Escolhidos.
1 Capítulo 1
Estou correndo. Estou correndo em um corredor. Nunca tinha visto esse corredor antes, as paredes são brancas com pouca iluminação. Não sei por que estou correndo, apenas escuto uma voz que diz “corra garota, corra”. Sem entender, obedeço ao que a voz diz. Repentinamente paro e me pergunto porquê estou correndo. Viro-me e olho para o inicio do corredor. Ao virar para trás escuto um estouro, foi um tiro. Entro em desespero, cerro meus olhos e vejo a bala se movendo em câmera lenta na minha direção. Estou paralisada e a bala se aproxima, vejo no fundo uma sombra e tudo volta para o tempo normal, eu grito e a bala perfura minha cabeça.
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Acordo molhada de suor e assustada. Minha respiração está tão ofegante que ecoa no meu quarto. Olho para os lados e em seguida dirijo meu olhar ao relógio ao lado da minha cama, são quatro horas da manhã. Passo a mão no meu rosto para enxugar o suor e volto a encostar a cabeça no travesseiro.
Encaro o teto e fico incomodada na cama, então levanto e visto minha calça e minha jaqueta jeans, calço minhas botas e saio do meu quarto. Olho para os dois lados dos corredores que estão vazios. Vou para o lado esquerdo do corredor onde posso localizar a escada da saída de emergência. Chego na porta de saída de emergência e abro-a, quando estou preste a começar a subir escuto uma voz atrás de mim:
– Vai a algum lugar? – Ao ouvir a voz meu corpo estremece e eu me assusto. Começo a soar frio. Ao olhar pra trás me deparo com um par de olhos castanhos igual ao meu. Os olhos são de Bryan, meu irmão.
– Que droga Bryan, não precisa me assustar.
– Qual é maninha, por que tanta tensão?
– Não importa. – Volto em direção a escada e começo a subir. Ele me segue, mas ignoro sua presença.
Subimos até o terraço. O vento frio invade meu rosto, mas não me importo. Vou até a ponta e encosto na mureta que colocaram de segurança.
– Por que estamos aqui? – Bryan pergunta com os braços cruzados no peito.
– Você eu não sei, tenho meus princípios. – Digo me escorando na mureta e deslizando até sentar no chão do terraço.
Meu irmão me encara, mas não diz nada, apenas imita meus movimentos e senta ao meu lado. Embora eu queira ficar sozinha, a companhia de Bryan me faz bem. Talvez seja por ele ser parte da minha família e isso me dá uma sensação de segurança.
Ele me encara e franze a testa, mas não questiona nada, apenas suspira e envolve seus braços nos meus ombros, eu me aproximo e me entrego ao seu pequeno abraço. Encosto minha cabeça em seu ombro e sinto uma lágrima escorrer em meu rosto sem motivo algum.
Tento não demonstrar que estou chorando, mas não sou boa em disfarces. Logo sinto Bryan enxugando minha lágrima. Eu levanto minha cabeça e o encaro e dou um breve sorriso. Em seguida, volta a deitar em seu ombro e resolvo fechar os olhos, sinto o vento gelado, respiro lentamente e adormeço.
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