Escolha do destino
9 Medo
Notas iniciais
Regina e a amiga se sentaram para assistir à apresentação de um show de talentos que estava tendo na festa.
— Você já participou alguma vez? — Kathryn perguntou se referindo à apresentação.
— Sim, as escolas geralmente se apresentam com algum número de dança ou teatro. Todos nós costumávamos participar quando crianças. — Olhou para a amiga sorrindo.
— Eu queria ter visto você naquele palco. — Kathryn a admirou.
— Não me olhe assim! — Falou corando.
— Desculpa, é que você é tão linda e eu gosto muito de você. — Confessou segurando uma das mãos de Regina.
— Ahn... acho que por hoje já vimos tudo, vamos embora? Amanhã podemos voltar para você experimentar mais alguma coisa.
— Claro, vamos procurar seus pais.
— Eles vão demorar, tenho certeza. Vou mandar uma mensagem pra minha mãe e vamos de táxi.
Chegaram em casa e enquanto Kathryn se arrumava para dormir, Regina respondeu as mensagens que Killian havia lhe mandado informando ao amigo que elas já estavam em casa e que depois marcariam de sair novamente.
— Pode ir, terminei. — Kathryn disse à amiga enquanto saía do banheiro.
Regina se levantou para escovar os dentes e colocar um pijama. Assim que voltou para o quarto, viu que Kathryn já estava cochilando, sem fazer barulho apagou as luzes, deixando apenas um luminária acesa e se deitou ao lado da garota.
— Regina... — Kathryn falou se virando para a outra.
— Desculpa, não queria te acordar.
— Eu não estava dormindo, só fechei os olhos por alguns instantes. — Falou rindo e Regina a acompanhou. — Chega mais perto de mim, está frio. — Disse puxando a cintura da amiga.
— O Kill ficou preocupado, me mandou tantas mensagens. — Comentou enquanto se aconchegava ao lado dela.
— Você respondeu?
— Sim. Disse que já estamos em casa e amanhã iremos combinar para sairmos novamente.
— Ok. — Respirou fundo. — Posso te dar um beijo de boa noite?
— Uhum — Regina respondeu se aproximando mais.
Kathryn selou seus lábios e começou a beija-lá delicadamente, sendo correspondia prontamente. Se beijaram por um longo tempo e quando Regina percebeu que as coisas poderiam tomar outro rumo resolveu interromper o momento.
— Kath... melhor pararmos. — Disse baixinho.
— Como você quiser. — Respondeu se afastando.
— Ei! Quero dormir abraçada com você! — Regina falou fazendo Kathryn voltar para perto dela.
— Claro meu amor! — Respondeu a aconchegando em seu corpo. — Boa noite. — Selou seus lábios.
— Boa noite. — Respondeu pegando no sono poucos minutos depois.
***
Neal foi levar Emma para casa assim que a festa acabou. Parou o carro em frente a casa da namorada e desligou o veículo.
— Amor, o que está acontecendo com a Regina? Vocês sempre estavam juntas e agora ela mal te cumprimenta.
— Nos falamos sempre por mensagem. — Mentiu — E como estamos namorando ela fica constrangida de ficar por perto, talvez pense que vai atrapalhar...
— Que besteira, tenho que falar para a Regina que ela nunca nos atrapalha.
— Não vai dizer nada Neal. Deixa ela. — Disse abrindo a porta do carro. — Boa noite!
— Ok... boa noite. — Neal respondeu selando seus lábios. — Te ligo amanhã. — Emma assentiu entrando em casa.
Subiu para seu quarto. Não estava conseguindo pegar no sono, ficou pensando em Regina e na amiga dela, então, resolveu enviar uma mensagem, sabendo que corria o risco de ser ignorada.
Oi Regina, me desculpe por hoje. Eu não iria me sentar junto com o pessoal, mais você foi embora antes mesmo que eu falasse. Sinto sua falta, se puder me mande uma mensagem. — Emma.
A garota pensou em perguntar quem era a garota que estava com a amiga, mais decidiu que perguntaria isso à Elsa.
Quando a mensagem chegou, Regina já estava dormindo em um sono profundo e não ouviu o alerta.
Na manhã seguinte, depois de se arrumar, Regina pegou o celular para ver as horas e viu a mensagem de Emma. Pensou por alguns minutos em não responder, mais decidiu enviar ao menos uma resposta simples.
Sem problemas Emma, nós já estávamos de saída mesmo. — Regina
Emma ouviu seu celular apitar e correu para pega-lo. Se decepcionou ou ver que Regina só tinha lhe enviado uma resposta simples e mais nada, pelo menos não tinha sido ignorada como imaginava que aconteceria.
— Bom dia! — Elsa disse assustando a irmã que estava distraída. — Tá fazendo alguma coisa de errado pra se assustar assim Emma? — Perguntou tentando ver o que tinha na tela do celular.
— Nada de errado. — Emma respondeu apagando a tela do aparelho. — Pedi desculpas à Regina por ontem na festa.
— Ela respondeu? — Emma assentiu. — E porque você está assim?
— Disse que sentia falta dela, mais pelo jeito ela não sente a minha — sorriu sem achar graça — Quem é aquela garota que estava com ela Elsa?
