Escrevendo O Destino
9 8. A última música
Notas iniciais
Primeiramente, quero agradecer à leitora Rutch Reis (que fez o desenho de capa da fic) pela recomendação! Muito, muito obrigada, linda! ♥ Agradeço também a todos que deixam reviews sempre! No capítulo passado eu comemorei os 100 reviews, e estou imensamente feliz de anunciar que, quando entrei pra postar este capítulo, me deparo com a marca de 150 reviews! Muitos deles de leitores que chegaram "atrasados" e comentaram nos capítulos anteriores! Sejam muito bem-vindos, novos leitores!
Sei que me atrasei! Tinha prometido um capítulo pra ontem! Mas o danadinho não queria sair de jeito nenhum! Re-escrevi várias vezes, até que cheguei num resultado que eu achasse aceitável. Eu não gosto de postar pra vcs nenhum capítulo que eu não considere realmente bom.
Espero, sinceramente, que a espera tenha valido a pena.
No capítulo de hoje, o DC vai cantar mais uma música. Ouçam no link abaixo e, igual no capítulo passado, imaginem que é a banda TMJ tocando, com o DC nos vocais. rsrsrsrsr
http://www.youtube.com/watch?v=TMPQZbcO8tc
Boa leitura!
Capítulo 8
A última música
Lutei contra o sono. Eu não queria dormir. Queria olhar a Mônica dormindo. Era a visão mais linda do mundo.
A visão dela tão frágil, tão vulnerável, se abraçando em mim sem medo. Sem medo do que ela sente por mim.
Eu achava que gostava dela. Que curtia a ideia de ficar com ela. Mas era mais do que isso. Eu a amava.
Sussurrei no ouvido dela:
– Eu te amo, linda.
Acho que vi um sorriso.
Eu queria parar o tempo agora.
O sono finalmente me vence. Fecho os olhos. Mas o calor dela ainda está ali. Sinto o perfume dela. Ela está aqui comigo, e nada mais importa.
Quando acordei, estava sozinho. De novo.
Essa era a pior sensação do mundo. Era como cair do céu direto no inferno.
Por que ela faz isso comigo? Por que, toda vez que ela se atira em minha cama, desaparece logo depois?
O lugar que ela ocupou na cama estava frio.
Terá sido um sonho?
Não.
No travesseiro, o perfume e um fio de cabelo dela.
Mônica, por quê?
É assim que vai ser?
Você busca conforto em mim e me deixa pra trás quando não precisa mais?
Que mal eu te fiz pra você me torturar assim?
E assim mais um dia começava. Mais um dia nessa montanha-russa que eu chamo de vida.
Na escola, Mônica se senta ao lado do Cebola. Eles não estão namorando, mas parecem unidos como nunca.
Entendi.
Durante o dia, ela anda de mãos dadas com o melhor amigo, e mostra o que todo mundo quer ver. O que todo mundo espera que ela faça. E, na calada da noite, ela corre pros meus braços.
Só que eu não vou mais deixar ela fazer isso.
Um mês, Mônica. Um mês e eu vou me ver livre do seu domínio.
No intervalo, Mônica se senta do meu lado.
– Oi, DC.
– Oi.
– Você tá triste com alguma coisa?
– E não era pra estar?
– Eu não gosto de te ver triste assim.
– Então, por que você foi embora hoje cedo? Ou vai me dizer que você também não lembra o que fez a noite passada?
– Eu lembro, DC. Mas eu não podia ficar. Tinha que voltar pra casa antes que minha mãe viesse me acordar.
– E por que você não me chamou pra se despedir? Por que não deixou um bilhete? Você não tem ideia de como eu me senti.
– Ontem à noite foi um deslize, Do Contra. Um equívoco. A gente não pode deixar que isso aconteça de novo.
Então era assim. O que, pra mim, tinha sido a melhor noite da minha vida, pra ela tinha sido um equívoco.
– Um equívoco? Ok, Mônica. Pode ficar tranquila. Não vou mais cometer esse equívoco. Da próxima vez que você me ligar no meio da noite pedindo colo, eu vou ignorar. Vou mandar você ligar pro Cebola. Tá bom assim pra você?
– DC…
Não esperei ela completer a frase. Saí correndo dali. A vontade de chorar ia me vencer, e eu não podia deixar que ela visse.
