Escolhas Passadas
17 Tortura
Notas iniciais
Capítulo 16
Anthony e Glória já partiram, eu e Nicolle estamos de vigia desde as 6:00 da madrugada, já são 10:00 da manhã e os dois ainda não tinham voltado.
– Eles vão demorar muito? — Nicolle perguntou se aconchegando entre as cobertas.
A manhã estava quase insuportável, a neve estava caindo de pressa, as folhas estavam congeladas.
Me enrolei na coberta e levei a boca uma xicara de leite fumegante.
– Hermione!!! Como isso não queima sua boca? — Nicolle disse apavorada olhando eu tomar o leite.
Dei de ombros, eu realmente não sábia, não sábia o porque de eu conseguir fazer varias coisas ou ao menos explicar algumas manias.
– Está preocupada com eles né? — Nicolle perguntou depois de um tempo.
– Um pouco... só quero que os dois estejam aqui são e salvosn- Felei sem tirar os olhos do vapor que saia da chicara.
Infelizmente eu tinha esquecido de trazer café, não existe coisa melhor do que uma xícara de café ou de chá para acalmar os nervos.
– Anthony...ele não gosta da Glória né? — Ela perguntou se sentando ao meu lado.
Eu não tinha parado para pensar nisso...Anthony realmente tem sido grosso com Glória, cada vez que a mesma tentava falar com ele, ele dava uma resposta muito sarcástica e maldosa.
– Não sei... não entendo — falei frustrada. Ficamos em silêncio por um tempo.
Um barulho de Passos me chamou a atenção.
– Tem alguém aqui — Nicolle sussurrou pegando a varinha.
Peguei a minha e caminhei de vagar até a saida, olhei pela fresta, meu coração acelerou, tentei respirar mas os ar não saia.
– São... sequestradores e... eles nos descobriram — falei trêmula.
Nicolle arregalou os olhos...
– Meu Merlin... temos que fugir — ela disse me puxando para longe da entrada.
– Não podemos aparatar... coloquei um feitiço contra isso — falei em desesperada.
Só havia uma saida... teríamos que lutar contra eles, oque me preocupava era, e se eles os pegarem. Olhei a porta da barraca, respirei fundo.
– Não outro jeito — ela disse olhando a porta também.
Falei pares Nicolle fiacar dentoe da barraca, sobre protestos ela ficou. Com passos lentos sai da barraca. Um homem me olhava com um sorriso sarcástico, ele era auto e forte, cabeços grandes e negros.
– hora, hora oque temos aqui? — Ele disse erguendo a varinha.
– uma pessoa — falei com a língua afiada.
– Podemos nos divertir com ela — um homem negro e alto disse surgindo de trás das árvores.
Uma gota de suor escorreu pela minha testa, apartei mais a varinha entre os dedo. Nicolle ainda não cansa havia saido da barraca.
– Tem razão Seth, poderíamos nos divertir com ela — outro homem disse atrás de mim. Me virei assustada, tinha mais cinco deles, eu estava em minoria.
Meu coração acelerou de medo... olhei para todos os cantos na esperança de fugir.
– Nem tente Boneca — o tal de Seth disse ao perceber que eu estava tentando escapar.
– Vamos acabar com isso — um deles segurou meus braços.
Tentei me livrar mas ele apertava meus braços com força. O homem negro veio em minha direção, tentei chutar o cara que me prendia mas era quase impossível, o homem negro me deu um soco no estômago. Me enclinei de dor, senti um tapa forte no rosto.
– tem outra aqui... ela bonita não acham!!! — ele disse sorrindo perverso.
Ele segurava o cabelo de Nucolle e arrastava ela para outro lado. Tentei soltar dele para correr até Nicolle, chutei o homem negro a minha frente. Ele cambaleou para tras e voltouba me olhar com raiva, seus olhos verdes brilharam, ele segurou meu pé e o girou com força.
