Escravo
1 Capítulo 1
Deu outro tapa no escravo ajoelhado aos seus pés e de mãos amarradas para trás das costas.
O qualquer apenas tinha uma expressão de dor, não resmungou, não chorou, não moveu outra parte do corpo que não fosse o rosto, tentava a todo custo ignorar o castigo.O homem bem vestido se endireitou e ajeitou as roupas, voltou a se sentar na cadeira de forma confortável e encarou o escravo.O escravo se sentiu mais calmo com o afastar do patrão, pode, depois de tantos minutos, relaxar os músculos.— Dou-lhe a ultima chance. Admita que roubou os papeis da venda da outra propriedade. — Nunca teria torturado tanto o homem se não estivesse em uma situação complicada: falência.— Coronel Bentivolli, — Começou o negro de cabeça baixa. – não peguei documento algum.— Não acredito! Nega sua culpa diante de seu senhor? — Vociferou o Bentivolli.— Por favor, acredite, não fui eu, Coronel. — Sua voz estava mais fina, embargada. Sentia-se segurando em um fio quase rompido e se o soltasse, cairia no precipício.— Quem mais poderia ser? — Questionou o Coronel, tendo uma resposta digna pensaria em uma forma de recompensa-lo.O escravo balançou a cabeça em negação, não fazia ideia.— Lamento. — O Coronel Bentivolli se levantou e alongou as costas, sentiu, então, o peso dos 50 anos.Ao ouvir a simples palavra o homem de joelhos permitiu finalmente que as lágrimas fizessem um caminho molhado, salgado e quente até seu queixo de barba por fazer. Não falou nada, afinal não conseguia e mesmo que conseguisse não adiantaria, o fio se rompera.Escravo não vive muito, ele não era uma exceção.
Notas finais
Eu não gostei muito, mas queria salvar em algum lugar antes de apagar do meu computador.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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