Escolhas

12 Escolha final.


Embaixo da gaiola de metal tem pilhas de madeiras e Georgina segura uma tocha acesa.

—Não. Não faça isso! –Olho para Aro, pois sabia que ele que era o mandante disso. –Por que você está fazendo isso? O que você quer?

Ele olha para mim, parecendo divertido e dá um sorriso.

—Vejo que agora tenho sua atenção! Você parecia que esqueceu de minha ameaça e do que sou capaz. Só queria te relembrar. –Faço cara de surpresa e ele percebe. –Bem, vou explicar o que estou planejando desde o começo!

Ele anda até estar próximo de Georgina e olha ao redor para ver se todos estão prestando atenção. Olho também, vendo que todos têm a mesma cara de surpresa que eu. Percebo que Jack e Leah também estão em forma de humanos e ela parecia segura-lo. Então me permito dar mais uma olhada para Justin. Ele sorri para mim e sussurra que tudo vai ficar bem.

—Como você não se saiu bem no primeiro teste, decidi te dar mais uma chance! Agora não há como você falhar! –Ele sorri. –Decidi tudo junto de Georgina. Ela me ajudou a manter esse segredinho entre nós. Alice não conseguiu descobrir o que faríamos, só que viríamos aqui. E percebi que você também não pôde avisa-los. –Fico surpresa, então o poder dela é controlar alguns sinais, como o de telefone e o mental? –Agora você precisa se decidir. Vai lutar contra a sua família ou ver seu namorado morrer?

Nesse momento ele se vira para mim, esperando uma resposta. Mas não sei o que dizer, na verdade, nem sei o que fazer. Penso em uma forma de sair da situação sem perder ninguém, só que nesse instante isso parece ser algo impossível e eu não consigo não pensar no rosto de Justin, dizendo que tudo ficaria bem.

Olho para a minha família e minha mãe me olha de volta. Seu olhar era de compaixão assim como de todos a sua volta. Consegui me acalmar um pouco e então, algo se passou em minha mente. E ao olhar para Jack, percebo que é o certo a se fazer, não podia deixar seu irmão morrer na sua frente. Ele nunca ia me perdoar e nem eu.

Sem pensar, olho para meu avô, Edward, e ele me olha preocupado e faz um leve sinal de não com a cabeça. Um sinal que não foi discreto o bastante para a minha avó e ela acaba ficando desconfiada.

Mesmo assim, respiro fundo e faço a minha decisão.

—Gostaria de propor um acordo, Aro. –Falo, esperando a sua resposta.

—Pode falar, querida. –Ele fala calmamente.

—Você deixaria minha família e Justin em paz, -Ele começa a reagir, como se fosse protestar. –e eu, volto para Volterra com vocês e prometo fazer tudo o que você quiser, inclusive visitar a minha família quando for melhor para vocês.

Escuto sussurros de reprovação, mas não olho para ninguém, somente para Aro e vejo que ele está sorrindo maliciosamente. Parecia que tinha vencido uma disputa. Ele dá sua risada estrondosa.

—Finalmente você fez o que é certo. Espero que saiba que esse acordo duraria para sempre e você não veria mais sua família.

Isso me magoa, mas não falo nada, só concordo com a cabeça, melhor saber que estão todos bem, do que participar desse jogo sujo.

De repente, tudo a minha volta se escurece. Não consigo ver, sentir ou ouvir nada. E então, estou próximo à gaiola de Justin e minha Avó está também, provavelmente Alec usou seu poder e ela se aproximou para me ajudar a sair de lá.

—Justin. –Falo me aproximando das grades, ele segura a minha mão e fala:

—Você não podia ter escolhido ficar longe.

—Eu não tinha outro escolha. –Falo e tento abrir o cadeado, mas não consigo.

—Procurando por isso? –Diz Georgina mostrando as chaves. Provavelmente o poder dela também bloqueava o poder de Alec.

Me transformo rapidamente em lobo e vou até ela. Mas rapidamente, ela me joga para longe. Me levanto, balançando a cabeça e corro para ela de novo. Dessa vez, salto por cima dela e a ataco por trás, de surpresa. Ela está virada para mim, mas não consegue me deter e caí, seguro seus braços com as patas e pego a chave de seu pescoço com a boca, jogando-a para minha avó abrir a gaiola. Nesse momento, ela me chuta me jogando alto, caio de mal jeito, mas me levanto de novo e então ela vem até mim e tenta me abraçar, deixando o pescoço livre, o mordo, arrancando a sua cabeça.

Me afasto de lá e vou até minha avó e Justin, que já estava solto. Vamos para o outro lado do campo, para junto de nossa família. Após chegarmos lá, Alec aparece puxando Wendy pelo braço e toda a fumaça que mantinha todos sem poder reagir, volta para ele, como se ele a estivesse atraindo de volta para onde ela saiu.

Aro está surpreso, sem entender o que aconteceu e todos demoram para perceber os fatos. Eles notam que Georgina está morta e que conseguimos fugir e percebo que Aro olha para Alec como se ele fosse um traidor e a própria Jane não entende o que ele fez. Então, ele olha para ela e mostra nervosismo.

