Escrevendo O Destino

18 17. Quando você me abraça


Notas iniciais
Oi, amores!

Falei que ia postar no fim de semana, mas acabei terminando antes, e tava ansiosa pra postar pra vcs o capítulo de hoje!

A música do capítulo de hoje é uma das músicas mais lindas que conheço, se não a mais linda... guardei ela pro capítulo mais romântico da fic. Sugestão: apertem o play assim que o DC indicar. Link: http://www.youtube.com/watch?v=Eo-tp0JZvUA

Se vcs não costumam ouvir as músicas que coloco, peço que deem uma chance pra música de hoje, ela realmente vale muito a pena. Quem já conhece, sei que vão concordar comigo que é muito linda mesmo ^^

Vamos ao capítulo?

Boa leitura!

Capítulo 17

Quando você me abraça


– Tenho uma surpresa pra você – disse Mônica, destrancando a porta da casa dela.

– Mais uma?

– Mais uma.

Quando entrei, vi que a casa estava repleta de flores e velas, e com perfume de lavanda. Eu sabia aonde ela queria chegar com isso.

– Seus pais estão sabendo disso?

– Claro que não. Meu pai me mataria se sonhasse que tô fazendo isso! Com o restante do dinheiro que o Cebola ganhou na Bolsa pra mim, paguei uma viagem de segunda lua-de-mel pros meus pais no litoral. Eles viajaram ontem à noite, e voltam só na segunda. Temos a casa inteira só pra nós.

– Você realmente pensou em tudo, não é?

– Há um ano e meio, tudo que eu faço é pensar em como resolver as coisas. Nem acredito que está tudo dando certo.

Entramos na cozinha. A mesa estava posta com um lanche da tarde completo. Que ótimo, porque eu tava faminto. Peguei um pão de queijo e mordi. Estava delicioso.

– Nossa, como eu senti falta da comida brasileira!

– Se quiser, posso preparar arroz e feijão pra você.

– Não precisa. Este banquete já tá ótimo. Pra ficar perfeito, só faltava...

– Refrigerante de jabuticaba? – ela tirou uma garrafa da geladeira.

– Nossa! Onde você arrumou isso? É tão difícil de encontrar!...

– Perguntei pro Nimbus onde sua mãe compra.

Ela ficou me assistindo enquanto eu comia. Parecia não acreditar que eu estava realmente ali na sua frente.

– Você tá tão bonito. Tá mais velho, mais alto.

– Você também cresceu. Muito pouco, mas cresceu.

Ela riu e me deu um tapinha de brincadeira no braço. Ela aproveitou e apertou meus músculos.

– Andou malhando, é?

– Um pouco.

– Mal posso esperar pra ver o resultado.

Me senti corar.

– Então me conte, Mô... o que você fez de bom na minha ausência?

– Só pensei em você e nada mais. E você, o que fez no Japão?

– Eu pensei muito em você também, mas fiz um monte de coisas legais. Foi um período bom da minha vida, apesar de tudo.

– Eu sabia que seria – ela sorriu.

Conversamos por um tempo, enquanto terminávamos de comer. Ela me contou sobre as novidades da turma, e eu, sobre a minha viagem.

Num determinado momento, Mônica pegou uma cartela de remédios. Fiquei preocupado na mesma hora:

– Você tá doente?

– Não, seu bobo – respondeu ela, engolindo um comprimido. – Isso é anticoncepcional. Tô tomando há um mês já. É claro, eu estou supondo que você usou camisinha com a tal da Kazumi – ela não conseguia esconder o ciúme quando falava o nome da minha amiga.

– Não, eu não usei.

Mônica fez uma carinha triste.

– Eu não usei porque eu não transei com ela.

Ela abriu um sorriso de alívio.

– E com outras meninas?

– Também não.

Ela fez uma cara sapeca.

– Meninos?

Caí na risada. Adorava o senso de humor dela. Entrei na brincadeira:

– Na verdade, quando o Cebola chegou lá em casa, ele tava tão bonito, sabe... eu não resisti.

– Ai, para!! – ela me acertou com um pano de prato enquanto ria.

O riso, por fim, se transformou num sorriso sereno.

– Eu também esperei por você.

– Mas você tá tomando pílula... Você não quer ter um filho comigo?

– Claro que não, Do Contra! Quer dizer, eu quero, mas não com 17 anos!

– E por que não? Eu já posso sustentar uma família.

– Você não tem um pingo de juízo – ela disse, sentando no meu colo. – Se eu deixar pra você decidir, a gente se casa antes de terminar o Ensino Médio. O que vai ser daqui a um mês, aliás.

– Não vejo por que esperar.

– A gente não precisa ter pressa. Nós temos o resto da vida juntos.

– Você já viu o nosso casamento, não foi?

– O casamento, não. Mas eu já sei a data e o local.

– Quando vai ser?

– Não vou contar tudo que eu vi do futuro, DC. Não quero que perca a graça.

Sorri, me lembrando do sonho que tive.

– Eu também sonhei com o futuro.

Ela arregalou os olhos.

– Sério?! O que você viu?

– Uma criança. Que me chamava de papai.

Ela levou a mão à barriga, se lembrando de alguma coisa, e sorriu.

– Era menino ou menina?

