Escolha do destino
7 Sentirei sua falta
Notas iniciais
Durante as férias, as garotas não se falaram mais. Quando se encontravam por um acaso em algum lugar que ambas frequentavam, Regina a evitava, apenas acenava de longe e procurava ir embora o mais rápido que podia. Por outro lado, tinha permitido que Kathryn se aproximasse mais, apesar de ainda não ama-la como a garota queria, ela sentia que isso poderia acontecer um dia, pois o que sentia por Emma estava desaparecendo ou se escondendo em algum lugar dentro de seu coração.
Mary sabia que a filha não estava se sentindo bem e sabia qual era o motivo.
— Emma, podemos conversar? – Disse entrando no quarto da garota.
— Sim. – Falou fechando o notebook e olhando para a mãe.
— Não quero que você se case com o Neal. – Mary foi direta.
— Pensei que eu não tinha escolha.
— Eu não apoio o seu pai Emma! Não quero que você se case, sei que não gosta dele e não será obrigada a fazer isso!
— Não é isso o que meu pai diz. Ele vai prejudicar a Regina mãe.
— Sei que vocês não se falam mais... você quer que eu fale com ela?
— Claro que não! De que adiantaria você contar pra ela? A Regina ainda não está pronta pra contar para os pais, eu não quero que ela se sinta pressionada à fazer isso por minha causa e também ela nem gosta mais de mim.
— Como você sabe que ela não gosta mais de você?
— Ela disse que eu fui a maior decepção dela, que talvez não consiga nem me ver como amiga... nem olha direito pra mim, pode ser que não tenha esquecido completamente mais isso é só questão de tempo.
— Emma, você está errada.
— Não mãe... – Olhou para a mulher. — ... está tudo bem, eu me acostumei com o Neal, ele não é tão insuportável e por incrível que pareça me respeita, já que vou ter que me casar com alguém, que seja ele, pelo menos já o conheço. – Deu de ombros.
— Sério o que você está me dizendo? Eu não posso acreditar que você vai aceitar isso! – Mary a olhou assustada. – Mesmo que você e a Regina não voltem filha, não é o Neal que você ama. Esse casamento não dará certo Emma.
— Pensei que a Regina fosse a pessoa certa e não terminamos bem, quem sabe o errado não vai ser o certo?! – Disse sem expressar nenhuma emoção.
— Estou te dando a chance de desistir, vou estar ao seu lado, seja lá o que você decidir, só quero que pense, pode voltar atrás quando quiser. – Mary deu um beijo no rosto da filha e a deixou sozinha para pensar.
Emma refletiu as palavras da mãe, pensou em terminar com o rapaz e continuar sem ninguém. Ela se sentia indiferente à tudo, não conseguia se sentir feliz e a tristeza que a muito tempo a acompanhava já fazia parte dela, nem a sentia mais. Sendo assim, decidiu por levar esse noivado adiante, sua vida não ficaria pior, ainda poderia tentar ver em Neal um amigo.
***
As férias terminaram e todos voltaram à rotina.
Alguns meses se passaram. Killian estava saindo com um garoto da faculdade e estava mais feliz do que nunca.
— Loves, estou indo... não se preocupem se eu demorar ok! – Disse às amigas que riram.
— Alguém desencalhou mesmo! – Zelena zombou dele.
— Sua bruxa! – Respondeu à amiga. – Você está com ciúmes isso sim! Mais não precisa ficar. – Falou se aproximando. – vocês são os grandes amores da minha vida ok! – Disse abraçando as meninas. – Mais tenho que ir mesmo, beijos. – Saiu apressado.
— Nunca o vi tão animado. – Comentou Regina.
— Pois é! – Zelena respondeu. Ela e a irmã não quiseram sair naquele sábado e resolveram assistir um filme juntas.
Após alguns minutos em silêncio, Zelena puxou assunto com a irmã.
— Rê, porque você não chama a Kathryn para vir aqui? – Sugeriu.
— Os pais dela vieram para cá esse fim de semana...
— Hmm, entendi... – Zelena ficou a olhando.
— O que foi Zelena? – Regina perguntou constrangida.
— Nada. – Sorriu. – Vocês estão saindo? – Regina não olhou para a irmã.
— Não. – Falou seca.
— Mais você quer, não quer? – Zelena insistiu.
— Porque esté me perguntando isso? Que chato!
— Por nada, só quero saber como você está... apesar de estarmos juntas todos os dias não temos muita oportunidade para conversar.
— Você fica a maior parte do seu tempo livre no celular com o Robin...
— Está com ciúmes! Que linda! – Zelena apertou a bochecha da irmã que rapidamente a empurrou.
— Para Zel, se continuar vou pro meu quarto.
