Escolinha Drabbles
1 A tempestade
Notas iniciais
Hoje era mais um dia normal na escolinha do professor Raimundo, alunos tirando zero com suas respostas e outros tirando dez como o caso do Seu Ptolomeu e de dona Cândida, os dois eram os inteligentes da classe, dava para perceber que que alguns dos alunos queriam ser que nem eles.
Mas mesmo assim a aula teve continuidade, com os escândalos de Dona Bela quando o professor perguntava algo ou as respostas erradas de Eustáquio que respondia tudo errado graças a dona Cândida, mas a mesma não fazia por mal, às vezes ela até o ajudava a soprar a resposta certa em raras ocasiões.
P.Raimundo:Muito bem, classe vocês estão dispensados, e por favor voltem cedo pra casa.- disse o professor Raimundo que já estava arrumando os papéis dentro de sua pasta.
Marina da Glória:Porque professor?- perguntou a garota.
P.Raimundo:Por que hoje a tarde irá cair um pé d'água, então eu recomendo vocês irem pra casa logo.- explicou o professor, e todos entenderam menos Marina da Glória.
Marina da Glória:Mas...peraí,eu nem sabia que água tinha pé. — disse ela é logo todos os alunos levaram a mão na testa.
P.Raimundo:Seu Ptolomeu explique por favor.- implorou O professor.
Ptolomeu:Sim senhor mestre,
Marina da Glória, pé d'água e uma expressão de que vai cair uma forte chuva mas de pouca duração- respondeu o jovem nerd que logo era bombardeado por bolinhas de papel dos que estavam presentes.
P.Raimundo:Ae cabra bom, outro dez pra sua coleção, queria ter um filho assim.- disse o professor elogiando Ptolomeu.
Muito bem, podem ir embora.- disse ele dispensando todos.
Assim depois que o sinal havia tocado sinalizando o fim daquela aula, todos foram embora com seus pais e outros sozinhos, o céu estava incoberto com nuvens escuras, trovões podiam ser ouvidos assim como o forte vento frio que era sentido por um jovem que estava no ponto do ônibus esperando a condução chegar já que o celular dele dava fora de área.
Ptolomeu: Vamos atenda pai...- murmurou o jovem que tentava ligar para seu pai mas o celular dava fora de área ou caixa postal.
o som dos trovões assustava o jovem de 21 anos que desejava estar em casa, logo uma forte chuva começou a cair,
viu uma luz de longe, logo ele identificou que era um carro.
Ptolomeu então fez um sinal para o carro que parou perto dele, logo o vidro do carro abaixou e nele se revelou um homem de cabelos grisalhos parecia ter 40 para 43 anos, ele usava uma roupa de executivo.
Ptolomeu: Com licença o senhor pode me dar uma carona pra casa?- perguntou ele ao homem.
xx: Claro que sim, aonde você mora?- perguntou o homem.
Ptolomeu: Perto da rua Álvares Borgeth.- respondeu.
xx: Tão longe assim?- se surpreendeu ele.
qual o seu nome meu jovem?- perguntou o homem.
Ptolomeu: Ptolomeu...- ele disse meio inseguro de estar falando com um estranho.
xx: Ptolomeu?! -exclamou o homem que já estava surpreso.
você é o amigo de meus filhos?- perguntou ele.
Ptolomeu:Como assim amigo dos seus filhos?- perguntou ele confuso.
xx: Bem... eles já me contaram tudo sobre você,inclusive eles estão aqui comigo.- disse e a janela de trás do carro se abriu para relevar ninguém mais ninguém menos que Rolando Lero e Armando Volta o que fez Ptolomeu ficar surpreso.
Rolando Lero: E aí? vai aceitar a carona?- perguntou Rolando Lero para o jovem.
Ptolomeu: Vocês...peraí, vocês são filhos dele?!- exclamou o jovem.
Armando Volta:Sim, esse é o nosso pai Armando Lero,digamos que ele trabalha em advocacia.- disse Armando volta
Armando Lero: E aí você aceita a carona?- perguntou Armando Lero.