– Não vou te contar. Não quero que perca a graça.

– Seu chato.

– Você é que é chata. Guarda só pra você os spoilers.

Ela deu uma gargalhada.

– Se tem uma coisa que aprendi, DC, é que tudo na vida tem a hora certa de acontecer. Um dia, na sua hora e na sua vez, você vai saber de tudo.

– Você tá certa. Acho que eu já sei de tudo que preciso saber por enquanto – respondi entre beijos.



Terminamos de comer, e Mônica me entregou uma toalha, uma nécessaire com todos os itens de higiene que eu precisava, e roupas novas, que ela havia comprado pra mim. Ela imaginou que eu viria sem nenhuma bagagem. Ela realmente pensou em tudo. Não deixou escapar nenhum detalhe.

Fiz a barba e tomei um longo banho quente, relaxando os músculos que estavam tensos por causa da viagem. Eu estava exausto, mas ao mesmo tempo eu me sentia leve, como se tivesse me livrado de um grande peso. Eu me sentia revitalizado, cheio de energia.

Confesso, eu também estava nervoso. Eu sabia o que estava pra acontecer daqui a pouco.

Sonhei tanto com este momento. Eu queria que fosse perfeito pra ela. E se eu não fosse bom? E se ela sentisse dor?

Saí do banheiro e entrei no quarto dela. Velas iluminavam o quarto já escuro pelo cair da noite. Havia pétalas de rosa espalhadas pela cama, que agora era de casal.

Mônica estava em pé, olhando pela janela. Me aproximei e a abracei por trás, beijando seu pescoço. Ela se arrepiou e soltou um suspiro, abrindo um sorriso.

– Adorei a surpresa, linda. Tá tudo perfeito. Obrigado.

– O melhor ainda está por vir.

– Já que você cuidou de tudo, vou me encarregar da trilha sonora – abri minha maleta e peguei meu iPod em meio às cartas. Conectei-o no aparelho de som, e apertei o play.

Me aproximei dela novamente. Ela estava tão linda, numa camisola vermelha. Essa cor fica muito bem nela. Estendi minha mão:

– Você gostaria de dançar comigo, Mônica?

– Eu adoraria.

Ela segurou minha nuca, eu pus as mãos em sua cintura, e começamos a dançar.


É melhor que o amor deste ano dure

Deus sabe que já está na hora

Esperei sozinho por tempo demais

Quando você me abraça daquele seu jeito

Tudo parece tão certo

Eu começo a me esquecer

De como meu coração ficou dilacerado

De quando a dor me magoava

E eu sentia que não conseguiria ir em frente



Andar em círculos de novo e de novo

Machuca feito uma faca

Então, se você me ama, preciso saber com certeza

Porque, desta vez, é preciso mais

Do que doces mentiras

Para que eu abra meus braços e caia

E perca todo o controle

De cada sonho dentro da minha alma

Quando você me beija

Na rua da meia-noite

Você me faz flutuar

E cantar: “Como é doce esta vida!”


– Me diz que desta vez vai ser pra valer, Mônica.

– Desta vez é definitivo. Nada vai nos separar de novo.

– Eu te amo.

Ela sorriu, e os olhos dela se encheram de lágrimas.

– Eu também te amo, Do Contra. É tão bom poder dizer isso em voz alta! Eu te amo demais.

Olhando nos olhos um do outro, começamos a nos livrar de nossas roupas, bem devagar.


A quem cabe se preocupar

Se nossos corações forem dilacerados

Quando a dor nos magoar?

Você não sabe que a vida continua?

Você não vai me beijar

Na rua da meia-noite?

E me fazer flutuar

E cantar “Como é doce esta vida!”


Mônica me puxou pela mão até a cama, sem jamais quebrar o contato visual.

Ela se deitou, e eu por cima dela.

Pensei em perguntar se ela estava bem, se ela tinha certeza, se ela estava pronta. Mas, nos olhos dela, não havia nenhum traço de medo, nem de dúvida. Só o que eu via ali era a certeza do amor dela por mim, e o quanto ela me desejava.

Diferente das outras vezes em que ficamos íntimos, desta vez eu não precisava de joguinhos pra persuadi-la de um compromisso. Eu não precisava parar, não precisava me conter mais. Ela era minha. Pra sempre.

Suas mãos estavam no travesseiro. Coloquei minhas mãos nas dela, e entrelaçamos nossos dedos.

Nossas bocas se encaixaram, e depois, nossos corpos.

Finalmente, éramos um só.

Notas finais
E este foi o penúltimo capítulo, leitores queridos!

O que acharam da primeira vez deles?

Sobre a próxima história, ela se chamará "Magia do Destino". Será do ponto de vista da Magali, contando como ela e Nimbus ficarão juntos. Nela, vamos descobrir o preço alto que a Mônica vai pagar pelas escolhas que fez, a continuação do romance Mô&DC, como os 4 foram morar em Nova York e, claro, como nasceu esse amor improvável entre nosso mágico favorito e a menina mais meiga da turma.

Quem quiser receber o link da nova história, quando eu postar, por favor me avise por review ou MP! Preciso saber se vcs vão acompanhar, né! Se não forem, não vale a pena escrever rsrsrs

Beijos a todos! =*