— Só quero que converse comigo Rê, sinto sua falta sabia. Nós conversávamos tanto... – Regina a olhou, ela e a irmã sempre foram boas amigas e compartilhavam seus segredos, medos e alegrias.
— Desculpa! – Regina falou arrependida de sua atitude. – Acho que estou preparada para seguir em frente. – Olhou para a irmã que sorriu de leve. – Acho que estou começando a gostar da Kathryn.
— Que bom! Fico feliz em saber disso. – Zelena falou. – Ela não te chamou para conhecer os pais dela?
— Me chamou, mais achei melhor não ir. Tive medo que eles percebessem alguma coisa. Apesar dela nunca ter escondido nada deles.
— Eles à apoiam?
— Ela disse que foi complicado, mais agora estão bem com isso.
— Você terá outras oportunidades... você me conta?
— Contar o que?
— Quando acontecer algo entre vocês... quero ser a primeira a saber. – Regina sorriu.
— Claro que sim, você será a primeira a saber, SE acontecer. – Zelena riu da cara da irmã, a conhecia muito bem e sabia que ela estava se apaixonando por Kathryn.
***
O tempo passou depressa. Naquela noite, Kathryn e alguns amigos fariam uma festa em sua casa para comemorar o fim do semestre.
Regina, Killian e o namorado foram para a festa, como Robin não pode vir, Zelena preferiu ficar em casa mesmo a irmã insistindo para que ela fosse. Assim que chegaram na casa de Kathryn, a jovem os recebeu e os conduziram para onde os amigos estavam, ali todos já se conheciam.
— Onde está sua irmã? – Perguntou Kathryn.
— Como o Robin não pode vir ela preferiu ficar em casa. – Regina respondeu.
— Que pena... mais fico feliz por você estar aqui. Estava com saudades, essas provas tiraram completamente nossa vida social. – Sorriu.
— Tem razão... eu também estava com saudades.
— Vem... – Kathryn falou segurando sua mão. – Vamos pegar algo pra beber...
Os jovens passaram a noite conversando, bebendo e se divertindo. Quando a maioria dos amigos já tinham ido embora, inclusive Killian e o namorado. Regina resolveu se despedir.
— Kath, eu já vou para casa.
— Não espera mais um pouco, quando todos forem embora eu te levo.
— Não precisa me levar, somos quase vizinhas. – Regina riu.
— Mais eu quero te levar, por favor espera mais um pouquinho vai. – A garota insistiu.
— Ok! Vou esperar.
Após todos terem ido embora, Regina ajudou a amiga a organizar um pouco o local, assim que terminaram Kathryn à levou para casa.
Caminharam de braços dados até quando chegaram em frente a casa de Regina.
— Bom... então estamos oficialmente de férias! – Regina falou.
— Uhum... vou sentir saudades.
— Eu também vou. – Regina falou abraçando a amiga. Assim que desfizeram o abraço ficaram se olhando por um tempo. – Ahn, é... eu vou entrar então... – Falou meio sem graça. – Tchau Kath.
— Regi... – Kathryn falou olhando em seus olhos. – Posso te dar um beijo? – Pediu um pouco apreensiva. Regina sorriu e se aproximou mais da garota.
— Pode... – falou sorrindo tímida. Kathryn se aproximou mais ainda e selou seus lábios. Regina levou suas mãos ao rosto da garota enquanto Kathryn segurava sua cintura. O beijo durou alguns minutos e ambas sentiam o estômago gelar. – Ahn... eu tenho mesmo que entrar. – Regina disse constrangida.
— Ok. Vamos nos falar durante as férias?
— Claro que sim. – Kathryn a abraçou selando seus lábios novamente.
— Até mais meu amor, vou sentir sua falta. – Falou e foi caminhando em direção à sua casa.
— Também sentirei a sua. – Regina sorria bobamente.
Entrou em casa, encontrando tudo escuro. Passou pelo quarto de Killian e viu que o rapaz ainda não havia chegado. Foi direto para o quarto da irmã, precisava contar o que tinha acontecido.
— Zel? – Disse abrindo a porta.
— Sim? – Zelena respondeu sonolenta enquanto Regina deitava ao seu lado.
— Desculpa te acordar, mais preciso te contar uma coisa...
— O que aconteceu? – A irmã perguntou um pouco assustada.
— Calma... é que eu prometi que contaria então... – Zelena a olhou desconfiada. — ... a Kathryn pediu para me dar um beijo.
— E o que você disse?
— Disse que sim. – Falou sorrindo, e mesmo no escuro percebeu que a irmã também sorria.
— Sério!? E como foi?
— Delicioso... – Regina ficou olhando para o teto relembrando o momento. – Acho que eu gosto dela... de verdade.
— Estou feliz por você! – Zelena a abraçou, conversaram por mais alguns minutos e Regina deixou a irmã voltar à dormir e foi para seu quarto tentar pegar no sono.
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