Depois da aula, a banda toda foi lá pra casa. Era dia de ensaio. Depois, a gente ia começar as filmagens do trabalho de Literatura.
Em todo ensaio, os integrantes traziam uma sugestão de música, e a gente tocava pra decidir se ia colocar no repertório ou não. Entreguei a todos uma cópia da cifra de The Last Song, do The All-American Rejects, e anunciei:
– Essa eu vou cantar.
– Você vai cantar, DC? – Magali ficou surpresa.
Me sentei na bateria e coloquei o microfone head-set.
– Vou. Depois eu explico. Mônica, senta ali. Você vai só assistir. Cebola, o tom é ré. Vamos lá, pessoal!
A melodia começou. Olhei Mônica nos olhos, e comecei a cantar.
This may be the last thing that I write for long
Esta talvez seja a última coisa que eu escrevo por muito tempo
Can you hear me smiling when I sing this song
Você pode me ouvir sorrindo enquanto eu canto esta canção
For you and only you?
Pra você e só você?
As I leave will you be someone to say good-bye?
Enquanto eu vou embora, você vai dizer adeus?
As I leave will you be someone to wipe your eye?
Enquanto eu vou embora, você vai enxugar suas lágrimas?
My foot is out the door and you can't stop me now
Meu pé está fora da porta e você não pode me parar agora
You wanted the best
Você queria o melhor
And it wasn't me
E não era eu
Will you give it back?
Você vai devolver isso?
Now I'll take the lead
Agora eu vou assumir a dianteira
When there's no more room to make it grow
Quando não há mais espaço para fazer crescer
I'll see you again
Vou te ver de novo
You'll pretend you're naïve
Você vai se fazer de ingênua
Is this what you want?
É isso que você quer?
Is this what you need?
É disso que você precisa?
How do you end up? Let me know
Qual será seu fim? Me avise
As I go remember all the simple things you know
Enquanto eu vou, lembre-se de todas as coisas simples que você sabe
My mind is just a crutch and I still hope
Minha mente é apenas um apoio e eu ainda espero
That you will miss me when I'm gone
Que você sinta minha falta quando eu tiver ido embora
This is the last song
Esta é a última música
The hearts start breaking as the year is gone
Os corações começam a se partir enquanto o ano acaba
The dream's beginning and the time rolls on
O sonho está começando e o tempo passa
It seems so surreal
Parece tão surreal
And now I sing it
E agora eu estou cantando
Somehow I knew that it would be this way
De alguma forma eu sabia que seria assim
Somehow I knew that it would slowly fade
De alguma forma eu sabia que enfraqueceria devagar
Now I am gone
Agora eu vou embora
Just try and stop me now
Tente me parar agora
You wanted the best
Você queria o melhor
And it wasn't me
E não era eu
Will you give it back?
Você vai devolver isso?
Now I'll take the lead
Agora eu vou assumir a dianteira
When there's no more room to make it grow
Quando não há mais espaço para fazer crescer
I'll see you again
Vou te ver de novo
You'll pretend you're naïve
Você vai se fazer de ingênua
Is this what you want?
É isso que você quer?
Is this what you need?
É disso que você precisa?
How do you end up? Let me know
Qual será seu fim? Me avise
As I go remember all the simple things you know
Enquanto eu vou, lembre-se de todas as coisas simples que você sabe
My mind is just a crutch and I still hope
Minha mente é apenas um apoio e eu ainda espero
That you will miss me when I'm gone
Que você sinta minha falta quando eu tiver ido embora
This is the last song
Esta é a última música
Will you need me now
Você vai precisar de mim agora
You'll find a way somehow
Você vai dar um jeito
You want it too
Você quer isso também
I want it too
Eu quero isso também
As I go remember all the simple things you know
Enquanto eu vou, lembre-se de todas as coisas simples que você sabe
My mind is just a crutch and I still hope
Minha mente é apenas um apoio e eu ainda espero
That you will miss me when I'm gone
Que você sinta minha falta quando eu tiver ido embora
This is the last song
Esta é a última música
Quando a música acabou, larguei as baquetas. Todos aplaudiram olhando pra mim, e não viram quando Mônica deixou escapar uma lágrima.
