Escolhas Passadas
11 Meu querido Draco Malfoy
Notas iniciais
Capítulo 10
Remo acordou a alguns dias, ele demorou pelo menos quatro dias para recompor as energias, é claro que eu o ajudei em todo processo. Eu simplesmente ficava olhando ele dormir... eu não sei oque está acontecendo, cada vez que ele fala comigo, cada vez que ele me olha, meu coração acelera e eu me sinto uma idiota. Ele esta agora no dormitório da Grifinoria com Sirius e Lilian.
James ainda se recusa a acordar, ele apenas fica lá deitado, dormindo, sonhando. Ontem quando eu fui visita-lo, ele sussurrou meu nome... sabe quando você trocaria sua vida por alguém? É exatamente oque eu estou sentindo.
Eu to no salão comunal dos monitores chefe ( eu e Draco), lendo um livro de poções. Draco tem sido muito carinhoso e compreensivo(isso assusta)... inclusive a gente tentou prosseguir com aquela história de romance mas não deu certo... então a gente virou amigos e devo dizer que viramos grandes amigos, aqueles do tipo fofo. Descobri que Draco gosta de ler muito, confesso que fiquei surpresa, na verdade ele tem me surpreendido muito, ele é muito diferente.
– Oi Mi — Draco disse me dando um beijo na bochecha e se jogando no sofá.
Ele afrouxo a gravata e descansou a cabeça no sofá.
– Oi Draco... oque aconteceu? — perguntei estudando seu rosto com atenção.
Ele tinha uma expressão de cansaço, possuía olheiras muito profundas e um olhar arrasado. Ele se manteve em silêncio, como se pensasse em me dizer a verdade. Fechei o livro de poções avançadas e coloquei sob a mesinha de madeira negra ao lado.
Me inclinei sobre ele e carinhosamente peguei sua mão, ela estava trêmula indicando nervosismo. Levei a outra mão ao seu rosto e girei fazendo ele me olhar nos olhos. Seus olhos tinham uma tristeza melancólica quase desesperadora, dei um pequeno sorriso confiante.
– Pode confiar em mim — falei suavemente.
Seus olhos brilharam com finas lágrimas e com um ato desesperado ele me abraçou. Seu abraço transmitia medo, como se nada pudesse salva-lo, como se ele me pedisse desculpas, como se ele tivesse preste a cometer o maior erro da sua vida.
– Draco... oque aconteceu? — tornei a perguntar preocupada.
Lentamente ele se afastou e me olhou. Meu coração acelerou, minha cabeça trabalhava em milhões de possibilidades mas apenas uma eu temia.
– Eu sou um deles — Draco sussurrou chorando.
Minhas mão foram a boca com total horror, Draco era eu deles agora, Draco era meu inimigo nessa guerra, ele era um Comensal da Morte.
– Meu Merlin Draco... eu sinto muito — foi a unica coisa que consegui dizer, foi a única coisa que eu podia dizer.
– Você deve estar me odiando — ele disse soluçando com a cabeça baixa.
– Não Draco... eu não te odeio — digo abraçando ele.
Isso era verdade. Draco se tornou importante para mim, eu não conseguiria odia-lo.
– Me perdoa... a gente não pode ser amigos, pedi a Minerva que colocase outra pessoa em meu lugar — ele disse fitando a lareira, evitando olhar para mim.
– Você não pode fazer isso!!! a gente...
– Não Hermione!!! Não podemos fazer nada...eu não consigo estar ao seu lado e ao mesmo tempo planejando te matar — ele disse se levantando com violência.
Antes que pudesse sair eu puxei seu braço, olhei no fundo dos seus olhos, eu precisava olhar para ele como amiga pela última vez, apartir do momento que ele saísse pela porta nós dois seguiriamos para caminhos opostos, ele séria meu inimigo, claro que não machucariamos um ao outro mas seríamos inimigos. Puxando o braço ele saiu pela porta, me deixando aos prantos, com o coração na mão... eu perdi meu querido Draco Malfoy.
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