– HAAAAAAAA — berrei de dor.
Ele tinha quebrado meu tornozelo, uma lágrima escorreu por meu rosto.
– quer mais docinho? — ele perguntou rindo.
Senti raiva e numa onda de raiva eu guspi no rosto dele.
– Já chega — ele disse me dando um soco no rosto. Minha visão estava turva e eu não conseguia ouvir muito bem.
– Para... por favor... NÃO!!! — Nicolle gritou do outro lado.
Foi a última coisa que eu escutei.
– Hei...garota!!!....droga! — uma voz me chamava.
Meu corpo doía, minha cabeça latejava, flashs do ataque invadiram minha cabeça.
Abri os olhos assustada.
– Hei Rômulo ela acordou — uma garota loiro falou.
Tentei me sentar mas meu corpo doeu.
– Não se mecha... você foi muito machucada — A garota de cabelos loiros disse.
– quem é você? — uma garoto perguntou.
Ele estava escorado no canto do quarto, tinha cabelo castanho claro, e pele um tanto bronzeada.
– Rômulo!!! Ela está mau... não tem condições de conversar — a garota loira disse o repreendedo.
– Hermione...Granger — falei com dificuldade.
– Descanse um pouco — A garota loiro disse me dando uma bebida.
O gosto era doce, parecia açúcar era bom mas logo o sono veio, tentei me mater acordadda mas acebei dormindo.
Acordei não sei quanto tempo depois, olhei em volta. Eu estava em um quarto Verde escuro com moveis dourados, olhei minhas roupas, eu estava com um vestido branco curto.
– Ha, você acordou — o tal do garoto Rômulo disse entrando no quarto.
O observei por um tempo, ele era alto, cabelo castanho claro, olhos marrons e o rosto redondo.
– Oque aconteceu? — perguntei me referindo a como eu vim para aqui.
– Não sei bem...eu estava andando pela floresta, encontrei você e uma garota ruiva... você estava toda roxa mas respirava... já a outra estava morta e ensanguentada — ele disse sentando em uma cadeira a minha frente.
Arregalei os olhos com a notícia, Nicolle... estava morta. Senti lágrimas escorrendo por meus olhos, comecei a chorar compulsivamente, fecheibos olhos com força.
Rômulo se manteve em silêncio.
– eu apenas encontrei esse pedaço de graveto com você — ele dise me estendendo a minha varinha. Olhei para ele, se ele disse que era um pedaço de graveto... é porque era Trouxa.
– Quem é você? — perguntei chorona.
– Rômulo — ele disse direto.
– a quanto tempo eu estou aqui? — perguntei chorando.
Ele parou. Me avaliou por um tempo, com cautela ele disse:
– duas semanas.
Arregalei os olhos ainda mais. Duas semanas, meus Merlin, a missão, como deve estar Anthony? E Glória? Será que eles conseguiram o medalhão?
– Meu Merlin... eu, preciso ir embora — falei me levantando.
– não mesmo — Rômulo disse segurando meu braço.
– oque está acontecendo? — a garota loira entrou no quarto.
– ela quer ir embora Bibiana — Rômulo disse para Bibiana.
– vocês não entendem... eu preciso ir — falei em pânico.
Bibiana e Rômulo se olharam, Rômulo soltou meu braço. Olhei para os dois e sai correndo, desci uma escada e corri até uma porta cinza. Abri a porta e olhei em volta.
Era um bairro trouxa. Cai de joelhos na porta e comecei a chorar. Tudo estava perdido, eu falhei na missão, eu devia ter saido de lá quando pude...e Nicolle, meu Merlin oque eles devem ter feito com ela?, foi tudo minha culpa. Anthony, onde sera que ele está? Será que está preocupado? Levei as mãos a cabeça, parecia que fogos de artifício explodiam na minha cabeça. Me segurei na porta e tentei ficar de pé.
– É tudo culpa minha — falei entre soluços.