— É a Kathryn, elas estudam juntas.
— Só estudam mesmo? — Elsa assentiu. — Tem certeza que elas não estão juntas?
— Elas são amigas Emma. — Elsa disse sem ter certeza — São bem próximas mais nada aconteceu.
— É egoísmo da minha parte, mais queria que ela me contasse se elas fossem mais que amigas.
— Isso não vai acontecer Emma. Você não teve coragem para contar o que está acontecendo com você, me desculpa mais eu no lugar dela também não iria te contar se estivesse acontecendo algo.
— É eu sei, mais eu tinha esperanças sabe... — Falou suspirando — Vou caminhar no parque, vamos?
— Sim, deixa eu me trocar rapidinho. — Elsa respondeu e foi correndo se arrumar.
***
Regina, Kathryn e Zelena aproveitaram o dia para descansar. Robin e Killian apareceram após o almoço e se juntaram as meninas para ficarem na piscina.
Os rapazes foram embora quando já estava anoitecendo, iriam voltar para buscá-las, eles combinaram de ir à festa mais uma vez.
— Zelena, Regina. – Cora as chamou e ambas apareceram na porta de seus quartos. – Seu pai eu já estamos indo, hoje iremos ajudar nas vendas.
— Ok, o Robin já esta vindo nos buscar. – Zelena respondeu.
— Nos vemos lá então. – A mulher falou saindo.
Algum tempo depois Robin e Killian chegaram e todos foram juntos para o local.
Cora, o marido e os amigos sempre ajudavam na venda dos doces de um instituição carente da cidade. Mary e Cora ficaram responsáveis pelo caixa enquanto os homens atendiam os pedidos.
— E a Regina, como ela está Cora? – Mary perguntou.
— Ela está ótima. Pensei que ela não se adaptaria, no primeiro semestre de aula eu senti que ela não estava bem. – Mary observava a amiga falar sabendo qual era o motivo de Regina não estar bem naqueles meses. – Mais agora parece ter dado tudo certo, ela está feliz, você viu... ela até trouxe uma amiga para passar alguns dias aqui.
— Que bom. A Kathryn parece ser uma boa garota. – Mary pensou em começar a contar sobre a filha e a amiga mais preferiu não fazer.
— Nem tivemos a oportunidade de conversar mais... e o noivado da Emma?! Me pegou de surpresa...
— A nós duas. – Sorriu sem graça.
— Você não sabia? – Mary negou com a cabeça. – Não acredito! – Falou surpresa. – Mais tem certeza que ela está bem com isso Mary? Ela parece estar chateada, percebi isso desde a festa. Está mais reservada, não vai mais lá em casa.
— Eu não sei Cora. Tenho percebido que ela não está legal, mais mesmo assim não me disse o motivo. – Mary mentiu. – Eu acho que é muito cedo para esse casamento acontecer, mais ela me disse que vai levar adiante.
— Você não quer que aconteça?
— O Neal é um bom rapaz, sempre gostou da Emma, mais eu sinto que ela não o ama tanto assim.
— Ela deve ama-lo Mary, ela não aceitaria se não amasse não é?!
David se aproximou das mulheres junto com uma senhora interrompendo a conversa.
— Querida, a Sra. de Vil irá levar esses doces ok. – Disse deixando uma cestinha para que a mulher empacotasse. – Mary assentiu e continuou a atender a senhora.
Os jovens andaram pelo local, jogaram alguns jogos que tinham por ali. Killian conseguiu ganhar um coração de pelúcia e fez questão de dar à Kathryn para que ela levasse uma lembrança daquele dia. Voltaram para casa tarde da noite.
***
O fim de semana já havia terminado e Kathryn tinha que voltar para casa. Regina e a mãe foram levá-la até o aeroporto e esperaram até que o avião decolasse.
Kathryn se despediu de Cora e agradeceu pela hospitalidade da mulher. Deu um abraço na amiga e sussurou no ouvido dela.
— Eu amo você! – Deu um beijo no rosto de Regina que sorriu.
— Até mais Kath. – Regina acenou enquanto a garota se distanciava.
Cora deixou a filha em casa e voltou para o trabalho. Regina se sentou na sala junto com a irmã que assistia TV. Zelena ficou a observando por alguns minutos.
— O que foi Zel? – Perguntou constrangida pelo olhar da outra.
— Vocês choraram? – Zelena disse irônica.
— Idiota. – Jogou uma almofada na irmã.
— Aii, deixa de ser chata... – resmungou — ... e aí? – Regina a olhou sem dizer nada. – Me fala vai Rê! É pra valer?
— Eu não sei ainda Zel. – Disse corando. – Eu gosto da Kathryn, mais eu tenho medo.
— Medo de que?
— De dizer isso à ela, de me magoar de novo... – pensou por alguns instantes. — ... de contar para nossos pais.
— Regina você não precisa contar pra eles nem pra ninguém! Exceto pra mim claro. – Regina sorriu. – Mais estou falando sério, ela te ama e é uma ótima garota, se eu fosse você eu diria à ela. Tenho certeza que ela vai ser super discreta.
— É... vou pensar no que me disse, afinal tenho o resto das férias pra isso.
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