– Ficou sensacional essa música, gente! DC, você nunca contou pra gente que cantava tão bem – Magali elogiou.
– Um músico tem que ser completo.
– E por que você escolheu essa música? – Cascão perguntou.
– Porque essa foi a última música que eu toquei com vocês.
Todos me olharam em choque.
– Tô saindo da banda, galera.
– Mas, DC… Você não pode… Sem você, a banda vai estar arruinada – Xaveco suplicou.
– Eu vou me mudar pro Japão mês que vem. Não posso ficar.
Magali começou a chorar e veio me abraçar. Todos a seguiram, menos uma pessoa. Mônica manteve distância o tempo todo.
Entreguei minhas baquetas ao Xaveco.
– Acho que você é o mais indicado pra tocar no meu lugar, Xaveco. Eu confio em você pra ser o novo baterista da TMJ.
Os olhos dele brilharam, e ele assentiu com a cabeça.
– Eu vou honrar seu lugar, chefe. Eu juro.
Ensinei a ele rapidamente alguns macetes, e deixei que ele ocupasse meu lugar. Já fazia um tempo que eu vinha ensinando ele a tocar bateria, afinal eu já tava planejando fazer intercâmbio há alguns meses. E eu sabia o quanto ele queria fazer parte da banda.
– Vem, Mônica. Vamos ensaiar as outras músicas – Cascão chamou.
Ela respondeu séria:
– Eu não tô me sentindo muito bem não, gente. Vamos terminar de ensaiar outro dia, pode ser?
– O que foi, Mô? – Cebola correu pra abraçá-la.
– Não é nada, Cê. Só tô me sentindo um pouco indisposta. Vai passar logo.
Todos da banda se despediram da Mônica e de mim. Ficamos só ela e eu pra trás.
– Mônica, eu vou subir pro meu quarto. Quando sair, fecha a porta da garagem, tá?
– DC, espera.
Olhei pra ela sem vontade.
– Pois não?
Ela segurou minha mão.
– Vamos conversar.
– Pra quê, Mônica? Pra você vir me dizer de novo que você não quer saber de mim? Que ficar comigo é um equívoco? Se for pra isso, eu não quero te ouvir.
Comecei a subir pro meu quarto. Ela veio atrás. Argh, que menina teimosa! Deitei na minha cama e peguei uma revista, tentando ignorar a presença dela.
– Do Contra, por favor, não me odeie.
Ah, se ela soubesse o quanto eu queria odiar ela. Mas, por mais que eu quisesse, por mais que eu tentasse, eu não conseguia. E esse era o problema.
– Tá sussa, Mô. Eu não te odeio não.
Ela tomou a revista da minha mão, me obrigando a olhar pra ela.
– Tem certeza?
– E por que essa preocupação com o que eu penso agora? Você não quer ir viver sua vida, seu destino, sei lá o quê? Pois vai e me deixa em paz.
Ela se sentou na cama.
– Você acha que toda essa situação é fácil pra mim?
– Que situação? Você nunca me explicou o quê que tá pegando.
– Eu não posso explicar, DC.
– Então eu também não posso ouvir. Dá licença.
Coloquei meu fone de ouvido. Ela arrancou.
– Do Contra… eu… não pense que pra mim é fácil dizer não pra você.
– Então por que você diz?
– Porque é necessário.
– É necessário pra quê? Pra me fazer sofrer? Me torturar?
– Eu já disse que não posso explicar – ela segurou minha mão novamente. – Mas eu preciso que você confie em mim. Você pode fazer isso por mim?
Pensei no que ela disse por alguns momentos, e resolvi que, já que ela queria conversar, então seria do meu jeito. Do jeito que eu sei que ela não pode se esconder de mim. Que é quando a gente conversa sem palavras.
– Então quer dizer que pra você é difícil dizer não pra mim.
Ela fez uma carinha triste.
– Você não imagina o quanto.
– Pois tente dizer não agora.
Puxei ela com força, e, segurando seus pulsos, lhe dei um beijo.
– DC… eu… não… posso… fazer… isso – ela dizia entre beijos.
– Então se defende. Me impede – respondi, beijando seu pescoço e me deitando por cima dela.
– Eu… não… consigo.
