Escolhidos (slenderman)
3 Capítulo 3
Notas iniciais
-Pedro, nós não poderemos voltar para casa. Ele vai matar nossas famílias se voltarmos, não posso fazer nada. Vamos viver em hotéis, e não...
Meu celular começou a tocar. Remexi minha mala para tentar achar ele, finalmente, quando o achei embaixo do meu laptop, vi quem estava me ligando. Emilly.
Sem pensar em mais nada, atendi o telefone sem hesitar.
-Emilly? Você está bem? Onde você está? Fiquei tão preocupada!
-Isabela, eu sei que parece estranho, mas estou sendo perseguida por...
- Eu sei de tudo Em, agora eu sei.
- Ah, isso vai adiantar muita coisa. Preciso encontrar você, está com Pedro?
-Sim, como você sabe?
-Isabela, ouça: Ele está atrás de nós por um motivo, não é por acaso. Seus pais não morreram em um simples acidente, nossa família esconde muitos segredos. Proteja Pedro, diga a ele que eu o amo. Não posso falar agora, estou sendo vigiada. Quando eu estiver em um lugar seguro ligo pra vocês, precisamos nos encontrar. Beijos, fiquem fortes.
-Mas...
Então ela desligou. Fiquei paralisada por um momento, então fechei meu telefone.
-ERA EMILLY? ELA ESTÁ BEM? O QUE ACONTECEU? – Pedro quase me matou de susto com seu grito não esperado.
- CALMA! ELA ESTÁ BEM, conseguiu fugir, de alguma forma. Ela falou algo muito... confuso. Falou que não somos simples vítimas dele, tem um motivo para ele estar nos perseguindo. Falou que nossa família esconde muitos segredos e que meus pais não morreram em um simples acidente. Eu to boiando aqui, não entendi nada. – fiz uma pausa, era muita informação em muito pouco tempo. – Ah, ela mandou dizer que te ama.
Pedro parecia atordoado, mas depois de alguns minutos abriu um sorriso, um brilho de esperança brotou nos seus olhos.
-Ela está viva, é isso que importa. – Pedro falou, sonhador. Ficou alguns segundos pensativo, logo depois sua expressão mudou – Mas, o que ela queria dizer que “nossas famílias tem um segredo”, se nossas famílias não são interligadas, nem nada do tipo? E como assim seus pais não morreram em um simples acidente de carro? Amanhã bem cedo vamos começar a procurar por respostas, que tal? Se morrermos, pelo menos saberemos o que nos matou.
Concordei com a cabeça, por mais que a ideia fosse meio macabra, eu queria saber mais. O que será que Emilly queria dizer com isso? Nós dois ficamos quietos por alguns instantes, pensando. De algum modo, nossas famílias são interligadas, e tem segredos sobre essa criatura, e isso é muito estranho. Eu conheci Em e Pedro na escola, quando tinha uns 7 anos, enquanto Pedro ainda tinha 4, e estava na Pré-Escola. Minha família, se resumia a Tia Ana, e ela nunca havia me falado nada.
- E então, tirou alguma conclusão? – Perguntei, meio entediada para Pedro.
- Na verdade, sim. Acho que devemos ir nas nossas casas, procurar por respostas também. Não podemos adivinhar o que aconteceu. Ah, mas vamos fazer tudo isso amanhã, estou cansado. – Ele olhou no seu relógio de pulso – Vish, já é umas quatro da manhã! Vamos dormir.
Só depois que ele disse isso que eu percebi o quanto eu estava cansada.
- É, vamos dormir. Amanhã a gente come alguma coisa e vai para a cidade. – Falei, bocejando.
Ele concordou com a cabeça, nos deitamos de roupa mesmo, tentando dormir. Dormi quase imediatamente, me esquecendo de tudo que havia acontecido.
Eu estava dentro da minha casa, ainda morava com Tia Ana. Me levantei, espiei pela porta. A Tia Ana parecia estar falando com alguém, mas não conseguia ver quem era.
“Não a machuque, ela não tem nada a ver com isso!” ela disse
“Mas os pais dela nos traíram, como sabe que ela não vai fazer o mesmo?” uma voz estranha, de um homem respondeu.
“Ela não tem nada a ver com isso, deixe ela em paz!”
“Eu vigiarei de longe, se ela mostrar um sinal de rebelação, eu a mato. Não hesitarei em fazer isso, você sabe que não tenho misericórdia”
“Eu sei, eu sei...”
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