As lágrimas caiam rapidamente por meu rosto, a dor do meu corpo lamentava cada vez mais, se tornando insuportável.
Fechei os olhos e engoli o choro, eu tinha que encontrar Antony. Pensei nele, senti meu corpo sendo sugado, rapidamente senti meu corpo cair no chão.
– Hermione!! — uma voz gritou meu nome.
Abri os olhos e vi Glória correndo em minha direção.
Ela me abraçou forte, retribui com a mesma intensidade.
– Eu não acredito... não acredito — ela sussurava entre os soluços.
Apertei ela ainda mais, deixei as lágrimas cairem.
Me afastei e olhei para ela.
– eles mataram ela... eles... eu e Anthony ficamos tão... meu Merlin... foi horrível, Anthony entro em desespero — ela soluçava.
Olhei em volta e não vi nada. Estavamos em um campo aberto.
– Onde ele está? — perguntei trêmula.
Glória voltou a chorar
– Nós conseguimos pegar o medalhão e a taça... mas quando voltamos, alguns comensais nos atacaram e....e...o levaram para a mansão Malfoy — ela disse chorando.
Meu coração batia descontroladamente, Anthony foi capturado... tudo por minha culpa.
– Veja só, se não é a amiguinha do Potter — uma mulher ruiva de cabelos compridos disse atrás de mim.
Puxei a varinha e apontei para ela. Ela deu um sorriso debochado. — peguem ela — ela disse.
Foi muito rápido, jatos de luz vieram em minha direção, tentei me proteger mas minha varinha voou da minha mão.
– levem ela para mansão Malfoy... já a outra... façam oque quiser — ela disse aparatando.
Enseguida um homem pe segurou e aparotou, tentei gritar mas já era tarde e agora eu me via enfrente a uma manção enorme e negre, passamos por um jardim grande e amplo. Nao prestei muita atenção nos detalhes, meus pensamentos estavam em Gloria, oque iriam fazer com ela?
– Achamos a Granger — a mulher disse a Belatriz.
Belatriz olhou para mim e deu uma risada debochada, indicou a entrada da casa.
Fui empurrda para dentro da casa, o homem me puxava com violência pelos corredores negros e sombrios . Chegamos em uma sala onde tinha algumas pessoas conversando, todos pararam ao me ver.
O homem me atirou com força no chão. Tentei levantar mas uma mão agarrou me cabelo e começou a puxar com força.
Gritei de dor, parecia que estavam arrancando minha cabeça, tentei olhar para cima e vi Belatriz com as mão enroldas no meu cabelo me arrastando até o centro da sala.
– Então sangue-ruin... vamos nos divertir — ela disse subindo em cima de mim.
Ela puxou uma faca de prata pontudo, ela prendeu meus braços no chão e levantou a faca e afundou no meu braço.
Gritei ainda mais, minha pela ardia em brasa, tentei me soltar mas ela so moveu a faca me fazendo berrar mais.
– Grita mais!!! — ela disse tirando a faca e voltando a cravar com força no meu braço.
– Para!!! — gritei entre soluços.
Minha pele estava doendo muito, a dor era insuportável, eu prefiro a morte.
– eu ainda não acabei — ela disse rindo escandalosamente.
Derrepente flashs invadiram minha mente.
Eu estava em um sala branca lendo um livro deitada ao lado de James.
– Jay? — chamei ele.
– Sim princesa? — ele perguntou me olhando.
– Você me ama? — perguntei inocente.
– Claro que amo... Amo mais do que qualquer coisa — ele disse me dando um beijo na bochecha.
Eu senti a lamina deslizando lentamente para fora do meu braço, senti meu corpo tremer através de crucio, senti milhões de facas me atravessarem, ouvi as risadas estéricas.
Olhei para o lado e encarei dois olhos cinzentos que me olhavam espantado...Draco, foi a última coisa que vi antes de apagar.
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