Escolha sem escolhas - Interativa
1 Prólogo
Jess me acordou naquela manhã, como sempre fazia.
- Alteza, acorda.
- Jess, mais 5 minutos...
- Bon, tem bolo de chocolate. — dei um pulo da cama. Jess sabia como me acordar.
- Okay, já escolhesse meu vestido?
- Deixei esse prazer para a senhorita
Escolhi meu vestido e Jess arrumou meu cabelo. Confesso que a admiro por conseguir dar jeito nele. Ele era a mistura perfeita do ruivo da minha mãe com o castanho claro do meu pai. Minha mãe adorava esse tom, tanto que nunca deixou eu muda-lo. Acho que é porque a faz lembrar do meu pai.
Meu pai. Maxon. Ele morreu exatamente no meu aniversário de10 anos. Minha mãe nunca superou isso. Nos primeiros meses, ela chorava em todo canto, onde pensava que ninguém veria. Mas na verdade, eu via. Ela assumiu o trono sozinha. Minha mãe foi uma guerreira. Mas afinal, eu a amava por isso.
- Vamos Bon, não fiquei ai com essa cara de quem ta pensando na morte do burro. — eu ri, pelo fato de que sem querer, Jess estar chamando o rei de burro.
- Vamos comer esse bolo de chocolate então
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-Senta, Bon, o assunto é sério — foi o que minha mãe disse quando me fez ir até o escritório. A última conversa séria que tivemos foi quando ela me contou que meu pai morreu. Eu e minha mãe não tínhamos muita formalidade entre nós. Meu pai sempre foi o formal.
- O que foi mãe?
- Filha, a um mês você completou 18 anos.
- Mãe, isso não é nenhum discurso sobre responsabilidade né?
- Filha, vou ser clara e objetiva. Você tem que se casar no máximo ao completar 20, o que nós dá dois anos.
- Nós? Mãe, eu não...
- Duas opções Bonnie, duas. A de aceitar ou a de negar, foi o que me deram, quando perguntaram se eu ia me inscrever para a Seleção. E é isso que eu dou a você.
- Como assim mãe?
- Como princesa, sua única opção era casar com um príncipe, para formal uma aliança com algum outro reino. Mas eu não acho isso justo, então, junto com o conselho, decidimos lhe dar mais opções. — era visível que ela não estava nada contente com aquela conversa — Uma das opções é casar com Philipe Desplanches, ele é príncipe de um país vizinho e é um bom partido — ela deu uma piscadinha pra mim.
Eu conhecia Philipe, na verdade, já tinha visto ele em alguns dos bailes em que eu fui. Ele parecia um cara legal, mas não um cara com o qual eu pensasse em casar. Nunca pensei em com quem fosse casar.
- Bem, tem outra opção — continuou minha mãe, ao ver que eu não tinha gostado muito da primeira opção — A segunda opção, a qual eu não gostei, nem aprovei, é a de haver uma nova e diferente Seleção.
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