– Naquele dia que você se esqueceu, Mônica, você me ensinou muita coisa. Me ensinou como você gosta de ser tocada. Eu sei que posso te levar à loucura se eu quiser.
Percorri todo o corpo dela com minhas mãos, e mordi sua orelha. Eu sabia que esse era o ponto fraco dela.
Todo sinal de resistência que ela oferecia desapareceu. Ela puxou meus cabelos da nuca e me mordeu o lábio.
Droga. Ela também sabe me deixar louco. Mas, pra que eu consiga o que quero, vou ter que me manter no comando da situação.
– Agora eu vou fazer uma coisa que você vai gostar muito. Então, se você não quiser isso mesmo, a hora de me parar é agora.
Ela sussurrou bem fraquinho:
– Eu não aguento mais, DC. Não vou conseguir mais dizer não pra você – ela murmurou, abrindo um pouco as pernas.
Subi minha mão por suas coxas, levantando um pouco sua saia, e comecei a tocá-la.
Minha nossa. Ela estava tão úmida.
Ela gemeu alto.
Tive que reunir todas as minhas forças pra não perder o controle naquele momento.
– Você gosta disso?
– Ahn… continua… assim… isso – ela soltou mais um gemido.
– Me diz que vai ser minha namorada.
– Eu… não posso. Ninguém pode saber de nós, DC. Temos que guardar segredo.
– O que você tá propondo, então, é que nós façamos um sexo casual, sem compromisso?
Ela pareceu confusa com minha pergunta, mas por fim respondeu:
– É… acho que sim.
Eu podia sentir que ela já tava muito perto de um orgasmo. Ela procurou com as mãos os botões da minha calça. Com a mão livre, eu a impedi. Se ela me tocasse agora, meu autocontrole estaria perdido.
– O que você tá procurando aí, hein, mocinha?
– Eu… preciso de você.
– Você quer me sentir dentro de você?
– É. Ah!
Ela, enfim, explodiu de prazer, cravando as unhas em minhas costas, e eu sufoquei seus gritos com um beijo.
Fechei os olhos. Eu não podia ver a expressão no rosto dela agora, completamente entregue, satisfeita. Se eu visse, eu me renderia. Eu deixaria ela fazer o que quisesse de mim.
Ouvi a voz dela no pé do meu ouvido:
– Do Contra… eu preciso de você dentro de mim… agora.
Reuni mais uma vez minhas forças, e respondi.
– Agora eu não quero mais.
Me levantei da cama e me virei de costas, pra que ela não visse o quanto eu tava excitado.
– O quê?! – ela ficou indignada.
– Isso mesmo, Mônica. Agora eu não quero mais.
Ela se levantou de um pulo e se colocou na minha frente, encarando o volume na minha calça.
– Eu tô vendo que você quer, DC.
Segurei ela pelos ombros e olhei nos olhos dela.
– Não. Eu não sou qualquer um. Se você quiser me ter, se quiser me sentir dentro de você, vai ter que ser minha namorada primeiro.
– Do Contra, não faz assim. Você sabe que eu não posso fazer isso.
– Eu não sei de nada, e você não quer explicar. Você sabe que eu gosto das coisas do meu jeito. E eu só te quero se for por inteiro. Eu não quero ter só o seu corpo, e durante o dia fingir que nada acontece entre nós. Eu quero mostrar pro mundo que tô com você, Mônica. Quero te apresentar pros meus pais, quero ir me apresentar pros seus, quero andar de mãos dadas com você. Quero que minha primeira vez seja com alguém que vai acordar do meu lado, e não com alguém que me deixa sozinho no meio da noite.
Ela me lançou um olhar desafiador.
– De todas as pessoas do mundo, me surpreende logo você fazer questão de um relacionamento tão convencional.
– Eu não tô preocupado com as convenções sociais. Eu só tô interessado no que eu sinto por você e no que você sente por mim. E aí, Mônica, o que você me diz? Você me quer, sim ou não?
Notas finais
Leitores fanstasmas! Pronunciem-se!! Eu ganho meu dia quando leitores novos aparecem nos reviews, mesmo que seja só pra deixar um "oi".
Leitores assíduos! Continuem comentando! Toda vez que não tem um review de vcs, eu morro de saudade *chuif*
Beijos a todos!
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