Ptolomeu:Tudo bem... eu aceito.- disse vendo que não havia outra escolha.
Logo ele entrou dentro do carro, o carro era grande, com certeza fruto do trabalho do pai dos dois,os bancos eram de couro e havia até um aquecedor dentro dele.
Armando Lero: Olhe só, como você mora longe, eu vou te levar pra minha casa, tudo bem?- perguntou Armando Lero já Ptolomeu ficou meio inseguro sobre isso.
Não se preocupe minha esposa irá falar com seus pais, eles irão entender.- explicou ele é logo assim ele prestou atenção na estrada, dirigindo devagar por causa da pista molhada.
Logo depois de 40 minutos, eles chegam na residência dos Lero, era uma casa grande ( não era uma mansão), havia um jardim do lado de fora e tambémalguns brinquedos como um balanço,um escorrega e uma gangorra logo Ptolomeu logo tirou uma conclusão que aqueles brinquedos eram dos
os irmãos Lero quando eram crianças ou havia algum parente distante deles morando na casa junto com eles.
Logo os quatro entraram na sala, Armando Volta e Rolando Lero jogaram as mochila no sofá logo Ptolomeu apenas colocou a mochila dele em uma poltrona mais próxima.
Rolando Lero: E aí, do que você acha da nossa casa?- perguntou rolando Lero ao outro jovem.
Ptolomeu: Uau...- foi só isso que conseguiu dizer.
Rolando Lero: Eu sei né?- perguntou ele.
isso tudo é fruto do trabalho de nosso pai, ele sempre se esforçou para dar o melhor pra gente.- disse e logo ouviu -se um trovão o que fez Ptolomeu quase bater a cabeça no teto.
Armando Volta: Medroso...- sussurrou com um sorriso de provocação para Rolando Lero riu um pouco.
xx: Pai!- disse um menino que aparentava der 10 anos, ele tinha cabelos encaracolados,
Usava uma blusa estampada florida, óculos azuis e uma calça comprida, parecia ser uma mini versão do Armando volta.
Armando Lero:Ahh e aí campeão?!- disse pegando o garoto no colo.
Como foi seu dia de aula?- perguntou Armando Lero para seu Filho.
xx: Bem, foi bom pai mas eu gostei mesmo foi da aula de educação física, hoje teve jogo de vôlei e meu time ganhou sabia?-
Armando Lero: Parece que você vai ter um futuro promissor pela frente.- disse ele bagunçando cabelo do filho.
Armando Volta:E... você não sentiu saudades dos seus irmãos não?- perguntou ele pegando seu irmão no colo.
xx: Sim, ainda bem que vocês voltaram, sabe ficar aqui o dia inteiro sem ninguém pra jogar um vídeo game até que é chato sabia?- perguntou e depois
quem é a visita?- perguntou ao Armando Lero.
Armando Lero: Esse é Ptolomeu, ele estuda na mesma escola de seus irmãos mais velhos.- disse ele, logo o garoto foi até Ptolomeu e estendeu a mão.
Levandro Papo:Prazer meu nome é Levandro Papo, sou o irmão caçula de Rolando Lero e
Armando Volta.- disse apertando a mão dele.
Ptolomeu:Bem o prazer é meu, eu nem sabia que você era irmão deles.- disse ele e logo viu uma mulher bem vestida, vindo na direção deles.
xx:Bem vindo de volta queridos.- disse ela
Ah e propósito, Senhor Armando Lero, você deixou a toalha molhada em cima da cama de novo.- disse com uma voz séria o que fez Armando Lero ficar com um frio na espinha.
Logo ela se virou para Ptolomeu.
Estou vendo que temos visita, qual o nome desse jovem?
Ptolomeu:Sou Ptolomeu, prazer em conhecê-la senhora Lero.- disse apertando a mão dela.
Luiza Atalho: Por favor meu nome é Luiza Atalho, mas pode me chamar só de Luiza.-disse e logo ela ia para a varanda.
