parecer o mais natural possível, na esperança que a amiga aceitasse.

—Tá maluco? você bebeu demais, só pode!— ela disse, no fundo queria aceitar, mas entrar na casa dele era uma ideia estranha demais, nunca tinha entrado na casa de um milionário.

—Tô falando sério leki, vamos lá pra casa vai?!— ele a olhou com um olhar tão sincero que ela não conseguiu negar.

—Eu? na sua casa? tem certeza? — ela fez um ar de riso, por conta do nervosismo.

—Tenho— ele sorriu nervoso, queria muito que ela fosse — Topa?

—Topo— ela disse e ele sorriu aliviado.

—Então partiu leki?— ele disse animado, afinal, tinha conseguido o que queria.

—Partiu— ela disse rindo nervosa ao se imaginar naquele lugar.

Eduarda deu partida no carro. Estava feliz, mas ao mesmo tempo tensa. Não parava de pensar que iria entrar na casa dele...

João Lucas estava feliz, a tempos queria a convidar para ir na sua casa, não via nenhum problema em estar a sós com ela. Claro que não iria acontecer nada demais, ele não era maluco, não arriscaria botar a perder a amizade dos dois. Mas naquele momento não queria estar em lugar movimentado, queria estar em um lugar calmo com ela. A imagem de outro homem perto dela tinha o perturbado demais, não sabia se iria controlar-se novamente se isso se repetisse. Pelo menos por aquela noite, ele queria ter a certeza que iria ser sempre assim : só ele e ela.

Notas finais
Comentem o que acharam e muito obrigada pelas visualizações estão quase chegando a 4 mil!!! beijão meus leitores lindos