—Aro, juro que não sabia o que Alec ia fazer. –Fala ela se afastando, mas Félix e Demitri estão ao seu lado a impedindo de fugir.

—Ela não participou disso. –Diz Alec. –Deixe-a em paz!

—Ah, querido Alec, eu sei que ela não participou disso, mas assim você aprende que não deve me trair. –Diz ele, enquanto se aproxima dela, para fazer o serviço com as próprias mãos.

Rosno para ele sem poder falar nada, já que estou em forma de lobo. Assim chamo sua atenção e percebo que Edward sabe o que estou pensando.

—Espero que você não a machuque, pois sem a ajuda dos dois irmãos, você sabe que somos mais fortes. –Fala meu avô.

—Aro, espero que você entenda que nós não queremos ocupar o seu lugar, só queremos nossa família unida. Entenda que não somos uma ameaça para você. –Diz Carlisle. –Deixe-a em paz e não entraremos em seu caminho.

Aro se estressa ainda mais, chegando a fazer um barulho de rosnado e então com um sinal, ele manda os guardas se afastarem de Jane. Ela aproveita e vem para o lado de seu irmão, os dois se abraçam e eu percebo como ainda são tão unidos.

Aro saí sem falar nada e seus guardas vão atrás dele. Todos ficamos felizes e Alice se aproxima de mim segurando roupas.

—Imaginei que você precisaria disso. –Olho para ela como se estivesse fazendo uma pergunta e ela responde. –Bem, não consegui ver tudo o que ia acontecer, mas em um dos momentos vi você como loba. –Ela dá um de seus sorrisinhos.

Vou para a floresta e me transformo em humana, colocando a roupa que Alice trouxe para mim. Ao sair de lá, encontro Justin me esperando e vou rápido abraça-lo.

—Ei, senti muito a sua falta! –Diz ele.

—Pensei que eu ia te perder. Eu não sabia o que ia fazer sem você.

—Shh. Está tudo bem agora. –Ele se afasta para olhar para os meus olhos. –Você nunca vai me perder. Eu prometo.

—Eu te amo. –Falo sorrindo com sua promessa.

—Eu também te amo. –Diz ele e me beija.

Vamos de mãos dadas até onde está meus familiares e vejo Carlisle e Esme conversando com Jane e Alec. Abraço minha mãe e meu pai e falo com os outros, inclusive o irmão de Justin que me agradece. Digo para ele que quem nos tirou dessa situação foi Alec. Mas como qualquer um, ele fez uma cara feia ao ouvir o nome de um dos Volturi, mas depois concordou com a ajuda dele.

—Que tal irmos para casa? –Pergunta meu pai.

Penso um pouco, mas decido fazer outra coisa.

—Acho que vou ficar mais um pouco com Justin. Precisamos conversar.

—Está bem. Vamos estar esperando você em casa. –Diz minha mãe.

Justin e eu nos afastamos de todos e vamos para a pedra onde nos conhecemos. Sentamos juntos e ficamos olhando para o mar, só aproveitando a companhia um do outro.

—Você já tinha feito um teste? –Pergunta Justin, enfim.

—Sim, eu tinha que me alimentar de sangue humano e ela era ainda uma criança. Eu não podia machuca-la, então eu a devolvi para a sua mãe.

—Eu sabia que você não iria se adaptar com eles. Você não machucaria humanos.

—Como foi que conseguiram te sequestrar? –Pergunto e ele olha para mim sorrindo.

—Bem, recebi um bilhete seu falando para nos encontrarmos perto da estrada da casa dos Cullens e que você tinha conseguido sair de Volterra. Então quando percebi que se fosse você mesmo, nos encontraríamos aqui, já era tarde, eu estava curioso e fui até lá.

—Bem, eu sabia que tinha alguma coisa de estranho acontecendo, mas não conseguia avisar vocês. Hoje descobri o porquê.

—Georgina? –Pergunta ele.

—Sim, acho que o poder dela era bloquear alguns sinais.

—Parece estranho.

Sorrimos juntos e então quando percebo, estamos nos beijando. Estávamos com tanta saudade um do outro que parecia que não íamos conseguir nos separar de novo assim tão cedo.

—Quer ir para minha casa? Posso fazer um lanche para você. –Pergunta Justin.

—Claro. –Falo e levantamos para ir.

Ao ouvir a porta se fechar, sinto meus pelos se arrepiarem e quando olho para Justin, ele está olhando para mim. Então nos beijamos de novo e ele me pega no colo. Entra em seu quarto e me coloca no chão, voltando a me beijar, abraçando a minha cintura e fechando a porta com as costas.

Ele tira a sua camisa e volta a me beijar buscando com suas mãos a barra do meu vestido para tira-lo por cima. E então, ele me olha de novo.

—Eu te amo.

—Eu te amo. –Respondo, sentindo uma felicidade enorme.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.