Escolhidos Pelo Destino
2 Eu vou lhe vingar!
Notas iniciais
Capítulo 2
Estava uma manhã tranquila, um pouco fria, mas o sol estava ali no seu lugar como todos os dias eu não podia imaginar o que iria acontecer.
–Filho! –Ouvi minha mãe gritar com uma voz tão desesperada que eu já sabia o que tinha acontecido, mas não queria aceitar.
Saí correndo pelo campo, larguei a pá que eu tinha nas mãos, mas quando cheguei a casa vi uma cena que nunca esquecerei minha mãe deitada no chão, toda ensanguentada com uma marca de bala bem na testa olhando para o vazio, fui à porta dos fundos, mas só vi muito longe um homem de capa negra correndo desesperadamente para uma carruagem com o símbolo da coroa, eu me enfureci, senti vontade de gritar, mas o homem poderia voltar e eu não estava preparado para lutar, não agora, mas em breve estarei.
Entrei em casa, observei a minha mãe ali no chão, fria e pálida e percebi que ela merecia um enterro. Saí, peguei a pá que a pouco tinha largado, nela estava gravado o meu nome Isaac, minha mãe havia escolhido esse nome, fui até o topo de uma colina perto de casa, o sol estava magnífico, comecei a cavar, a terra estava dura, mas eu não me importava estava com uma mistura de sentimentos que não conseguia pensar em mais nada só em vingança sabia que não seria muito fácil se vingar da coroa, mas eu conseguiria, assim que terminei de cavar voltei em casa fechei os olhos da minha mãe, limpei o corpo dela e a vesti com a sua melhor roupa e então a peguei no colo até o alto da colina e com a maior delicadeza possível a coloquei na cova, fiz uma breve oração e com o maior pesar que se pode sentir comecei a cobri-la de terra, chorei, mas não era um choro desesperado, as lágrimas frias e úmidas escorriam no meu rosto, também não era um choro triste, era um choro de raiva.
–Eu juro mãe, eu juro que eu vou lhe vingar e vou acabar com qualquer um que tentar me impedir. –Falei isso com uma voz calma, fria e dura.
Quando terminei de cobrir o corpo de minha mãe coloquei uma cruz onde eu havia a enterrado, algumas flores silvestres estavam crescendo ali perto, as arranquei e coloquei em cima do tumulo de minha mãe.
Desci a colina devagar, fui ao estábulo selei a Opala, minha égua, dei água e ração, fui a casa, peguei uma bolsa e coloquei algumas roupas, vasculhei o quarto da minha mãe e achei cinquenta libras pouco, mas para mim era muito, fui à cozinha pegar água e comida e em cima da mesa achei um bilhete ensanguentado senti o meu estomago embrulhar ao me lembrar da cena que vi quase uma hora antes, mas tomei coragem e peguei o bilhete nele estava escrito:
“Querido filho. Sei que quando ler isso eu já não estarei presente em corpo ao seu lado, mas minha alma sempre vai te guardar, você pode estar querendo se vingar da coroa francesa, mas não faça isso meu filho o Rei Felipe era um bom homem e não é ele que depois de sua morte merece o seu desprezo e sim o Duque Horácio e Isaac depois de tantos anos me sinto obrigada a contar que eu não sou a sua mãe, mas vá a Paris e procure...”.
Após isso estava ilegível minha mãe, eu continuaria a chamá-la assim porque foi ela quem me criou, não teve tempo de terminar de escrever, mas eu encontraria as respostas em Paris, fui à sala peguei a espada do meu avô que estava pendurada em um quadro, quando sai de casa percebi que se saísse naquele momento chegaria ao anoitecer, me apressei para chegar ao estábulo montei na Opala, coloquei minha testa na dela e pensei: “Nós vamos lá! E vamos acabar com a raça deles!”.
Cavalguei o mais rápido que pude, ao chegar à saída de Troyes percebi que estava triste e ao mesmo tempo feliz por sair dessa cidade, desde criança sempre quis ir morar em um lugar melhor que Troyes, mas queria sair de lá com a minha mãe e agora ela iria ficar lá para sempre.
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