Escolhas 2
42 42 - Payphone
Notas iniciais
Gente, eu tava tão ansiosa pra postar esse capítulo, vocês não tem ideia! uhauhaua é um dos meus preferidos da história, apesar de super triste, espero que vocês curtam! :)
Capítulo 42
Yeah, I, I know it's hard to remember
Sim, eu sei que é difícil de lembrar
The people we used to be
As pessoas que costumávamos ser
It's even harder to picture
É ainda mais díficil entender
That you're not here next to me
Que você não está aqui do meu lado
You said it's too late to make it
Você disse que é tarde demais para conseguir
But is it too late to try?
Mas é tarde demais para tentar?
Payphone – Maroon 5
Emmett POV
Já se passava das seis horas quando Edward me ligou novamente. Nós conversamos por aproximadamente meia hora sobre tudo o que acontecera, e então nos despedimos com ele me desejando boa sorte para amanhã.
Eu me sentia até um pouco aliviado com o apoio do meu melhor amigo. Já tinha falado com minha mãe, também, que passou os recados de meu pai (embora não o tenha deixado falar), e ela como sempre me deu votos positivos pelo telefone. Mas eu não podia me enganar: não era só isso que eu queria.
Agora já tinha se passado das dez horas da noite. Eu estava deitado na cama à meia luz do quarto de hotel com o celular na mão. Meus dedos coçavam para apertar o botão que iniciaria a chamada que eu mais desejava. O número já estava na tela. Eu estava a um toque de distância dela. Mas me faltava coragem.
Um lado meu dizia para andar logo com aquilo, enquanto outro tentava me dissuadir. Ela já deve estar dormindo. Não devo atrapalhar, eu pensava. Sabia que aquilo era coisa da minha cabeça, porém.
Reuni coragem em um suspiro e então apertei a tecla que iniciaria a ligação, rezando para que não fosse recusada.
Rosalie POV
Estava deitada na cama do meu quarto ninando Daphne, que já tinha fechado os olhinhos no meu colo. Alice tinha ficado no hospital para acompanhar Jasper no quarto, então eu ficaria cuidando da minha sobrinha outra vez.
Travis tivera um dia difícil hoje, e eu até conversara com seu professor de biologia e a diretora da escola quando fui buscá-lo no final da tarde. No momento, porém, ele e a irmã já estavam dormindo no quarto.
Quer dizer, eu duvidava muito que as crianças já estivessem dormido. Elas já tinham dado boa noite, pelo menos. Agora, se eu bem sabia, estariam cochichando sobre qualquer coisa que eu não podia ouvir.
Quando senti que Daphne finalmente caíra no sono, deitei-a na cama no cantinho que eu preparara para ela. Minha sobrinha estava praticamente em um ninho, cercada por almofadas. Era o que podia arranjar, já que o quarto do meu bebê ainda não estava pronto para que ela aproveitasse o berço.
Suspirei. Foi só pensar nele que lágrimas me vieram aos olhos. Então senti uma pequena movimentação em minha barriga, me fazendo chorar de vez.
Aí escutei o celular tocar. Rapidamente peguei-o para não acordar Daphne.
Limpei minhas lágrimas com a manga do pijama e o atendi, pensando que seria Alice ou um engano.
-A-lô? – minha voz soara meio tremida. Forcei a garganta para que ela saísse normalmente: — Alô?
Silêncio do outro lado da linha. Não era Alice, tampouco um engano, eu tinha certeza. Meu coração acelerou e eu fiquei estática. Não sabia se continuava a falar ou se desligava o telefone. Gostaria de xingar, de colocar tudo para fora, mas eu não confiava em mim para fazê-lo. Se eu abrisse minha boca, recomeçaria a chorar e então ele veria que ainda sinto falta dele.
Mas, por outro lado, eu não queria encerrar a ligação. Ouvi-lo do outro lado da linha, mesmo que ele não estivesse falando nada, trazia um grande alívio pra mim. E outra: amanhã ele seria julgado. Ele podia ser um idiota, mas isso lamentavelmente não tinha mudado o que eu sentia por ele. E eu também não queria ver o pai do meu filho na cadeia.
Foi aí que percebi minha linha de pensamento: eu já não me referia ao meu bebê como “ela”.
-Acho que você está certo. – confessei entre lágrimas, quebrando o silêncio.
-O que quer dizer? – sua voz era ansiosa, mas ele parecia uma criança triste falando.
-É um menino. Eu acredito agora. – suspirei, mas não consegui me conter e continuei chorando. Ouvi-o aos prantos também.
Não sei dizer quantos minutos se passaram, mas nós dois ficamos em silêncio novamente. Nem ele, nem eu dizíamos nada. Só choramos juntos. Choramos o que não queríamos que acontecesse, mas que não sabíamos como mudar.
Eu o amava, mas isso não mudava o fato de que ele tinha me traído. Poderia estar arrependido, mas isso não significava nada. Ele traíra a minha confiança e isso jamais recuperaria.
Tinha vontade de dizer ao mínimo um “boa sorte”, mas sentia que minha voz não iria sair. Em vez disso, limpei minhas lágrimas novamente com a manga da blusa do pijama.
Suspirei.
-Boa noite. – desejei, apesar de não ser aquilo que gostaria de ter dito. E então, sem ouvir mais nada, desliguei o telefone.
Me afundei no travesseiro e deixei-me ser consolada por ele até dormir. Não havia um só ruído em casa. O silêncio era absoluto e mórbido, o que parecia só aumentar minha vontade de chorar.
Notas finais
Inclusive das leitoras fantasmas.. Mais de 30 pessoas favoritaram a fic, quero agradecê-las todas, mas assim não tenho como :(
Super obrigada pelo apoio de sempre pra quem ta ai sempre, beijoooo!
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