Muito bem, eu acho que vocês merecem um banho, daqui a pouco irei fazer a janta tudo bem?- pergunta vai pra varanda.
Armando Lero: Muito bem, vocês ouviram a chefe da casa, né todos pro banho.- disse ele é todos foram se dirigindo para cada um dos banheiros da casa.
Enquanto isso, no quarto de Rolando Lero, Ptolomeu ficava olhando pela janela a chuva cair, desde pequeno sempre gostou de observar a chuva, logo ele sentiu uma mão em seu ombro, se virou para ver e viu que era ninguém mais ninguém menos que Rolando Lero.
Rolando Lero:Olha só tem uma toalha ali no guarda roupa, pegue só uma tá bom?- perguntou e Ptolomeu assentiu.
E Quem sabe você pode dormir aqui. — disse Rolando Lero olhando para Ptolomeu , o qual tinha uma reação de surpreso.
Ptolomeu:Você tem certeza?- perguntou ele meio inseguro se dirigindo ao Banheiro.
Rolando Lero: Claro, Mas só por essa noite, eu não vou deixar você dormir toda noite quando estiver chovendo não tá? disse ele um pouco séria mas a expressão do rosto dela não parecia tão séria assim.
Ptolomeu:Heh... Tudo bem...- disse ele fechando a porta do banheiro, e depois abrindo o Chuveiro, a água era normal não muito quente e não muito fria, Era Morna, depois de Rolando Lero emprestar uma das toalhas dela para Ptolomeu, ele foi tomar banho e ficou impressionada por que o mesmo não molhar o banheiro dele.
Rolando Lero:Olha só você não molhou o banheiro, tá de parabéns.- disse num tom de de deboche.
Ptolomeu: Cala a boca, olha só se fosse você no banheiro lá de casa, aposto que você molharia tudo, e o pior quebraria os vidros de perfume de minha mãe.- disse ele bufando e depois cruzando os braços.
Rolando Lero: Ahh qualé.- disse chegando perto dele.
Eu não sou tão desastrado assim, sou?- disse dando um tapinha nas costas dele que quase fez a toalha cair no chão.
Ptolomeu: Toma cuidado!- exclamou segurando a toalha que quase caiu de seu corpo.
Depois de alguns minutos depois de se secar e de colocar uma roupa antiga de Armando Lero que a mãe de Rolando Lero tinha separado para ele, o mesmo saiu do quarto para dar espaço a Rolando Lero que iria tomar banho.
Descendo as escadas ele viu Luiza Atalho conversando com alguém no telefone, depois de colocar o telefone no gancho ela foi até na direção do jovem.
Luiza Atalho:Ptolomeu, eu conversei com seus pais e eles deixaram você dormir aqui tudo bem?- perguntou ela ao garoto.
Ptolomeu:Tudo bem senhora Luiza,obrigado.- agradeceu e a mulher sorriu, depois o convidou para se sentar com ele na mesa com eles, logo depois o mesmo havia se enturmado com a família de seu colega, por mais de os dois não gostaram um do outro na sala desde o 4 ano, logo a sala de jantar se encheu de histórias antigas de quando eles eram mais jovens e isso despertou a curiosidade do irmão mais novo dos Lero que prestava atenção em tudo, e queria saber mais.
Quebra de tempo
10:58 PM
Logo os dois estavam no mesmo quarto, isso não era um problema para Ptolomeu porque o mesmo dividia seu quarto com seu irmão mais novo.
Rolando Lero: Eu dormia nesse beliche com meu irmão, se você quiser você pode dormir em baixo se tu também tiver medo de altura.- disse ele rindo, logo Ptolomeu não disse nada e subiu as escadas até o beliche e lá ficou sentado, logo um silêncio predominou até que ele decidiu falar.
Eu quero saber...porque você está sendo assim... tão legal comigo?- perguntou ele.
Rolando Lero:Eu sou legal com todo mundo, eu não mostro muito isso mas... eu tenho algo pra dizer pra você...
Digamos que eu um dia o professor Raimundo me chamou na sala e adivinha o porque?
