Notas iniciais
Desculpem a demora! Eu avisei que não poderia postar mt seguidamente. Espero que estejam a gostar!

Aborrecida, fui á procura da Alice. Avistei-a empoleirada num ramo, quase no topo de um dos maiores pinheiros da clareira, sobre a sua habitual forma de coruja. Transfigurando-me numa águia voei para perto dela. Ao chegar ao ramo onde ela se encontrava transformei-me numa elfa e sentei-me a seu lado.

- Então? Desapareceste assim que aterramos neste bosque e, quando finalmente te consegui localizar, transformas-te te numa raposa e desataste a correr para o arvoredo, com aquele rapaz ruivo e de olhos de avelã. O que é que foste fazer com ele? E que “caixa velha” é essa que trazes aí? Achas que nos podias apresentar? Se ele não for teu namorado, é claro!

- O Leo! Meu Namorado! Deus me livre...

- Porquê? Tens que admitir que é giro...

- Não é isso — disse eu, tentando sufucar o riso — é que o Leo é meu irmão. E já agora, aconselho-te a nunca chamares a uma caixa destas “velha” perto de um elfo. Esta caixa é a coisa mais valiosa que podia haver para mim. É uma caixa de armas e todos os elfos tem uma... — e expliquei-lhe como funcionavam e para que serviam as “caixas velhas”. — Eu fui com o Leo para o bosque porque fui buscar esta caixa.

- Ah...Ok.

- Olha, tive a pensar...O teu pai é mesmo teu pai?

- Sim. — respondeu ela

- Como pode isso ser possível? Se ele é filho de Posídon, como pode Atenas ter tido um caso com ele? Atenas e Posídon, na mitologia grega, não tinham as melhores relações.

- Eu sei. É estranho. Mas, Afrodite apaixonou-se pelo meu pai. Quem sabe, talvez venha a haver caso entre o meu avô e a minha mãe.

- Isso dito assim soa um pouco estranho.

- Eu sei. Mas há que ter em conta que, apesar de todo, eles são imortais.

- Hu hum...

- Então e o que é isto? — perguntou ela

- Estás prestes a descobri-respondi eu, apontando para o local onde os chefes se haviam reunido. — Anda, vamos para baixo. Já foste matar saudades dos teus irmãos e irmãs do lado da mãe?

- Não. Nem sequer os sabia por cá. Gosto de estar aqui contigo. Além disso, os outros mestiços não gostaram muito da ideia de eu me afastar da Colónia, principalmente com o meu pai. Eles dizem que nós, juntos, somos a junção mais saborosa para os monstros.

- Devias ir, pelo menos, dizer à chefe da tua cabana que estás bem e que estás aqui presente. Além disso, ainda vamos ficar aqui algum tempo e o meu irmão já me está a chamar.

- Como sabes isso? Ouve-lo daqui?

- Contacto mental. Mas vai lá dizer “olá” à chefe de cabana.

- Olá! — disse ela, secamente — Pronto, já o fiz.

- És a chefe de cabana?

- Periodicamente, sim. Quando estou com a minha família, o Nuno substitui-me. Tenho receio que o meu aparecimento cause uma crise de liderança. Ele ás vezes parece que me odeia outras vezes parece gostar demasiado de mim.

- Uh, aí há coisa... — brinquei eu

- Talvez. Não sei. Bom, acho que tens razão, vou avisá-los que aqui estou e matar saudades.

- Ok. Então vamos de uma vez que se o meu irmão me chama mais alto rebenta-me os timpanos. — Alice riu-se e ambas descemos da àrvore. Enquanto ela se transformava numa coruja e voava para este, desatei a correr em sentido contrário, na direção duma grande rocha situada na parte nordoeste da clareira. Era aí que estavam os chefes tribais e o meu irmão, segundo a imagem que ele me enviara por pensamento.

Notas finais
Mais um cap.
Vou ver se consigo postar mais alguma coisa ainda hoje.
Deixem rewies!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.