Escolhidos.

7 Capitulo 7


Meu rosto está todo sujo por causa da maquiagem. Lavo meu rosto, mas ele sua ainda mais e eu não tenho idéia de como tirar essa manca da minha cara. Decido me banhar e ver se resolve.

Passou sabão no meu rosto todo na esperança de que a tinta saia. Saiu do banho e me olho no espelho, meu rosto finalmente estava limpo. Continuo me olhando e vejo cada traço que eu tenho no rosto parecido como os traços do meu pai. Sinto algo estranho no peito, como se ele todo tivesse se enchido, mas não é uma coisa ruim, me senti bem até.

Minhas colegas de quarto já estão acordadas e Kelly não olha na minha cara, mas tudo bem, não quer encrenca.

Kelly é legal, mas ela quer ser o centro das atenções. Ela acha que sabe tudo e é a melhor em tudo, pois sua mãe é uma escolhida. Não podemos ter contato com os familiares, então não sei quem ela é.

Olho para Kelly entrar no banheiro e tento entender o motivo dela ter surtado comigo ontem por causa das minhas novas amizades. Se for o caso eu apresento todos a ela.

Ela bate porta do banheiro com força que dou um pulo na minha cama.

– Ela só está... Cansada. – Joyce justifica. Dou um sorriso torto pra ela e visto minha roupa.

Tento não parecer chateada com a situação, mas sei que não estou errada, pois não criei nenhum caso, apenas estou seguindo em frente.

– Andy, você está nos evitando? – Joyce é gentil e meiga e nunca a vi triste ou sentimental como agora.

– Não, claro que não. Por que eu faria isso? – Ela me encara. – Sabe Joyce, eu me sinto avulsa no meio de vocês, não sou como vocês.

– E como você é? – Ela senta do meu lado e pega na minha mão. Sinto eu estou tensa e seu toque me tranqüiliza.

– Eu não sei quais são as melhores roupas a se escolher, ou quem é o menino mais bonito desse lugar. Eu encontrei pessoas que me entendem e que não se preocupam se eu sei ou não sei das coisas, eles me ensinam, eles me mostram, não ficam me esnobando.

– Mas eu não te esnobo. – Sorrio pra ela e a abraço.

– Você é uma das melhores pessoas que já conheci, não quero me afastar de você, mas também não quero ficar incomodada.

– Eu te entendo, mas faz assim. Continua com seus novos amigos, mas converse comigo no seu tempo vago. – Seus olhos brilham de alegria e sua animação é tão contagiante que me tira um sorriso. – E converse com Kelly também, ela não está brava, só está com ciúmes ou inveja.

– Tudo vai se ajeitar no seu tempo. – Assim eu espero. Levanto e saio com um sorriso meio apagado no rosto.

Joyce é uma boa menina, mas às vezes me pergunto se ela vai se dar bem aqui na escola. Sua meiguice e sua ingenuidade podem trazer alguns problemas.

Caminho até o jardim, não quero comer nada e logo terei aula de mira e pontaria. Não gosto muito dessa aula, pois tenho medo de ser desastrada e atirar em alguém. Talvez eu não seja tão desastrada, mas acidentes podem acontecer.

Sinto um corpo se chocar contra o meu. O impacto é tão forte que meu corpo é arremessado pro lado e não consigo me equilibrar.

Estou de olhos fechados pra na obrigar com quem me derrubou, sei que foi um acidente, mas a pessoas poderia prestar atenção. Começo a me levantar quando sinto duas mãos segurando meu corpo e me ajudando a levantar.

– Você está bem? – Aquela suavidade sonora penetra em meus ouvidos e já posso até imaginar quem seja.

Olho para a pessoa me segurando e suspiro cansada, penso em xingar ou responder docemente com tom de apaixonada, mas apenas afirmo com a cabeça e solto um grunhido. Espero que não tenha sido mal educada, não era minha intenção.

– Não te vi no terraço, alguma razão pra na obter ido lá?

– Sono. – Por que não consigo ser mais gentil com as pessoas? Principalmente depois que acontece algo.

– É um belo motivo. – Solto uma risadinha, nao sei se deveria. – Então... O refeitório é pra lá.

– Vou para o jardim.

– Eu acho que não, o hall de entrada está restrito.

– Como assim?

– Parece que estão transferindo armamento, para os escolhidos que estão em missão. – É uma das coisas mais estranha e sem sentido que já ouvi. Como vão transferir armas para os que estão em missão?

– Transferindo armamento? Como assim. – Minha cabeça está confusa, não é uma informação fácil de compreender.

– Segundo a Carmem, alguns soldados vão levar armas para os que estão em missão. Confuso não é? – Ele não mostra reação, mas percebo que ele está tão desconfiado quanto eu estou.

– É... Muito.

– Você tem aula de tiro, é melhor se apressar.

Concordo e saio pensando em como isso poderia ser verdade, não há como saber onde as pessoas em missão estão.

Será que devo contar isso pra alguém? Será que eu deveria estar sabendo disso? Com certeza essa era pra ser uma informação sigilosa e se Roger me contou deve ter alguma razão.

O refeitório fica no térreo, porém, mais na parte do fundo de edifício. Restam poucas pessoas tomando café. Não encontro ninguém que eu converse, dou meia volta e vou para o andar de armas.

Sarah é a instrutora da aula de mira e pontaria. Nunca vi ela errar um alvo. Ela é loira e alta, suas curvas são perfeitas e um olhar sedutor que às vezes amedronta. Soube que ela é muito amiga de Roger. Eles foram iniciados juntos, isso significa que eles têm a mesma idade, embora ela parece bem mais jovem que ele.

Ela é uma ótima instrutora, atenciosa e decidida, mão é como Roger que as vezes é grosso, bem, só tive uma aula com ele, talvez ele se mostre mais gentil nas próximas atividades.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.