Ptolomeu: Porque? perguntou o garoto.
Rolando Lero: Porque eu tirei dez, graças a quem?
—Quem Quem?- disseram os dois em um tom de brincadeira.
Rolando Lero: Você e suas respostas.- disse e logo o Ptolomeu ficou surpreso, vários pensamentos vinham na cabeça dele.
Rolando Lero havia tirado dez por causa das respostas dele?
Ptolomeu:Mas espera aí um minuto!- exclamou ele.
Pensei que o senhor tinha
porque as vezes eu sou bem chato na hora de responder as respostas.
Rolando Lero: Eu, eu sei que você é chato as vezes mas... é sua função, mas
sabe eu vou te contar... lembra da resposta sobre
Maioria dos alunos tiraram dez.
Sim Eustáquio, Catifunda, João Bacurinho,
Seu Boneco, Marina da Glória e Seu Bicalho e inclusive eu.- disse sorrindo.
Ptolomeu:Mas...como assim eles?
eles colaram na prova é isso?- perguntou ele.
Rolando Lero: Não, enquanto você explicava alguns dos alunos anotavam a resposta, eles liam e reliam toda a hora, parece que
Você dormir agora, temos um dia cheio amanhã né?- disse e foi dormir, mas não sem antes de dizer um Boa noite ao colega que estava na cama de cima.
Quebra de tempo
03:00 AM
Logo ao ouvir um trovão, Rolando Lero se levantou e viu que Ptolomeu estava acordado, ele estranhou e foi até ele.
Rolando Lero: O que você está fazendo acordado ás 3:00 da matina?- perguntou ele.
Ptolomeu:Nada é que eu perdi o sono...- disse e um relâmpago seguido de um trovão assustou o jovem que a reação dele foi se afastar da janela.
Rolando Lero:Uma pergunta, porque você tem medo de tempestades?- Rolando Lero perguntou a Ptolomeu que estava olhando pela janela enquanto a chuva caía fortemente.
Ptolomeu: Não é que eu tenha medo de tempestades..eu só não gosto.- Ele disse com um tom e Rolando Lero olhou com uma cara de :" Ahã, vou fingir que acredito".
Vendo a cara de seu colega, ele soltou um longo suspiro.
Ptolomeu:Tá bom...eu tenho só um pouquinho de medo...desde os meus 5 anos de idade.- disse ele.
Meu avô até falava que os trovões e relampagos era Deus que brigava com os homens por terem cometido pecados durante todos esses anos, e a chuva era ele chorando por causa da maldade nos corações deles.- explicou o que fez rolando Lero ficar em silêncio.
Aí mais tarde quando eu já tinha maturidade,
eu vi que isso era uma maneira de meu avô me acalmar durante as fortes chuvas de verão que chegavam... mas vendo por esse lado, até que é bom ver esse milagre da natureza.- disse ele.
Houve outro estrondo alto, e os dois soltaram um grito de terror, mas após alguns minutos os dois começaram a rir do susto que haviam levado.
Rolando Lero: É...e agora parece que eu descobri algumas coisas sobre você, e você de mim.- disse ele olhando para seu colega.
Não se preocupe, não vou contar pra ninguém tudo bem?- disse indo em direção a cama.
Apenas tente dormir com esse barulho.- disse ele enquanto se cobria e colocava a cabeça no travesseiro, logo Ptolomeu fez o mesmo.
Quebra de tempo
06:00 AM
Logo depois de terem acordado e tomado café, Ptolomeu agradeceu a família Lero por tudo e saiu de casa, logo ele percebeu que o céu ainda estava encoberto sinal que iria chover de novo, logo ele ouviu uma buzina de carro, se virou e viu Armando Lero o qual havia dado carona para ele ontem.
Armando Lero:Você quer uma carona pra escola?- perguntou e o nerd assentiu, assim ele entrou no carro que seguiu viagem até a Escola, onde lá seria mais um dia daqueles, com a maioria da turma levando zero ou não.
Notas finais
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Mais capítulos irão chegar.
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